Mande uma mensagem para o seu amor

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Já está meio repetitivo, mas volto a dizer: homens são um bocado descuidados quando o assunto é romantismo. Por isso, acho que as dicas de hoje podem ser bastante úteis. Nem que seja para que algumas mulheres provoquem seus homens.

As redes sociais têm se tornado muito presentes em nosso dia a dia. Durante a conquista e até nos primeiros meses do relacionamento, é normal que os casais façam uso do Facebook, WhatsApp e outros serviços para se manterem conectados. Porém, com o tempo, e principalmente após o casamento, a gente esquece do quanto pequenos gestos podem fazer a diferença no romance. Então a dica de hoje é: mande mensagens para seu amor! Claro, isso vale para as mulheres, mas meu foco são os homens.

Os homens são bem… malandros (para não usar outro adjetivo). Adoram dizer “coisinhas” para as mulheres (linda, gostosa, cheirosa… e por aí vai). Porém, quando estão numa relação estável, geralmente “esquecem” de alimentar o romance. E palavras fazem toda diferença. Então por que não usar o celular ou computador para agradá-la? Acho que não custa nada mandar um recadinho carinhoso ao longo do dia. Pode apostar, faz toda diferença.

Sabe, não é preciso investir muito tempo e nem se tornar poeta. Uma frase curtinha é suficiente para colocar um sorriso no rosto da pessoa amada.

Alguns exemplos…

“Cada vez te acho mais linda”. Ou ainda, “Você está linda, charmosa… Você ficou perfeita nesse vestido”. Pouca coisa mexe mais com a autoestima da mulher do que se sentir bonita.

“Estou aqui pensando em você… Saudade!”. Quem não gosta de saber que está sendo lembrado pela pessoa amada?

Mandar recadinhos desejando bom dia, sucesso numa reunião ou perguntando como está, se a dor de cabeça já passou… São coisas aparentemente pequenas, mas que tocam o coração do outro.

Também valem palavras que reafirmam o amor, o compromisso e a vontade de estar junto da parceira. Dizer “sou muito feliz contigo”, “nossa noite foi maravilhosa”, “vamos sair para jantar hoje?” mantém o romance aquecido.

Eu sei que essas coisas parecem banais. Às vezes, a gente até reluta fazer… Pensa que não faz diferença. Tem até quem se sinta um pouco envergonhado… Porém, posso assegurar, quem ousa agradar a parceira tem um melhor relacionamento.

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É preciso assumir a sua responsabilidade no relacionamento

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Vários fatores podem contribuir para o fim de um relacionamento. Porém, os principais responsáveis pelo sucesso ou pelo fracasso do romance somos nós mesmos. É fácil encontrar culpados. Difícil é admitir ser o culpado. 

Talvez seja pela educação que recebemos… Mas temos uma enorme dificuldade em assumir os erros. E isso acontece desde a infância.

O sofá aparece riscado. A mãe cobra o filho:

– Quem fez isso?

Resposta:

– Não fui eu.

Na fase escolar, a criança/adolescente tira uma nota muito ruim na prova. O pai questiona:

– O que você fez que tirou essa nota ridícula?

Resposta:

– A professora é horrível. Não ensina direito. Elaborou uma prova confusa e todo mundo foi mal.

A lista de exemplos é interminável. E para as diferentes fases da vida. Então, não é diferente com o relacionamento. Sempre é mais fácil dizer que o parceiro falhou. E, sinceramente, não estou dizendo que o parceiro não falhe. Apenas quero lembrar que, ao não assumir nossas responsabilidades, deixamos de agir pelo bem da relação.

Quando entramos num relacionamento é fundamental nos questionarmos, com frequência: “o que estou fazendo pelo bem do romance?”. Mais que isso: “será que o outro tem sido beneficiado pelas minhas atitudes?”, “o que eu faço que prejudica a relação?”.

Ter consciência de que minhas atitudes constroem ou destroem o relacionamento é o primeiro passo para viver bem a dois. 

Quais as diferenças entre amor e paixão?

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Inúmeros livros e filmes tratam do tema como se amor e paixão fossem a mesma. E não contribuem para esclarecer que existe diferença. A paixão pode se tornar amor. Mas nem sempre isso acontece.

Em muitas ocasiões, quando paixão e amor se confundem, as pessoas sofrem, se decepcionam e acabam perdendo a chance de viver a felicidade de uma vida a dois.

