Você se sente cansado de lutar e não ver resultados?

Você se sente cansado de lutar e não ver resultados? Tem dado o seu melhor e não consegue se sentir satisfeito?

Talvez uma das grandes frustrações da vida adulta seja a falta dos resultados desejados no trabalho, nos estudos e até nos relacionamentos.

Não entramos em nenhum projeto de vida sem levar conosco algumas expectativas.

Se começamos num trabalho, temos expectativas em relação ao salário, colegas de serviço, chefes, promoções… Imaginamos possibilidades de ascensão profissional ou até de que aquele emprego sirva de trampolim ou projeção para uma nova oportunidade profissional.

Se entramos num relacionamento, temos expectativas em relação ao cuidado do outro conosco, com a nossa família… Esperamos que a pessoa faça certas coisas por nós, pelas pessoas que amamos… E também tenha disposição para ser nossa companhia em diferentes ocasiões.

Essa é a nossa reação natural. Quem dá um passo espera que aquele passo leve a algum lugar.

Por isso, quando você caminha, luta, trabalha, se relaciona e nada daquilo que você esperava acontece, o sentimento é de frustração.

Há um vazio. Somos tomados por cansaço, desânimo.

Como lidar com isso?

Vou te responder como procuro responder pra mim mesmo:

Primeiro, Não podemos esperar que os outros façam por nós aquilo que desejamos. Não temos controle dos outros. Ainda que nossa vida esteja entrelaçada à vida das outras pessoas, não dá para esperar que elas realizem nossos sonhos.

Segundo, faça tudo que fizer como se fosse para o Senhor. Sim, este é um conselho bíblico. Tudo que fizer, todo o seu empenho, todo o seu esforço, dedique ao Senhor. Faça para louvor do Senhor.

Os resultados sonhados vão começar a aparecer? Algo mágico vai acontecer? Provavelmente não! Mas suas expectativas serão redirecionadas. Seu olhar deixará de ser para si mesmo e para os outros; seu olhar estará voltado ao louvor e a glória do Pai. E você cobrará menos das pessoas e até de si mesmo!

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Você é persistente?

Como você definiria persistência? A definição do dicionário parece bastante satisfatória. Persistência é a característica de não desistir fácil. Logo, podemos dizer que é persistente quem insiste num determinado projeto; é persistente quem segue comprometido com o seu propósito e não desiste dele.

Eu diria que a persistência é uma característica de pessoas resistentes, resilientes e que mantêm a fé.

Sabe por quê? Porque sempre existirão mais motivos para desistir do que para persistir.

É fácil persistir quando os resultados são visíveis e vão se avolumando; difícil é persistir quando tudo parece vazio e seu esforço parece vão.

Nós somos imediatistas. Vivemos a cultura das recompensas.

Se fazemos algo, queremos a recompensa. Entretanto, para a maioria dos grandes projetos, as recompensas demoram demais para aparecer.

Vou dar um exemplo bem simples. Qual a recompensa de se evitar o açúcar? Talvez você seja rápido em responder: uma saúde melhor.

Concordo! Porém, quando é que notamos a recompensa de não consumirmos açúcar? Na maioria dos casos, o simples fato de se tirar o açúcar da dieta não traz benefícios visíveis. Não acontece nada mágico, perceptível.

Na prática, queremos tirar o açúcar hoje e, amanhã, queremos mudanças em nosso corpo, em nosso desempenho físico. Acontece que, para alguém jovem, tirar o açúcar hoje, talvez se revele uma decisão incrível apenas daqui a 40 anos.

A lógica da ausência de recompensa imediata ocorre para quase tudo na vida. Com frequência, uma dieta não traz resultados em poucos dias; a leitura não te forma um intelectual em semanas; o investimento num negócio próprio não te faz milionário em meses.

Por isso, é tão desafiador persistir. Também por isso apenas algumas pessoas conseguem realizar grandes projetos.

Quem são essas pessoas? São aquelas que persistiram. Persistência é disciplina; persistência é compromisso com seus projetos e sonhos. Persistência é também uma atitude de fé: é quando se vislumbra os resultados, mesmo quando não há nenhuma evidência deles.

Você não se acha bom o bastante?

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Gente, hoje quero falar sobre um assunto muito sério… Muitas pessoas têm sonhos, boas ideias e desejam construir algo próprio, possuem projetos pessoais. Porém, sofrem por não se acharem boas o bastante, não terem confiança para expor suas ideias ou iniciar aquilo que alimentam em seus corações. São pessoas que pensam: eu não sou capaz! Ou acham que ninguém vai gostar.

