Quais as diferenças entre amor e paixão?

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Inúmeros livros e filmes tratam do tema como se amor e paixão fossem a mesma. E não contribuem para esclarecer que existe diferença. A paixão pode se tornar amor. Mas nem sempre isso acontece.

Em muitas ocasiões, quando paixão e amor se confundem, as pessoas sofrem, se decepcionam e acabam perdendo a chance de viver a felicidade de uma vida a dois.

Mas, afinal, o que é a paixão? Nunca é simples definir as nossas emoções. Porém, dá para dizer que a paixão é aquela sensação maluca de que encontramos a alma gêmea. Cada dia parece único… A vida fica colorida, tudo é lindo, maravilhoso. A pessoa parece andar sobre nuvens, sonha acordada… E sente necessidade de ver o outro a cada segundo.

Essas sensações são bem conhecidas de quase todos nós. Quando você se apaixona por alguém, chega ter a impressão de que foi amor à primeira vista. Tem gente que não sabe se pula, se canta, se dança… A pessoa parece tomada de felicidade.

Quando a paixão bate forte, a pessoa muda. Já não sente mais necessidade de andar com as amigas, com os amigos… Todo tempo livre tem que ser dedicado ao amor de sua vida. O casal repete juras de amor eterno, declara que nunca poderão viver separados.

Acontece que o tempo passa… E se não houver reconhecimento de que mudanças (os corações se acalmam) fazem parte da dinâmica de todo relacionamento, a chance de terminar o romance de maneira desastrosa é bastante grande.

Algumas pessoas se casam sob efeito da paixão, mas sem conhecer o amor verdadeiro. Tomadas pela magia desse sentimento arrebatador, vão morar juntas, dividir uma vida… Aos poucos descobrem os defeitos, as limitações… Um parece já não representar mais novidade para o outro… E as únicas “novidades” são os defeitos que antes pareciam não existir.

É nessas horas que a gente descobre se existe amor ou se tudo não passa de paixão.

O amor é muito diferente da paixão. O amor sobrevive quando esfria a paixão. Sobrevive, porque você ama o outro, apesar dos defeitos. Você ama o outro pelo que o outro é, não pelo que você gostaria que ele fosse.

Você permanece ao lado, mesmo quando o outro se mostra vulnerável, porque o outro também vai te decepcionar algumas vezes… O outro também tem carências, o outro também fracassa, tem problemas familiares, perde promoções no emprego… Quando há amor, há compromisso com o outro e aceitação do outro em sua totalidade.

O amor é entrega, é paciência… É disposição para respeitar, tolerar, superar dificuldades junto com a pessoa amada. Amor é a capacidade de encarar com bom humor até mesmo as grandes quedas… e saber perdoar dia a dia.

Apaixone-se por alguém que te inspire

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Envolver-se com alguém deve ser também resultado de uma escolha. Por mais que a paixão nos surpreenda e nos faça perder a cabeça, deveríamos ter um pouco mais de cautela antes de nos envolvermos com alguém. E um dos critérios fundamentais na escolha do parceiro é que seja capaz de nos inspirar.

Mas inspirar o quê? Talvez você queira me fazer essa pergunta. E a resposta é simples: inspirar você a ser melhor do que você é. A gente deve dividir a vida da gente com quem não apenas nos cause calafrios… O parceiro certo é aquele que faz você querer ser uma pessoa ainda melhor. Alguém te impulsione a lutar pelos seus sonhos, que te faça desejar crescer profissionalmente, relacionar-se melhor com a família e com os amigos, que te ajude a superar seus próprios limites…

Gente que inspira é gente que motiva, que te tira do conforto da mesmice. Quando a pessoa amada é esse tipo de pessoa, você sabe que tem apoio, que vai ter ombro amigo. Gente que critica, reclama, coloca defeito é incapaz de comemorar contigo os seus êxitos. Na vida, precisamos de pessoas que fiquem felizes com nossa felicidade. 

Gente que inspira não significa ser aquele tipo de pessoa que parece estar um degrau acima de você e que, por isso mesmo, te olha como alguém inferior. Tem que inspirar por manter atitudes de amor, de acolhimento, de gentileza, de respeito, de altruísmo, de generosidade… Generosidade que se revela também num olhar de cumplicidade e admiração por você. Você se inspira no outro… E o outro se inspira em você. Existe troca.

