Cadê o entusiasmo?

Trombei numa frase, extraída de um livro, que defendia a importância do entusiasmo. O autor falava sobre o entusiasmo como a chave de uma visão otimista da vida, o entusiasmo como o motor para a ação e para o sucesso.

Acho a ideia ótima! Mas ela tem um problema: as emoções nem sempre são controláveis. Me incomoda o fato de sustentar que o ser humano dá conta de dizer para si mesmo: vou ficar animado agora. Essa tese parece ignorar que nem sempre se trata de querer estar entusiasmo.

Esse discurso motivacional, típico de livros de autoajuda e, mais recentemente de alguns coaches, me incomoda profundamente.

Às vezes, a pessoa adoraria acordar todos os dias no maior pique, super empolgada, entusiasmada… Entretanto, não existe botão de liga e desliga. Há momentos que você não quer nada além do próprio quarto, de sua cama… Não quer ver a cara de ninguém. Não sente vontade de fazer nada.

Por ser consciente e responsável, você levanta, vai lá e faz o que tem que fazer. Mas não dá pra contar com o entusiasmo. Você faz por saber que é preciso fazer. Faz por saber que a vida requer atitude e é necessário cumprir os compromissos. Porém, ter atitude não significa ter entusiasmo, ânimo o tempo todo.

Somos humanos, não robôs.

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Somos eternamente insatisfeitos

E é esta condição que nos move e move o mundo.

Por sermos insatisfeitos, nenhuma conquista é duradoura. Ela produz uma sensação boa, de gratificação, por algumas horas, dias, semanas. Porém, logo queremos mais. Um novo desafio, uma nova conquista.

Essa lacuna, que parece estar em nosso interior, é a condição da própria existência da humanidade.

Para o homem, ter criado a carroça não foi suficiente. Facilitou o transporte por algum tempo, mas era preciso mais. Essa vontade de algo ainda melhor, resultou, hoje, em máquinas poderosas, modernas, que não atendem apenas ao desejo de transporte confortável e seguro; traz outros tantos benefícios – até mesmo o de status e poder.

A insatisfação nos motiva a estudar mais, trabalhar mais, produzir mais.

Gente satisfeita é gente que estaciona, deixa de conquistar e perde o tesão pela vida. Não há razão para começar um novo dia se não encontramos nele um motivo para fazer algo maior e melhor.

Entretanto, a lacuna de insatisfação também não é nada positiva se nos tornamos gananciosos, egoístas, ansiosos e não conseguimos nos alegrar com as pequenas vitórias.

A ausência se torna angústia, tristeza. E o que já tem deixa de ter valor.

Se o olhar estiver sempre voltado para o que ainda não temos, abrimos mão de viver o presente, de curtir o que é nosso, de vibrar com as pessoas que amamos… Deixamos de sentir o fluir da vida.

A insatisfação é motivadora, mas também é necessário comemorar cada momento.

Por outro lado, é fundamental compreender que a minha conquista não pode ser resultado da derrota do outro, da miséria alheia.

Devo ganhar para que outros ganhem.

Se a conquista é só minha, se não faz outras pessoas sorrirem, não beneficia a coletividade, ela se apequena, é mesquinha, não contribui para o desenvolvimento de um mundo melhor.

O sorriso é mais feliz quando sorrimos juntos.

É fácil fazer o que se gosta

A gente se empolga em fazer coisas que gosta. Você adora jogar futebol e aí alguém te convida pra uma partida com uma galera bacana… É fácil dizer “tô dentro!!”.

Você curte festas e sua melhor amiga te chama para a festa do ano… Impossível dizer “não”. O coração acelera diante do convite e você já pensa até na roupa que vai usar.

Mas nossas emoções são bem diferentes diante de obrigações, de tarefas que precisamos desenvolver em nossas rotinas.

E eu tenho a impressão que aquilo que precisamos fazer, geralmente, está bem longe da lista das coisas que nos agradam.

Por que o trabalho se torna uma batalha diária? Por que os estudos são sempre desgastantes? Por que atender um pedido de favor de amigo ou mesmo do marido, da esposa, pode ser tão custoso?

Simples, porque provavelmente é algo que não nos agrada.

E como a gente lida com essas coisas chatas?

Frequentemente, leio ou vejo pessoas dizendo: “Se você não gosta do que faz, caia fora; encontre outra coisa pra fazer”.

