Persistência é diferente de teimosia

Tem gente que é persistente. Outras pessoas são teimosas. E por que é importante compreender isso? Porque algumas delas perdem anos e anos de suas vidas insistindo numa coisa que não dará certo. Pode ser um pequeno negócio… A pessoa se desgasta. Aposta alto, se endivida, mas não consegue prosperar. Talvez por falta de visão, de preparo ou mesmo vocação.

Pode ser o sonho de um curso universitário muito disputado… A pessoa quer muito, mas tem dificuldade para estudar, não gosta dos livros.

Costumo dizer que a realidade sempre se impõe. A realidade pode ser o limite do tempo, da capacidade para uma determinada tarefa. Pode também ser a falta de dinheiro.

Há situações em que até é possível fazer dar certo. Mas ainda assim é preciso avaliar: vale tanto esforço? É algo que quero a esse ponto?

Ter essa capacidade de questionar se a persistência não se tornou teimosia é fundamental. Sabe por quê? Porque, da vida, o que vale é nossa caminhada e não o destino. É a maneira como vivemos cada dia que determina nossos sorrisos, nossas alegrias… Ou mesmo determina nossas lágrimas e frustrações.

Atingir objetivos é importante. Todos nós precisamos ter metas, ter sonhos. Eu tenho dito que a diferença entre vitoriosos e fracassados está justamente na capacidade de pagar o preço pelos seus objetivos. Porém, a gente não pode deixar de se perguntar: qual é o preço? Estou realmente disposto? Não haveria outras formas de viver? Será que meus sonhos não estariam se tornando obsessões?

Em busca de um sonho, não podemos perder a alegria de viver. Em busca de um objetivo, não podemos abrir mão de pessoas que são queridas, que são especiais. O percurso em direção ao nosso alvo não pode se tornar um peso. E nem podemos permitir que anos e anos sejam consumidos por teimarmos em conquistar algo que talvez não seja pra ser nosso.

Sim, às vezes, pra viver, é necessário desistir. Claro, ninguém deve abrir mão de algo sem ter lutado. Mas, se não está funcionando, vale a pena buscar um conselho, ouvir pessoas experientes, experimentadas na vida. E, de forma madura, reorganizar seus projetos… Sem nunca deixar de sonhar.

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Fantasias sobre a felicidade: comprar ou acumular coisas

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Ainda falando sobre felicidade, não dá para negar que muitas vezes fantasiamos que a compra de algo, a conquista de uma determinada coisa poderá nos fazer bem. Eu concordo que comprar é bom. Bom mesmo! Melhor ainda quando a gente compra um objeto muito desejado. Isso proporciona uma sensação maravilhosa.

Entretanto, como eu falei no segundo texto dessa série sobre felicidade, “a conquista de nossos sonhos”, sonhar com coisas e sonhar em fazer coisas são necessidades humanas. Porém, essas conquistas não são garantia de felicidade.

Na linha dessa segunda fantasia, o pesquisador Tom Gilovich, da Universidade de Cornell, chegou à conclusão de que é muito melhor investir em experiências reais de vida do que buscar acumular coisas, comprar coisas.

Cornell fez algo aparentemente simples. Para o estudo, ele teve como referência dois grupos de pessoas. O primeiro gastou uma quantidade determinada de dinheiro comprando coisas. O segundo, vivendo diferentes experiências. Passado um tempo, analisou quem havia sido mais feliz. E, como era de esperar, aqueles que investiram em experiências se mostraram muito mais satisfeitos.

Essa é uma realidade também para a maioria de nós. Olhe para o que já viveu. Tente enumerar que acontecimentos te fizeram mais feliz: foram situações em que comprou coisas ou experiências vividas com pessoas, em viagens ou mesmo em conexão com a natureza? Pense um pouco e responda para você mesmo…

Digo por mim: as minhas melhores lembranças são de momentos simples, vividos com pessoas que amo ou em lugares agradáveis. Embora tenha comemorado e curtido muito algumas aquisições, numa escala de valores, nenhuma compra pode ser comparada às lembranças de experiências, inclusive da infância pobre junto com meus pais.

Fantasias sobre a felicidade: a conquista de nossos sonhos

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Repetidas vezes tenho dito aqui no blog que uma das ilusões da sociedade moderna é a relação que se faz entre a felicidade e o consumo. Isso é tão verdade que um dos motes mais eficazes da publicidade é associação de produtos com imagens que remetam à ideia de prazer. Como o prazer é a primeira grande fantasia que temos sobre o que é felicidade, busca-se relacionar o consumo ao prazer. Logo, consumir é ser feliz.

Isso é tanto verdade que não são raros os casos de mulheres que, quando estão num dia ruim, vão ao shopping fazer compras. Comprar gera uma sensação boa. Produz prazer. E, por isso, é fácil iludir-se com a ideia de que ter coisas é fonte de felicidade.