Parece difícil encontrar alguém assim? Talvez. Porém, quando nos contentamos com pouco, agredimos a nós mesmos e perdemos a chance de nos tornarmos fontes de inspiração para outros. Ter medos, ter dúvidas não rouba nossa beleza interior. O que nos faz pequenos é deixarmos o coração se envolver pela primeira carinha bonita que aparece.

Como manter a paixão no relacionamento

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Depois de certo tempo de relacionamento, é natural as pessoas sentirem falta da paixão dos primeiros meses. Você olha para o outro e se pergunta: cadê aquele sujeito todo apaixonado que me trazia flores, chocolates? Cadê aquela mulher que sempre colocava uma lingerie sexy antes de ir pra cama? Pois é… O tempo parece mudar muitas coisas. Entre elas, pequenos cuidados que demonstram todo o investimento que se faz no romance.

Sabe, ninguém mantém o mesmo fogo dos primeiros meses… Relacionamentos mudam. Porém, isso não deve significar perda de intimidade, de carinho, de gentileza. Pelo contrário, há espaço para que o casal tenha um relacionamento ainda mais profundo. Basta haver disposição para mantê-lo como prioridade.

A gente revela que o romance é prioridade quando dedica atenção ao outro. Se a esposa teve um dia difícil, por que não sentar ao lado dela e ouvi-la? Quem sabe preparar o jantar? Ou mesmo um café? Se o marido está muito cansado, por que não tentar ajudá-lo resolvendo alguma tarefa que seria dele?

Também se alimenta a paixão surpreendendo o outro. Não é preciso esperar uma data especial para surpreender o parceiro. E nem estou falando de comprar presentes; um jantar com cardápio diferente pode parecer básico, mas ainda assim tocar a pessoa amada.

Quem busca conhecer mais a respeito do outro não apenas sabe com quem divide a vida como também aprende sobre gostos, necessidades, metas e objetivos. E o que isso significa? Significa que, quanto mais a gente sabe sobre o amor de nossa vida, mais temos chance de contemplá-lo em suas necessidades.

Relacionamento bom é relacionamento com contato físico. Ninguém mantém aceso o romance sem tocar, sem sentir… Não estou falando aqui apenas de sexo. Falo de sentar juntos, andar de mãos dadas, abraçar, beijar…

Outra coisa que faz toda diferença é demonstrar respeito e admiração pelo que o outro faz. Dias atrás, enquanto um casal brigava, a mulher classificou a empresa do marido como uma “merda”. Não foi apenas raiva; ela demonstrou menosprezar o lugar e a atividade dele. Infelizmente, quando isso acontece, dificilmente apenas um pedido de desculpas é suficiente para apagar o que aconteceu. As marcas ficam. Por isso, é fundamental, mais que apaixonar-se pela pessoa, também ser admirador do trabalho dela, da família dela, de tudo que realiza.

Não existe amor à primeira vista

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Pode existir paixão… Tesão. Mas amor de verdade, impossível. Quem pensa ser possível existir amor à primeira visto, não sabe direito o que é amor. Mas aí alguém pode dizer:

– Ah, mas quando bati os olhos em meu marido, deu um frio na barriga… Eu sabia que ele era o homem da minha vida.

Eu diria que você não amou logo de cara. Sentiu outra coisa. Paixão, por exemplo. Admiração também. O amor, porém, veio depois. Com o tempo. E esse tipo de coisa pode sim acontecer.

Amor à primeira vista é coisa de cinema, de novela, da literatura. Não da vida real.

Para amar é preciso conhecer. Ninguém conhece sem conviver. Quem diz que existe amor à primeira vista está afirmando que é possível amar um completo desconhecido. Está sustentando que aceitaria viver “na alegria e na tristeza” com alguém sobre o qual nada sabe. Porque amor de verdade envolve aceitação, renúncia, disposição para sofrer junto, suportar as dores…

Amor à primeira vista é, na verdade, atração, desejo, simpatia, empatia, encantamento… É a emoção à flor da pele em sintonia com as fantasias alimentadas ao longo de anos em que, nos sonhos, encontra-se um príncipe encantado.

Amor de verdade desenvolve-se com o tempo… Com as experiências de perdas e ganhos, com as gentilezas vividas a dois, frustrações e decepções administradas… Amor se cria e se alimenta. Não nasce de um simples troca de olhar. 

