Difícil não ceder as tentações


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Perdoe-se!

Viver nunca foi fácil. E nunca será. Mas tem gente que gosta de complicar. Tá… A pessoa provavelmente não tem culpa, nem percebe o que faz. Eu sei!!! Ainda assim, por que não consegue olhar para frente e deixar de se cobrar pelos erros cometidos?

Tenho comigo um princípio: erros cometidos são passado. Já foram. Devem ser enterrados. A bobagem que fiz ontem pode ainda me deixar com raiva hoje, mas amanhã ou depois tem que estar na lista dos erros que vou tentar não cometer mais. E pronto. Vez ou outra vou espiar pelo retrovisor da vida, pensar comigo “mas que imbecil eu fui”, mas só isso. Não vou ficar me torturando por isso, porque já foi, já passou. E não tenho controle do que já fiz.

É fato que tem gente que adora apontar o dedo, nos fazer lembrar e até nos acusar pelas falhas que cometemos. Ainda assim, não podemos entregar a chave da nossa paz interior nas mãos das outras pessoas. Para respondê-las, o argumento que uso é bem básico: “Errei, mas já passou. Estou fazendo o meu melhor para não falhar novamente. Eu me aceito com meus erros. Se você me ama, vai me aceitar também”.

Acontece que tem gente que não consegue fazer isso. Conheço pessoas que se torturam por fracassos ou “pecados” cometidos há anos. Elas não se perdoam. Você olha pra pessoa e diz: “Querida, já foi… Você não pode fazer mais nada. Siga adiante”. Porém, parece incapaz de aceitar que não há mais nada a fazer.

Quem não se perdoa, perde a chance de viver. Sofre pelo passado e deixa de aproveitar o presente. 

Sabe, esse princípio que tenho comigo, que aplico para mim, não é meu. É de alguém que foi o maior dos mestres. Jesus foi quem ensinou a seguir em frente. O que ele quis ensinar foi algo simples: “Fez bobagem? Não faça mais! Toque sua vida. Seja feliz!”.

Lembre-se, a vida é um eterno reconstruir-se!

Cadê o tempo para responder um amigo?

tempo

Eu ainda me surpreendo com o jeito em que estamos vivendo. Quer dizer, não sei se estamos realmente vivendo. Tenho a impressão que apenas estamos passando os dias, sem dar conta de que a vida vai se esvaindo, escapando por entre os dedos. 

Ainda hoje, enquanto organizava algumas coisas no computador, esbarrei em mensagens de pessoas com as quais me importo. Mensagens que recebi há mais de um ano. Não tinham sido lidas. Obviamente, também não tinham sido respondidas.

Será que tudo está tão corrido a ponto de faltar tempo para responder um amigo? 

Confesso que isso me incomoda. Evidente que considero as coisas que faço bastante importantes, mas é impossível não se questionar: são mais importantes que as pessoas?

Semanas atrás, refletia sobre qual é nosso maior patrimônio nesta vida. Na verdade, esta é uma resposta bem complicada. Depende de cada pessoa. Pelo menos pra mim, certamente não são os bens materiais. Na verdade, não me importo com o modelo de carro, com a TV da sala, com o sofá… Essas coisas não me fazem mais ou menos feliz.

Mas, então, qual é nosso maior patrimônio?

Afinal, quase todo o tempo que temos esgotamos, direta ou indiretamente, na busca de bens materiais. Podemos até achar que não é a nossa prioridade, porém, se trabalhamos demais, trabalhamos por quê? Qual a finalidade? Talvez falte tempo porque estudamos demais. Mas, se estudamos demais, por que fazemos isso?

Tem gente, hoje, que parece ter o prazer como maior patrimônio. Dependendo do que se define por prazer, será que o prazer justifica a existência?

Sabe, eu não tenho respostas. Nem escrevi para dar respostas. Penso, porém, que o momento é oportuno para refletirmos. A cada tic-tac do relógio (que nem usamos mais), o tempo de vida que nos resta se torna menor. O que estamos fazendo dela? Quais são nossas prioridades? Que espaço tem ocupado as pessoas que amamos em nossos dias?

Não escute demais os outros

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Não é nada agradável ouvir alguém falando mal de você. Na verdade, até quando descobrimos por meio outra pessoa que um amigo está falando mal de nós, ficamos entristecidos. Por vezes, sentimos raiva e desejo de vingança. Dias, atrás, porém, encontrei um texto que resume uma grande verdade:

Não dê atenção a todas as palavras que o povo diz, caso contrário, poderá ouvir o seu próprio servo falando mal de você; pois em seu coração você sabe que muitas vezes você também falou mal de outros (Eclesiastes 7:21-22).

