As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Eleições para cargos de R$ 3,1 mil vão à Justiça
Programa da UEM que trabalha com menores de rua recorre ao Judiciário contra as novas regras para ser conselheiro tutelar. Dos 21 inscritos, cinco tiveram as candidaturas indeferidas. Eleições serão domingo e quem título de eleitor pode votar.

HOJE NOTÍCIAS: – Queimadas aumentam mais de 60% na cidade
De janeiro a agosto deste ano já ocorreram 329 focos de incêndios; no mesmo período de 2009, foram registrados 200. Somente ontem foram computados pelos bombeiros seis casos na cidade – número considerado alto.

JORNAL DO POVO: – Segurança assume morte de Barbosa
O segurança desempregado Marcos Alexandre Gomes dos Santos, 22 anos, assumiu a autoria do assassinato de José Rickarthy Adamucho Barbosa, 32 anos. Ele alegou ter sido ofendido no interior da boate. A vítima morreu com quatro tiros.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – “Obrigada. Meu bebê voltou”
Duas horas depois de nascer, Nicolas foi levado de um hospital de Apucarana por uma mulher vestida de branco. Foram 22 horas de desespero para os país, até a polícia entrar a criança e a raptora, em Cambé. Marlene Miranda de Lima, de 40 anos, foi quem levou a criança. Mas ela ainda não falou à polícia por que raptou o bebê.

HOJE NOTÍCIAS: – Número de passageiros aumenta 146% em 2 anos

O aeroporto regional de Maringá Silvio Name Júnior precisa se adequar para atender ao aumento na demanda de passageiros. O superintendente Marcos Valêncio afirma que o aeroporto está projetado para atender 430 mil passageiros, mas este ano já deve fechar em 450 mil.

JORNAL DO POVO: – Licitação pode aumentar tarifa

A mudança de critérios no sistema de cálculos da tarifa de ônibus de Curitiba poderá resultar em aumento da passagem. A mudança está prevista no contrato firmado entre o município e as empresas que ganharam a licitação para explorar o transporte coletivo na capital do Estado. Mas as tarifas só devem sofrer alteração após as eleições deste ano.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Tolerância zero começa quinta. E, pelo visto, pode faltar espaço!
A primeira grande blitz, com as polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, Guarda Municipal, Setran e Ciretran, começará as 7h. Bares e lojas de conveniência dos postos estão na mira da força-tarefa. Nos pátios para veículos apreendidos, já se busca mais lugares.

HOJE NOTÍCIAS: – Protesto por segurança
Mais de 500 pessoas saem às ruas para pedir segurança. Moradores de três bairros se uniram em protesto. O principal pedido da comunidade é um módulo da polícia na região.

JORNAL DO POVO: – Aeroporto terá dois novos voos diários
O superintendente do Aeroporto Regional de Maringá, Marcos Valêncio, anunciou ontem mais dois novos voos para Maringá. Os voos serão diários, inclusive aos sábados e domingos. Atualmente, cinco empresas operam no aeroporto da cidade: a Gol, a Trip, a Azul, a Pantanal e a Sol.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Comissão das Águas pede controle da tarifa
Vereadores entregaram ontem o relatório dos estudos sobre o destino dos serviços de saneamento no município. Eles recomendam a criação de uma agência reguladora e controle sobre o valor da tarifa. O jornal avalia que o relatório surpreendeu pela qualidade.

HOJE NOTÍCIAS: – Pessuti libera R$ 2,1 mi para Hospital Municipal
Com a liberação de R$ 2,1 milhões para ampliação do Hospital Municipal, o governador Orlando Pessuti e toda a sua equipe iniciaram ontem a interiorização do Governo do Paraná em Maringá. Durante dois dias, a cidade foi transformada em capital cívica e administrativa do estado.

JORNAL DO POVO: – Prefeitura e entidades querem mais segurança
Um pedido para a contratação de 200 policiais para a Região Metropolitana de Maringá será entregue pelo Conseg, Acim e Prefeitura ao secretário estadual de Segurança Pública, coronel Aramis Linhares Serpa. O documento pede a contratação de pessoal para suprir o quadro de policiais, que está defasado.

As manchetes…

– Entrou na boate atirando: um morto e três feridos
O jornal O Diário de hoje destaca a morte de um segurança na madrugada de domingo. Para se vingar dos seguranças, que ele acusa de o terem agredido antes, Robson da Silva entrou atirando na casa noturna Ozone Clube, no domingo de madrugada. O segurança Júnior Cezar Sanjuliano, 19 anos, morreu na hora e três funcionários ficaram feridos.