Mas, afinal, o que é a paixão? Nunca é simples definir as nossas emoções. Porém, dá para dizer que a paixão é aquela sensação maluca de que encontramos a alma gêmea. Cada dia parece único… A vida fica colorida, tudo é lindo, maravilhoso. A pessoa parece andar sobre nuvens, sonha acordada… E sente necessidade de ver o outro a cada segundo.

Essas sensações são bem conhecidas de quase todos nós. Quando você se apaixona por alguém, chega ter a impressão de que foi amor à primeira vista. Tem gente que não sabe se pula, se canta, se dança… A pessoa parece tomada de felicidade.

Quando a paixão bate forte, a pessoa muda. Já não sente mais necessidade de andar com as amigas, com os amigos… Todo tempo livre tem que ser dedicado ao amor de sua vida. O casal repete juras de amor eterno, declara que nunca poderão viver separados.

Acontece que o tempo passa… E se não houver reconhecimento de que mudanças (os corações se acalmam) fazem parte da dinâmica de todo relacionamento, a chance de terminar o romance de maneira desastrosa é bastante grande.

Algumas pessoas se casam sob efeito da paixão, mas sem conhecer o amor verdadeiro. Tomadas pela magia desse sentimento arrebatador, vão morar juntas, dividir uma vida… Aos poucos descobrem os defeitos, as limitações… Um parece já não representar mais novidade para o outro… E as únicas “novidades” são os defeitos que antes pareciam não existir.

É nessas horas que a gente descobre se existe amor ou se tudo não passa de paixão.

O amor é muito diferente da paixão. O amor sobrevive quando esfria a paixão. Sobrevive, porque você ama o outro, apesar dos defeitos. Você ama o outro pelo que o outro é, não pelo que você gostaria que ele fosse.

Você permanece ao lado, mesmo quando o outro se mostra vulnerável, porque o outro também vai te decepcionar algumas vezes… O outro também tem carências, o outro também fracassa, tem problemas familiares, perde promoções no emprego… Quando há amor, há compromisso com o outro e aceitação do outro em sua totalidade.

O amor é entrega, é paciência… É disposição para respeitar, tolerar, superar dificuldades junto com a pessoa amada. Amor é a capacidade de encarar com bom humor até mesmo as grandes quedas… e saber perdoar dia a dia.

Como superar a monotonia no relacionamento?

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Eu confesso que me divirto com certas coisas que falam a respeito de relacionamento. Entre elas, está justamente as que envolvem o tema deste texto. Afinal, até que ponto é possível revitalizar o romance, romper com a monotonia?

Vou ser direto: receitinhas não funcionam. É preciso mais que uma sequência de cinco, dez, vinte passos para superar a monotonia. E sabe por quê? Porque a vida por si mesma pode se tornar muito monótona.

Temos personalidade… Isso também afeta. Tem gente que o tempo todo é inquieto, está sempre se mexendo, inventando, surpreendendo. Por outro lado, tem pessoas que são mais contidas, pacatas… Até apáticas. Essas pessoas se acostumam fácil com a rotina. Gostam, inclusive, de viver um dia igual ao outro.

Por isso, entendo que a primeira coisa que um casal deve ter em mente é “quais são as expectativas que temos para o relacionamento?”. Depois, saber exatamente o que significa uma vida a dois. E, por fim, os dois devem ter claro o que é um relacionamento monótono e por que está monótono. Se o casal for incapaz de responder essas questões, certamente vai ter problemas.

A monotonia pode, de fato, existir. Mas ela pode representar o próprio curso da vida, porque a vida, embora vez ou outra nos surpreenda (inclusive com coisas ruins), nem sempre nos oferece muitas chances de experimentar novos gostos, sabores… novos ares.

Vivemos uma época em que a necessidade do novo parece se impor a cada dia. Isso chega a ser incoerente inclusive com a ideia tradicional de relacionamento, pois a própria tese da fidelidade implica na necessidade de rejeitar viver novas paixões. E como se apaixonar todos os dias pelo já conhecido, pela mesma pessoa? Por isso, dicas para revitalizar o romance são falhas. Na vida, até gentilezas que se repetem podem se tornar sem cansativas. Então o que nos resta? Acreditar e apostar no amor. O amor é aceitação e capacidade de tornar belo até o que parece velho, feio e sem graça.

