Incentivo ao uso da bicicleta

Vez ou outra me alegro ao ver iniciativas que incentivam o uso de meios alternativos de transporte. Hoje, fiquei sabendo que a bela cidade de Bolonha, no norte da Itália, criou um projeto para estimular as pessoas a andarem de bicicleta ou fazerem uso do transporte público.

O objetivo é reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. Afinal, como a gente sabe, os gases emitidos pelos veículos são um dos causadores do aquecimento do planeta.

Pensando nisso, a cidade de Bolonha criou um sistema de recompensas para quem optar pela bicicleta. Nada muito grande ou custoso… A iniciativa premia quem deixa o carro em casa com sorvetes, cerveja, ingressos de cinema e outros brindes para quem prefere pedalar.

Eu me alegro quando vejo iniciativas como essa porque confirmam que não é preciso fazer muito para mobilizar as pessoas em torno de algo realmente relevante.

Nas médias e grandes cidades brasileiras, o número de veículos nas ruas e avenidas já se constitui um problema grave. Mas, pelo menos por aqui, ainda pouco tem sido feito. Com frequência, as políticas públicas se restringem a construção de ciclovias e ciclofaixas. Embora essa iniciativa seja importante, faltam programas que estimulem de fato as pessoas a usarem a bicicleta.

Em Maringá, por exemplo, as ciclovias estão cada vez mais presentes no cenário urbano. Isso tem levado muita gente a pedalar, inclusive para ir ao trabalho ou à escola. Mas o movimento ainda é tímido, diante do potencial que a cidade tem.

O que ocorre é que faltam campanhas que incentivem as pessoas a usarem menos os veículos. A criação de uma nova cultura necessidade de estímulos. Recompensas, como em Bolonha, na Itália, são uma estratégia importante para lembrar as pessoas que é bacana pedalar.

Parece pequeno dar brindes como sorvetes, ingressos… Entretanto, é o tipo de ação, de baixo custo, que coloca o assunto em pauta. E mexe principalmente com os mais jovens, que são as pessoas mais abertas a incorporarem novos hábitos.

Ah… E a ideia em Bolonha nem surgiu na prefeitura. Foi um urbanista que motivou a cidade a aderir a proposta e implementá-la – inclusive com a participação do empresariado.

Isso mostra que cuidar de uma cidade, cuidar do planeta, envolve todo mundo – mas que há necessidade do empenho principalmente daqueles que comandam cidades, empresas, associações, organizações das mais diversas. Mais que pensar apenas nos dividendos políticos e, no caso dos empresários, em seus lucros, é fundamental lideranças pensarem em ações que transformem a cidade em que vivem.

Que tal andar de bicicleta?

bicicleta

Já andei muito de bicicleta. Mas faz tempo que pedalar é algo que só faço na academia. E ainda assim, prefiro a esteira – caminhar e correr. Ainda assim, sou um entusiasta da bicicleta. Não necessariamente para o lazer ou como opção de atividade física. Penso na “magrela” como alternativa de transporte.

Por isso, fiquei super empolgado quando li a notícia:

Venda de bicicletas supera a de carros na Itália

Depois de 48 anos, o comércio de bicicletas superou o de veículos. E o que é mais interessante: doze anos atrás, cerca de 2,9% da população usava esse tipo de transporte; hoje, os ciclistas representam cerca de 9%. Legal demais, né?

E não é por economia, por falta de dinheiro, empobrecimento da população… Nada disso. Apenas consciência.

Sonho com isso por aqui.

Temos um estrangulamento do sistema de trânsito de nossas cidades. O transporte coletivo não funciona. É ruim. E o preço, pouco convidativo. Diante do quadro, a bicicleta poderia ser a resposta para um problema real. Ela garante autonomia, agilidade, custo reduzido e ajuda no controle ambiental.

Porém, em nosso país há muitos desafios. O primeiro deles é a visão estereotipada dos brasileiros. É ridículo, mas muita gente acha que bicicleta é “coisa de pobre”. Chega a ser preconceituoso, inclusive com as pessoas de menor renda.

