Que vida você deseja ter?

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Temos sonhos. Fazemos projetos. Entretanto, em nossa mente, desenhamos a vida que queremos? Um jeito de viver? Pensamos formas de obtê-la?

Quando pensamos na vida que desejamos ter, quase sempre caímos em dois erros. O primeiro, temos como critério coisas, objetos a serem conquistados. Planejamos a compra de carro, casa… Viagens. O segundo erro, vislumbramos o futuro, mas nada fazemos para ter, no presente, a vinha que sonhamos. A gente sempre pensa no depois. Depois vai dar certo, depois… vamos conseguir.

A gente deveria pensar como gostaria de construir a dinâmica de nossos dias. Dentro de uma realidade, é claro. Nada de utopia. Não adianta imaginar como seria viver se você tivesse uma casa de 600 metros quadrados, piscina, sauna… E conta bancária com alguns milhões de reais. Falo em refletir dentro de uma perspectiva real.

Partindo do que se tem, como poderia ser? Como gostaria que fosse o clima em casa no café da manhã? Como seria a rotina de trabalho? E o almoço? À noite, o que gostaria de fazer antes de deitar? Como imagina a relação com sua parceira/seu parceiro? Que tipo de atitudes cotidianas te proporcionaria prazer? No fim de semana, como desejaria aproveitar o tempo? Assistir filme? Fazer uma comidinha diferente? Ter um tempinho em silêncio? Ler um livro?

Acho que tem muita gente insatisfeita com a vida por idealizá-la dentro de uma perspectiva utópica. Outras tantas pessoas deixam de viver o que gostariam por simplesmente não fazer nada para mudar.

E, se a vida está construída – ou será construída a dois –, por que não compartilhar com o parceiro/a parceira esses sonhos? Não sonhá-los juntos?

Vive-se frustrado por não verbalizar, não tentar construir uma dinâmica diferente. Muita coisa poderia mudar se a gente tivesse disposição para dialogar. Quase sempre, deixamos que a realidade se imponha e nos consuma. Nos encaixamos nas demandas diárias como se as regras fossem ditadas de fora pra dentro. Isso não é viver; isso é ser refém das rotinas.

Sei que nem tudo dá para fazer diferente. Quando uma família já está constituída, fica ainda mais difícil, porque depende-se do outro. E o modelo “comercial de margarina” está longe da realidade. No entanto, creio que há espaço para negociação, para se reconstruir rotinas, estabelecer outras e ter uma vida mais prazerosa.

PS, Sugiro a quem pensa em casar que, antes de “juntar os trapinhos”, converse bastante sobre como sonha a dinâmica da vida a dois. Mais que sonhar baseado em coisas que desejam conquistar, devem planejar as rotinas da vida, pois são elas que dão sentido aos nossos dias.

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Cuidar de si mesmo

Escrever sobre suas angústias, sonhos, desejos é forma de se conhecer e cuidar de si mesmo
Escrever sobre as angústias, sonhos, desejos é forma de se conhecer e cuidar de si mesmo

Tenho a impressão que um de nossos maiores desafios é cuidar da gente, do coração, das emoções. Temos tempo pra tanta coisa, mas quase nunca olhamos para nosso interior, para nossas necessidades.

Quais são meus sonhos?
O que me agrada?
O que me faz bem?
O que desejo para minha vida?
Como construir meus dias?
De que forma conquistar as pessoas que amo?
Como me livrar das coisas ruins?

Nem tudo a gente consegue fazer, é verdade. Entretanto, viver bem passa por se conhecer. E mais que isso: ter tempo para olhar para o interior, para seus próprios pensamentos.

A vida em movimento reclama pausa, reflexão, introspecção. É assim que a gente dá conta de saber o que se quer e como alcançar. Também é assim que notamos nossos limites e desenvolvemos estratégias para crescer como indivíduos.

Não há vida sem sonhos. Mas não há sonhos realizados sem planos, projetos e conhecimento de si mesmo.

Onde você quer chegar?

O título não é meu. É da Rosana Hermann. Mas a pergunta que ela faz incomoda. A gente sabe onde quer chegar? Temos definidos os nossos objetivos?

A vida é confusa. Ao mesmo que queremos uma coisa, desistimos e já sonhamos com outra. E assim vamos levando. Até temos planos. Mas geralmente são coisas tolas, que pouco nos acrescentam. Fazemos projetos para compra do carro, da casa… Focamos nossos esforços para o curso superior, mestrado… enfim. Mas onde queremos chegar? Qual é nosso destino?

Ninguém controla sua vida. É impossível. Porém, nossos alvos devem estar definidos. Carecemos de um rumo. E somos nós quem o estabelecemos. Podemos revê-los, mas, sem saber onde queremos chegar, caminhamos sem rumo. Esvaziamos a razão da própria existência.

A única boa notícia é que, se a vida tem sido vazia, enquanto vivemos sempre há a chance de recomeçar. Como diz a canção da Daniela Araújo: “o tempo não volta nem pode parar, mas agora é tempo de recomeçar“.

Qual o seu maior sonho?

sonhos

É sério… Já pensou nisso?

