Aprendendo com Paulo Freire: todo professor é um pesquisador

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Ensinar exige pesquisa. Segundo Paulo Freire, ninguém é capaz de ensinar, de forma relevante, sem empenhar-se na busca, nas indagações, na bela tarefa de procurar saber se há mais informações, e informações importantes, sobre o tema a respeito do qual se pretende ensinar.

Essa ideia é maravilhosa! É aplicável não apenas ao campo da educação, do ensino na sala de aula.

O educador brasileiro coloca diante de nós uma premissa preciosa e que nos ajudaria a romper, inclusive, com a quantidade absurda de mentiras que circulam no WhatsApp e nas redes sociais.

Eu não sei se você percebe, mas quando compartilha um conteúdo com alguém, o que você intenciona é ensiná-lo sobre aquele tema. Frequentemente, do outro lado, quem lê ou vê o conteúdo reforça ou assimila uma certa visão de mundo. Ou seja, existe ali uma dinâmica de ensino e aprendizagem.

Já pensou se essa prática cotidiana de ensino, na sala de aula ou fora dela, fosse permeada pelo desejo constante de aprender e saber mais sobre o assunto a fim de oferecer um conhecimento mais completo aos alunos e às pessoas, de modo geral?

Paulo Freire chama isso de “curiosidade epistemológica” – uma curiosidade constante, uma vontade profunda de saber mais sempre para ensinar melhor.

Para o educador, a pesquisa é intrínseca à prática docente. Como professor, eu pesquiso para conhecer o que não conheço, pesquiso para conhecer mais e assim posso comunicar e anunciar as novidades.

A gente deixa pra depois e a internet leva a culpa

Semanas atrás escrevi aqui sobre procrastinação – esse negócio de deixar as coisas pra depois. Hoje, esbarrei no assunto ao ver uma pesquisa revelando os motivos de adiarmos compromissos pessoais ou profissionais. O curioso é que a internet tem culpa. Quer dizer, a culpa é nossa. Afinal, a rede não nos obriga a gastarmos tempo online. Porém, nos fascina, nos seduz, nos envolve, nos faz perder tempo.

Na verdade, a gente adia aquilo que a gente não gosta de fazer. Adiamos o que nos parece chato. E a internet, pelo contrário, dá prazer. Por vezes, é um negócio vazio. Sai do nada pro lugar nenhum. Ficamos navegando, navegando e… não aproveitamos muita coisa desse tempo. Mas fazemos isso com satisfação. Como as tarefas adiadas geralmente requerem esforço, a rede rouba nosso tempo sem culpa.

Ainda ontem, quando conversava com meus alunos. Falávamos sobre leitura e uma aluna disparou:

– Mas não dá tempo, professor.

Ela falava da falta de tempo pra ler. Então, uma colega emendou:

– Não dá tempo, mas todo mundo acha uma hora e meia pra ficar no Facebook.

A pesquisa sobre a procrastinação confirma isso: ficamos na internet e adiamos coisas que sabemos que deveríamos fazer. Curiosamente, ler está entre as “tarefas” adiadas. Por ordem: exercícios, leitura e cuidados com a saúde. Estas são as três atividades mais proteladas.

E são coisas deixadas para depois porque não temos vontade de fazê-las. Como dependem apenas de nós, de uma motivação interna, optamos por aquilo que dá prazer imediato. Sabemos, por exemplo, que exercícios farão bem pro corpo. Mas não vamos notar agora. Os benefícios da leitura, idem; são subjetivos. Saúde então… Pra que prevenir, né?

Na verdade, só não adiamos outras tarefas chatas quando estas têm prazo, nos são cobradas e podemos sofrer algum tipo de prejuízo se não as executarmos. Sem cobrança, o que é chato fica pra depois… Ou pro “dia de são nunca”.

Quando é um trabalho, por vezes, a gente até para pra fazer. Senta diante do computador e diz: “vai ser hoje”. Mas acaba não resistindo dar uma espiadinha no Face… Depois, no Twitter… Em alguns sites… Assim, perdemos tempo e as tarefas vão se acumulando. Isso ocorre, inclusive, no emprego. Quem tem sempre um computador por perto, acesso à internet, perde-se em meio a esse turbilhão de coisas disponíveis na rede.

Com tanta diversão na web, quem quer evitar deixar atividades pra depois precisa se policiar. Estabelecer metas. Vale até regrinhas de compensação. Tipo: fiz tal coisa, “ganho o direito” de dar uma passadinha no Facebook… É o único jeito. Do contrário, a rede vai continuar roubando nosso tempo.

Quem legisla no Brasil é o Executivo

Um levantamento feito pelo site Congresso em Foco, com base numa pesquisa da USP, identificou algo que já suspeitávamos: quem legisla no Brasil é o Poder Executivo. No Congresso Nacional, entre 1995 e 2006, mais de 85% dos projetos aprovados são de autoria do governo federal. Pouco mais de 14% foram elaborados por deputados e senadores. Outro dado curioso, os projetos do Executivo raramente ficam engavetados. O número chama atenção: 3%. Todos os demais foram analisados e votados pelos parlamentares.

Na verdade, embora a pesquisa trate do governo federal, esse cenário se repete nos estados e municípios. Basta observar com atenção o caso da Câmara de Maringá. Os projetos relevantes são todos do Executivo municipal.

Brasileiros: segundo povo mais bonito

Os americanos são os primeiros do ranking. A pesquisa foi feita pelos britânicos. Bem, não sou viajado como minha amiga Geisa, mas ainda acho que levamos a melhor sobre os americanos. Tenho a impressão que nossas mulheres são muito mais bonitas. Quanto aos homens, este é um assunto pra elas.

Vacina contra o HPV

Um dos responsáveis pelo desenvolvimento de uma vacina contra o HPV (papilomavírus humano) participa hoje de um encontro com médicos maringaenses. A intenção do médico ginecologista Rosires Pereira de Andrade, do Centro de Reprodução Humana e Fertilização Assistida de Curitiba, é falar sobre os benefícios da vacina que previne em cerca de 90% dos casos a transmissão da doença. O pesquisador ainda lembra que o HPV é hoje a doença sexualmente transmissível mais freqüente na população feminina. Interessante é que a única forma de prevenção natural à doença é manter um único(a) parceiro(a) sexual. Portanto, como as pessoas já não vivenciam mais esse tipo de referencial para a vida sexual, a única alternativa, conforme o médico, é usar a vacina. Por sinal, a primeira na ginecologia (nunca antes se usou vacina contra alguma doença ginecológica).