Se você pensa assim, essa mensagem é pra você!

A primeira coisa que precisamos entender é que ninguém é bom o bastante. Somos seres imperfeitos e sempre temos algo a aprender. Além disso, sempre haverá gente que sabe mais do que nós, possui mais prática ou mais habilidades do que nós.

Por outro lado, sempre existirão pessoas que carecem do nosso conhecimento, daquilo que temos a oferecer. Todos temos valor e podemos contribuir de alguma maneira com nossas ideias e como nossos projetos. Sempre existirão pessoas precisando de algo que sabemos ou que podemos fazer por elas. E sempre haverá um lugar que abrirá espaço para receber o que temos para oferecer.

A segunda coisa que precisamos entender é que a insegurança que nos incomoda e, por vezes, nos paralisa nasce pela preocupação que temos com a avaliação dos outros. E embora seja importante respeitar as pessoas e ouvi-las, geralmente, as pessoas estão ocupadas demais para ficarem avaliando nossos passos.

É curioso, mas a gente perde tempo demais se preocupando com o que as pessoas dizer e, em geral, a maioria das pessoas nem se lembra de nossa existência.

E, detalhe, se as pessoas falarem das nossas ideias e atitudes, significa que de alguma maneira chamamos atenção.

Por fim, se sua autoimagem é tão ruim que não consegue avançar, talvez você careça de ajuda. Os nossos pensamentos, por vezes, nos traem. Somos o maior inimigo de nós mesmos. Por isso, se você não está conseguindo dar o primeiro passo em direção aos seus sonhos, talvez você necessite de ajuda para ressignificar sua autoimagem.

Pense nisso!

Tente não desistir…

Você já abriu não de algum sonho ou deixou de fazer algo que você gostava muito? Neste vídeo, conto sobre uma das minhas grandes paixões e do arrependimento que sinto por ter desistido

Talvez por imaturidade ou ingenuidade, desistimos de algumas coisas que nos causam arrependimento no futuro. Como as escolhas são referenciadas pelo conhecimento e contexto que temos no momento de decisão, não vislumbramos todos os cenários e, depois, nos arrependemos.

Por que digo isto? Porque eu tenho muitos arrependimentos. Fiz coisas no passado que hoje não faria.

No final de semana passado, minha esposa estava arrumando algumas coisas em casa. E ela tirou de cima de um guarda-roupas minha velha guitarra. Embora tenha comprado há cerca de 30 anos, ela segue linda. É vermelha e preta. Foi minha segunda guitarra. Comprei quando tinha uns 15, 16 anos, depois de “namorá-la” na vitrine da loja por várias semanas.

Comecei a tocar muito cedo. Tinha uns 10 anos de idade. E a guitarra era uma das minhas grandes paixões.

Mas, quando casei, praticamente ignorei tudo que tinha aprendido esqueci minha guitarra. Devo ter tocado menos de 10 vezes nesses últimos 27 anos.

Quando a Rute tirou a guitarra da capa e a reencontrei após tantos anos, comentei: esta é uma das coisas que me arrependo; não deveria ter parado de tocar. A Rute concordou. Não faz sentido ter abandonado.

Sabe, este arrependimento não me traz dor, não me faz sofrer. Mas foi uma das bobagens que fiz e hoje sinto falta. Sempre amei a música. E é claro que posso voltar a treinar, reaprender, ensaiar e até fazer alguns belos solos de guitarra.

Mas recomeçar, hoje, é muito mais difícil. Tenho uma rotina, tenho compromissos e não seria simples dedicar tempo para essa atividade. Teria sido muito mais simples ter continuado com aquilo que já fazia.

Por que conto essa história pra você? Porque quase todos os dias vejo pessoas desistindo de coisas, abrindo mão de sonhos em função de alguma dificuldade momentânea. Neste momento de pandemia de coronavírus, por exemplo, em função das aulas on-line, tenho visto alunos parando seus cursos na faculdade por que estão com dificuldade de se adaptarem.

Lamentavelmente, alguns talvez nunca retornem. É bem possível que irão se arrepender.

