Na segunda, uma música

Amo a voz de Lauren Daigle. Tem um pouco de Amy Winehouse, mas é mais doce, harmoniosa. A cantora que completará 28 anos em setembro é uma das mais belas revelações da música gospel norte-americana. Seu estilo e talento tem garantido presença em vários palcos, inclusive em programas tradicionais da mídia estadunidense.

Lauren, que também é compositora, já acumula o prêmio Dove Awards de melhor artista e compositora, também os Grammys de melhor álbum contemporâneo de música cristã e de melhor performance.

Para esta segunda-feira, escolhi “You say”, a minha preferida. A canção ganhou uma recente versão em português com Ana Nóbrega, “Diz“.

“You say” é uma declaração poderosa de alguém que, semelhante a muitos de nós, sente-se enfraquecido, fragilizado e, por vezes, não consegue sentir-se capaz de alcançar os próprios sonhos.

Eu continuo enfrentando vozes em minha mente que dizem que não sou o suficiente
Cada mentira que me diz que eu nunca vou chegar lá
Eu sou mais do que apenas uma soma de todos os altos e baixos
Lembre-me mais uma vez apenas quem eu sou, porque eu preciso saber

Você diz que eu sou amado, quando eu não posso sentir nada
Você diz que eu sou forte, quando eu acho que eu sou fraco
E você diz que eu sou ajudado quando estou aquém
E quando eu não pertenço, Senhor você diz que eu sou seu
E eu acredito, sim eu acredito no que você diz de mim

Vamos ver e ouvir a performance de Lauren Daigle?

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Na segunda, uma música

Sou apaixonado por música e, até por minha formação religiosa cristã, as canções gospel são as que estão o tempo todo na minha playlist. Porém, não abro mão da qualidade vocal e da poesia. E garimpando coisas novas, vou descobrindo intérpretes e músicas que me encantam. Algumas são tão belas que me emocionam.

É o caso da canção desta segunda-feira.

Na verdade, quando ouvi o grupo que a interpreta, fiquei extasiado. Precisava descobrir mais e mais. Vi e ouvi várias de suas músicas. Não são autorais. São interpretações de clássicos do gospel. Mas o que o Bye Vocal Point canta a capella faz a alma sorrir.

Este grupo de homens surgiu, originalmente, em 1991. Fundado por dois alunos da Brigham Young University, a mais antiga universidade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, foi logo incorporado pela escola de música da instituição.

Desde então, o Vocal Point tem se apresentado em festivais e encantado plateias de universitários e não universitários nos Estados Unidos. O canal do grupo no Youtube também é um sucesso, com mais de 460 mil inscritos.

A canção que escolhi para esta segunda-feira é de Josh Groban, cantor e compositor que transita pelo popular e pelo clássico na música.

You raise me up tem uma letra fantástica. Diz:

Quando estou triste e toda a minha alma tão cansada
Quando problemas vêm e sobrecarregam o coração
Então, eu me acalmo aguardando no silêncio
Até você vir e sentar-se um tempo comigo

Você me eleva até eu estar sobre montanhas
Você me eleva para andar sobre tempestuosos mares
Eu sou forte quando estou sobre seus ombros
Você me eleva mais do que posso conseguir

Vamos ver e ouvir? Uma dica: assista até o final e faça isso sem pressa!
Separe um tempinho para se encantar.


Na segunda, uma música

Às vezes, a gente acorda e sente-se acuado, constrangido por vislumbrar que o mundo diante de nós está em frangalhos, arrasado e é completamente injusto. Nestas horas, faz bem ouvir algo tão especial como a nova música de Kirk Franklin. O gênio do gospel norte-americano produziu uma canção maravilhosa. Convido você a ouvir e ver o que ele diz… Reproduzo abaixo apenas um trechinho:

“Acordei com um mundo que está mudando
Olhando pela janela me pergunto:
Nós ficaremos bem?
Nós ficaremos bem? (Sim, senhor)

Um dia eu posso sentir o sol brilhando
No dia seguinte, pode deixar minha mãe chorando
Ela vai ficar bem? (Senhor tenha piedade)
Diga-me: vamos ficar bem? (A verdade é)

A vida está levando tudo que eu tenho
Apenas para sobreviver (posso testemunhar?)”
[…]
“Sim, está escuro agora
Mas eu ainda vejo a luz, vamos lá”.

O ritmo é contagiante! E se você não conhece Kirk Franklin, espie no YouTube outras produções desse cara genial.

Hierarquia de conhecimentos

Na sociedade da informação, muita gente acredita que possui saber, conhecimento sobre tudo. As redes sociais, ao possibilitarem que todos se manifestem, parecem ter criado a sensação de que todos possuem autoridade para falar/escrever sobre qualquer coisa.

Acho fantástica a democratização do processo de produção de conteúdo. Não existe mais um monopólio do ato de informar. Qualquer pessoa, em sua própria rede, tem a chance de dizer o que sente, o que pensa… Isso tem gerado uma verdadeira revolução nos sistemas de informação. Todos os canais tradicionais podem estar fechados para uma pessoa e ainda assim ela consegue se comunicar com gente conhecida e desconhecida, gente de perto e de longe.

Entretanto, a sociedade da informação parece ignorar algo fundamental: existe sim uma hierarquia de conhecimento. Muitas pessoas não aceitam isso. Ou sequer pensam sobre o assunto. Na prática, nossa sociedade tem a sensação de que informação é formação. E não é.

Ter todo conhecimento do mundo disponível a um clique não torna ninguém conhecedor. O conhecimento é resultado de um processo longo, demorado, exaustivo, que implica no esforço disciplinado de horas de estudo sobre um determinado tema ou assunto.

