É difícil ser honesto no relacionamento

A honestidade é um princípio fundamental em qualquer relacionamento. Porém, poucas coisas são tão difíceis de serem vividas. Quase todo mundo esconde alguma coisa do parceiro, da parceira. E, muitas vezes, esconde fatos que comprometem a relação, que vão distanciando o casal.

Não é fácil admitir, mas quem de fato é totalmente honesto com a pessoa amada?

Sabe aquele colega de trabalho que sempre faz elogios, que comenta sobre suas curvas e só não te levou pra cama por que ainda não teve oportunidade? E daí, você conta ou não para o seu parceiro?

E aquela amiga bonitona, que te deixa com tesão… Com quem vez ou outra você flerta? Coisa “inocente”, justifica. Você conta ou não para a parceira?

Eu cito aqui situações que parecem envolver fidelidade. E essa é uma das questões mais controversas e polêmicas nos relacionamentos. Afinal, a maioria exige fidelidade, mas até que ponto é de fato honesto na relação?

O ser honesto, entretanto, não tem a ver apenas com os flertes, paqueras com terceiros. Tem a ver também com as finanças, os sonhos para o futuro, as suas frustrações e até mesmo desejos (o que gostaria de viver) no romance.

Não são raras as ocasiões em que a pessoa esconde do outro quanto anda gastando, quais são seus projetos de vida, traumas passados e mudanças que desejaria viver no relacionamento.

Também se escondem amizades, contatos virtuais, fracassos profissionais e pessoais… E o que acaba sobrando para a vida a dois são imagens forjadas de pessoas que não existem de fato. O problema é que nossas máscaras não se sustentam por toda uma vida. E, por isso, com frequência, as relações esbarram nas mentiras que machucam, magoam e decepcionam, provocando desconfiança, medo, pondo fim à intimidade. 

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Brigas destroem histórias de amor

Toda discussão, no relacionamento, é desgastante. E, com frequência, tem potencial para deixar marcas na história do casal.

O ideal é que os casais não discutissem; apenas dialogassem – mesmo quando há o embate de ideias.

Porém, a vida real de um casal não é um mar de rosas. Todo mundo perde a razão de vez em quando. Vez ou outra, “a casa cai”, né?

Pesquisadores do assunto dizem que, enquanto o casal briga, existe um casal. O silêncio, a ausência de embates, é indicador de que o relacionamento já acabou. Podem viver juntos, mas, na alma, estão separados.

Eu acredito nisso. Porém, noto que, com frequência, as discussões são ofensivas. Na briga, quase sempre há o desejo implícito de vencer, de ferir o outro. E é nesse jogo que as mágoas podem surgir.

Pede-se perdão depois, perdoa-se, mas palavras ditas não voltam atrás. Na memória, fica o registro da ofensa, da humilhação.

E é justamente esse registro negativo que vai distanciando o casal.

Às vezes, sequer são necessárias palavras. Pode ser um gesto, um semblante irônico, carregado de desprezo. Tudo isso fica registrado e machuca o romance.

Quando discutimos com a pessoa amada, nem sempre nos damos conta que estamos plantando sementes que produzirão dissabores futuros e até desamor. Porque amor se conquista e se alimenta diariamente. Atitudes que ofendem, que magoam, esfriam os sentimentos. 

Com o tempo, perde-se a intimidade, o desejo, a empolgação. Falta inclusive disposição para o sexo. A relação pode até ser mantida, pode-se reconhecer os benefícios da companhia do outro… Mas não tem a mesma graça, a mesma vivacidade. E isso não é porque a paixão foi embora. É porque, no coração, ainda ecoam os gritos, as ofensas, os gestos grosseiros, os semblantes cheios de rancor…

 

Características que devem ser preservadas pela pessoa amada

casais

Muita gente joga fora o relacionamento por ser incapaz de notar as qualidades do/a parceiro/a. Costumo dizer que, com o tempo, os defeitos se potencializam e as virtudes parecem desaparecer. Entretanto, o que acontece, na verdade, é que não raras vezes a gente se acostuma com o outro e não nota mais o quanto a pessoa é especial.

Pode parecer bobagem o que vou dizer, mas penso que todo mundo deveria, vez ou outra, fazer uma breve avaliação dos comportamentos do/a parceiro/a. Certamente esse tipo de atitude ajuda a identificar se o/a outro/a está efetivamente comprometido com o romance.

Para te ajudar a pensar nas qualidades que a pessoa amada deve ter, eu listei algumas características.

Gente que ama a gente deve prestar atenção às pequenas coisas que dizem respeito a nós. Sabe aquela coisa de reparar que você está cansado/a, que precisa de ajuda ou simplesmente de um abraço?

Como amor bom é amor prático, é fundamental contar com alguém que lembra de você até mesmo quando você se esqueceu de você. 

E como é a qualidade do tempo que você passa com a pessoa amada? É cansativo estar ao lado dela ou o tempo passa rapidinho? Ela consegue te distrair, te divertir, te fazer rir? Reserva tempo para estar contigo?

Outra característica fundamental é a gentileza. Alguém que sabe como falar, que é delicado com as palavras, mas também quando abre a porta de casa, quando entra no carro… Ao falar com a mãe, com os amigos… Sem contar que, lidar com gente rude, grossa, que fala alto, desrespeita, nos faz passar vergonha na frente dos outros é algo horrível. Quem ama não faz isso.

