A morte da esperança

A esperança é um estado emocional que, de certo modo, assegura conforto em relação ao futuro. A esperança nos faz acreditar que tudo vai dar certo.

Essa forma de se relacionar com o mundo é positiva.

Entretanto, a esperança tem nos escapado. As novas gerações são gerações sem esperança. E mesmo entre nós, adultos, a esperança está enfraquecendo.

Na prática, o mundo que estamos construindo, nossas atitudes diante do planeta e da vida são responsáveis pela morte da esperança.

Quando nossos meninos e meninas olham para nós, adultos, não conseguem vislumbrar nada que alimente a esperança de vida deles.

Nosso próprio discurso a respeito do investimento no futuro se resume a insistir para que façam tudo que estiver ao alcance a fim de serem bem-sucedidos. E o que seria ser bem-sucedido? Ter uma profissão respeitada, um bom salário e reunir as condições necessárias para comprar tudo que for possível comprar.

As novas gerações olham para nós e percebem o quanto isso é pobre. As pessoas vivem cansadas, doentes, física e emocionalmente, possuem relacionamentos frágeis… Uma vida medíocre em nome do que é idealizado como vida desejável.

Por outro lado, a violência cresce, o individualismo egoísta torna a todos inimigos… E, pior, a nossa casa, o planeta, está sendo destruído.

A política é mesquinha, não está e nunca esteve a serviço de todos.

Como ter esperança? Não dá para ter esperança.

E sem esperança, muitos dos meninos e meninas não enxergam sentido na vida. Por isso, não há prazer em viver e o próprio desejo de morrer faz parte dos pensamentos de muitos deles.

A falta de esperança dessas novas gerações pode ser, porém, a nossa salvação.

A esperança que alivia as dores também anestesia as ações. Ficamos esperando uma espécie de milagre… Algo que possa dar um sentido às coisas e até salve nosso planeta.

Sem esperança, talvez nossos meninos e meninas, os mais resistentes, sejam objetivos, virem o jogo e criem formas mais honestas de viver, de se relacionar com o dinheiro e até de explorar o planeta.

A escola e o (não) prazer de estudar

​Dias atrás, falei aqui que um número expressivo de jovens entende que sucesso profissional é “fazer o que gosta”. Também mencionei que a busca por fazer coisas que proporcionam prazer é uma das características do momento em que vivemos. Frequentemente, as escolhas de nossos adolescentes e jovens têm como referência a expectativa de que aquela atividade poderá ser alegradora.

Esse não é um princípio de vida ruim. Passa a ser, quando há baixa tolerância à frustração, ao desconforto, à dor.

E aqui está um dos problemas enfrentados na escola. O ato de aprender é, por vezes, desgastante, cansativo e provoca muito sofrimento.

O movimento de aprendizagem é uma espécie de agressão subjetiva. É necessário todo um esforço para se adquirir um determinado tipo de conhecimento, principalmente em áreas que não parecem fazer sentido para nós. Há necessidade de criar novos “caminhos” no sistema neuronal, novas conexões.

Entretanto, no que diz respeito à escola, a situação é ainda mais complexa. Algumas regras gramaticais, cálculos matemáticos, princípios físicos, químicos ou estudos biológicos são totalmente estranhos e desconexos com a realidade imediata do aluno. E aí sem prazer e sem fazer sentido, não há nada de recompensador nesse aprendizado.

A rejeição por aquele saber é quase imediata. Com raras exceções, absorve-se o necessário para obter o resultado desejado: a aprovação na matéria. Nada mais que isso!

E nenhum discurso professoral, ou até mesmo da família, em defesa desse tipo de conhecimento têm lógica para os estudantes. Eles se sentem desconfortáveis com as horas dedicadas ao estudo, não encontram nenhum prazer naquilo e, pior, ainda notam que provavelmente boa parte daquele conhecimento só terá valor para passar num vestibular. Nada mais.