Quatro sinais de que o relacionamento está em perigo

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Dividir a vida com outra pessoa é sempre um grande desafio. E, por isso, fazer dar certo significa estar atento à dinâmica do próprio relacionamento. O jeito que o casal está vivendo serve como uma espécie de termômetro da qualidade do romance.

Por exemplo, quando o casal conversa pouco ou quase nada, temos um indicativo de que as coisas vão mal. É fato que as pessoas passam por momentos que não falam tanto. Às vezes, sentem necessidade de ficarem mais reclusas, quietas… Também tem aquelas que são introspectivas por natureza. Entretanto, a conversa – sobre tudo – faz parte da vida a dois. Casal que não conversa não é casal. Não tem vida mútua, não se conhece. Porém, a situação mostra-se mais grave quando o silêncio representa fuga, quando sugere que existe a vontade de evitar o outro, de se expor ao parceiro.

O casal também deve ficar atento a um outro sintoma: discutir sempre pelas mesmas coisas. É natural que alguns hábitos façam parte de nós. E não abandonemos. Não raras vezes, esses hábitos se tornam motivo de disputa entre o casal. Porém, com um pouco de boa vontade, é possível aceitar a mania do outro e viver em paz. Entretanto, existem alguns temas importantes na relação que, se retornam com frequência, apontam que o romance está em perigo.

Não é normal, quando o casal vai conversar, que haja sempre reclamações, e estas sejam as mesmas de sempre. Isso significa que não estão solucionando os conflitos de maneira que possam superá-los. Provavelmente, as discussões estão causando mais desgastes, aprofundando os problemas.

Tem dois outros sintomas que considero, talvez, os mais graves: guardar rancor ou ressentimento em relação ao outro e o distanciamento emocional.

Quando a gente guarda rancor significa que não houve perdão. Na convivência a dois, existem momentos tensos, conflitos, decepções… Mas se não perdoamos, não “passamos uma borracha” e apagamos isso da memória, dificilmente será possível manter a relação. O ressentimento representa um voltar ao passado, um sentir de novo tudo aquilo que feriu. Ninguém dá conta de viver bem revivendo coisas ruins. E isso gera raiva, irritação, ódio e até desejo de vingança.

E seja por rancor ou outros sentimentos, o casal pode distanciar-se emocionalmente. A pessoa está perto, mas o coração está longe. E quando isso acontece, rompe-se a unidade que é fundamental em todo relacionamento. A pessoa passa a olhar para si, decide por si, ignora as vontades do outro, não repara mais… O parceiro torna-se um estranho. Sabe, relacionamentos felizes são felizes porque há o desejo de compartilhar mutuamente felicidades e tristezas. Não há espaço para sentir prazer na desgraça do outro.

Enfim, estar atento a estes sinais é uma maneira de saber se o relacionamento está ou não num bom momento. Evidente que existem muitos outros indicativos de que alguma coisa vai mal. Porém, esses quatro pontos são muito comuns em casais que estão próximos da separação. Por isso, vale a dica: quando se reconhece que existe um problema, há chances de o casal cuidar do relacionamento e encontrar alternativas para renovar o romance. Atualmente, além de boas leituras disponíveis na internet, também há livros de escritores sérios disponíveis nas livrarias… Sem contar terapeutas e especialistas em relacionamento que podem ajudar o casal a encontrar saídas para a reconstrução da vida a dois.

Quando fazer sacrifício pelo outro é bom ou ruim?

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Não é nada simples definir critérios para as concessões que são feitas num relacionamento. Deixa eu explicar melhor. É certo que, para funcionar, é necessário abrir mão de algumas coisas pelo outro. Porém, também é verdade que deixar de fazer coisas que gostamos em nome do relacionamento pode representar uma forma de negação da própria personalidade, uma maneira de anular-se. Então… como saber se estamos fazendo o certo pelo relacionamento ou se estamos construindo a própria ruína da vida a dois?

Pesquisadores da Universidade de Califórnia tentaram entender se os sacrifícios feitos no relacionamento são construtivos ou destrutivos. E embora possa até parecer simplista, creio que o resultado das observações desses estudiosos podem nos ajudar a refletir sobre as concessões feitas no dia a dia do casal.

Imagine a seguinte situação: você ama demais seu namorado (namorada, marido ou esposa) e entende que tem dedicado pouco tempo ao parceiro. Quer ficar mais tempo juntos. Então desiste de fazer uma pós-graduação para investir no relacionamento.