Só o tempo permite o amor verdadeiro

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Tem gente que mede o relacionamento pelas sensações que sente. E embora o corpo seja um termômetro importante da relação, engana-se quem acha que sentimentos do início da paixão se estendem por toda vida.

Sabe aquela dificuldade em concentrar-se? Ou o friozinho na barriga? Sorrir pelo simples fato de ouvir o nome da pessoa amada? Essas coisas incríveis acontecem no início da relação. Às vezes até durante dois ou três anos. Mas, com o tempo, o coração se acalma. Isso não significa que o outro deixa de ser significativo… E nem que o amor acaba. Apenas se trata de um novo estágio do relacionamento.

Algumas noções equivocadas de amor (principalmente retratadas nas telas do cinema, na televisão e até mesmo na música) acabam resultando em relacionamentos frustrados. A pessoa acha que, porque não tem mais “friozinho na barriga”, não existe mais sentido no romance.

Sabe, é maravilhoso se sentir emocionado ao ver a pessoa amada. Entretanto, essa sensação não é permanente. Também não funciona para sempre a ilusão de que o outro é perfeito. Em uma relação estável, você conhece as limitações do outro. Isso, porém, não é problema para o amor. Porque amar também é uma decisão. E decidimos amar o outro apesar de seus defeitos.

Quem reconhece que o outro tem defeito, aceita uma condição básica do relacionamento: decepcionar-se. Sim, porque a pessoa amada em algum momento vai nos decepcionar. E quando isso acontece, é fundamental praticar o perdão. Nenhum relacionamento sobrevive sem que haja a prática cotidiana do perdão.

Outra coisa muda com o tempo: o romantismo. No princípio do relacionamento, ser romântico é algo natural, espontâneo. No caso do homem, faz parte do princípio da conquista. A cabeça do homem funciona assim: ele luta para conquistar, mas, quando conquista, é uma situação “resolvida”. O cérebro do homem é prático… Então é como se “a tarefa estivesse completa”. Logo, ele vai cuidar de outras coisas – manter a geladeira cheia, por exemplo. Por isso, o romantismo diário também passa a ser uma decisão do casal, uma busca constante, um ato consciente. E alguém vai ter que tomar a iniciativa, mesmo quando cansado, indisposto…

Depois dos primeiros meses de paixão, também voltamos a sentir necessidade de estarmos sozinhos em alguns momentos. No começo da relação, queremos estar com a pessoa amada o tempo todo, falar o tempo… Porém, com o tempo, nos damos conta que faz bem ter um tempo só pra nós. É o tipo de coisa que traz efeitos positivos inclusive para a relação, pois mantém a individualidade ao mesmo tempo que faz com que sintamos saudade, vontade de reencontrar a pessoa amada.

Eu sei que reconhecer essas mudanças não é tão simples assim, principalmente para os mais jovens, para aqueles que nunca experimentaram uma relação realmente estável e de vários anos. Entretanto, essa diferença entre as sensações vividas durante os primeiros meses e a realização da relação não torna a vida a dois menos especial. Pelo contrário, pois só o tempo produz maturidade, permite o desenvolvimento da intimidade, cumplicidade, companheirismo, amizade, amor verdadeiro.

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Quando o relacionamento vai terminar mal

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Acho que todo mundo quer viver uma grande paixão. Acredita-se, inclusive, que seja um dos sentimentos mais lindos do mundo. Apaixonar-se é deixar-se arrebatar… Viver nas nuvens. Entretanto, o que nem sempre é levado em conta é que algumas paixões podem provocar muitas dores, lágrimas, sofrimento.

Há situações que indicam, desde o início da relação, que pode dar tudo errado. A pessoa se envolve porque parece não aceitar que “está escrito” que vai terminar tudo em muito choro.

Vou listar alguns casos que geralmente terminam mal.

Envolver-se com alguém com quem viveu uma noite de paixão. Esse tipo de “amor” tem sido protagonizado em muitos filmes. E parece incrível. Você conhece alguém num bar, na casa de alguém e, naquela mesma noite, entrega-se completamente. Na tela, tudo parece arrebatador. Porém, é bem diferente no mundo real. Você pode achar que encontrou a sua metade, mas não significa que o outro está pensando a mesma coisa. Existe uma diferença enorme entre uma conexão física e uma conexão emocional. Raras vezes um caso de uma noite se transforma num relacionamento de verdade. E, por isso, quem aposta nesse tipo de experiência, pode acabar bastante infeliz.