Num mundo movido por uma ideia distorcida de felicidade, esse tipo de argumento parece fazer todo sentido.

Porém, as coisas não funcionam assim. Nem sempre fazemos todas as coisas que gostamos e, com muita frequência, não podemos simplesmente abrir mão delas.

Alguns trabalhos são muito chatos – ou se tornam irritantes. Mas não dá pra virar as costas e procurar outra coisa quando você tem contas pra pagar ou o mercado está difícil, sem ofertas disponíveis.

E essa é só uma das barreiras que a gente enfrenta.

Na vida privada, você não abandona o parceiro por que ele começou a perder cabelos ou ela ganhou uma barriguinha depois que teve filho.

Na prática, o que a gente precisa compreender é que nunca faremos apenas coisas que gostamos e nem teremos o mundo sorrindo pra nós o tempo todo.

Seremos responsáveis por tarefas desagradáveis. Outras tantas vezes vamos encarar gente que não merece nossa atenção e ainda assim teremos que sorrir para elas. Também faremos favores que não nos alegram e estaremos ao lado de pessoas em situações que aborrecem.

Faça o que precisa fazer

Você já se pegou travado, sem inspiração, sem vontade de se mexer? Confesso a você que me sinto assim muitas vezes. Bem mais do que poderia. Simplesmente, não dá vontade de sair do sofá.

No meu caso, que faço um trabalho que depende muito mais da capacidade de pensar do que das ações físicas – é um trabalho criativo, digamos assim -, sentir-se desanimado é um enorme problema. Afinal, dependo das ideias para escrever, para organizar uma aula, para elaborar um projeto.

Outras tantas vezes, o trabalho tem uma demanda específica – alguém pediu que eu fizesse uma determinada coisa. E aquilo que aceitei fazer é chato demais.

O que acontece com a gente todas as vezes que temos algo desagradável para fazer? Ficamos achando formas de fugir… Maneiras de procrastinar.

Pois é… Mas a ausência de ação nos torna improdutivos e motiva nossos fracassos.

Consciente disso, há muitos anos, venho tentando colocar em prática uma espécie de lema: “simplesmente, comece; faça alguma coisa”. Também tenho repetido essa ideia para pessoas próximas. “Comece e não pare!”

Pode parecer bobagem, mas não é. Quando estamos desanimados, sem vontade de fazer qualquer coisa, não adianta sentarmos ou ficarmos na cama, esperando a vontade chegar. Ou um problema passar.

É preciso se mexer e começar.

“Ah… Mas eu não sei nem começar”, talvez você alegue.

Comece assim mesmo. Fale com alguém, pergunte… Faça uma pesquisa na internet… Mas tente começar. Quando a gente se mexe, parece que o universo conspira a nosso favor e as coisas começam a dar certo.

Quando começamos, de certo modo, mandamos um recado para o cérebro: “se mexa; vamos trabalhar!”. As coisas começam a dar certo… E o que é mais impressionante: quando começamos a produzir, nosso corpo reage e nos sentimos mais animados.

Isso é garantia de que amanhã você estará bem disposto? Claro que não. É bem provável que esteja sem vontade como todos os outros dias. Mas você vai fazer de novo o que precisa ser feito. E talvez, em algum momento, você perceba que o início de um projeto pode ser bastante dolorido, mas a satisfação de vê-lo realizado se torna a maior recompensa.

O mundo espera por nossas atitudes

Muita gente se limita, se apequena, por receio da avaliação alheia. A pessoa simplesmente deixa de fazer coisas, de agir livremente segundo o seu querer, porque tem medo do que os outros vão pensar dela.

Hoje eu li uma frase bastante interessante:

– Enquanto você olha para o mundo, o mundo está esperando para ver você.

Pois é… A gente fica observando tudo ao nosso redor, fica admirando outras pessoas, comparando-se com elas e isso tudo faz com que, muitas vezes, nos sintamos pequenos, sem importância.

Entretanto, o mundo espera por nossas atitudes. O mundo não gosta dos acanhados, dos envergonhados.

Às vezes me pego observando alguns dos youtubers. Ali estão eles desfilando um monte de asneiras. Chego a sentir vergonha por alguns deles. Acho ridículo o que fazem e, principalmente, o que falam.

Mas sabe de uma coisa? Eles não estão nenhum pouco preocupados com pessoas como eu. E justamente por isso fazem sucesso.

