Termina primeira série de entrevistas da CBN com os candidatos à Prefeitura de Maringá

Encerramos nesta sexta-feira, 24, a última entrevista da primeira série realizada pela CBN Maringá com os candidatos à prefeitura. Com exceção de Hércules Ananias, todos os outros foram ouvidos pela emissora. E, mais uma, tive o privilégio de entrevistá-los.

Sim, considero um privilégio. Não só por ser o jornalista da CBN que recebeu a missão de ouvir todos os candidatos, como também por conhecer cada um deles. Considero que esses contatos me fazem saber mais sobre eles, sobre o que pensam, o que desejam para Maringá e qual o real compromisso com a nossa cidade.

Pela CBN, esta é a segunda eleição municipal na qual atuo. Entretanto, acompanho a vida política de Maringá desde 1996, quando aqui cheguei. Vi a vitória de Jairo Gianoto, quando ainda tínhamos apenas um turno; a disputa de 2000, com a eleição de José Cláudio; os pleitos de 2004 e 2008 com vitórias de Silvio Barros II.

Desta vez, oito candidatos brigam pelo cargo. Alberto Abraão (PV – que ainda tenta na Justiça o direito de disputar o cargo), Dr. Batista (PMN), Débora Paiva (PSOL), Enio Verri (PT), Hércules Ananias (PSDC), Maria Iraclézia (DEM), Roberto Pupin (PP – candidato da situação, mas também tentando na Justiça manter sua candidatura) e Wilson Quinteiro (PSB).

Ouvi-los – e estar com eles – nessas duas últimas semanas me fez confirmar algumas impressões. Há candidaturas de fato empenhadas em vencer as eleições, outras que têm uma função ideológica na disputa, e também há aqueles que parecem numa loteria – se der certo, tudo bem; se não, bem também.

Por respeito aos candidatos, não acho justo dar nomes. Analisá-los, embora seja uma tarefa relativamente fácil (pois os conheço de um jeito que o público não os conhece), não cabe a mim. Eu apenas pergunto, provoco, ouço… O ouvinte é quem deve julgar. E, de verdade, entendo que as conversas que tivemos nesses dias podem auxiliar bastante na escolha dos candidatos.

Sem pretensão alguma, creio que a primeira rodada de entrevistas realizada pela CBN Maringá foi muito esclarecedora. Basta observar os argumentos de cada um deles; dá pra saber quem tem projeto e quem não tem. Não se trata de analisar quem fala mais bonito. Trata-se de perceber o que é possível e o que não é possível fazer. Afinal, é muito simples dizer: “vou fazer, sei fazer, conheço os caminhos…”. O discurso racional requer mais que isso. E o preparo do gestor se revela na maneira como ele apresenta seus projetos, responde os questionamentos.

A partir da próxima semana, a gente vai dar continuidade à cobertura das eleições em Maringá. Teremos as séries temáticas. O primeiro assunto é “saúde”. Cada candidato terá sete minutos pra responder nossas perguntas. É pouco tempo, mas suficiente para tratar de questões já conhecidas e ainda sem respostas – as demandas do Hospital Universitário, por exemplo.

Sinceramente, como jornalista e cidadão, espero estar contribuindo para que o eleitor faça a melhor escolha. Maringá merece!

Veja aqui os vídeos no Youtube das entrevistas já realizadas:
Alberto Abraão
Dr. Batista
Débora Paiva
Enio Verri
Maria Iraclézia
Roberto Pupin
Wilson Quinteiro

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Reforma da praça da Catedral vai deixar de ser só uma placa?

Ao que parece, sim. A ordem de serviço foi dada na manhã dessa segunda-feira, 5. A expectativa é que a primeira etapa da obra esteja concluída em cinco meses.

Já nesta semana tapumes e máquinas vão tomar conta do lugar.

Reportagem de Luciana Peña (CBN Maringá) trouxe a informação de que a reforma começa com a retirada dos espelhos d`água. Árvores e plantas também serão removidas.

É uma boa notícia. Afinal, um impasse entre a igreja e a prefeitura estava impedindo o início da obra.

Vamos ver o que acontece na sequência. Isto porque a revitalização do local será feita em três etapas. Como a primeira atrasou, em razão do ano eleitoral, as duas próximas podem se tornar um problema.

Qual a chance de sucesso da campanha “não dê esmola”?

Estou longe de ser uma pessoa sensível… Já disse aqui que raramente dou esmolas. E os argumentos usados por pedintes dificilmente me tocam. Sempre acho que, atrás do discurso, há uma intenção não muito digna. Entretanto, vez ou outra, sinto-me intimidado a ajudar. Sim, intimidado. Outras vezes, faço por uma questão de consciência. Em especial, quando há crianças envolvidas.

Por conta disso, sempre apoiei iniciativas como a da Secretaria de Assistência Social de Maringá. A Sasc tenta mostrar à sociedade que, ao dar um dinheirinho para um pedinte, estamos contribuindo para manutenção dessas pessoas nas ruas e avenidas da cidade. Neste período de férias, a campanha tem sido intensificada – inclusive com abordagem de populares e entrega panfletos.