– Câmara aprova 5% de reajuste para servidores
A manchete do Hoje Notícias trata da aprovação do reajuste dos salários dos servidores da Câmara de Maringá. Os cálculos dão conta de que haverá um aumento de R$ 367 mil por ano para custear a reposição. O presidente da Câmara, Mário Hossokawa, convocou os vereadores para três sessões extraordinárias que prosseguem até nesta quarta-feira.

– Mensalidade escolar terá aumento de 10%
A manchete do Jornal do Povo ressalta que, além dos tributos típicos de começo de ano, como é o caso do IPTU e IPVA, as pessoas que têm filhos em escolas particulares ou estudam em instituições privadas terão uma despesa a mais neste ano: as mensalidades escolares poderão sofrer um aumento médio de 10%.

A mídia errou? – II

Num post anterior, fiz algumas considerações sobre as críticas recebidas pela mídia, após o trágico desfecho do sequestro de Santo André. Neste, quero ampliar um pouco mais a discussão. São apenas verbalizações do que penso; não significa uma verdade a respeito da imprensa e do comportamento de jornalistas e veículos de comunicação.

Já disse que a “danada da audiência” sempre afetará negativamente o tratamento de uma notícia. Claro que o problema não está na audiência em si, mas no sentimento que move sua busca: a competição. Os donos dos veículos querem a audiência porque se traduz em maior captação de patrocínios, apoios comerciais; ou seja, faturamento. Jornalistas querem audiência porque buscam prestígio, respeito, um nome que faça diferença no meio. E, por isso, ambos – veículos e jornalistas – se mostram dispostos a vencer essa guerra. Como o topo da audiência é de quem arrisca mais, ousa mais na busca pelo diferente, sempre existe a chance de falhar. Não significa que jogam fora a cartilha da ética; apenas se tenta ir aos limites da ética na luta por fazer a “melhor” cobertura.

Para não errar
Cá com meus botões, penso que, por mais que haja um cuidado na cobertura de fatos de risco – como esse sequestro de Santo André -, a imprensa poderá ter influência nos rumos do acontecimento e em seu desfecho. É uma coisa natural. É muita gente envolvida, vários veículos de comunicação tratando de um mesmo assunto e, do outro lado, a pressão pública por novidades. Junto com tudo isso, o(s) bandido(s) que acompanha(m) todos os movimentos da polícia pelo noticiário.

Por isso, creio que a melhor estratégia ainda é o silêncio. Por mais que o público tenha direito à informação, defendo que ela se torne pública apenas após o desfecho do caso. Penso que jornalistas devem acompanhar as negociações, manter uma cobertura ativa dos fatos, mas torná-los notícias apenas quando nenhum inocente correr risco de vida. Afinal, pra mim, a vida humana está acima de qualquer outro direito.

Haveria chance de vazamento de algumas informações? Claro que sim. Sempre que tratamos com pessoas, lidamos com sujeitos complexos, contraditórios, movidos por interesses diversos. Ainda assim, creio que este deveria ser o código de conduta jornalística: não interferir nos fatos. Alguém pode até argumentar: “Narrar os acontecimentos não é interferir neles”. Num caso como o mencionado, discordo. É impossível garantir a não influência das notícias sobre os envolvidos. Ninguém pode negar que o agir da polícia e do(s) bandido(s) é pautado pelo movimento de câmeras, microfones e bloco de notas dos jornalistas.

A cobertura de acontecimentos dessa natureza, sem divulgação antes do desfecho, garante ao menos a não interferência na ação do(s) criminoso(s). E garante à polícia um certo espaço para agir com tranquilidade, ainda que saiba estar sendo vigiada.

Jornalista é espancada…

A bela aí do lado foi espancada quase até a morte. Trata-se da jornalista americana Anne Pressly, 26 anos. Ela é âncora de um telejornal da KATV, na cidade de Little Rock, Arkansas.

A polícia não sabe se o espancamento está relacionado ao trabalho dela ou se teria sido resultado de uma violência após um assalto, já que a bolsa da jornalista foi levada pelos criminosos.

PS- Anne está internada e corre risco de morte.

Atualizado (segunda-feira, 27/10): A jornalista morreu nesse fim de semana em virtude do espancamento sofrido.

Foto: Associated Press