Costumo dizer que desistir sempre será uma possibilidade, uma escolha. Desistir é sempre mais fácil. Quando algo novo aparece, quando nossa rotina muda, a gente para a academia, deixa as aulas de inglês, tranca o curso, abandona as aulas de música, se distancia dos amigos, para de escrever pro blog, visita menos nossos pais… E a lista de desistências aparentemente inocentes ou normais pode ser acrescentada com muitos outros exemplos que talvez até já façam parte da história de sua vida.

Essas decisões, porém, talvez nos tragam arrependimentos futuros. Por isso, ainda que desistir seja uma opção, nenhuma escolha deve ser feita sem considerarmos muito se aquilo nos fará falta ou não no futuro. Ainda que nossa visão seja limitada no presente, cautela, diálogo, conselhos podem minimizar as chances de errarmos. Por isso, recomendo: persistir, insistir pode ser doloroso, mas geralmente é mais recompensador.

Quem tem muitas metas não tem nenhuma

A gente quer muitas coisas da vida, mas, na maioria das vezes, tudo que desejamos está num plano abstrato. Tipo, “eu quero ser bem-sucedido”.

A vontade de ser bem-sucedido é boa. Todos querem isso. Entretanto, o que significa ser bem-sucedido?

Ter clareza dos desejos é um dos primeiros passos do autoconhecimento. Trata-se de um movimento fundamental para organizarmos a busca do que almejamos.

Quando jovens, o mundo parece estar aberto para nós. Queremos abraçar tudo. Com o passar dos anos, descobrimos que temos pouco tempo e é preciso focar apenas em alguns objetivos ou não conquistaremos nada.

A gente não dá conta de abraçar o mundo. E nem tem energia para fazer tudo que se sonha.

Então, se não estabelecermos metas claras, não teremos sucesso.

Também não adianta listar 10 metas de uma única vez. Quem tem muitas metas não tem nenhuma.

Carecemos de propósitos bem definidos e que possam ser cumpridos. Talvez você diga “quero emagrecer”, “quero um emprego melhor”… Isso é genérico demais. É fundamental ter estabelecer quantos quilos quer perder, em quanto tempo e como fará isso.

No que diz respeito ao emprego, vale a mesma regra: qual é o emprego desejado? Onde poderá consegui-lo? O que terá que fazer para conquistá-lo?

Tendo isso em mente, é possível definir metas intermediárias. Por exemplo, “para perder cinco quilos, neste mês, vou começar a caminhar três vezes por semana – às segundas, quartas e sextas, às sete da noite. No próximo mês, vou transformar a caminhada das sextas numa corrida leve”.

Ou seja, não basta sonharmos. É preciso planejarmos a conquista dos sonhos. Saber exatamente o que queremos e quais serão as estratégias mobilizadas.

E mais duas dicas. Faça isso colocando no papel. Ao escrevermos, organizamos melhor os pensamentos e documentamos nossos planos. Deixe os planos visíveis, para serem lembrados.

Por fim, conte com outras pessoas que possam te ajudar – gente que gosta de você e que possa te cobrar. Pode ser sua esposa, seu marido, a mãe, um amigo confiável… Tem que ser alguém que conheça seus planos e tenha sido convidado para te vigiar, para que você não perca o foco. Isso vai te ajudar a se manter ligado naquilo que você quer fazer.

Persistência é diferente de teimosia

Tem gente que é persistente. Outras pessoas são teimosas. E por que é importante compreender isso? Porque algumas delas perdem anos e anos de suas vidas insistindo numa coisa que não dará certo. Pode ser um pequeno negócio… A pessoa se desgasta. Aposta alto, se endivida, mas não consegue prosperar. Talvez por falta de visão, de preparo ou mesmo vocação.

Pode ser o sonho de um curso universitário muito disputado… A pessoa quer muito, mas tem dificuldade para estudar, não gosta dos livros.

Costumo dizer que a realidade sempre se impõe. A realidade pode ser o limite do tempo, da capacidade para uma determinada tarefa. Pode também ser a falta de dinheiro.

Há situações em que até é possível fazer dar certo. Mas ainda assim é preciso avaliar: vale tanto esforço? É algo que quero a esse ponto?

Ter essa capacidade de questionar se a persistência não se tornou teimosia é fundamental. Sabe por quê? Porque, da vida, o que vale é nossa caminhada e não o destino. É a maneira como vivemos cada dia que determina nossos sorrisos, nossas alegrias… Ou mesmo determina nossas lágrimas e frustrações.