Sim, observe-se. Quantas vezes você já fantasiou com a ideia de que, se tiver isso ou aquilo, será mais feliz? Eu mesmo vivo sonhando com algumas coisas. E às vezes até me pego pensando… “Poxa, quando conseguir isso, vai ser tão bom, vou ficar muito feliz”.

A gente sonha com coisas, a gente sonha fazer coisas… E acha que, quando se tornarem reais, seremos felizes.

Mas, vamos pensar um pouco… Pense em algum momento da tua vida. Quem sabe você sonhou que quanto tivesse um determinado emprego, ou namorasse certa pessoa ou quem sabe comprasse um carro, se sentiria melhor, talvez mais feliz. Depois de conseguir, o que aconteceu? Provavelmente, não aconteceu nada. É quase certo que, durante um tempo, você ficou satisfeito, sentiu prazer pelas conquistas. Porém, logo se acostumou a essas conquistas e necessitou de algum outro estímulo para ser feliz. Sim, é assim que somos.

Na verdade, quando conseguimos algo muito desejado, comemoramos um tempo, mas logo queremos mais e mais. Segundo uma das maiores pesquisadoras em felicidade, Sonja Lyubomirsky, isso acontece pelo que denomina de “adaptação hedonista”. Ou seja, nessa nossa constante busca por prazer, quando temos acesso a algo que nos proporciona bem-estar, aos poucos nos adaptamos e, com o tempo, deixa de nos motivar.

Um exemplo simples é quando a pessoa está muito doente. Quando isso ocorre, a pessoa descobre que a saúde era o que tinha de mais importante. Porém, ao ficar curada, não demora muito tempo para a mente sugerir que está faltando alguma coisa…

Pois é… Pode parecer mesquinho, mas não é. É assim que somos. Por isso, é uma ilusão acreditar que a felicidade está na conquista de bens, de posições ou mesmo de pessoas.

(Claro, se estamos em uma situação difícil – de muita pobreza, por exemplo – é mais difícil ser feliz. Isso, porém, não significa que apenas quem tem dinheiro pode ser feliz).

PS- No próximo texto, volto ao tema felicidade pra seguir este raciocínio…

Enquanto um sorri, o outro chora

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Ele sorria. Ela fingia sorrir. Estavam na mesma sala. Assistiam a mesma palestra, mas não prestavam atenção. Com smartphones nas mãos, estavam conectados nas redes sociais. Por ali, interagiam com amigos e também resolviam questões pessoais e profissionais. Enquanto ele comemorava a aprovação num concurso, ela se debatia com o fim do relacionamento. Enquanto ele mandava recadinhos para os amigos no Facebook e colocava a informação em destaque na rede, ela perguntava ao marido como iriam viver separados. Ele e ela, lado a lado, mas vivendo emoções distintas. Ele sorria, ela chorava.

Esse é o quadro da vida. Num mesmo espaço, num mesmo lugar, lado a lado podemos ter desejo de viver, desejo de morrer.

Cenas como essas fazem pensar no quanto a vida pode parecer injusta. Também fazem pensar nas máscaras que precisamos usar para seguir adiante. Sorrisos e lágrimas, prazer e dor são faces de uma mesma moeda, a vida. Parece injusto ter alguém do seu lado comemorando enquanto você chora. Mas é justo deixar de comemorar por que alguém está sofrendo?

Não há respostas. A vida é assim. Não é perfeita. E cada pessoa é única. Também são únicos seus problemas, seus sentimentos… As coisas não acontecem simultaneamente. Eu posso estar num ótimo momento profissional, meu irmão pode estar desempregado. Eu posso estar sofrendo uma derrota; alguém estará celebrando a vitória.

Esse descompasso entre os momentos que vivemos criam outros dilemas. Por vezes, não nos sentimos à vontade para dar parabéns a alguém que acabou de ganhar uma promoção, pois ali do lado um amigo foi demitido. Por vezes, nos sentimos desconfortáveis em celebrar a gravidez de uma amiga, quando outra teve um aborto. Podem dividir o mesmo espaço físico, mas não dividem as mesmas emoções.

Dor e prazer se vivem, mas também se camuflam. Ou não são vividos em sua intensidade. O mundo também não nos permite chorar. E comemorar demais às vezes parece inadequado. Entretanto, a alma que silencia alegrias e tristezas é uma alma vazia, que se esgota, que se individualiza ainda mais… Que se sente sozinha.

Lado a lado emoções distintas entre nós. Talvez isso nos ajude entender porque nem sempre encontramos alguém que comemore plenamente nossas vitórias. Nem achamos alguém que nos abrace e se disponha a tentar dividir nossa dor.