Na prática, a escola produz efeito contrário do desejado. Ao obrigar os alunos a fazerem coisas que não gostam e que não possuem conexão com a realidade deles, a escola acaba por sugerir que o estudo é chato, impositivo, e não passa de uma mera formalidade para aprovação em concursos ou em atividades que estabelecem, aleatoriamente, suas próprias regras, ignorando as habilidades que, de fato, são requeridas numa profissão e até mesmo para a vida.

Os efeitos das redes sociais sobre os adolescentes

​Com a popularização das redes sociais, inúmeros estudos têm sido desenvolvidos para compreender os seus efeitos na sociedade. ​Entre as pesquisas realizadas, várias delas envolvem jovens e adolescentes​. O objetivo é compreender se existe alguma relação entre a depressão​, ansiedade​ e o uso das redes. Afinal, é fácil notar o crescimento de doenças emocionais nesse público. Mas​, afinal,​ os hábitos digitais estariam entre as causas​ dessas doenças e transtornos psíquicos​?

A maioria dos estudos indica algum tipo de relação entre as doenças emocionais e o uso das redes sociais.

No início deste ano, a revista Lancet apresentou números preocupantes. Com base em dados de 10 mil adolescentes de 14 anos, ​a publicação científica ​revelou que, entre os que passam mais de cinco horas por dia nas redes sociais, o porcentual de sintomas de depressão cresce 50% para meninas e 35% para meninos. Mesmo entre os que passam três horas há elevação de sintomas, de 26% para elas e 21% para eles.

Embora os pesquisadores sejam cautelosos em relacionarem diretamente as doenças emocionais com o uso das redes sociais, muitos deles têm se empenhado em alertar para os riscos de ficar horas e horas conectado ao Facebook, Twitter, Instagram​ etc.

Uma das preocupações é com o efeito das imagens de outras pessoas sobre a vida dos usuários das redes. A quantidade de imagens que sugerem vidas perfeitas, rotinas emocionantes pode gerar ansiedade e sensação de fracasso.

Justamente por reconhecer esses efeitos​,​ o Instagram ocultou o número de curtidas nas publicações​;, o Twitter estuda algo semelhante nos posts e outras redes também avaliam estratégias para minimizar as comparações entre usuários. ​Vale citar que o Facebook e Instagram permitem que o usuário monitore o próprio tempo dedicado às redes. ​

Entretanto, nada disso resolve se as pessoas ficarem imersas horas e horas nas redes.

Os pesquisadores sugerem apenas duas estratégias para não sofrer os efeitos das redes: menos tempo de tela e mais tempo de vida “real” – ou seja, de contato presencial com amigos, família, atividades físicas, lazer, leitura… Além disso, para os pais, algo que eu já disse aqui: os pais devem ser os mediadores do contato dos filhos com as telas​.

Para jovens, sucesso é fazer o que gosta

​A geração Z, formada por jovens entre 18 e 24 anos, quer mais do que salários altos; prefere trabalhar no que gosta. Para isso, está disposta a ganhar menos.

Os dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, SPC Brasil e Sebrae mostram que 42% dos jovens nessa faixa etária entendem que trabalhar em algo que gostam é o principal fator de sucesso.

Este dado é extremamente relevante. Aponta para uma significativa mudança de mentalidade. Afinal, é fundamental não se deixar nortear apenas pelos ganhos. A vida é curta demais para desperdiçarmos nosso tempo apenas na busca por dinheiro.

​​O fato de 42% dos jovens compreenderem o “fazer o que gosta” como valor de sucesso também tem a ver com a ilusão da felicidade. A busca por ter prazer em tudo é um dos principais objetivos das novas gerações.

Ter prazer é muito bom. Ser feliz é maravilhoso.

Entretanto, há um perigo nessa mentalidade dos jovens: ignorar que toda ​e qualquer atividade reúne uma série de elementos que nos causam desprazer.