Não, não estou perguntando se você quer ir para o Céu. Se a pergunta fosse feita dentro de um templo religioso, é provável que a resposta seria: “ah… eu quero conhecer Jesus”; ou então, “eu quero morar no Céu”.

Tudo bem. O Céu, para quem é cristão, é sinônimo de vida eterna. Também significa não mais dor, não mais sofrimento, não mais morte… E tudo isso é muito bom.

Porém, esse é um sonho que está noutro universo. E que passa, inclusive, por um ato de fé.

Eu pergunto de sonhos, desejos, vontades.

Por sinal, é engraçado essa coisa de crenças, religião. Tempos atrás, numa entrevista para um grupo de jovens cristãos, me perguntaram sobre o Céu. Respondi que minha visão de Céu é de um mundo ultra, mega, power tecnológico. Uma coisa muito louca. Fiz uma descrição que levou muita gente a comentar: “o céu do Ronaldo é high-tech”.

As pessoas até riram na hora, mas acho que ficaram um tanto decepcionadas. Talvez queriam outro tipo de resposta.

Mas essa é uma outra história.

Neste texto, penso em um grande sonho… Ou quem sabe em grandes sonhos, coisas que desejamos, que queremos viver, realizar.

Sabe, os sonhos são o nosso motor, o nosso combustível – o motivo de vivermos. A gente pode sonhar com o sucesso de uma carreira, pode sonhar com a conclusão de um curso universitário… pode sonhar em conquistar uma pessoa especial. Há muitos sonhos.

Alguns são realizáveis. Dependem de nosso esforço. Outros não dependem de nós. Por isso, podem ou não se concretizar.

Quando permanecem no universo de nossos desejos e vontades, nossos sonhos podem se tornar pesadelos. Às vezes, nos causam uma sensação horrível: sentimo-nos impotentes. Já me senti assim algumas vezes. Você quer, mas não pode; você tenta, mas não consegue.

Creio que todo mundo já experimentou essa sensação. Ela é natural. É a resposta de nosso coração ao sonho não realizado – ou realizável.

Entretanto, diante de tal quadro temos duas opções. Podemos escolher nos acanhar, nos fechar, nos silenciar e morrer aos poucos; ou, o que sugiro, olhar adiante, sacudir a poeira e sonhar novos sonhos.

Quem legisla no Brasil é o Executivo

Um levantamento feito pelo site Congresso em Foco, com base numa pesquisa da USP, identificou algo que já suspeitávamos: quem legisla no Brasil é o Poder Executivo. No Congresso Nacional, entre 1995 e 2006, mais de 85% dos projetos aprovados são de autoria do governo federal. Pouco mais de 14% foram elaborados por deputados e senadores. Outro dado curioso, os projetos do Executivo raramente ficam engavetados. O número chama atenção: 3%. Todos os demais foram analisados e votados pelos parlamentares.

Na verdade, embora a pesquisa trate do governo federal, esse cenário se repete nos estados e municípios. Basta observar com atenção o caso da Câmara de Maringá. Os projetos relevantes são todos do Executivo municipal.

Bebidas: venda proibida

A Câmara de Maringá analisa hoje o projeto que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas proximidades de instituições de ensino. A proposta é impedir esse tipo de comércio em bares e lanchonetes que estão estabelecidos em distâncias inferiores a 150 metros. A proposta é do vereador John Alves Correa, presidente do Legislativo local.

A proposta, como a CBN Maringá já apresentou, contraria os interesses dos comerciantes. Eles alegam, inclusive, que o projeto é inconstitucional. Na semana passada, quando o projeto foi colocado em discussão, donos de bares e lanchonetes acompanharam as discussões na câmara e protestaram contra a idéia. Na ocasião, a proposta foi retirada de pauta para ser melhor analisada. Entretanto, hoje deverá ser votada.

A proibição de venda de bebidas alcoólicas nas proximidades de faculdades pode ser estendida também às escolas de ensino fundamental e médio. A sugestão é da vereadora Edith Dias.

Chapéu dos outros…

O vereador Dorival Dias defende a ampliação do Passe Livre do estudante. O parlamentar alega que é justo permitir que estudantes de cursos profissionalizantes tenham acesso ao benefício. Concordo – e também acho que trabalhadores que ganham menos de dois mínimos deveriam ser isentos do pagamento da tarifa, que tal?. Falando sério, a gratuidade proposta por Dorival Dias, segundo ele, vai beneficiar pelo menos 1.200 alunos. Na prática, a proposta desconsidera os custos da empresa de transporte coletivo e ignora que alguém vai pagar a conta. Ou seja, o parlamentar quer mesmo é ter mais um trunfo para a campanha eleitoral deste ano.

Câmara de Vereadores: dá desgosto…

Dá desgosto ver a pauta de votações da Câmara de Maringá. Os projetos são todos para autorizar ou dispor sobre algum assunto. Não há um único tema relevante proposto pelos parlamentares. É de dar tristeza. Esse pessoal recebe salário do povo, mas o representa muito mal. Pior é notar que há grandes possibilidades de a maioria deles se reeleger. O motivo é o assistencialismo que praticam. Na verdade, os vereadores não são legisladores; são “assistentes sociais” com gabinete, dinheiro (bom salário) e assessores.

Bom dia!