Prazer em sua companhia

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Relacionamento não é feito só de sorrisos. Há dores, lágrimas, decepções. Entretanto, é preciso sentir prazer na companhia da pessoa amada. Quando o contato com o outro se torna difícil, algo está errado. Não faz sentido amar e brigar o tempo todo. Não faz sentido amar e não se sentir em paz com o parceiro.

Há amores infelizes. Há amores que vivem em “pé-de-guerra”. Não é por querer, escolha. Simplesmente é assim. Parece existir algo maior que interfere, que cria descompassos. Os sorrisos são raros, os momentos “bobos” inexistentes.

É normal que um casal não se entenda o tempo todo. É natural que algumas coisas não consigam fazer juntos. O sujeito pode ser um grande parceiro, mas não ter paciência para te acompanhar às compras. Ela pode te dar segurança e ser a mulher mais carinhosa do mundo, mas não curtir nenhum pouco ver futebol contigo.

Pessoas que se amam não precisam ter os mesmos gostos ou preferências. Porém, romance bom é romance em que você se sente “em casa” com o parceiro. É quando identifica na pessoa amada companheirismo, cumplicidade, compreensão. É quando sabe que terá apoio, incentivo… Alguém capaz de sorrir e chorar contigo.

Romance bom é quando você sabe que não precisa ficar escolhendo o tempo todo as palavras que vai usar para não gerar uma nova briga. É quando sabe que será compreendido se falhar. Ou que não vai arrumar confusão apenas porque quer fazer uma das coisas que gosta, mas que o outro não curte muito.

Tem relacionamentos que a pessoa acorda e já pensa: será que hoje vai dar certo? Será que vai ter briga? Será que ele vai reclamar da minha roupa? Será que ela vai se incomodar por algo que postei no Facebook? Ninguém vive feliz em constante tensão.

Os anos me ensinaram que o relacionamento funciona quando a gente se sente bem ao lado do outro. Não é só dentro do quarto. É quando cozinham juntos, quando assistem tevê… É quando conversam… É quando há prazer por estar com o outro. Esse é o tipo de romance que sobrevive aos anos, pois tudo mais passa – beleza, saúde, desejo.

É verdade que não é fácil encontrar essa pessoa, alguém que acalme o espírito pelo simples fato de estar ali por perto. Também é verdade que o tempo de convivência, as dificuldades do dia a dia muitas vezes interferem e mudam o clima do relacionamento. Porém, se um dia houve sintonia, existe esperança, um jeito de recomeçar. Os anos mudam a gente, mas a essência que nos aproximou um dia ainda é a mesma. Por isso, com um pouco de disposição, é possível recordar dos bons momentos, redescobrir o parceiro e reviver um relacionamento por inteiro.

Essa tal felicidade

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Vez ou outra trombo com a palavra “felicidade”. E sempre que penso nela e no que significa, fico constrangido com a sensação de que ser feliz, hoje, é quase uma imposição social. Você nasce para ser feliz. Mas que felicidade é essa? Sinceramente, desconheço. A felicidade que dizem existir é utópica.

A gente vive sob uma ditadura. É estranho, mas todos devem ser felizes. Esse é o discurso. A felicidade parece a glória, o paraíso perdido. Porém, não passa de uma miragem.

A obrigação de ser feliz nos leva a tomar atalhos, caminhar por caminhos secundários que mais trazem problemas que prazer real. Me perdoe, mas alguém pode explicar, por exemplo, a tese da felicidade sob a perspectiva de vivê-la embalada em copos de cerveja ou no sexo fácil? Com vistas ao “destino felicidade”, chega um tempo que o que se carrega são decepções e culpas.

Tudo bem, talvez eu esteja sendo moralista demais. E nem sou exemplo de nada pra falar sobre isso.

A obrigação de ser feliz tira o foco do prazer de viver. E não raras vezes leva-nos para um quadro oposto: tristeza, melancolia, vazio existencial. Curiosamente, quando viajamos por nossas lembranças, encontramos nas experiências mais simples os dias mais felizes de nossa vida. Uma brincadeira no parque, algumas horinhas no colo do pai, um feriado em que todos os primos se reuniram e brincaram pra valer…

O mundo que impõe a obrigação de ser feliz é o mesmo que parece vender pílulas de felicidade. A felicidade parece possível na fama, na boa vida, no bom emprego, no consumo, na beleza, nos prazeres do sexo… Tornamo-nos reféns, iludidos por promessas que não se cumprem. Ocupamos nossos dias com a busca da felicidade e deixamos a vida passar.

Quem quer aprender?

Quem quer aprender? A gente quer mesmo é se divertir. Aprender é chato, cansa; as diferentes formas de diversão geram prazer, sensação de bem-estar.