Deixa eu explicar melhor… Eu amo dar aulas. Esqueço de todo e qualquer problema extra-classe quando estou em sala de aula. Esqueço até o cansaço físico. Porém, odeio corrigir provas. Trocaria um domingo de correção de provas por qualquer tipo de trabalho doméstico – limpar a casa, lavar banheiros…

Adoro propor projetos novos para meus alunos e vê-los envolvidos na execução. Sou o campeão de projetos na minha faculdade. Mas admito que a​dio ao máximo a entrega dos relatórios. Tenho pavor de escrevê-los. Quando chega o final do semestre, chego a cogitar encerrar os projetos só para não ter mais a obrigação dos relatórios.

Eu não sei se você está me entendendo… O que eu quero dizer é que escolher fazer o que gosta não impede ninguém d​a obrigação de ter que​ fazer o que não gosta. Não há nenhuma atividade que seja 100% prazerosa. Nenhuma​!​

Quando 42% dos jovens dizem que o maior valor de sucesso é fazer o que gosta, eu me alegro. Por outro lado, por saber que a ideia de felicidade e prazer é o que referencia essa nova mentalidade, eu me preocupo. Basta notar que nossos jovens são pouco resistentes às frustrações, aos fracassos e pouco tolerantes ​às atividades que lhes causam desconforto.

Como não há trabalho algum que seja apenas alegrador, será que nossos jovens encontrarão profissões que concretizem para eles o tão sonhado “fazer o que gosta”?

Jovens são massa de manobra?

Os jovens e adolescentes são idiotas? Idiotas úteis? Massa de manobra?

Tenho dois filhos; o mais velho, com 22 anos e no quarto ano da universidade; a mais nova, 18 anos e no primeiro ano de faculdade. Trabalho com jovens no ensino superior há 14 anos e, por dois anos, convivi com dezenas de estudantes de ensino médio e cursinho. Acho que conheço, por experiência própria, um pouco deste público – além disso, sou pesquisador em Educação. Sinto ter certa autoridade para falar de jovens e adolescentes.

Então, voltando as perguntas iniciais, posso garantir que a moçada pode até ser idiota, às vezes. Afinal, todos nós, vez ou outra, somos. Entretanto, uma coisa que jovens e adolescentes não são é massa de manobra. Por ingenuidade, inexperiência, fragilidade emocional, formação educacional inadequada, nem sempre agem de maneira inteligente; mas não são facilmente manipulados, principalmente por adultos.

Jovens e adolescentes escutam youtubers, influencers. Escutam gente que se parece com eles. Por outro lado, pais, professores, padres, pastores são quase sempre vistos com desconfiança, tidos como inadequados e chatos. A maioria deles também não gosta de política e não acredita nas estruturas de poder. Por isso, quem afirma que jovens e adolescentes são idiotas úteis, massa de manobra de professores, demonstra total desconhecimento deste público.

Jovens e adolescentes se apaixonam por causas, por bandeiras ou, simplesmente, são alheios a tudo que pode parecer relevante para nós, adultos. Poucas coisas são mais importantes que a luta deles pela liberdade de suas subjetividades; querem ser reconhecidos como pessoas que sabem o que querem, que são donas do próprio nariz. Geralmente erram por não ouvirem gente mais experiente, mais vivida.

Nos colégios e universidades, professores não conseguem ser ouvidos; por vezes, sequer são respeitados.

Vivemos hoje uma crise de autoridade. Não há espaço para manipular ou doutrinar um adolescente ou jovem em sala de aula. Quando um professor tenta direcionar o olhar dos alunos para uma determinada perspectiva ideológica, a maioria percebe, resiste e passa a agir de maneira crítica – e até explicitamente desrespeitosa – com aquele educador.

Adultos que têm adolescentes e jovens em casa sabem que não é nada fácil fazer com que sigam certas orientações ou façam o que lhes foi determinado; sem ameaça ou pressão, eles só fazem o que querem, o que acreditam ser importante e necessário fazer. Também sabem o quanto são desconfiados em relação aos professores, aos discursos de autoridades institucionalizadas. Ou seu filho é diferente? Passivo? Cordeirinho que segue todas as ordens?

