As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Infrações cometidas por menores crescem 57%
Dados da Delegacia do Adolescente de Maringá mostram tendência de crescimento na quantidade de ocorrências. Ameaças do tráfico e prostituição impelem menores ao crime. Por mês, 600 crianças e adolescentes são atendidos, em média, pelo Conselho Tutelar de Maringá.

HOJE NOTÍCIAS: Anac deve negar 5 novos voos
O aeroporto de Maringá deixará de contar com a operação de cinco novos voos pela falta de adequações de segurança no combate a incêndio. Os pedidos foram feitos à Agência Nacional de Aviação Civil, mas devem ser negadas. Para receber mais voos o aeroporto precisa elevar a categoria garantindo mais segurança em relação ao combate de incêndio.

JORNAL DO POVO: – Silvio representa prefeitos brasileiros em conferência para reconstrução do Haiti
O prefeito de Maringá representa a Federação Nacional de Prefeitos na Conferência Internacional das Cidades e Regiões do Mundo para o Haiti, realizada em Fort-de- France, na Martinica. O objetivo da conferência é coordenar a ajuda internacional de governos locais – prefeituras e estados – para reconstrução e desenvolvimento do Haiti.

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Ressocialização de menores infratores

Desde terça-feira tenho discutido na CBN a participação de menores em crimes. Em Maringá, como já postei por aqui, só no ano passado a polícia registrou 400 ocorrências envolvendo menores. Por conta disso, temos ampliado o debate desse tema. Ontem, por exemplo, conversei com a secretária de Assistência Social de Maringá, Sandra de Cássia Franchini da Costa. Na entrevista, ela disse que o município precisa de apoio para dar conta do atendimento a menores infratores.

De acordo com a secretária, a prefeitura tem trabalhado na recuperação dos adolescentes infratores, mas, segundo ela, as ações não podem ser feitas apenas pelo poder público municipal. A principal dificuldade, conforme Sandra Franchini, é a ausência de espaços para o atendimento a menores viciados em drogas. Como o vício é o responsável por boa parte dos crimes, tratar o dependente químico seria a principal estratégia para tirá-los da criminalidade.

Entretanto, a ausência de políticas públicas para atendimento a menores infratores não se resume a falta de programas de recuperação de adolescentes viciados em drogas. Embora a legislação aponte que todo menor infrator deve ser ressocializado, os programas governamentais nem sempre dão conta do problema. E a questão fica ainda mais difícil quando quem precisa ser ressocializado é o adolescente que pratica crimes mais graves.

Atualmente, a lei brasileira diz que adolescentes infratores podem ficar apreendidos até três anos. Essa apreensão seria para que esses menores passassem por medidas sócio-educativas.

Mas, em Maringá, o centro de sócio-educação não está pronto. O governo do Paraná licitou as obras, mas elas estão atrasadas. Conforme a assistente social da Secretaria de Estado da Criança e da Juventude, Ângela Maria Nunes, a empresa vencedora da licitação tem encontrado dificuldades para cumprir os prazos estabelecidos em contrato. Na verdade, a empresa é pequena, tem problemas financeiros e não consegue dar conta das obrigações.

Ainda assim, segundo a assistente social Ângela Maria Nunes, quando estiver pronto, o centro de sócio educação vai atender 60 menores infratores em sistema de residência. E eles vão receber atendimento psicológico e capacitação profissional.