Cinco coisas que o homem espera da mulher

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É fato que somos únicos… E complexos. Entretanto, talvez os homens sejam mais previsíveis que as mulheres. Por isso, é mais fácil listar suas expectativas básicas no relacionamento. Neste texto, tendo como referência estudos do especialista Willard F. Harley Jr., apresento cinco coisas que eles geralmente esperam das mulheres.

Satisfação sexual – Pois é… É mesmo o primeiro item da lista. Homens pensam em sexo quase o tempo todo. Fazem bem menos do que pensam, isso é certo. Também é certo que se acham muito melhores de cama do que de fato são (basta olhar as pesquisas e notar o quanto as mulheres estão insatisfeitas quando o assunto é a intimidade sexual, o prazer sexual). Mas ainda assim, eles esperam ter uma vida sexual intensa.

Companheirismo – Pode parecer contraditório, levando em consideração o item anterior, mas não é. Homens querem uma mulher companheira. Às vezes, isso pode se traduzir pelo desejo de uma parceira que os acompanhe aos jogos de futebol, nas horas em frente ao videogame… Sei que certas atividades, não agradam as mulheres. Ainda assim, é importante entender quais são as expectativas deles e como podem conseguir atendê-las.

Admiração – Embora pareçam durões e bem resolvidos, muitos homens são inseguros e carentes. Além disso, quem não gosta de elogios, né? Então, entenda: eles querem ser aplaudidos por suas parceiras. Todo homem precisa notar que sua companheira acha ele o máximo. Não estou dizendo aqui que a mulher deve mentir. Porém, é fundamental reconhecer o que ele faz de melhor.

Menos críticas e queixas – Entendo que, com o passar dos anos, a pessoa se torne menos tolerante a alguns erros e maus hábitos. Entretanto, é desgastante demais conviver com alguém que critica tudo… Desde o jeito que você se veste, a forma com que dirige o carro, o trato com os filhos… A sensação que passa é que nada em você é capaz de agradar o outro.

Uma mulher atrativa – E isso aqui não é papo sexista não. Da mesma maneira que é difícil para a mulher sentir-se encantada por um marido descuidado, que não se preocupa em usar um perfume agradável, que não se higieniza de forma adequada, um homem também não se sente atraído por uma parceira que esquece a importância de manter o peso, de estar cheirosa, bem cuidada… O homem, mais que a mulher, é atraído pelo que vê. Por isso, a estética é importante na dinâmica do relacionamento. Cuidar-se é uma forma de demonstrar que se importa com o outro.

Homens que sabem amar

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Nós homens geralmente não percebemos como pequenas atitudes incomodam as mulheres. Coisas pequenas, comportamentos cotidianos, muitas vezes, comprometem o relacionamento. De igual maneira, pequenos gestos podem tornar a vida a dois muito mais feliz. Eu sempre digo que tudo seria bem mais fácil se cada um investisse o seu melhor, entendesse que relacionar-se implica numa série de compromissos e concessões.

Nunca atenderemos todas expectativas do outro. Ainda assim, algumas atitudes do homem em relação à mulher ajudam e muito a tornar muito melhor a convivência do casal.

Um princípio fundamental é aprender a ouvir a parceira. E ouvir demonstrando interesse, sem irritar-se. É importante deixá-la expressar suas frustrações, suas mágoas… Mulheres geralmente têm apego a coisas que para os homens não são importantes. É necessário entender essa diferença e respeitá-la.

A gente gosta de ter razão. Porém, mais importante que ter razão é viver em paz. Às vezes, é melhor ceder que transformar uma conversa numa briga. E, se a parceira tem razão, por que não admitir? Por que não se desculpar pelo equívoco?

Homens são mais fechados a respeito de suas coisas, enquanto as mulheres são mais abertas. Acontece que elas gostam dos detalhes. E precisam deles. Para elas, não basta dizer “está tudo bem, não fique preocupada”. A parceira geralmente conhece seu homem. Então, por mais que contrarie a nossa natureza, dar detalhes a respeito do dia de trabalho, dos estudos, das conversas e dos problemas enfrentados faz com que ela se sinta participante da vida do companheiro.

Gostamos de ser admirados, elogiados… E quando um homem fala bem de sua mulher para os outros, isso massageia o ego dela. Claro, é importante que ela escute, que saiba disso. Num relacionamento, queremos sentir que somos a prioridade do outro. Então quando ela sabe que o parceiro a elogia, admira, que não fica desejando outras mulheres, os sentimentos de estabilidade e segurança se fortalecem.