Não, meus caros, jovens e adolescentes não são idiotas úteis – até poderiam ser idiotas inúteis (como nós adultos, em algumas situações). Contudo, reafirmo, algo que eles não são, é massa de manobra.

Dependentes do celular

Uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos revelou que jovens adultos chegam a destravar a tela do celular até 123 vezes por dia. A pesquisa teve como referência um grupo de 4 mil pessoas entre 17 e 25 anos. Isso dá uma média de oito vezes por hora, considerando oito horas de sono.

“Para se ter uma ideia, esse número representa o dobro de vezes com que donos de iPhones, acima de 46 anos, fazem isso. Na faixa dos 46 aos 55 anos, este público verifica os telefones cerca de 63 vezes por dia.”

Sabe, a vida da gente mudou demais depois da chegada das chamadas novas tecnologias da informação e comunicação. Hoje, a gente se comunica por celular, computador, tablet… Tudo parece muito mais simples. Porém, as mesmas tecnologias que facilitam nossa vida também criam novos hábitos. E alguns um tanto viciantes.

Vamos ser sinceros… Como você se sente quando está numa reunião importante e o celular vibra? Bom, eu não sei você, mas sei que a maioria tem que dar uma espiadinha para ver o que é. Mais que isso… Se for um recado no whatsapp, há um sentimento de urgência, a necessidade de responder a mensagem naquele momento. A sensação que temos é que não pode ficar para depois.

Quando a pesquisa revela que os jovens americanos destravam a tela do celular pelo menos 123 vezes por dia significa que estamos cada vez mais conectados. Mas significa também que estamos mais dependentes. Essa dependência, muitas vezes, tem nos impedido de ver outras coisas, de fazer diferente. E quanto mais jovem, maior a dependência.

Essa angústia, essa obrigação por manter-se o tempo todo ligado no celular, responder todas as mensagens, ver tudo que está acontecendo no Facebook… não nos faz bem.

Muitas vezes, a gente não presta atenção direito nas pessoas pessoas que estão perto de nós. As reuniões são dispersas, os conteúdos debatidos não recebem a atenção de todos… Na sala de aula, o aprendizado tem ficado comprometido…Você sai para almoçar com alguém e acaba gastando mais tempo com o aparelho que com a pessoa que está contigo.

Penso que precisamos usar as tecnologias a nosso favor. Elas não podem nos impedir de viver a vida plenamente.

Por que não posso ser mecânico?

mecanico

Medicina é o curso mais concorrido do país. Cá com meus botões, tenho dúvidas se muitos desses jovens têm aptidão para a profissão ou se desejam ser médicos pelo status e salário.

Na verdade, essa história de profissão é bastante complexa. Medicina, digamos, é o topo. Porém, a lógica funciona para outras tantas atividades.

Recentemente, conversava com um garoto de 19, 20 anos. Ele trabalha num shopping. Tem uma rotina puxada. Não tem sábado ou domingo. As folgas são escalonadas. E até os estudos são prejudicados. Salário? Menos de mil reais.

Curiosamente, na mesma semana, falei com o dono de uma pequena indústria. Ele estava tentando contratar algumas pessoas. Já havia entrado em contato com o Senai. Afinal, quem vai pra esse tipo de atividade geralmente faz cursos ali. Porém, alguns cursos sequer fecharam turma. Não havia candidatos. E nem esse industrial conseguia gente para trabalhar. Detalhe, ele pagava, inicialmente, entre 1,5 mil e 2 mil reais.

Perguntei:

– Mas os jovens não se interessam por esse ramo?

Resposta:

– A moçada prefere o ar condicionado a sujar a mão de graxa.