Atingir objetivos é importante. Todos nós precisamos ter metas, ter sonhos. Eu tenho dito que a diferença entre vitoriosos e fracassados está justamente na capacidade de pagar o preço pelos seus objetivos. Porém, a gente não pode deixar de se perguntar: qual é o preço? Estou realmente disposto? Não haveria outras formas de viver? Será que meus sonhos não estariam se tornando obsessões?

Em busca de um sonho, não podemos perder a alegria de viver. Em busca de um objetivo, não podemos abrir mão de pessoas que são queridas, que são especiais. O percurso em direção ao nosso alvo não pode se tornar um peso. E nem podemos permitir que anos e anos sejam consumidos por teimarmos em conquistar algo que talvez não seja pra ser nosso.

Sim, às vezes, pra viver, é necessário desistir. Claro, ninguém deve abrir mão de algo sem ter lutado. Mas, se não está funcionando, vale a pena buscar um conselho, ouvir pessoas experientes, experimentadas na vida. E, de forma madura, reorganizar seus projetos… Sem nunca deixar de sonhar.

As preocupações de cada dia

Não há dúvida que a vida não é nada fácil. Também é certo que a gente se preocupa com a saúde, com as finanças pessoais, com nosso relacionamento, com nossos filhos… Essa é a vida. Mas existe uma coisa que a gente precisa entender: para onde vão nossos pensamentos, vão também nossas energias e até mesmo nossas emoções.

O que isso quer dizer? Quer dizer que, quando ocupamos demais nossos pensamentos com as preocupações, gastamos boa parte de nossas energias em situações que, muitas vezes, ainda não aconteceram e que outras tantas que não podemos resolver.

A maneira como reagimos diante dos problemas faz toda a diferença, inclusive no nosso humor. Enquanto estamos com os pensamentos ocupados pelas preocupações, deixamos de agir.

Apesar das preocupações, temos uma vida. Enquanto eu fico preocupado demais, posso estar deixando de cuidar bem do meu filho e isso vai gerar um outro problema amanhã. Enquanto eu gasto todas as minhas energias me preocupando com as contas do próximo mês, deixo de trabalhar de maneira satisfatória e isso pode me levar a perder o emprego amanhã, aumentando ainda mais os meus problemas. Enquanto fico preocupado pensando que, no fim do ano, vou receber a sogra, posso estar brigando com meu parceiro, minha parceira e desgastando meu relacionamento.

Então fica a dica: embora as preocupações sejam normais, procuremos nos concentrar no que temos em nossas mãos hoje.

Não escute demais os outros

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Não é nada agradável ouvir alguém falando mal de você. Na verdade, até quando descobrimos por meio outra pessoa que um amigo está falando mal de nós, ficamos entristecidos. Por vezes, sentimos raiva e desejo de vingança. Dias, atrás, porém, encontrei um texto que resume uma grande verdade:

Não dê atenção a todas as palavras que o povo diz, caso contrário, poderá ouvir o seu próprio servo falando mal de você; pois em seu coração você sabe que muitas vezes você também falou mal de outros (Eclesiastes 7:21-22).

Sabe, pessoas falam de nós. E nós falamos das pessoas. Coisas boas e coisas ruins. Porém, como nossa natureza é má, parece que temos certa tendência em tecer comentários negativos a respeito dos outros. Quando o tipo de comentário sai de nossa boca, ainda nos desculpamos:

– Não estou falando mal de fulano; é apenas um comentário.

Entretanto, o que acho fantástico nesse raciocínio de Salomão está na primeira parte do verso. Diz ele “não dê atenção a todas as palavras que o povo diz”. Na prática, o autor nos recomenda a prestar menos atenção ao que os outros dizem. Afinal, todas as vezes que prestamos atenção ao que os outros estão dizendo, vamos ouvir coisas que não gostamos. E isso vai nos magoar, produzir sentimentos negativos… E sabe o que é pior? Pode nos desviar de nossas rotas.

Quantas vezes você já desistiu de um projeto por que alguém te desestimulou? Ou quantas vezes você ficou inibido de fazer alguma coisa com receio do que os outros diriam a seu respeito?

Embora críticas possam nos ajudar a crescer, devemos tomar cuidado para não escutar tudo que os outros falam. Quando a gente presta atenção demais nos outros, deixamos de escutar o próprio coração. Nossas verdades são silenciadas ou confrontadas pelo que os outros pensam. E isso nos paralisa, nos rouba até a vontade de viver. Passamos a viver em função dos comentários alheios e não com base em nossos sonhos.