Nossa cultura, durante muitos anos, tratou a mulher como “a parte frágil”. E mulheres não gostam de ser vistas como frágeis. E, de fato, há um equívoco nessa forma de tratá-las. Mulheres querem ser honradas, tratadas com cuidado, com respeito. Querem se sentir importantes, e não inferiores ou fracas.

Para uma mulher, é importante sentir-se amada. E sentir-se amada não significa apenas sentir-se desejada sexualmente. Embora o sexo esteja extremamente valorizado nos dias atuais, nenhuma relação se sustenta sem que outras necessidades sejam atendidas. A mulher quer sentir-se contemplada pelo companheiro em suas carências emocionais e espirituais. E isso se demonstra em pequenos atos: segurar nas mãos dela, abraçá-la, rir juntos, saírem para passear…

No dia-a-dia, você também diz que ama ao abrir a porta do carro para ela, ao ensinar os filhos a respeitá-la, ao pedir que sua mãe (sogra dela) não interfira no relacionamento de vocês, ao apresentá-la de maneira elogiosa aos outros, ao demonstrar que se orgulha dela… São pequenas atitudes, mas que só são possíveis quando há comprometimento com o outro, quando o amor transcende o egoísmo, o individualismo e se transforma em prática cotidiana.

Violência conjugal

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Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde informou que, no mundo, uma em cada três mulheres sofre violência conjugal. Sim, uma em cada três é vítima do próprio parceiro, do sujeito que deveria estar ali não apenas pra prover, mas principalmente para amar e proteger.

E mais, o documento mostrou que entre 100 milhões e 140 milhões sofreram mutilação sexual e cerca de 7% sofrem violência sexual ao longo da vida.

Esses números me assustam. Sei que existem diferentes motivos pra isso. Vão desde a cultura até posições religiosas de caráter questionável. Entretanto, o que mais me entristece é que isso tudo acontece e pouca coisa se faz. Estou cansado de ver denúncias, mas o que tem mudado?

Muitos desses crimes também acontecem perto da gente. Quem não conhece uma vítima de violência doméstica? Quem não sabe de pelo menos um caso de estupro contra mulher?

Pior que mesmo em países como o nosso, os atos de violência são por vezes tolerados. Muita gente age como se fosse normal o homem espancar a mulher. E isso ocorre por ciúme, porque ela queimou o arroz, porque esqueceu de passar a camisa ou simplesmente porque não quis fazer sexo.

Não sei se apenas punições mais duras são suficientes para mudar essa realidade. Talvez o maior problema ainda seja o medo, a vergonha. Por razões que a própria razão parece incapaz de explicar, muitas mulheres sofrem caladas. E outras inclusive assumem a responsabilidade pelo ato de violência sofrido. É como se repetissem o mantra: “eu mereci”.

Sei apenas que, como sociedade, precisamos rejeitar todo e qualquer ato de violência contra a mulher. Nada justifica. E eu entendo que isso deve mudar a partir do nosso discurso, da nossa posição diante de fatos que deveríamos condenar.

Dias atrás, por exemplo, ouvia uma mulher contando de uma conhecida que traiu o marido e apanhou dele. Ela repetia a história do espancamento, tendo como espectadores da narrativa duas filhas menores e um garoto de 12 anos:

– Bem feito! Quem mandou ser safada?, dizia.

Esse tipo de discurso perpetua uma visão machista e que tolera a violência. Essas meninas vão crescer pensando o quê? E o garoto? Será que não se sentirá autorizado a bater numa futura parceira? Violência nenhuma pode ser aceita. Em nenhuma situação. Não adianta a gente ter legislação rigorosa, mas uma cultura que admite (e até estimula) a violência em “casos específicos” – como se algumas ocasiões justificassem a agressão.

E o medo, por que ocorre? Porque além da sensação de impunidade, existe a impressão que ninguém se importa. Se pedir ajuda para o vizinho, até que ponto irá se envolver? Na verdade, muitas vezes, nem mesmo as autoridades policiais se empenham em dar atendimento às vítimas. Não são raros os casos de vítimas desestimuladas a denunciar os agressores.

Sinceramente, eu não tenho respostas… Não sei como mudar essas estatísticas. Sei apenas que, a partir da casa da gente, da sala de aula, temos que manter um discurso que rejeite por completo a violência contra a mulher. É preciso falar, falar e falar sobre essas questões. Aproveitar todas ocasiões. E fazer isso sem ter vergonha, sem ter pudor.

