Somos vulneráveis, mas temos um Pai que é soberano

Gostamos de ter garantias. E faz sentido desejá-las em certas situações.

Por exemplo, você contrata alguém para arrumar o encanamento de sua casa: é necessário ter a garantia de que a pessoa contratada sabe o que vai fazer.

Você compra um produto pela internet: você quer a garantia de que receberá o produto solicitado.

Entretanto, na maioria dos casos, não há garantia alguma de que teremos o que desejamos.

Quando você diz “sim” a um pedido de casamento, deseja que aquele pedido seja o compromisso de amor eterno. Mas, infelizmente, você não tem controle do que irá acontecer amanhã em seu relacionamento.

Quando você escolhe ter um filho, sonha com uma criança saudável e que siga por bons caminhos na jornada da vida. Você não espera que essa criança nasça com sérios problemas de saúde, que se envolva com o tráfico na adolescência e muito menos que seja assassinada antes de completar 18 anos.

Esses são apenas alguns exemplos de que que vivemos num mundo de incertezas e cheio de perigos. E se você quiser evitar todos os riscos, você simplesmente deixará de viver.

O medo de ser abandonado após casar-se, pode te levar a fechar-se para o amor. E não há nada mais incrível do que a experiência de dividir a vida com uma pessoa especial.

O medo do que pode acontecer com um filho, pode te impedir de experimentar o amor mais gratuito e generoso que existe: o da maternidade, o da paternidade.

Amigos e amigas, o que quero te dizer hoje é bastante simples: viver é arriscar-se, viver é assumir riscos. Se temos Deus como guia, entregamos nossa vida a Ele, fazemos escolhas sob orientação dEle e simplesmente nos permitimos viver.

Somos vulneráveis, mas temos um Pai que é soberano. Portanto, viva!

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Você não se acha bom o bastante?

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Gente, hoje quero falar sobre um assunto muito sério… Muitas pessoas têm sonhos, boas ideias e desejam construir algo próprio, possuem projetos pessoais. Porém, sofrem por não se acharem boas o bastante, não terem confiança para expor suas ideias ou iniciar aquilo que alimentam em seus corações. São pessoas que pensam: eu não sou capaz! Ou acham que ninguém vai gostar.

Se você pensa assim, essa mensagem é pra você!

A primeira coisa que precisamos entender é que ninguém é bom o bastante. Somos seres imperfeitos e sempre temos algo a aprender. Além disso, sempre haverá gente que sabe mais do que nós, possui mais prática ou mais habilidades do que nós.

Por outro lado, sempre existirão pessoas que carecem do nosso conhecimento, daquilo que temos a oferecer. Todos temos valor e podemos contribuir de alguma maneira com nossas ideias e como nossos projetos. Sempre existirão pessoas precisando de algo que sabemos ou que podemos fazer por elas. E sempre haverá um lugar que abrirá espaço para receber o que temos para oferecer.

A segunda coisa que precisamos entender é que a insegurança que nos incomoda e, por vezes, nos paralisa nasce pela preocupação que temos com a avaliação dos outros. E embora seja importante respeitar as pessoas e ouvi-las, geralmente, as pessoas estão ocupadas demais para ficarem avaliando nossos passos.

É curioso, mas a gente perde tempo demais se preocupando com o que as pessoas dizer e, em geral, a maioria das pessoas nem se lembra de nossa existência.

E, detalhe, se as pessoas falarem das nossas ideias e atitudes, significa que de alguma maneira chamamos atenção.

Por fim, se sua autoimagem é tão ruim que não consegue avançar, talvez você careça de ajuda. Os nossos pensamentos, por vezes, nos traem. Somos o maior inimigo de nós mesmos. Por isso, se você não está conseguindo dar o primeiro passo em direção aos seus sonhos, talvez você necessite de ajuda para ressignificar sua autoimagem.

Pense nisso!

Se você não está bem, não se culpe!

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Gente, este período de pandemia tem potencializado nossas incertezas. Você fica bem, emocionalmente, sem saber se amanhã a sua família estará toda reunida? Você fica tranquilo sem saber se amanhã ainda terá saúde? As incertezas dizem respeito à própria vida, às pessoas que amamos.

E isso, gente, mexe com nossas emoções. Sentir-se triste e até afundar num estado depressivo não são anormalidades e tampouco fraqueza. Trata-se de uma reação normal diante de um cenário incerto, de medo e muitas perdas.

Convivemos, diariamente, com a necessidade de prosseguir e, ao mesmo tempo, com o luto. E sem o tempo necessário para processarmos todas as dores do luto.

Por isso, meu recado pra você hoje é: não se sinta culpado(a) se você não estiver bem. Se você se sente desanimado, desmotivado, angustiado, é normal. Não se culpe! Não cobre de você um estado de espírito motivado, positivo.

Porém, quero te dar três sugestões: a primeira, tente não ver tantas notícias ruins e se afaste um pouco das redes sociais. Elas estão tomadas de informações sobre amigos que lutam pela vida nos hospitais e de outros tantos que já morreram. As notícias ruins são um fato. Mas tentar ver menos ajuda a não afundar de vez.