Uma das razões da crise na educação não está no professor, no diretor, na escola. Muito menos na didática. E nem nos políticos. Está em nós mesmos, em nossa busca desenfreada pelo prazer.

As aulas sempre foram chatas. Ninguém vai me convencer que um dia já foi agradável ouvir o professor falando ou copiar o que ele escreve no quadro. Muito menos que ler teorias é prazeroso.

O prazer que se tem ao estudar está na conquista do conhecimento. É bom saber. Tem gente que não se importa porque ignora a própria ignorância. E estamos num momento em que todo mundo acha que sabe. Acha que o saber está a um clique; basta acessar o Google.

Muita gente valoriza a educação, mas uma educação que sequer conhecem. Não é a ofertada pela escola. Pensam na educação como algo diferente, que possa significar um conhecimento específico, para situações específicas – como se a escola fosse um ambiente de ensino técnico. Por isso, acham que está tudo errado e dizem que os professores não evoluíram. Mas o que esperam? Esperam que os educadores façam shows em sala? Produzam espetáculo?

Desculpem-me, mas ainda não existe outra forma de aprender que não seja pela leitura, pela repetição de exercícios, exposição e debates dos conteúdos. Existem sim aspectos que podem ser aprimorados, inclusive com investimentos tecnológicos, na formação dos professores e até revisão dos conteúdos obrigatórios (do que ensinar). Entretanto, o processo de aquisição de conhecimento seguirá complexo. A gente não aprende por osmose. Sem disposição e valorização do ensino, sem respeito ao professor e ao conhecimento que ele leva para compartilhar em sala de aula, a educação seguirá em crise.

Um convite para a vida

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Tem dias que os problemas nos consomem. Cansam, esgotam. A gente se sente péssimo. Perde-se a vontade, o desejo… Nada parece fazer sentido. Chega-se a imaginar que a vida é um grande vazio. Lembramos das rotinas, de tudo que fazemos repetidas vezes, e concluímos que a existência é muito chata.

Hoje, depois de ouvir uma pessoa lamentar pela “vida chata”, pensava nas sensações ruins que certos momentos nos trazem. Fiquei procurando elementos que podem acalmar o coração. Minutos depois, saí da mesa, percorri o corredor até onde fica o bebedouro. Enquanto aguardava encher o copo, olhei pela janela do prédio. Vi o céu azul, a copa das árvores, ouvi o ruído da cidade em pleno movimento. Observei as pessoas caminhando, alguns pássaros… Senti paz.

Parar por aqueles poucos instantes e simplesmente contemplar, me fez sorrir. O céu azul parecia agradecido porque eu o observava… Ele parecia convidar para o sossego, para uma pausa na agitação. Um pensamento percorreu minha mente:

– Tudo que a gente mais precisa é parar, descansar.

Não é descansar numa cama debaixo dos lençóis. É descansar das preocupações. Permitir-se viver. Viver é sentir. Sentir a natureza, sentir o toque, sentir o sangue pulsar.

Numa certa ocasião, Cristo falou aos seus seguidores sobre os problemas que geralmente ocupam nossa mente. Entre outras coisas, ele disse:

Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?

E continuou:

Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.

Ao olhar pela janela, vislumbrar tanta coisa bonita, ver a bela cidade onde moro, lembrei desse discurso de Cristo. Acho que Ele já naquela época nos convidava a desfocar um pouco dos problemas e se dar uma chance. Uma chance de contemplar, de sentir. Cristo diz “observem”, “vejam”. Quem hoje para tudo, investe tempo para simplesmente “observar”? Quem se dá ao “luxo” de ver? De sentir?

Nossos olhos contemplam a tela do computador, nossos olhos se fixam nas imagens em movimento da tela da TV ou do cinema. Nossos ouvidos escutam ruídos mecânicos, tecnológicos, sintetizados… Nossas mãos tocam botões, aparelhos… Nossas mãos tocam a pele de alguém apenas quando buscamos o sexo. Porém, ignoramos outras tantas formas de prazer que o tato – e demais sentidos do corpo – nos proporciona.

Talvez quando nos sentimos consumidos pela rotina, algo dentro de nós esteja a nos convidar a parar e simplesmente contemplar. Desligar-se das telas, desligar-se dos aparelhos, dos sons, sair dos ambientes fechados… Quem sabe sentar num banco de praça ou apenas abrir nossa janela e ver… Ver e sentir o mundo. A natureza nos acalma. Somos parte dela. Ela nos convida a viver. Uma vida mais simples… Num ritmo compassado, tranquilo.

O mundo natural nos ensina… Na natureza, cada coisa acontece no seu tempo. Cada ser ocupa-se apenas do que lhe cabe ocupar-se. E tudo acontece no seu tempo… Inclusive a vida ou a morte.