Pois é. Por status, roupinha limpa e ar condicionado, parece-me que muitos jovens não têm interesse por determinadas profissões. Trabalhar na indústria, construção civil – ou mesmo como garçom, mecânico, cozinheiro etc – não os motiva. Na cabeça dos rapazes, pensam que também não ajuda a seduzir as meninas.

A facilidade de acesso a uma faculdade também trouxe certas ilusões. Fazem farmácia, informática e outros cursos, para terem uma profissão supostamente mais respeitada socialmente, ainda que ganhem menos que atividades tidas como mais “rudes”.

É curioso porque isso tudo não passa de uma imagem construída socialmente. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, existe maior respeito as profissões que, no Brasil, consideramos inferiores. E o problema por aqui nem é tanto o salário. Afinal, um bom eletricista ou encanador, atualmente, ganha mais que um jornalista, por exemplo. Isso sugere que o olhar para certas profissões é preconceituoso. E de pura ignorância. Sim, porque trabalho é trabalho. E o que se espera dele é que ofereça condições dignas de sobrevivência e prazer em sua realização. Ou seja, se sou garçom, ganho o que considero suficiente pra viver e tenho satisfação no que faço, qual o problema de não ter escolhido ser engenheiro?

Sabe qual o maior problema disso tudo? Até na profissão, somos reféns das expectativas alheias. Pior, assumimos tais expectativas como verdades.

Jovens vazios; futuro incerto

jovensEnquanto analisava alguns números da Síntese de Indicadores Sociais, com dados de 2012, eu pensava nos jovens que não trabalham e nem estudam. No Brasil, são cerca de 9,6 milhões. São chamados por “nem nem” (nem trabalham, nem estudam). Eles têm entre 15 e 29 anos. Pensar neles me faz questionar o futuro dessa moçadinha.

Na verdade, o futuro anda meio confuso mesmo para aqueles que estudam e trabalham. Como ficará a situação desse pessoal?

Não se trata apenas de ter renda. É de ter um sentido para viver. Estar comprometido com algo é que faz a gente acordar todos os dias com motivação.

Eu admito: tenho sérias críticas ao modelo capitalista. Acho que muitas vezes a gente não passa de uma peça numa engrenagem que só dá lucro pros poderosos. Trabalhador só se ferra (desculpa o termo). Entretanto, fora dessa discussão sociológica, entendo o trabalho como uma das coisas boas da vida. É importante se sentir produtivo, capaz de fazer, realizar.

Comecei a trabalhar muito cedo. Tinha 13 anos. Na época (nem faz tanto tempo assim… rsrs), podia. E o trabalho permitiu que eu tivesse o controle da minha vida. Além disso, permitiu que adquirisse mais disciplina, comprometimento e senso de responsabilidade. Entendi que minhas ações tinham reflexo na vida dos outros. O que eu deixava de fazer poderia ser um problema. E o que eu fazia, precisava ter qualidade… até pra não ter que fazer de novo.

Aliar o trabalho aos estudos, me fez entender melhor a dinâmica social. Em nenhum momento me prejudicou. Pelo contrário, me fez crescer.

Às vezes penso que falta isso para nossos adolescentes: trabalhar um pouco mais cedo. Pela legislação atual, raramente um garoto pode ter um emprego antes dos 16 anos. Além disso, várias atividades são proibidas até completarem 18. Com a crise da educação e sem experimentar a realidade do trabalho, muitos deles se esvaziam, não se apegam a nada e vivem uma vida vadia. Falta com o quê se comprometerem. Não há exigências, cobranças… Nada que os referencie de fato.

O que tudo isso significa ou pode significar? Não sei. Mas noto uma geração perdida – no sentido de estar sem rumo. São crianças, adolescentes e jovens ainda procurando algo… Não sabem o quê. Por isso, estão dispostos a tudo. São facilmente seduzidos por qualquer discurso. Qualquer coisa que supostamente dê prazer. Bebidas, drogas, sexo… Jogam a vida fora, porque ainda não conhecem o próprio valor da existência.