Não há dúvida. Quando botamos a mão no bolso, sustentamos essa condição de exclusão. É uma contradição. Porém, na tentativa de ajudar fazemos justamente o contrário. E, detalhe, em municípios como Maringá, a condição de mendicância é quase uma escolha do sujeito. Os programas sociais são amplos. Também há inúmeras entidades que atuam no atendimento dos mais pobres. Quase dá para dizer: quem está nas ruas, está por opção. Claro, há exceções.

Portanto, a solução parece matemática. Deixamos de dar esmolas e acabamos com o problema.

No entanto, não é assim tão simples. Além de situações reais em que as pessoas fazem do ato de esmolar uma forma de sobrevivência, há aqueles que usam como fonte de renda. Uma espécie de emprego. Dinheiro fácil, sem esforço. E, nesses casos, por vezes a renda é para sustentar a dependência química. São pessoas que, para conseguir o que querem, estão dispostas a não apenas esmolarem. Sem a grana conquistada nas esquinas da cidade, podem tornar-se criminosas. Ou já vivem em tal condição.

Isto também ocorre com os flanelinhas. Bastaria cortar o que alimenta a atividade: os trocadinhos que entregamos quando retornamos para o veículo. Contudo, sabemos que, deixar de dar umas moedinhas (alguns nem aceitam essa “mixaria”), é aceitar o risco de ter o carro danificado, riscado, depredado. E, não raras vezes, é o que acontece.

Portanto, não sei se temos garantia de que a ação da Sasc será bem sucedida. Parece-me que a mendicância é inerente, é da natureza contraditória da sociedade capitalista. Ainda assim, entendo que a administração pública deve apostar na ação. Apóio. Mas só o futuro dirá se, primeiro, a população deixará de sustentar os pedintes; segundo, se não teremos um novo problema social.

Edmar quer ser prefeito, mas quadro de 2012 deve adiar seu sonho

Deputado Edmar Arruda em entrevista à CBN Maringá
Acho difícil se concretizar, mas Edmar Arruda disse nesta quinta-feira na CBN Maringá que pode ser candidato a prefeito em 2012. O deputado federal sonha ser prefeito da cidade. Isto não é novidade para ninguém. Ele mesmo afirmou isso com todas as letras:

– Eu tenho um sonho de um dia, se Deus permitir, administrar essa cidade e poder implantar os projetos que eu tenho sonhado para essa cidade.

A afirmação é literal. É a reprodução do que ele disse no microfone da emissora.

Entretanto, entre o desejo de ser prefeito e a realidade, pelo menos para 2012, há uma enorme distância.

Edmar não quer disputar sem ter a garantia de que pode vencer. Não quer ser coadjuvante; quer ser protagonista. Ele sabe que, numa corrida em que existam cinco ou seis candidatos com densidade eleitoral, suas chances de chegar ao segundo turno são pequenas.

E o quadro que se configura é de uma briga entre vários nomes. Por exemplo, Enio Verri, Carlos Roberto Pupin, Dr. Batista, Wilson Quinteiro, Evandro Júnior… Só aqui temos cinco candidatos. Claro, alguns deles podem ser “substituídos”. Casos de Pupin e Evandro Júnior. Ainda assim, são cinco. Com Edmar, seriam seis. Seis candidatos com chances de brigar pelo executivo maringaense. E não podemos esquecer do presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa. Ele também quer a prefeitura. E teria tempo de TV, por ser do PMDB.

Na opinião do deputado, esse quadro só favorece a disputa polarizada entre situação (grupo do prefeito Silvio Barros) e oposição (Enio Verri, PT). Afinal, já entram na campanha como favoritos. Os demais brigariam pela terceira posição.

– Terceiro colocado não tem troféu. Não vai para o segundo turno.

Ou seja, se tiver que dividir as atenções do eleitorado com vários outros postulantes ao cargo, Edmar Arruda prefere ficar onde está: na Câmara Federal.

– Eu trabalho para reduzir ao máximo o número de candidatos. Nesse quadro, eu sou candidato a prefeito.

A decisão será tomada até o dia 30 de março

Cá com meus botões, como apontei no início, acho difícil. Não vejo espaço para uma costura política que reduza o quadro para apenas três ou quatro candidaturas fortes. Os partidos em Maringá são bastante influenciados pelo principal articulador da cidade, Ricardo Barros. Enio Verri também tem crescido em prestígio. É o presidente estadual do PT. Dialoga com toda a base que compõe o governo federal. E ainda conta com os caciques ligados à presidência para pressionar as lideranças locais. Isto tudo dificulta a estratégia de Edmar.

Ele pode conseguir? Pode. Em política, nada é impossível. Contudo, o cenário todo deve mesmo ser montado para a briga que todos esperam: Barros X Verri.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Maringá tem 213 obras pendentes junto ao TC
Das 998 obras públicas liberadas para o município nos últimos dez anos, 21% estão com contratos em aberto. As falhas são simples de resolver, mas comprometem endividamento e podem gerar processos. Entre as obras com problemas está a segunda etapa do Hospital Municipal no valor de mais de R$ 5 milhões.

JORNAL DO POVO: – Católicos celebram padroeira do Brasil
Hoje é celebrado o dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. A imagem da santa foi encontrada por três pescadores por volta de 1717. A consagração de Nossa Senhora como padroeira do País ocorreu em 31 de maio de 1931, em uma celebração que reuniu, já naquela época, 1 milhão de pessoas.