Eu não sei se você está me entendendo… Mas o que estou querendo afirmar é uma única coisa: enquanto você se silencia, se encolhe com receio do que os outros vão dizer sobre você, algumas pessoas estão ousando, se expondo, experimentando. E são justamente essas pessoas que são lembradas. São elas que fazem a diferença e, por vezes, inspiram outras tantas com suas ações e palavras.

Eu tenho aprendido isso. Eu, você… todos nós estamos aqui de passagem. Daqui alguns anos, provavelmente nem sempre lembrados. Somos feitos da mesma matéria e temos todos o mesmo destino. Portanto, por que temer o que os outros vão pensar de nós?

A vida é uma só. Vivamos com liberdade!

Seis qualidades das pessoas bem-sucedidas

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Talvez a primeira coisa que você deva pensar é: o que é ser bem-sucedido? Se está pensando em dinheiro e fama, certamente não é sobre isso que escrevo. Para mim, o sucesso se resume em estar em paz consigo mesmo, em viver a vida de maneira plena. Isso não significa necessariamente ter dinheiro no banco.

Uma vida sem sonhos, não é vida. Por isso, listei algumas qualidades das pessoas bem-sucedidas e quero compartilhar com você.

Elas têm objetivos claros – É fundamental ter metas e objetivos pontuais. Ninguém chega a lugar nenhum sem saber onde quer chegar e como quer chegar. Não adianta passar a vida pensando, sonhando e não se mexer. A vida não premia pessoas passivas. É importante atuar. O êxito vem depois do trabalho constante. É necessário plantar para conseguir colher.

Saem da zona de conforto – É fato que a gente gosta de segurança. E o que é conhecido nos traz sensação de segurança. Por isso, quase sempre não nos sentimos confortáveis em arriscar. Porém, gente bem-sucedida é gente que não tem medo de ousar. Sempre haverá riscos, é claro. Ainda assim, devemos reconhecer que, sem abrir mão da nossa zona de conforto, nunca alcançaremos nossos sonhos.

Não focam no dinheiro – Quem se preocupa logo de cara com os resultados financeiros, frustra-se. E perde a chance de viver uma experiência nova, arrebatadora. É fato que algumas pessoas são sortudas… Tão logo iniciam um novo projeto já alcançam resultados. Inclusive financeiros. Porém, na maioria dos casos, o dinheiro só vem depois de muito tempo de trabalho. Quem tem o dinheiro como seu principal objetivo, dificilmente será uma pessoa de grandes conquistas pessoais – em especial, de conquistas que tragam satisfação, alegria.

Não se rendem e têm paciência – As pessoas exitosas são resilientes. Desenvolvem a capacidade de suportar dificuldades e, mesmo assim, não abrem mão de seus sonhos. São pessoas que sabem esperar.

Cercam-se de vencedores – Quem quer ser vencedor, aprende com vencedores. Não os inveja. Pelo contrário, busca aprender sempre com gente que já faz a diferença no mundo. Infelizmente, muitos são mesquinhos de mais e se sentem incomodados em ter por perto pessoas competentes e felizes. Acabam se aproximando de pessoas mais fracas que elas e perdem a chance de crescer.

Revolucionam o seu entorno – Gente feliz, bem resolvida é gente que não quer o bem apenas para si. Além de buscar o seu sucesso, sente necessidade de compartilhar, de promover o bem entre os demais. São pessoas que não passam despercebidas. São pessoas que aprendem que dividir não é diminuir… É crescer junto, é construir uma comunidade melhor.

Cinco atitudes para ter um bom casamento

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A minha lista não é definitiva. Não é única. Eu poderia apresentar uma série de outros comportamentos que podem ajudar a ter um bom relacionamento. Porém, quando estamos falando de casamento, principalmente, creio que esses cinco aspectos fazem toda diferença.

Compromisso – Não dá para construir um casamento sem compromisso. E não estou falando de cobrar compromisso do outro. Estou falando da atitude individual. É preciso estar envolvido com o relacionamento, estar comprometido em fazer dar certo.

Motivação – A gente muito essa palavra no mundo dos negócios, porém, quando o assunto é casamento, ela é bastante apropriada. Estar motivado é estar disposto a agir. Sei que existem momento em que o desânimo bate à porta e dá vontade de “deixar a vida me levar”. Porém, no casamento, não dá para ser assim.

