Tem gente que faz mal pra gente

Conhece alguém assim? Às vezes é aquele cunhado, às vezes é a sogra, às vezes é um colega de trabalho, o patrão

É gente com quem você convive, mas tem a incrível capacidade de mexer com seu humor, te tirar do sério, te fazer perder o sorriso, encher seu coração de amargura.
Infelizmente, tem muita gente assim.

E não vamos nos livrar dessas pessoas. Elas sempre existirão. Você se livra de uma? Outra vai aparecer para te importunar.

Alguns filósofos já diziam que essas pessoas, na verdade, nos fazem bem. Por mais que possam nos aborrecer, contribuem com nossa formação, nos ajudam a ter mais paciência, mais tolerância, mais respeito e amor.

Meio maluco isso? Talvez!

Eu confesso que gostaria de me livrar de algumas pessoas que me fazem mal.
Porém, preciso entender que a vida sempre vai nos fazer esbarrar em pessoas que nos incomodam, que nos entristecem e até nos perseguem. Infelizmente, com muita freqüência, não conseguimos escapar dessas pessoas.

Então o que nos resta é aprender a conviver com elas. E talvez encarar do jeitinho que diziam os sábios gregos: cada pessoa que me faz mal pode, na verdade, me fazer bem. É só eu aprender a transformar o desconforto em crescimento como pessoa, como ser humano. Gente ruim é oportunidade para nos tornar melhores.

É desafiador? É! Muito! Mas a vida segue e não podemos estacionar, não podemos parar de crescer.

É possível viver, apesar das adversidades

viver

Anos atrás, ouvi um sermão que me tocou profundamente. O título era mais ou menos este: “as coisas boas dos dias maus”. A temática é mesmo intrigante: pode haver coisas boas nos dias maus? Com os anos, descobri que sempre há possibilidade de crescermos nos momentos difíceis da vida.

É fato que cada pessoa tem um jeito de lidar com os problemas. E isso aponta que não há uma receita para lidar com o sofrimento. Também indica que cada pessoa deve descobrir a forma de enfrentar a dor. Porque não exista vida sem dor. Embora todos os dias nos vendam a ilusão da felicidade, a felicidade está longe de ser prazer e alegria todo o tempo. Porém, é possível viver bem, mesmo em meio a dias tempestuosos. É possível viver sem sentir pena de si mesmo. É possível viver, ainda que existam adversidades.

Eu sei que há momentos em que a vida parece perder o sentido e o desejo de morrer bate à porta do coração. Entretanto, sei também que tudo passa, mesmo a dor mais intensa. Sei que podem ficar feridas. Sei que, muitas vezes, a dor volta, mas ainda assim podemos encontrar novos motivos para sorrir.

Sabe, não há razão para esconder as lágrimas quando a dor é muito intensa. Porém, isso não significa ficar se lamentando e nem achando que a vida é injusta contigo. Tempos de sofrimentos podem representar oportunidades de crescimento, ainda que as experiências sejam as mais desagradáveis ou traumáticas. Também são oportunidades para que pessoas próximas aprendam contigo. Afinal, nossa vida só se justifica quando conseguimos, de alguma maneira, tocar a vida dos outros.

Por sinal, queixar-se é uma das coisas mais desagradáveis. É um mau hábito que impede-nos de ver, de reconhecer nosso potencial. A queixa chega ser uma atitude mesquinha, porque quase sempre é baseada num olhar egoísta. É como se olhássemos para o mundo e todos fossem felizes e, nós, os únicos infelizes do planeta.

Além disso, a queixa nos torna desagradáveis. É natural sentir-se desanimado, triste, chorar… e até pedir pela morte. Porém, a dor não pode nos levar a desenvolver o hábito de ficar reclamando de tudo o tempo todo. Isso parece atrair ainda mais problemas… E afeta negativamente o ambiente onde estamos.

Quando sofremos, é natural nos sentirmos sozinhos. Em especial, porque provavelmente pessoas próximas não estão passando pelos mesmos problemas. E sofrer sozinho parece intensificar nossa dor. Entretanto, o fato de a dor ser individual, não significa que quem está ao nosso lado não possa nos estender a mão. Por isso, não é vergonha pedir socorro. Família, amigos podem ser o ombro que mais precisamos no momento das lágrimas.

Por fim, diria que é fundamental tentar enxergar oportunidades em meio às dificuldades. Sei que algumas podem dizer que isso não passa de uma estratégia para maquiar o problema. E não vou discordar totalmente dessa tese. Porém, quando as coisas vão muito mal, confiar em alguma vez, enxergar alguma possibilidade de mudança garante um pouquinho de esperança. E ter esperança nos fortalece, nos capacita a caminhar em meio às tempestades da vida.

Quem é sábio edifica o relacionamento

Muitos relacionamentos fracassam por infidelidade, problemas financeiros, carência de amor, agressividade verbal e até física… Entretanto, parece-me que a principal razão é a falta de sabedoria. Sim, porque quem é sábio edifica o relacionamento. Gente sábia entende a importância do diálogo, reconhece o momento certo de falar ou calar, evita a exposição pessoal e do parceiro…

Ter sabedoria, ou inteligência emocional, é a capacidade de entender e trabalhar com as próprias emoções e também com as do parceiro. Gente sábia não age por impulso, mede as consequências de suas atitudes, dá conta de controlar-se mesmo quando se sente ofendido, não age de maneira arbitrária, não aceita ser manipulado e nem manipula o outro.

Essa capacidade pode ser desenvolvida. Porém, é necessário ter disposição em aprender, compreender, aceitar, acolher.

O caminho da sabedoria é construído sobre algumas bases. Entre elas, está o desenvolvimento da maturidade. E a maturidade emocional se adquire com a idade. As experiências de vida nos ajudam a crescer. É fato que alguns se tornam maduros muito cedo. Outros, são e serão eternos adolescentes. No entanto, maturidade também se adquire. Adquire-se com a autocrítica, com a busca por se conhecer… E se adquire ouvindo e observando pessoas sábias, gente de mais idade, gente equilibrada… Embora não existe fórmula pronta, aprende-se com bons exemplos.

Essa trajetória também passa por libertar-se do egoísmo. É natural que nosso olhar para o mundo seja baseado nas nossas próprias experientes. Lemos os movimentos da vida do lugar onde estamos. Ninguém sente o que o outro sente. Ninguém vê nada com os olhos do outro. Ainda assim, é necessário procurar entender as motivações do parceiro, o que o faz pensar como pensa, agir como age… E, por vezes, abrir mão de nossos próprios interesses em favor dos interesses da pessoa amada.

Sabedoria também se revela na capacidade de controlar o que a gente pensa. Não significa que é possível expulsar por completo pensamentos ruins, negativos, pessimistas. Porém, é possível sim questionar a razão e os fundamentos desses pensamentos. Quando a gente não fica alimentando coisas ruins na cabeça, as atitudes diante da vida se tornam diferentes. E o relacionamento ganha com isso, porque quando nossa mente é tomada por sentimentos negativos, afastamos a pessoa amada, culpamos o outro, cobramos… Quase sempre de maneira injusta.

O caminho da inteligência emocional também é construído com o perdão. Ninguém dá conta de viver bem guardando mágoa, rancor. A gente tem que aprender a perdoar para libertar-se do ódio, da raiva e até da inveja. Também é fundamental saber pedir perdão. Às vezes, somos orgulhosos demais. Temos a impressão que, se pedirmos perdão, nos rebaixamos, nos tornamos inferiores. Porém, .