Mortas em nome da honra

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Jovem, apenas 32 anos… Tamar Zeidan morreu. Não foi acidente, não foi doença. Ela foi assassinada pelo próprio pai. Foi estrangulada durante o cochilo, após o almoço. O pai a amava; não queria matá-la. Porém, se não tirasse a vida de Tamar, sua família continuaria sendo alvo de pressão. Ele precisava limpar a honra, o nome da família, por causa dos “atos vergonhosos” da filha. Quando soube da notícia, uma tia fez festa para comemorar a morte da sobrinha.

Tamar era palestina. Casou-se à força aos 15 anos. Há quatro, estava divorciada. Já havia renunciado a guarda de três filhos. Estava na casa dos pais. Na verdade, praticamente escondia-se ali.  Então um homem se interessou por ela e a queria como segunda esposa. A descoberta dos vizinhos motivou revolta. Tamar teve que esconder-se na casa da irmã. Mas os boatos não pararam. Num documento assinado por 51 parentes, foi exigido que o pai tomasse providências. Era preciso restabelecer a moral da família.

A jovem morta em dezembro passado é apenas uma das cerca de 20 mil mulheres assassinadas a cada ano em nome da honra. São vítimas da própria família. Geralmente são estranguladas, envenenadas, decapitadas, apunhaladas, queimadas ou até enterradas vivas. Quais os crimes delas? Contrariar os costumes da sociedade. São jovens que querem estudar, querem ter um emprego, querem ser donas do próprio corpo, querem escolher seus parceiros e/ou maridos.

Pouco pode ser feito por essas mulheres. As autoridades fingem que não enxergam o problema. As leis são frágeis. Não há quem pressione. Quem tenta mudar essa realidade, corre o risco de morrer. Por isso, muitas mulheres preferem fugir, esconder-se. As mortes são silenciadas. E filhas de mulheres que traíram seus maridos geralmente também são tratadas como vadias e, na maioria dos casos, sequer conhecem quem foram suas mães.

Quando alguém é condenado, fica pouco tempo preso. Por isso, é normal que as famílias usem os filhos menores para cometerem o crime. Assim, ninguém vai preso.

É comum quem está distante dessa realidade, vivendo no Ocidente, culpar a religião por esses crimes. Porém, a religião tem pouca responsabilidade nisso. Tratam-se dos costumes, das tradições desses povos. Ou seja, da cultura deles.

Embora, pareça-nos assustador o que fazem com as mulheres de alguns países orientais, não é muito difícil encontrar exemplos por aqui. No Brasil, são inúmeros os casos de violência e até mortes de mulheres, geralmente vítimas de seus próprios maridos. No entanto, também há pais que se sentem donos, proprietários das filhas. Quando confrontam os “valores” familiares, são renegadas, expulsas de casa. Outras, apanham, sofrem castigos e, em algumas situações – quando há homem envolvido -, não são raras as ameaças de morte.

E o que dizer daqueles que escondem a sexualidade por anos e anos? Não são poucos os pais que viram as costas para os filhos quando assumem a homossexualidade (outros até os espancam). Sentem vergonha deles. Rejeitá-los parece ser a única forma da não manchar o nome da família.

Portanto, ainda que nos orgulhemos de nossa cultura ocidental, não estamos plenamente livres de preconceitos, discriminações, machismo… Nem rompemos de vez com o sentimento de posse do outro. Também por aqui se mata (o corpo ou alma) para “lavar a honra”. Mata-se por si, mata-se pelos vizinhos ou pela família – para não sofrer a vergonha de ser traído. Sim, estamos no século XXI, mas muito de nossa cultura ainda é medieval.

Mulher heroína

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Passava em frente a um sebo e a capa de um livro chamou minha atenção. Nela, uma mulher com bebê no colo e, por baixo da blusa, um traje tipo “Super Homem” – ou seria Mulher Maravilha? O título da obra é “Mães que trabalham”.

Não li. Apenas pesquisei e descobri que o livro traz o resultado de uma pesquisa com cerca de 150 mulheres. A escritora Judith Warner, que é jornalista, tenta mostrar o drama de mulheres que tentam ser perfeitas. Elas procuram dar conta da carreira e não falhar como mães.