Envolver-se com alguém que tem data para ir embora. Hoje, é cada vez mais frequente que jovens universitários (e não apenas jovens, né?) queiram passar algum tempo fora do país ou mudar de estado. Às vezes, são apenas seis meses. Mas, em alguns casos, a ideia é passar mais de ano vivendo no exterior. Quando você se apaixona por uma pessoa que vai embora, ou é você que vai ficar fora, há chance de sofrer um bocado. O coração dificilmente entende que a separação é só por um tempo… Sem contar que, assumir um relacionamento nessas condições, é aceitar o risco de que o parceiro pode conhecer outra pessoa, ou você fazer isso… É aceitar o risco de ter que escolher entre continuar com o relacionamento ou ter que abrir mão de uma oportunidade de continuar no lugar para o qual foi… Quer dizer, dificilmente não existirão lágrimas.

Envolver-se com alguém que a família e os amigos desaprovam. É fato que a família pode estar errada. E os amigos também. Mas ignorar completamente o que os outros dizem a respeito da pessoa com quem você está se envolvendo, é um grave erro. Não dá pra fechar os ouvidos para o que os outros dizem. Eu sempre repito que não podemos viver reféns do mundo. Porém, quando toda a família e amigos rejeitam o romance, isso indica que alguma coisa não está funcionando bem. Não dá para virar as costas para quem sempre esteve ao nosso lado, para quem sempre nos apoiou, ajudou… nos amou. Se cada pessoa que te conhece demonstra de alguma forma que o relacionamento vai acabar mal, vale reavaliar o romance, antes que perca os amigos, rompa com sua família ou se decepcione com a pessoa por quem está se apaixonando.

Bem, existem outras tantas situações que sugerem que a paixão vai terminar muito mal. Essas são apenas algumas delas. Poderia falar dos casos em que a pessoa se envolve sem estar totalmente resolvido com o ex… Poderia dizer das situações em que moram muito distantes… Daqueles casos em que há diferenças culturais significativas… Porém, o que sempre acho fundamental é bem simples: não precipitar-se. Pode parecer bobagem, mas com o coração não se brinca. A gente não consegue dizer “esquece”… E aí fica tudo bem. Com as emoções, as coisas não funcionam assim. Por isso, preservar-se é também uma maneira de cuidar de si.

Como saber se o relacionamento faz bem?

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Ter uma pessoa do lado, ter um relacionamento não significa, em algumas ocasiões, que se tem um romance. A rotina, o costume, o não saber estar sozinho… fazem com que muitas pessoas permaneçam com alguém sem mesmo sentirem-se plenamente envolvidas pelo outro.

A psicóloga especialista em relacionamento, Mila Cahue, assegura que estar enamorado é algo que “ou se sente ou não se sente”. Ou seja, alguma coisa tem que acontecer dentro da gente… E ela lista alguns questionamentos que ajudam a identificar se você tem ou não um romance de verdade.

Quando acontece alguma importante em sua vida, com quem você deseja falar? Quem é a primeira pessoa da lista? Para quem você precisa ligar? Com quem você deseja desabafar? Se ocorre algo muito intenso e necessita contar para alguém, se deseja dividir sua alegria com uma pessoa, é em seu parceiro que você pensa? E se o problema é bastante grande, uma aflição enorme, é nele que você busca apoio?

Você diz com frequência “te quero”? E não estou falando apenas de querer no sentido sexual. Mas de um desejo de ter a pessoa contigo… Quando estamos plenamente envolvidos pelo outro, desejamos transmitir ao parceiro o que sentimos por ele.

Está disposto a compartilhar tudo com ele? Embora cada pessoa  tenha necessidade de  espaço, é preciso refletir se você deseja dividir tempo, dificuldades, costumes, casa…

Ele te dá segurança? Quando encontra no parceiro a sua “metade da laranja”, deve sentir-se seguro ao lado do outro. Se desconfia ou o outro não te dá estabilidade e o equilíbrio que necessita em sua vida, seguramente, não é a pessoa adequada pra você.