Um relacionamento que faz bem é um relacionamento que não afasta da família e nem dos amigos. Não significa que o/a outro/a deve gostar de quem a gente gosta. Exigir isso seria invasivo, até um desrespeito à personalidade da outra pessoa. Porém, o/a parceiro/a que quer o nosso bem se esforça para compreender a família, os amigos e, mesmo que não os aprecie, estabelece uma relação cordial, respeitosa.

Um bom termômetro do quanto o/a parceiro/a está comprometido é observar se ele/a inclui você em seus planos. Tem gente que sonha com um monte de coisas, mas, quando você observa os sonhos da pessoa, nota que em nenhum deles você faz parte, que não há planos/projetos para a relação.

Outra característica fundamental é a intimidade. Intimidade não tem a ver apenas com cama. É muito mais que isso. Tem a ver com a capacidade de “sentir-se” em casa com o/a outro/a. Você pode abrir o coração, dizer o que pensa… Sabe que não será julgado/a.

Essa dica agora é voltada, principalmente, às mulheres… Parceiro de verdade não tem vergonha de comprar produtos femininos pra você. Na verdade, um bom parceiro sabe, inclusive, quando comprar um absorvente e qual o tipo/marca mais adequado.

É claro que eu poderia listar aqui muitos outros comportamentos. Entretanto, essas características apenas servem como uma espécie de convite para que você observe mais seu relacionamento e a pessoa que ama. Se ela preserva essas atitudes, a vida a dois ainda vale muito a pena.

Mande uma mensagem para o seu amor

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Já está meio repetitivo, mas volto a dizer: homens são um bocado descuidados quando o assunto é romantismo. Por isso, acho que as dicas de hoje podem ser bastante úteis. Nem que seja para que algumas mulheres provoquem seus homens.

As redes sociais têm se tornado muito presentes em nosso dia a dia. Durante a conquista e até nos primeiros meses do relacionamento, é normal que os casais façam uso do Facebook, WhatsApp e outros serviços para se manterem conectados. Porém, com o tempo, e principalmente após o casamento, a gente esquece do quanto pequenos gestos podem fazer a diferença no romance. Então a dica de hoje é: mande mensagens para seu amor! Claro, isso vale para as mulheres, mas meu foco são os homens.

Os homens são bem… malandros (para não usar outro adjetivo). Adoram dizer “coisinhas” para as mulheres (linda, gostosa, cheirosa… e por aí vai). Porém, quando estão numa relação estável, geralmente “esquecem” de alimentar o romance. E palavras fazem toda diferença. Então por que não usar o celular ou computador para agradá-la? Acho que não custa nada mandar um recadinho carinhoso ao longo do dia. Pode apostar, faz toda diferença.

Sabe, não é preciso investir muito tempo e nem se tornar poeta. Uma frase curtinha é suficiente para colocar um sorriso no rosto da pessoa amada.

Alguns exemplos…

“Cada vez te acho mais linda”. Ou ainda, “Você está linda, charmosa… Você ficou perfeita nesse vestido”. Pouca coisa mexe mais com a autoestima da mulher do que se sentir bonita.

“Estou aqui pensando em você… Saudade!”. Quem não gosta de saber que está sendo lembrado pela pessoa amada?

Mandar recadinhos desejando bom dia, sucesso numa reunião ou perguntando como está, se a dor de cabeça já passou… São coisas aparentemente pequenas, mas que tocam o coração do outro.

Também valem palavras que reafirmam o amor, o compromisso e a vontade de estar junto da parceira. Dizer “sou muito feliz contigo”, “nossa noite foi maravilhosa”, “vamos sair para jantar hoje?” mantém o romance aquecido.

Eu sei que essas coisas parecem banais. Às vezes, a gente até reluta fazer… Pensa que não faz diferença. Tem até quem se sinta um pouco envergonhado… Porém, posso assegurar, quem ousa agradar a parceira tem um melhor relacionamento.

É preciso assumir a sua responsabilidade no relacionamento

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Vários fatores podem contribuir para o fim de um relacionamento. Porém, os principais responsáveis pelo sucesso ou pelo fracasso do romance somos nós mesmos. É fácil encontrar culpados. Difícil é admitir ser o culpado. 

Talvez seja pela educação que recebemos… Mas temos uma enorme dificuldade em assumir os erros. E isso acontece desde a infância.

O sofá aparece riscado. A mãe cobra o filho:

– Quem fez isso?

Resposta:

– Não fui eu.

Na fase escolar, a criança/adolescente tira uma nota muito ruim na prova. O pai questiona:

– O que você fez que tirou essa nota ridícula?

Resposta:

– A professora é horrível. Não ensina direito. Elaborou uma prova confusa e todo mundo foi mal.

A lista de exemplos é interminável. E para as diferentes fases da vida. Então, não é diferente com o relacionamento. Sempre é mais fácil dizer que o parceiro falhou. E, sinceramente, não estou dizendo que o parceiro não falhe. Apenas quero lembrar que, ao não assumir nossas responsabilidades, deixamos de agir pelo bem da relação.

Quando entramos num relacionamento é fundamental nos questionarmos, com frequência: “o que estou fazendo pelo bem do romance?”. Mais que isso: “será que o outro tem sido beneficiado pelas minhas atitudes?”, “o que eu faço que prejudica a relação?”.

Ter consciência de que minhas atitudes constroem ou destroem o relacionamento é o primeiro passo para viver bem a dois.