Sabe, pessoas falam de nós. E nós falamos das pessoas. Coisas boas e coisas ruins. Porém, como nossa natureza é má, parece que temos certa tendência em tecer comentários negativos a respeito dos outros. Quando o tipo de comentário sai de nossa boca, ainda nos desculpamos:

– Não estou falando mal de fulano; é apenas um comentário.

Entretanto, o que acho fantástico nesse raciocínio de Salomão está na primeira parte do verso. Diz ele “não dê atenção a todas as palavras que o povo diz”. Na prática, o autor nos recomenda a prestar menos atenção ao que os outros dizem. Afinal, todas as vezes que prestamos atenção ao que os outros estão dizendo, vamos ouvir coisas que não gostamos. E isso vai nos magoar, produzir sentimentos negativos… E sabe o que é pior? Pode nos desviar de nossas rotas.

Quantas vezes você já desistiu de um projeto por que alguém te desestimulou? Ou quantas vezes você ficou inibido de fazer alguma coisa com receio do que os outros diriam a seu respeito?

Embora críticas possam nos ajudar a crescer, devemos tomar cuidado para não escutar tudo que os outros falam. Quando a gente presta atenção demais nos outros, deixamos de escutar o próprio coração. Nossas verdades são silenciadas ou confrontadas pelo que os outros pensam. E isso nos paralisa, nos rouba até a vontade de viver. Passamos a viver em função dos comentários alheios e não com base em nossos sonhos.

A importância do parceiro que acolhe nos momentos de adversidade

A gente conhece de verdade a pessoa amada quando surgem as maiores adversidades. Quando falta o emprego e as dificuldades batem à porta, como a parceira reage? Quando a mãe morre e uma depressão avassaladora coloca a mulher prostrada numa cama, o que o marido faz?

Acho que todo mundo conhece algum marido que deixou a esposa quando ela ficou muito doente… Ou uma mulher que passou a humilhar o companheiro depois de seis meses desempregado. Também conhecemos inúmeras histórias de casais de namorados que brigam, brigam e brigam, porque um não dá conta de ter empatia pelo problema do outro, não sabe apoiar, acolher, auxiliar.

Também por isso penso que são as dificuldades pelas quais passamos que nos ajudam a conhecer melhor o parceiro. Gente que ama demonstra amor na adversidade. E demonstra de forma prática. O problema se torna motivo para unir ainda mais o casal. E a união fortalece a relação.

Ela está doente? Ele cuida, trata, ajuda na casa… Ele está desempregado? Ela incentiva, tenta achar formas de ampliar a renda da família… Ela tem problema com os pais? Ele tenta reaproximá-los, compreender, pacificar…

Sabe, não é nada fácil lidar com o problema alheio. Por mais que você esteja envolvido com alguém e ame demais aquela pessoa, quando não é algo que te afeta diretamente, a tendência é querer se livrar do problema. Não é fácil compreender a dor do outro. Não é fácil ter a palavra certa, saber enxugar as lágrimas. E talvez, justamente por isso tudo, a palavra chave nessas horas seja “paciência”. O apóstolo Paulo, numa de suas epístolas, diz que “o amor é paciente”. E na adversidade é momento de praticar a paciência.

Ao longo dos anos, também aprendi que uma forma de ser paciente na adversidade, ter empatia pela dificuldade do outro, é olhar para o passado e recordar o que aquela pessoa representa para você. Muitas vezes, as dificuldades fazem com que a gente esqueça o que já viveu de bom no relacionamento. Pelo menos nessas horas, o passado pode ajudar a nos fortalecer no presente.

Esse olhar para o que de bom já experimentaram juntos é fundamental para manter um espírito agradecido… Porém, mais que olhar para o passado, é necessário ter esperança, ter fé. Ninguém supera as adversidades da vida sem fé. Se falta fé, afundamos. O pessimismo toda conta e coloca o relacionamento em xeque.

Por fim, eu diria que os momentos de adversidade são oportunidades para demonstrar de maneira clara que nos importamos com o relacionamento. Quem acolhe o parceiro nos momentos mais difíceis, ganha a admiração do outro. E o amor se fortalece através da admiração. Quem se sente admirado, sente-se reconhecido… Isso cria um ciclo virtuoso no relacionamento.

Sim, eu sei que escrever é mais simples que superar a morte de um filho, o câncer do parceiro, a doença da sogra que tira a esposa de casa… Mas vida a dois significa mais que estar junto nos bons momentos.