Tem vontade de lutar pelo seu relacionamento? Há relações que, por estresse e outras circunstâncias, desgastam-se e caem na rotina. Se não encontram forças para recuperar o “primeiro amor”, possivelmente o relacionamento não vale a pena.

Faz algo pelo outro? Você tem disposição para doar-se, para surpreender o parceiro, tentar fazer bem? Te dá prazer ver o outro feliz?

Sente-se pleno quando está ao lado do outro? Pessoas apaixonadas sentem desejo de se ver, de se encontrar, de conversar, de estar com o outro.

O outro é a pessoa mais linda do mundo? Sim, pra você, o parceiro precisa ser o homem mais lindo do mundo. Não significa ser cego, significa ver beleza no parceiro, gostar do nariz grande, dos seios pequenos…

Sente desejo pelo parceiro? Aqui está um detalhe muito importante. Se você sente mais desejo pelo vizinho, pela colega de trabalho, se sente mais atração por outra pessoa que por seu parceiro, os problemas não vão demorar a aparecer.

E mais duas perguntas para terminar:

Acredita que é viável dividir a vida com a outra pessoa “até que a morte os separe”? É preciso pensar, de forma realista, tendo em conta todos os aspectos negativos da outra pessoa, como seria uma convivência “pra sempre”.

E… Querem ter filhos juntos? Não estou dizendo que todo relacionamento, para ser feliz, tem que ter filhos. Falo da necessidade de sintonia de expectativas. Quando uma parte não deseja ter filhos, é muito frustrante para a outra pessoa. E isso certamente vai resultar em muitas brigas, conflitos e até mesmo a ruptura do relacionamento.

Amor é diferente de paixão

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Os primeiros meses de um relacionamento são geralmente os melhores. Ou pelo menos parecem ser… Há um clima de total encantamento. E isso faz as pessoas perderem um pouco a razão. Muitas vezes, não conseguem ver o óbvio. Por isso tem muita verdade aquele ditado “o amor é cego”. Na verdade, não se trata de amor, trata-se da paixão. E a paixão cega.

E essa é uma das coisas que ainda confundem muita gente. Não dá para confundir amor com paixão. Na fase inicial (que pode demorar até uns dois ou três anos), existem emoções muito intensas que podem distorcer a realidade e levar as pessoas a idealizarem o “objeto” amado. Depois de algum tempo, porém, essa fase é superada; a paixão se abranda e há mais chance de prevalecer a razão. Por isso, é natural que os defeitos se tornem mais evidentes depois de meses de relacionamento.

Ainda tem gente que não consegue entender algo básico: pessoas têm defeitos. Ninguém é só virtude. E não existe uma única pessoa no planeta que se encaixe do modelo que desejamos. Por isso, as expectativas para o relacionamento devem ser realistas. Mais do que isso, deve haver uma predisposição em adaptar-se. Quem acha que o outro tem que mudar em função de seus desejos, de suas vontades, frustra-se. Além disso, é fundamental não alimentar tantas expectativas. Não há romance perfeito. A melhor dica é: espere o mínimo do outro e faça o seu máximo… Se o outro também pensar assim, a chance de terem um excelente relacionamento aumenta consideravelmente.

Eu sempre digo que romance bom é aquele que tem intimidade. E não apenas na cama. Intimidade é sentir-se à vontade com o outro, sentir-se em casa. Dentro do relacionamento, não pode haver medo, vergonha. É necessário que um consiga pedir ao outro aquilo que deseja. E não apenas para não deixar a toalha molhada em cima da cama. A pessoa tem que se sentir confortável para dizer o quer. E mais, também aceitar favor do outro. Relacionamento é parceria. É “trabalho em equipe”. Essa é uma habilidade fundamental e que ajuda a fazer dar certo a vida a dois.

Por fim, se há intimidade, também existe disposição para aceitar as críticas. Embora toda crítica incomode, o que o parceiro (ou a parceira) diz pode ter um fundo de verdade. O outro pode ter razão. Tanto na roupa que você está escolhendo pra sair quanto ao comportamento que tem adotado para com os vizinhos. Chega ser engraçado porque qualquer apontamento negativo que o parceiro faz sobre nossas atitudes é ouvido como algo ruim, como uma agressão… E a gente não apenas rejeita como se torna motivo para briga. Entretanto, se houver disposição para ouvir, pode-se crescer, corrigir o erro, melhorar como pessoa e tornar inclusive o romance muito melhor.