A segunda sugestão: não se isole neste momento. Manter o distanciamento social não pode significar deixar de falar com as pessoas, interagir. Procure manter uma rede de amigos e de pessoas com as quais você chora, mas também sorri.

E a última sugestão: procure se distrair. Coloque sua máscara e saia pra caminhar um pouco no bairro, pedale, corra… Veja árvores, animais, veja o céu azul, o verde… Veja as cores do mundo e respire ar puro. Também ouça boas músicas, ouça palavras abençoadoras, leia, veja bons filmes… Enfim, ocupe sua mente com coisas que renovem suas forças e sua fé.

Por ora é isso. Abraços do Ronaldo

Medo de estar errado!

Quem aí não tem medo de errar? Eu tenho!

E tenho ainda mais medo de estar errado!

Alguns de nossos erros são segredos nossos. Por vezes, nem se tornam públicos.

Porém, estar errado geralmente significa ter dado visibilidade ao erro e ter sido descoberto.

Se estou errado, significa que fiz escolhas erradas, julgamentos errados, apostei em projetos errados.

A sensação de ter seu erro descoberto é horrível!

A impressão é de o problema todo sou eu.

Quase sempre, estar errado é o mesmo que ter os dedos alheios apontados para você!

Entretanto, é este medo de estar errado que frequentemente nos paralisa e nos impede de fazer algo ousado, de experimentar coisas novas e, principalmente, de tomar a iniciativa.

O escritor Seth Godin afirma: “o segredo de se estar errado não é evitar estar errado; o segredo é estar disposto a estar errado, […] é se dar conta de que estar errado não é fatal”.

Em tempo de tantas mudanças, aceitar vez ou outra estar errado pode ser a diferença entre a estagnação/retrocesso e o desenvolvimento/sucesso pessoal.

Você se sente ameaçado(a)?

Deixa eu te fazer uma pergunta: você se sente ameaçado? Não, não estou falando de alguém ameaçando você, ameaçando matar você. Falo de sentir-se ameaçado todos os dias pelos perigos do mundo.

Veja só… Este ano, tem sido impossível não se sentir ameaçado por um vírus ultra, mega poderoso, o novo coronavírus. Milhões de pessoas foram contaminadas. Milhões de pessoas morreram. E a gente tá sonhando com a vacina. Mas quer saber de uma coisa? O coronavírus é só uma ameaça.

Pouco antes de escrever este texto, veio todo animado em minha direção. Na hora, lembrei da dengue. Pois é… A dengue segue uma ameaça constante todos os anos, matando gente. E o câncer? E a diabetes? Tem tantas doenças ameaçando nossa vida… Se a gente pensar demais, a gente enlouquece!

E as ameaças também estão na violência urbana, o trânsito, os assaltos…

Eu nem gosto de assistir o noticiário. Os programas policiais? Nem pensar! A gente entra em pânico de ver tanta coisa ruim. E é quase impossível não sentir medo. Como então não viver ansioso, com medo? Só o fato de estarmos vivos nos coloca diante de ameaças diárias. 

Mas veja só como Davi termina os Salmos 4. No verso 8, lemos: “Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor, me fazes viver em segurança.”

Gente, sejamos sinceros: não há segurança no mundo e nenhuma promessa política, nenhuma medida policial, nenhum programa governamental de segurança, nenhuma rede de saúde pública será capaz de assegurar uma vida tranquila.

O mundo que vivemos é ameaçador. Mas Davi diz que em paz deita e logo adormece. Por quê? Porque o Senhor faz com que ele se sinta seguro. Não significa que as ameaças não estivessem ao redor de Davi.

Davi sabe que nada no mundo é suficiente para garantir a segurança dele. Apenas Deus. E, por isso, o salmista vive tranquilo. Ele deixa a vida dele nas mãos de Deus. Que lição poderosa, né? Que o salmista nos inspire! E possamos também dizer que em paz nos deitamos e adormecemos, pois o Senhor nos faz viver em segurança. 

Amém? 

Qual a função do medo?

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O medo tem alguma função? Se pensarmos nos estragos que o medo causa, teremos a impressão que melhor seria viver sem medo. Entretanto, se reparar no comportamento de um bebezinho, vai perceber que, mesmo ainda não tendo consciência das coisas que estão ao entorno dele, já tem medo. Isso também acontece com os animaizinhos. Diante de determinadas situações, se escondem, se encolhem… Ou, noutras ocasiões, por medo, assumem uma atitude agressiva, como se estivessem tentando se defenderem.

A observação desses comportamentos sugere algo importante: o medo tem a função de nos proteger. Quando tememos algo, ficamos alertas, evitamos nos expor àquilo que oferece risco. Se não tivéssemos medo de criminosos, por exemplo, deixaríamos nossa casa sem trancas, sem fechaduras; não colocaríamos alarme em nossos carros e nem pagaríamos seguro. Certamente a ausência de medo, nesses casos, nos causaria sérios problemas.

