Os erros de julgamento

Parece ser da natureza humana a disposição para julgar, avaliar, criticar. Algumas pessoas mais, outras menos, mas praticamente todo mundo tem sempre uma observação a respeito de algo que foi feito ou deixado de fazer.

Aquelas pessoas mais maduras geralmente questionam o próprio julgamento e, por vezes, nem chegam a verbalizar o que inicialmente pensaram. Mas a maioria não tem esse tipo de filtro. Rapidamente, fala o que tem em mente. E, infelizmente, comete injustiças.

No mundo do trabalho, frequentemente vejo gente reclamando de decisões, questionando a decisão de um chefe ou mesmo mudanças no organograma da empresa. O julgamento é feito do lugar onde a pessoa está, partindo da visão dela e dos interesses dela. Ou seja, para avaliar a decisão da chefia, ela enxerga tendo como referência a maneira como foi afetada e o que vislumbrava que poderia ser feito.

Por mais que eu entenda as razões dessas coisas acontecerem, confesso que ainda me surpreendo com a falta de capacidade de algumas pessoas problematizarem o próprio julgamento. Parece haver alguma falha cognitiva.

Uma decisão no meio corporativo geralmente é tomada diante de uma visão do todo. Muitos problemas conhecidos pela alta gestão nunca chegam a todo o grupo de colaboradores. Às vezes, por falhas na comunicação interna; outras, por se tratar de situações estratégicas ou da necessidade de evitar fofocas.

Cito o ambiente corporativo como exemplo, mas isso acontece na igreja que a gente frequenta, no clube, na escola, na faculdade, na gestão pública… E até na nossa casa. Não raras vezes, os pais tomam decisões incompreendidas pelos filhos, pelos sogros ou parentes próximos. E fazem isso por terem ciência de quadros que nem sempre são conhecidos de todo mundo.

Portanto, ainda que seja clichê, vale repetir: antes de julgarmos, é sempre oportuno questionarmos se temos conhecimento de todos os processos envolvidos. Com frequência, nossas avaliações são parciais, porque geralmente desconhecemos todas as versões de um fato.

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Faça tudo com excelência

trabalho

Você já notou que falta qualidade para muito dos nossos serviços? Você contrata um pedreiro para fazer uma parede. Ele faz a parede torta. Você vai ao mecânico hoje… Amanhã tem que voltar porque o serviço foi mal feito. Você contrata uma diarista para limpar as janelas de sua casa… Quando vai conferir, os vidros estão manchados.

Estou citando serviços básicos, mas essa cultura, que não valoriza o trabalho de excelência, que é displicente na execução de diferentes tarefas, é uma cultura predominante.

Encontramos problemas no comércio, na saúde, na educação, na segurança… Parece faltar disposição para fazer o melhor em cada área, para fazer com excelência!

Sabe, se preparo uma aula, tenho que preparar a melhor aula que posso. Se vou fazer um relatório, tenho que oferecer todos os dados necessários e de maneira clara. Serviço mal feito precisa ser refeito.

Uma vez ouvi alguém perguntando: você acredita que se a gente tirasse todos os brasileiros do Brasil e trouxesse os japoneses pra cá, você acredita que o Brasil tinha jeito? A resposta veio sem titubear: com certeza o Brasil seria outro. Aqui entre nós, o que isso significa? Significa algo simples: o Brasil será melhor na medida que fizermos o nosso melhor. E isso começa comigo. Aquilo que faço precisa ser o meu melhor.

Fica para você também esse desafio: faça seu trabalho com excelência! Não importa a remuneração atual. Com o tempo, a qualidade sempre é reconhecida. Observe… Os melhores mecânicos, os melhores médicos, os melhores sempre são melhor renumerados. Os produtos com mais qualidade geralmente são os mais caros. Então façamos tudo com excelência!!

Na segunda, uma música

Num tempo em que as músicas banalizam os relacionamentos, falam de homens e mulheres como objetos de puro prazer e conquistas são referenciadas em valores econômicos, a canção de hoje merece destaque. E por contrariar essa “lógica”. O clipe é uma história “à parte”.

Não diria que “Mocinho do cinema” tem uma poesia única. Não. A música de Ivo Mozart é simples. E na simplicidade está a graça, a beleza desta canção.

O personagem não leva a mocinha pra cama. A música não fala de sexo. Não tem ritual de acasalamento. Mas tem conquista. E de um jeito bem diferente do sustentado pelos sertanejos e funkeiros. Não tem carrão, conta bancária… Nada disso.

Se estou sem carro não me importo ir de carona
Tudo o que eu quero nessa vida,
é viver de coisas boas

Apenas um sujeito comum, com jeito simples de viver e que ainda acredita que a vida vai além de poder, riqueza. É possível ser mais sendo gente. Sem necessidade de exibir-se, de desfilar objetos de valor e nem ter que se impor como mais forte.

Sei que não sou o mocinho do cinema
E nem pareço o Romeu da Julieta
E sempre uso chapéu velho e camiseta
Mas sempre faço valer a pena
Pra ser feliz o amor tem que ser verdadeiro
Felicidade é a chave do segredo
Só com um sorriso ponho cores no seu mundo

Convido os amigos e leitores a ouvirem a música desta segunda-feira. E, claro, curtirem o clipe. Vale a pena.

Às sextas, todo mundo sem roupa

Está todo mundo louco… Para melhorar a integração entre funcionários de uma empresa de marketing, um psicólogo sugeriu que todo mundo trabalhasse sem roupas às sextas-feiras. A ideia foi adotada. Toda sexta é dia de gente pelada na companhia. A justificativa é que, ao tirar as roupas, os funcionários perdem a inibição e se tornam mais honestos – passam a conviver sem “máscaras”.

A proposta não sofreu resistências. Está todo mundo feliz da vida sem roupas. E o negócio deu tão certo que se transformará num documentário a ser exibido no próximo dia 9 numa rede de tv a cabo do Reino Unido.

Cá com meus botões, só espero que a moda não pegue.