Também é preciso rever as prioridades no trânsito. Hoje, o privilégio é para o carro. Não há segurança para quem pedala, não há estacionamentos, não há sistemas de integração com o transporte coletivo, nem banheiros nas empresas para atender os ciclistas.

O que me anima é saber que tudo que acontece nos chamados países desenvolvidos acaba chegando por aqui. Atrasado, mas chega.

Um milhão de livros serão digitalizados

Vi há pouco e vibrei:

– Itália faz acordo com Google para digitalizar um milhão de livros

Claro, não diz respeito diretamente a nós. As obras não são nossas, não estarão disponíveis em nossa língua. Mas mostra o interesse, inclusive do governo – já que se trata de um acordo com o Ministério da Cultura daquele país – de disponibilizar obras clássicas na rede.

Há muito conteúdo se perdendo… Obras preciosas, livros raros, material que a gente não tem acesso por não estar disponível para venda e nem existirem exemplares suficientes espalhados pelas bibliotecas.

É momento de superar os preconceitos, hábitos culturais e digitalizar esse acervo que faz parte do patrimônio cultural da humanidade. Pelo menos, ainda que não haja interesse de grande parte do público de consumir essas obras, não se poderá justificar a restrição ao acesso das mesmas.

As revistas da semana

VEJA: Caiu a casa do tesoureiro do PT. O petista que vai cuidar das finanças da campanha de Dilma Rousseff é apontado em inquérito como pivô de um esquema que desviou dezenas de milhões de reais e abasteceu o caixa dois da campanha de Lula em 2002. Também na edição, o Brasil ficou longe de atingir as metas estabelecidas para se alcançar em 2010 na educação. E a qualidade ainda é uma meta distante. A hora da estrela: Sandra Bullock já fez de tudo: filmes bons (e nem tão bons) de sucesso, filmes esquecíveis, filmes ruins. No último ano, porém, ela tentou algo diferente: levar-se a sério como atriz.

ÉPOCA: Os segredos dos bons alunos. Como eles tiram notas altas (sem ser superdotados). Como se forma um bom aluno. A reportagem sustenta que só querer não basta. Por que Serra está esperando. Apesar de a vantagem sobre Dilma ter caído, o governador calcula que adiar o confronto é a melhor estratégia para derrotá-la na campanha. A nova Fórmula 1. Mudanças podem tornar a temporada de 2010 a mais emocionante da história. A Época também busca responder se vale a pena se vacinar contra a gripe suína.

ISTO É: O coquetel do prazer masculino. Novos remédios, tratamentos à base de células-tronco, terapia genética e reposição hormonal, entre outras opções, ajudam os homens a superar as principais dificuldades na cama e a reencontrar a felicidade no sexo. Palanque digital, candidatos elegem o Twitter como a estrela da internet para se aproximar dos eleitores e multiplicar seus discursos. A sucessão presidencial passa por Minas Gerais. Aécio Neves segue a lição do avô Tancredo e adota a política da convergência: nega ser vice, mas garante que Serra terá os votos do segundo maior eleitorado do País.

CARTA CAPITAL: O plebiscito em marcha. Uma equidistante análise dos governos FHC e Lula. Ainda na edição: Aécio rejeita a ideia da chapa puro-sangue, mas Serra continua firme na sua criticada estratégia. Silvio Berlusconi, premier italiano, vem para uma visita rápida ao Brasil, porque o assoberbam os problemas enfrentados por seu governo.

Ricardinho pode jogar pela Itália

O levantador Ricardinho deve ter ficado muito magoado com seus companheiros e com o técnico Bernardinho. Em reportagem do Estadão, o atleta revela que vai abrir mão da seleção brasileira. O jogador pretende virar cidadão italiano e, em dois anos, ter a chance de defender a equipe daquele país. Essa seria a vingança de Ricardinho?