Outra situação: quando vemos uma cobra, assumimos um comportamento defensivo. Não vamos brincar com ela, tocá-la… O medo do que pode fazer conosco, o medo de uma picada venenosa, motiva nossos cuidados.

O medo, portanto, não é um problema; é uma bênção, porque está relacionado com nosso senso de preservação.

Diante de um mundo confuso, incerto, fluído, o medo do que pode acontecer amanhã, pode nos levar a ter uma reserva financeira, não fazer investimentos de alto risco, não abandonar um emprego sem a garantia de outra oportunidade de trabalho… Enfim, ajuda-nos a não fazer bobagem, a não nos colocar em risco desnecessário.

Então o medo é legal, Ronaldo?, talvez você pergunte.

Até certo ponto, sim. Como disse, ele tem uma função importante em nossa vida. Entretanto, passa a ser problema quando nos trava, quando nos impede de viver. Em cada esquina da vida, corremos riscos; ter medo nos põe em alerta. Mas se o medo nos impede de abrir a janela da alma para o mundo, deixamos de existir.

Vou usar aqui outro exemplo para ilustrar… Se você vai fazer uma apresentação em público, é possível que tenha medo. Este medo é bom na medida que te leva a se preparar, treinar bem suas falas, verificar o local onde vai ter que falar, conhecer o cenário, tentar entender as expectativas do público… Ou seja, seu medo é positivo enquanto te mantém alerta e impede que você seja displicente, acomodado, descuidado. Contudo, se o medo de se apresentar em público te levar a rejeitar o convite, tirar o sono, causar pânico, você precisa de ajuda, talvez de terapia.

Portanto, entenda: o medo pode ser seu aliado no crescimento pessoal e até na preservação da vida. Entretanto, torna-se um problema se te fizer ser uma pessoa covarde, assustada e que abre mão de viver.

O medo pode nos impedir de viver

Ouça a versão em podcast!

Li um pensamento que gostaria de compartilhar: nossos medos não detêm a morte, mas sim a vida.

A ciência entende o medo como uma ferramenta importante de autodefesa. O medo nos coloca em estado de alerta e prepara nosso corpo para reagir diante de uma situação de perigo.

Entretanto, o mesmo medo que é fundamental para agirmos de forma prudente, cuidadosa, sábia, também pode nos paralisar.

E muitos de nós, por medo, deixamos de viver.

O pensamento resume essa ideia: o medo não nos impede de morrer, mas pode nos impedir de viver.

Por medo de ser rejeitado, quantas pessoas deixaram de dizer “eu te amo” para uma garota ou um garoto?

E o sonho de ter o próprio negócio? Ou quem sabe de mudar de profissão? Quem sabe a vontade era mudar de cidade ou até de país?

Ter medo do que pode acontecer é importante para agirmos racionalmente, com planejamento, tentando prever as consequências.

Mas se o medo se torna uma barreira, se nos paralisa, estamos abrindo mão da vida.

Na Bíblia, tem um texto que gosto bastante. Josué havia se tornado líder do povo de Israel. Ele estava inseguro. Josué tinha diante dele uma série de batalhas, cidades que precisavam ser conquistadas.

Deus então diz a Josué: se valente!

A palavra não é para Josué se tornar um homem raivoso, nervoso, agressivo; era para que enfrentasse seus medos e seguisse em frente, se tornasse o líder que o povo precisava.

Parece-me que todos os dias o Universo ainda nos diz: se valente! Enfrente seus medos, lute por seus sonhos, não se deixe abater diante das dificuldades. Afinal, nossos medos não detêm a morte, mas detêm a vida.

Você tem medo?

O medo é um dos nossos maiores inimigos. É capaz de silenciar o que há de melhor em nós.

Nas mais diferentes áreas da vida, sonhamos realizar determinadas coisas e, por vezes, esses sonhos permanecem sendo apenas isso: sonhos.

Isso acontece por diferentes motivos. Às vezes, as circunstâncias são impeditivas – simplesmente, não dá, por mais que a gente tente. Mas outras tantas vezes esbarramos no próprio medo.

Medo de tentar, medo de se expor, medo do que os outros vão pensar, medo de revelar nossas fraquezas.

Todos nós temos uma espécie de instinto de preservação. Em maior ou menor medida, não queremos correr certos riscos.

E, para a busca de um sonho, é necessário se mexer. Ao se mexer, o mundo que está ao entorno também se move e nota que você está tentando fazer algo diferente.

Quando permanecemos imóveis, ou nos deixamos levar pelo movimento natural da vida, quase não somos notados. Isso traz segurança. Até certo conforto. E gente invisível não incomoda e nem se torna vidraça.

Por isso, sentimos medo do que pode acontecer, caso tentemos alguma coisa fora do lugar que parece já estar reservado a nós.

Entretanto, se não houver ousadia, se não assumirmos riscos, permaneceremos no lugar de sempre. Nada novo ocorrerá em nossa vida.

Carreira, relacionamentos, viagens… Nada escapará do comum, porque não plantamos para sermos incomuns. 

Portanto, que possamos nos dispor a enfrentar nossos medos e sejamos ousados na realização de nossos sonhos.