Perseverança e constância – A motivação é fundamental justamente para que a gente não desista. A gente investe hoje no casamento, investe amanhã, depois e depois. É assim que funciona. Tem que perseverar e ser constante. Não adianta agradar o parceiro um mês, pular o outro, voltar a cuidar no seguinte… Tem que ser perseverante e constante no compromisso de fazer dar certo.

Esforço – Nada que é bom se conquista sem esforço. Uma carreira de sucesso é resultado de muito trabalho. Um casamento feliz é resultado de muito esforço. Sem esforço, o relacionamento fracassa. Dá trabalho, mas vale a pena.

Amor – O amor é que garante disposição para tudo isso. Sem amor não tem compromisso, não tem motivação, não tem perseverança e nem esforço. O amor é que alimenta a disposição diária para apostar nossa vida num casamento. O amor possibilita o perdão, a tolerância, a paciência, a compreensão… E faz com que a cada dia a gente acredite que vale a pena investir no casamento.

Você tem iniciativa?

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A falta de iniciativa está entre as coisas que me incomodam. E, olha, isso aqui não é um papo voltado ao mundo corporativo, pra quem quer ter sucesso profissional. Estou falando de vida mesmo, do dia a dia e até dos relacionamentos.

Sabe aquela coisa de ver um copo descartável esquecido em cima da mesa e saber exatamente o que fazer? Pois é… É disso que estou falando. Viu o copo ali “abandonado”, sujo? Joga fora. E no lugar certo.

Quem tem iniciativa dá conta de viver melhor. E torna melhor o ambiente por onde passa.

Eu fico impressionado que tem gente incapaz de se mexer. E nas coisas mais básicas da vida. A pessoa vê que falta sabonete no banheiro, mas não procura outro. O papel higiênico acabou, porém não dá conta de repor. O chuveiro parou de funcionar? Precisa a mulher reclamar e pedir pra arrumar.

Nas empresas então têm de tudo… Desde o sujeito que acha que colocar papel na copiadora é só serviço da secretária até aqueles que não sabem que, se a sala está vazia, pode ser importante desligar o ar condicionado.

Ter iniciativa não é necessariamente se antecipar aos problemas; é notar que algo precisa ser feito, ir lá e fazer. Tem marido que escuta a mulher reclamando de dor o tempo todo, mas não parece notar que ali está um pedido de ajuda. Pior, o cara ainda diz: “mas ela não me falou nada!”. Parece ser necessário que a coitada caia dura, travada, para que o camarada acorde, repare que a parceira tem que ser levada ao médico.

Como sou professor, ainda me surpreendo com aqueles alunos que escutam você passar uma atividade para dali dois meses e, quando chega o momento de apresentar, aparecem com um trabalho ridículo… Aí você aponta os problemas e eles respondem: “mas eu não tinha entendido que era assim”. Ué, se não entendeu, por que não perguntou?

E os filhos que já têm namorada, fazem sexo, mas só faltam pedir pra mamãe limpar o bumbum?

E o parente que aparece pra visitar, almoça, farta-se, mas não tira a bunda do sofá pra ajudar a lavar a louça? E tem aquele que diz: “tá precisando de ajuda?”… Só a cara da pessoa já te impede de pedir qualquer coisa. Dá vontade de responder: “não, minha filha, fica aí sentada antes que morra de desânimo”.

Tem gente que espera tudo dos outros. “Ah… mas não é meu papel”, justifica. O problema é que, na escola, espera que o outro tire cópia do livro, marque o horário pra fazer o trabalho… Espera que o outro o leve até o shopping, pague a conta, limpe a casa, prepare a comida, marque a consulta médica…

A coisa é feia! Tenho impressão que a gente vive um momento de apatia generalizada. Parece viver esperando uma ordem. Às vezes acho que os pais têm parcela de culpa, pois passam a vida mandando… “Escova os dentes”, “arruma a cama”, “junta os brinquedos”… A pessoa cresce e não consegue ver o que tem pra fazer; carece de alguém pra mostrar, pra dizer o que tem de ser feito.

Por outro lado, também estamos muito voltados para os nossos problemas. Somos individualistas demais. Ocupados com os desejos, prazeres e compromissos, o que não está programado “mentalmente” não parece importante, não é notado. O problema é que, sem iniciativa, perdem-se oportunidades e a pessoa se torna um peso para as outras.