Gosto de conversar com as mulheres. Na verdade, conversar é modo de dizer. Gosto mesmo é de ouvi-las. O universo feminino é complexo, contraditório. Por isso mesmo, mágico. Entretanto, noto que elas sofrem (nós, homens, também… mas por outros motivos; e este não é o assunto do post). Quem está no mercado de trabalho e tenta conciliar a vida doméstica, vive a angústia constante de ser boa nas duas frentes – além de cuidar da molecadinha, precisa ser mulher, amante… Quem está em casa, vive a pressão social de que deve trabalhar; sofre com os comentários das amigas, o não reconhecimento da família e até mesmo dos filhos. Para elas chega a doer se identificarem como “profissional do lar”.

Não defendo que mulher fique em casa e nem que trabalhe fora. Acho lamentável essa tese de que a realização pessoal se dá numa profissão. Também não gosto nenhum pouco da ideia de que filhos bem criados são apenas aqueles que têm a mãe por perto 24 horas

A mídia colabora pouco. Vende a ideia – por meio de revistas, programas de tevê etc – de que dá sim para ser mulher perfeita. E as coitadas acreditam. Acham que é possível dar conta de estar linda, gostosa, ser boa mãe, cuidar da casa, arrebentar no mercado de trabalho e ainda fazerem um homem “subir pelas paredes” entre quatro paredes.

Para tudo, né? Mulher fica descabelada sim, queima o arroz, perde a libido, grita com filho… Erra. Mulher é humana. E por isso mesmo, é heroína. Admiro demais aquelas que conseguem estar acima da pressão que sofrem diariamente. Afinal, aquelas que cumprem uma rotina profissional são cobradas pela educação dos filhos e falta de atenção aos parceiros; aquelas que trabalham em casa raramente são respeitadas e elogiadas. Que marido elogia a cama arrumada, os lençóis trocados, a roupa passada? Qual filho agradece o cardápio do almoço?

Não são raros comentários do tipo:

– É só isso que tem pro almoço?
– Aff… essa carne está salgada demais?
– Você atrasou o almoço de novo?

E se a criança é mal educada, o companheiro ainda tem coragem de dizer:

– Está vendo? Você não serve nem pra educar esse moleque?

Sabe, o tempo ensina a gente. E uma das coisas que aprendi é que, embora sejamos seres sociais – precisamos do outro e até dar certa satisfação para o outro -, a vida que temos é escolha nossa. Nunca vamos satisfazer plenamente as pessoas que estão por perto. E as pessoas adoram palpitar sobre o que a gente deve fazer, mas ninguém vive a vida da gente. Isso quer dizer que a mulher que optar por ficar em casa, ouvirá sim um monte de bobagens; se trabalhar e tiver sucesso na profissão, poderá ser aplaudida, mas vai sofrer a constante cobrança (inclusive da própria consciência) de não dar atenção para os filhos. Então, ficar em casa ou trabalhar fora – é uma escolha – individual ou do casal. Fruto de uma decisão madura, baseada naquilo que se tem como projeto de vida. Viver bem é isso… É se respeitar. Fazer o que acredita. O que entende que vai te fazer bem. E livrar-se da culpa por não dar conta de tudo. Algumas coisas sempre ficarão sem fazer…

Homens que jogam: o que eles perdem?

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Eu não sei bem qual a emoção deles quando estão diante de um videogame ou no computador. Talvez eu não tenha tido infância… Sei lá o quê. Enfim, não é uma experiência pela qual tenho passado. Mas uma coisa sei: poucas mulheres gostam de ver seus homens apertando aceleradamente diferentes botões, olhos fixos numa tela e, vez ou outra, soltando palavrões. Ou expressões de pura vibração.

Controlando – ou controlados – por um console, homens viram meninos. No máximo, adolescentes. E não é raro encontrar maridos de 25, 30 anos viciados em jogos. E semelhante à molecadinha, são capazes de passar horas jogando. Não raramente, encontram amigos para dividirem momentos de diversão.

Existem namoradas ou esposas até curtem a brincadeira. Mas não são todas. Conheço algumas que sentem-se abandonadas, trocadas por um aparelho. E perdem o respeito pelo companheiro.

– Não consigo vê-lo como homem de verdade.

É o que diz uma amiga que conheço há algum tempo. Foi por ouvi-la lamentar do marido que surgiu a ideia do texto. Ele, além de ficar horas jogando, gasta com isso. O que, para ela, é um desperdício de dinheiro.

