Por que os jornais não dizem quem apoiam?

O The New York Times declarou apoio à reeleição de Barack Obama. O editorial foi publicado nesse sábado, 27.

Quando vi a notícia, lembrei de uma discussão que já fiz várias vezes em sala de aula. Nos Estados Unidos é comum os jornais se posicionarem. E sem prejuízos. Para eles, para os eleitores e para os políticos.

O NYT anunciou que prefere Obama e isso não o fará perder leitores republicanos. Nem Mitt Romney deixará de falar com os repórteres do jornal. Também não se sentirá perseguido.

Há maturidade política suficiente nos Estados Unidos para que todos entendam tal atitude como natural. Sabem que os veículos de comunicação não deixaram de exercer seu papel social pelo fato de apoiarem um candidato.

Como isso seria aqui no Brasil? Impossível, né.

Os eleitores diriam que os jornais e jornalistas estariam vendidos. Os políticos passariam a privilegiar as informações para os que os apóiam e se achariam perseguidos pelos veículos que escolheram os adversários. E, por vezes, muitos meios de comunicação perderiam a linha e se engajariam, de fato, na campanha eleitoral. Seria um “deus nos acuda”.

Infelizmente, o que acontece lá não tem como acontecer por aqui. Embora ainda ache que seria mais justo, inclusive com os eleitores – afinal, todos têm uma posição -, falta maturidade para todas as partes envolvidas.

Pouca gente daria conta.

Por enquanto, há apenas dois exemplos de posicionamento declarado. Nas eleições presidenciais, o Estado de São Paulo declarou apoio a José Serra; a revista Carta Capital, a Dilma Rousseff.

É alguma coisa. Um começo. Quem sabe, um dia a gente chegue ao ponto de ter uma cultura política que permita um debate transparente e sem e menos hipócrita.

Vendas do comércio revelam nosso descaso ao conhecimento

As vendas do comércio varejista cresceram em 2011. Não como se esperava, mas cresceram. Entretanto, ao detalhar os dados apresentados pelo IBGE me chamou a atenção um segmento: o de venda de livros, revistas, jornais e papelaria.

O IBGE trouxe dados de dez atividades econômicas. Sete tiveram crescimento; três sofreram retração. As perdas mais significativas foram sentidas por quem vende livros, revistas, jornais e papelaria – saldo negativo de 5,3% na comparação com 2010.

Este é o tipo de indicador que pouca gente presta atenção. E quando se trata do assunto é apenas para falar numa perspectiva econômica. Entretanto, entendo que o dado é revelador. Mostra o verdadeiro valor que o brasileiro dá ao conhecimento.

São nos livros, revistas, jornais… que temos fontes preciosas de informação. E, quando o dinheiro encurta, o brasileiro corta o que considera desnecessário.

O indicador econômico sugere que nossa gente entende que o conhecimento é despesa. Não é prioridade.

Concordo que esses produtos têm preços elevados em nosso país, principalmente se levarmos em consideração a renda do trabalhador. Ganha-se pouco.

Ainda assim, estamos muito longe de sermos uma nação que valoriza a leitura. Leitura que produz saber, criticidade, conhecimento. Lamentável!

Jornais: não dá para mudar o formato?

É difícil encontrar jovens leitores de jornal
Há alguns dias estou recebendo a Folha de São Paulo. Toda vez que estou com aquele “jornalão” nas mãos sinto um misto de prazer e ódio. Prazer pelo conteúdo; ódio pelo formato. Gente, é horrível folhear um jornal. De verdade, não entendo por que insistem nesse formato. É verdade que os leitores de impresso são tradicionais. Entretanto, por vezes deixo de ler em função do incômodo de mudar as páginas. Como fazer isso na mesa de trabalho, com computador, celular, agenda etc etc? No sofá de casa? É preciso ter espaço. Não dá.

Semanas atrás saiu uma pesquisa sobre o perfil do leitor de jornais. No Brasil, ele tem 47 anos. Quatro anos atrás, tinha, em média, 45. Estudos mais antigos revelam que a média de idade era de 42, 40… Ou seja, o tempo passa e o leitor de impresso, envelhece. Jovens não gostam de jornais. Não dá para dizer que é por culpa do formato. Há outros motivos. Porém, pelo menos para mim, o tamanho dos diários incomoda.

As manchetes do dia

– Paciência e horas de espera para renovar CNH
O jornal O Diário destaca que os motoristas podem perder quase 3 horas para cumprir os trâmites necessários para a renovação da carteira de habilitação na 13ª Ciretran. Em apenas um dia, o motorista pode perder mais de uma hora e meia nas filas. Mas, em alguns casos, ele tem que retornar mais duas vezes. A falta de funcionários é uma das causas da demora.

– Calamidade no Sul
A manchete do Hoje Notícias trata dos mais de 100 municípios que estão em estado de emergência ou decretaram estado de calamidade pública em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. As regiões atingidas começam a receber doação e contabilizar os prejuízos para recomposição das cidades.

– Pesquisa revela otimismo com vendas na cidade
O Jornal do Povo fala da pesquisa realizada pela Acim para conhecer a expectativa dos empresários em relação às vendas para o Dia das Crianças. 82% deles estão otimistas com as vendas; 16% estão indiferentes e apenas 2% estão pessimistas. Ainda de acordo com a pesquisa 64% espera vender mais do que no mesmo período do ano passado.

As manchetes do dia

– Bradesco adere à greve na semana do pagamento
O jornal O Diário destaca que mais 12 agências são fechadas em Maringá, na véspera do 5º dia útil do mês. A paralisação dos bancários leva ao aumento das filas em caixas eletrônicas, eletrônicos, lotéricas e nos bancos Itaú e do Brasil – que seguem funcionando normalmente.

– “Voltamos a investir depois de 25 anos”
A manchete do Hoje Notícias traz em destaque a fala da ministra Dilma Rousseff. Ontem, ministros do governo Lula estiveram em Londrina para assinar convênio para a construção de 2 mil moradias. A ministra Dilma aproveitou para ressaltar as conquistas do governo Lula e pontuou os investimentos no programa habitacional “Minha casa minha vida”.

– Compagás vai participar do projeto Maringá-Paranaguá
O Jornal do Povo fala do apoio dado pelo governo do Paraná ao projeto de construção de um alcoolduto ligando Maringá ao Porto de Paranaguá. O alcoolduto proposto vai escoar a produção paranaense e do Mato Grosso do Sul para exportação pelo porto de Paranaguá.