Por exemplo, sou jornalista de formação, professor da área há 12 anos e transito pela comunicação desde 1989. São esses anos todos de aprendizado prático, de leitura e ensino que asseguram minha formação na área. E certamente não sei muita coisa. Por vezes, reluto avaliar uma estratégia comunicacional ou mesmo a abordagem feita por uma reportagem, porque seria prepotente da minha parte dizer “isso está errado”. Afinal, o próprio fazer jornalístico está em constante mudança – sem contar que sofre influência de cada cultura.

Porém, curiosamente, vejo diariamente pessoas criticando jornalistas e empresas de comunicação dizendo: “isso não é jornalismo”. São pessoas que sentem-se autorizadas a classificar uma atividade profissional sem nunca terem vivido o dia a dia de uma empresa de comunicação, sem nunca terem lido um único manual de redação, sem sequer conhecerem um livro que trata sobre a prática jornalística.

Outro exemplo… Em meio a uma série de polêmicas envolvendo a arte, o que não faltam/faltaram são pessoas que batem/bateram na mesa e dizem/disseram “isso não é arte”. Ou, “pedofilia não é arte”. Fico pensando: será que sabem definir, juridicamente, o que é pedofilia? Que formação possuem para conceituar arte? O que essas pessoas sabem a respeito de/da arte?

No Brasil, a arte é de domínio de poucos. De uma minoria, na verdade. A maior parte das escolas públicas tem um ensino sofrível sobre arte. E isso se estende também a um percentual considerável das particulares. O país tem poucas bibliotecas, um percentual pequeno de leitores… A quantidade de museus, teatros é quase insignificante (pouca gente frequenta esses espaços; menos de um milhão de pessoas foram a um museu em 2016)… Nosso olhar para o cinema é quase todo mediado pelos interesses de mercado (gostamos mesmo é de filmes produzidos em Hollywood). Nosso entendimento a respeito de música pode ser notado claramente nos gêneros mais consumidos atualmente… Não conseguimos compreender por que pintores como Rembrant, Van Gogh, Renoir, Monet, entre outros, são considerados gênios… E o que dizer de “malucos” como Pollock?

Existe sim uma hierarquia de conhecimentos. Não sabemos sobre tudo (na verdade, mesmo quem estuda muito, ainda sabe muito pouco). E é justamente por não dominarmos todos os assuntos que deveríamos ser mais cautelosos ao falar, ao opinar. Talvez seja possível dizer “eu não gosto”, “isso me desagrada”, “me incomoda”. Afinal, o gosto – embora construído socialmente – manifesta-se individualmente. Porém, gostos individuais não podem ser regras sociais e tampouco são saberes que definem o que existe e se faz no mundo.

Na segunda, uma música

Elton John é dono de uma das voz mais belas da música americana. E seu repertório é bastante vasto. Não lhe faltam sucessos.

Para esta segunda-feira, reservei uma canção singela, “Blue Eyes”. A letra é simples… Fala da despedida e do retorno para junto do seu amor, esse alguém de olhos azuis.

Quando eu estou do lado dela
Onde eu desejo estar
Eu verei
Olhos azuis rindo no sol
Rindo na chuva

Lançada em 1982, a música faz parte do álbum “Jump Up”. E então… vamos ouvir e recordar?

Na segunda, uma música

Muita gente diz que ter fé num ser superior, acreditar em algo que nossos olhos não podem ver é só uma forma de se iludir, um jeito de não encarar a realidade. Talvez isso possa até ser verdade… Ainda assim, observo, a partir de minha própria vida, que ter Alguém em quem confiar, acalma o coração e torna a vida muito mais fácil.

A música desta segunda-feira fala desse Alguém. Na voz belíssima de Laura Morena, há uma declaração de confiança de que, quando tudo dá errado, é possível contar com Deus.

Quando tudo desabar
E o medo encontrar
Há alguém
Quando as portas se fecharem
Quando todos o deixarem
Há alguém

Eu sei que em meio ao sofrimento nem sempre é fácil notar que tem alguém que se importa com a gente. Mas, ao exercitar a fé, podemos encontrar esperança…

Mesmo que seus olhos
Não enxerguem nada além
Há um Deus bem perto
Você não está só

E então… vamos ouvir?

Na segunda, uma música

The Beatles foi a maior banda de todos os tempos. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr formaram um grupo aclamado e que construiu uma história que parece impossível de ser comparada a de qualquer outra banda.

Para esta segunda-feira, compartilho uma das canções mais lindas dos Beatles, Yesterday. A música é belíssima, mas tem uma letra muito triste.

Ontem, todos os meus problemas pareciam tão distantes
Agora parece que eles vieram pra ficar
Oh eu acredito
No passado

De repente
Não sou metade do homem que costumava ser
Existe uma sombra pairando sobre mim

E então, vamos ouvir?

Na segunda, uma música

A música brasileira é rica de talentos. Porém, nem todo mundo ganha o destaque seu talento merece. Esse é caso, por exemplo, de Roberta Sá. Cantora de samba, essa artista natural do estado do Rio Grande do Norte tem voz belíssima e é dona de interpretações deliciosas. Aqui no blog, a cantora apareceu pela primeira ainda em 2010.

A canção que escolhi faz parte da lista de músicas de Roberta Sá que foram premiadas. De 2011, composta por Lula Quiroga, a música desta segunda-feira é “Pavilhão de espelhos”.

Não, eu não me arrependi de nada
Vida voa e o tempo é outro já
Você mudou e eu também
Tô aqui só pra saber que existe saudade
Ainda bem

Vamos ver e ouvir?