Às vezes, ele sai da empresa 15h dizendo que vai para casa estudar. Eu chego, ele está na sala… jogando. Entro e saio e ele nem me vê. Se vou tentar dar um beijo, ele parece incomodado – como se estivesse atrapalhando. Me sinto rejeitada.

Ela conta que muitas vezes foi dormir sem a companhia dele.

Lembrei de outra amiga que também reclamava das horas de jogo do marido. Perguntei o que ela sentia. O depoimento mostra que o sentimento não é muito diferente da minha primeira personagem.

Quando namorávamos, havia um desconforto. A casa ficava lotada, vários amigos. E por horas. Naqueles momentos, recebia nenhuma atenção. E olha que eu tinha uma paciência. Ficava ali, sentada, olhando, esperando… Foi assim por muito tempo. Depois, caiu na real. Melhorou.

Após casada, ele comprou um novo videogame. Dizia que seria uma distração. Por um lado, melhor do que ir para rua, beber ou procurar outras coisas. Mas quando isso se torna uma prioridade, e tornando-se um vício, interfere e muito. Você quer atenção, conversar, mas, nessa hora, esquece. Ele finge que te escuta. Você se chateia, se sente sozinha.

sozinhaAcho que sentir-se trocada por um jogo deve mesmo causar um sentimento muito ruim. Não vou dizer que é uma forma de traição. Claro que não. Nem que produz as mesmas sensações. Mas de alguma forma o outro está ali dizendo que, naquele momento, o game é mais importante que a parceira. Os momentos de intimidade são substituídos pela excitação oferecida pela combinação de tecnologias.

Na busca por superar mais uma fase, vencer… muitos desses maridos plantam o distanciamento, o sentimento de rejeição, de substituição. O relacionamento sai perdendo.

A gente perdia a oportunidade de aproveitar os momentos que estávamos juntos em casa. Pode parecer bobagem, mas, para mim, não era. Dormi muitas vezes sozinha, com raiva. Ele vinha deitar de madrugada, de manhã. E assim foi… Depois de um tempo, eu já agradecia por ele ficar no videogame.

Não é difícil concluir que este casamento acabou. E o da primeira amiga está por um fio.

Sabe, não estou aqui para condenar os jogos. Nem dizer que devem ser banidos. Porém, entendo que maridos devem ser, primeiro, homens de verdade. E isto não significa ser macho. Nem apenas homem na cama. Significa agir como alguém que pode até se divertir com os games, mas reconhece a importância da atenção à parceira. Significa ser alguém que é parceiro, amigo, protetor, carinhoso… Alguém que oferece atenção à mulher. Alguém que reconhece o quanto, para ela, é importante fazê-la participante da vida dele. E como gosta de sentir-se que é a prioridade dele.

Portanto, concluo dizendo que quem abre mão disso por horas e horas de jogos aceita viver um relacionamento pela metade. Perde a oportunidade de viver emoções reais, e bem mais complexas e surpreendentes que as diferentes fases do mais empolgante dos games.

É tudo que uma mulher quer do seu homem

Para nós, homens, entender as mulheres nunca será tarefa fácil. Somos previsíveis, lógicos. Elas combinam emoção e razão, vivem a realidade e a fantasia, a alegria e a tristeza e tantos outros sentimentos em combinações múltiplas e sempre surpreendentes. Por mais que nos dediquemos, nunca saberemos o que elas dirão.

Uma tarefa divertida e, por vezes, enlouquecedora é acompanhá-las às compras. Particularmente, gosto disso. Mas confesso que nem sempre me dou bem. É natural. Se estamos juntos, podemos ser consultados. E está aí uma coisa que precisamos entender: ela deve sentir-se levada a sério; porém, temos que ter graça e humor para encarar as decisões delas.

Vou ilustrar… Imagine-se acompanhando sua garota na compra de uma bolsa. Ela olha uma, duas, três… dezenas. Está indecisa. Olha pra você e dispara:

– Você gostou dessa?

Caríssimo, você não tem muita escolha. Precisa posicionar-se. E mostrar interesse. No entanto, não há garantia alguma que as coisas vão ficar boas pro seu lado. Se for sincero e responder:

– Não, amor. Não gostei.

É provável que ela faça uma carinha de “poucos amigos”. Talvez a pergunta se repita mais algumas vezes. Não importa se as bolsas são feias, horrorosas, antiquadas. Pouco importa o fato de estar convencido de que ela está em dúvida e, semelhante a você, também não ter se empolgado com nenhuma delas. Se continuar desaprovando as opções sugeridas, será o culpado por ela não comprar nada.