Para quem está de fora, pode até dizer:

– Que burrice! Só um idiota deixa de cuidar dos estudos, até da carreira por causa do relacionamento.

Pois eu digo, e os pesquisadores concordam: se for uma escolha pessoal, algo que você decidiu sem pressão alguma do outro, se for pelo desejo de construir uma relação com mais intimidade, com maior comprometimento, não vai se arrepender. Mesmo que no futuro não dê certo, você saberá que fez o melhor que podia fazer para serem felizes juntos.

Quando o sacrifício pelo outro é ruim? Quando você se sacrifica por pressão. Os estudiosos observaram que as pessoas, quando abrem mão de sonhos, afastam-se de amigos, familiares etc., apenas para agradar o outro, correm sério risco de se arrependerem. E o motivo é simples: não houve convencimento de que é o melhor para os dois. A pessoa está fazendo apenas para não ter de enfrentar cara feia, de não ficar brigando… É como se não tivesse outra opção, entende? Ou você se sacrifica ou o parceiro vai arrumar confusão. Se isso acontece, há grande chance de o casal ter problemas no futuro.

Por isso, o melhor critério antes de sacrificar-se é se questionar: estou fazendo isso por que quero melhorar meu relacionamento? Por que é algo que vai me fazer bem? Ou estou fazendo isso por medo de não ceder, por me sentir intimidado pelo outro?

A importância do parceiro que acolhe nos momentos de adversidade

A gente conhece de verdade a pessoa amada quando surgem as maiores adversidades. Quando falta o emprego e as dificuldades batem à porta, como a parceira reage? Quando a mãe morre e uma depressão avassaladora coloca a mulher prostrada numa cama, o que o marido faz?

Acho que todo mundo conhece algum marido que deixou a esposa quando ela ficou muito doente… Ou uma mulher que passou a humilhar o companheiro depois de seis meses desempregado. Também conhecemos inúmeras histórias de casais de namorados que brigam, brigam e brigam, porque um não dá conta de ter empatia pelo problema do outro, não sabe apoiar, acolher, auxiliar.

Também por isso penso que são as dificuldades pelas quais passamos que nos ajudam a conhecer melhor o parceiro. Gente que ama demonstra amor na adversidade. E demonstra de forma prática. O problema se torna motivo para unir ainda mais o casal. E a união fortalece a relação.

Ela está doente? Ele cuida, trata, ajuda na casa… Ele está desempregado? Ela incentiva, tenta achar formas de ampliar a renda da família… Ela tem problema com os pais? Ele tenta reaproximá-los, compreender, pacificar…

Sabe, não é nada fácil lidar com o problema alheio. Por mais que você esteja envolvido com alguém e ame demais aquela pessoa, quando não é algo que te afeta diretamente, a tendência é querer se livrar do problema. Não é fácil compreender a dor do outro. Não é fácil ter a palavra certa, saber enxugar as lágrimas. E talvez, justamente por isso tudo, a palavra chave nessas horas seja “paciência”. O apóstolo Paulo, numa de suas epístolas, diz que “o amor é paciente”. E na adversidade é momento de praticar a paciência.

Ao longo dos anos, também aprendi que uma forma de ser paciente na adversidade, ter empatia pela dificuldade do outro, é olhar para o passado e recordar o que aquela pessoa representa para você. Muitas vezes, as dificuldades fazem com que a gente esqueça o que já viveu de bom no relacionamento. Pelo menos nessas horas, o passado pode ajudar a nos fortalecer no presente.

Esse olhar para o que de bom já experimentaram juntos é fundamental para manter um espírito agradecido… Porém, mais que olhar para o passado, é necessário ter esperança, ter fé. Ninguém supera as adversidades da vida sem fé. Se falta fé, afundamos. O pessimismo toda conta e coloca o relacionamento em xeque.

Por fim, eu diria que os momentos de adversidade são oportunidades para demonstrar de maneira clara que nos importamos com o relacionamento. Quem acolhe o parceiro nos momentos mais difíceis, ganha a admiração do outro. E o amor se fortalece através da admiração. Quem se sente admirado, sente-se reconhecido… Isso cria um ciclo virtuoso no relacionamento.

Sim, eu sei que escrever é mais simples que superar a morte de um filho, o câncer do parceiro, a doença da sogra que tira a esposa de casa… Mas vida a dois significa mais que estar junto nos bons momentos.