Esqueça, cidadão!!! Eu sei que você realmente não gostou dos modelos. Ela também. Sei que viraram a loja “de cabeça pra baixo”. Não tinha nada que valia a pena. Mas você será o responsável por ela ter voltado pra casa sem ter comprado nada.

Quer mais? É provável que se você tivesse dito:

– Ai, amor, leva essa…

Ou:

– Essa combina com você…

Ela também não levaria. E ainda olharia pra você como quem diz:

– Esse sujeito tá gozando da minha cara. Não entende nada de bolsa.

Ou:

– Ele só quer ir embora logo.

Sabe, não é regra, mas quase sempre a mulher nos consulta porque quer sentir que nos interessamos pelo que ela faz. Quer ser admirada, aprovada, aplaudida.

Este é o segredo.

Por isso, nada que você disser te isenta de vê-la emburrada por algumas horas. Ela só vai sair da loja realmente feliz se encontrar o que estava procurando. Portanto, se está ali para acompanhá-la, prepare-se e torça. Ela precisa achar algo que a encante. E faça a sua parte: envolva-se. Ajude-a; sem ser ridículo, é claro. Misture-se em meio às centenas de itens existentes na loja e tente apresentar opções. Se perceber que não vai achar a bolsa, mostre um cinto, uma carteira, um óculos, uma echarpe… Não importa. Se “descobrir” outra coisa que mexa com ela, ficará satisfeita. Vai continuar querendo a bolsa… Mas você terá demonstrado que estava ali, inteiro, interessado, com as atenções voltadas para ela. É tudo que uma mulher quer do seu homem.

Elas querem sambar: a mercantilização do corpo

Elas são lindas. Corpos belíssimos. Transpiram sensualidade e mexem com a líbido e a imaginação dos homens – e de muitas mulheres. E, desculpem-me os moralistas de plantão, são sexy. Mulheres que, presenteadas pela natureza e beneficiadas pela conta bancária, despertam desejos.

Estou falando de Claudia Leitte e Maria Melino. A primeira é cantora. A segunda, venceu o BBB 2011. Não, elas não são as mais belas representantes da espécie feminina. Mas são musas.

Por que falo delas? Porque as encontrei entre as notícias que li nesta segunda-feira. Situações diferentes, mas uma semelhança.

Claudia teve seu novo clipe apresentado no Fantástico nesse domingo. “Samba” foi gravado com participação de Ricky Martin. E tem tudo para ser um novo hit nas rádios do país.

A ex-BBB pode tornar-se a substituta de Maria Paula no Casseta e Planeta. Seria uma espécie de Sabrina Sato, só que teria a companhia dos “intelectuais” do tradicional programa de humor da Rede Globo.

Qual a semelhança? O corpo a serviço do sucesso.

Até mesmo a despudorada Luana Piovani se assustou com a sensualidade esbanjada por Claudia Leitte no novo clipe. Talentosa, Claudia não precisava insinuar tanto para promover a música. Afinal, ela não fica nada a dever para Shakira, Beyoncé, Rihanna e Lady Gaga. Entretanto, usou estratégia semelhante a das musas da música pop americana para atrair olhares e talvez se aproximar de um público ainda não conquistado – quem sabe, fora do Brasil.

Já Maria Melino, que fez sucesso na última edição do BBB por revelar seu apetite sexual, pode ser a “pimenta” que anda faltando ao Casseta e Planeta. Uma carinha bonita, um belo par de seios, coxas e bumbum à brasileira talvez seja o estímulo que falta para alguns marmanjos manterem a televisão ligada até um pouco mais tarde (vale dizer que o programa não está no ar, mas promete voltar em 2012 – quando ela estrearia).

Tenho dito que não gosto de repetir discursos moralistas. Entretanto, não consigo ver outra coisa a não ser a exploração do corpo, a banalização da mulher quando a sensualidade ajuda a vender. Claro, elas não são as únicas. E nem serão as últimas. Também é verdade que cada um faz o que quer – inclusive com seu corpo. As pessoas têm direito, liberdade de escolha. No entanto, para além do clipe da Claudia e da Maria no Casseta e Planeta, penso que homens e mulheres são mais que a beleza de suas formas. E as escolhas de consumo do público deveriam ser norteados por valores que vão além do fetiche e de suas fantasias.

PS- O título é uma paráfrase barata de parte do refrão da nova música da Claudia.