Você se sente cansado de lutar e não ver resultados?

Você se sente cansado de lutar e não ver resultados? Tem dado o seu melhor e não consegue se sentir satisfeito?

Talvez uma das grandes frustrações da vida adulta seja a falta dos resultados desejados no trabalho, nos estudos e até nos relacionamentos.

Não entramos em nenhum projeto de vida sem levar conosco algumas expectativas.

Se começamos num trabalho, temos expectativas em relação ao salário, colegas de serviço, chefes, promoções… Imaginamos possibilidades de ascensão profissional ou até de que aquele emprego sirva de trampolim ou projeção para uma nova oportunidade profissional.

Se entramos num relacionamento, temos expectativas em relação ao cuidado do outro conosco, com a nossa família… Esperamos que a pessoa faça certas coisas por nós, pelas pessoas que amamos… E também tenha disposição para ser nossa companhia em diferentes ocasiões.

Essa é a nossa reação natural. Quem dá um passo espera que aquele passo leve a algum lugar.

Por isso, quando você caminha, luta, trabalha, se relaciona e nada daquilo que você esperava acontece, o sentimento é de frustração.

Há um vazio. Somos tomados por cansaço, desânimo.

Como lidar com isso?

Vou te responder como procuro responder pra mim mesmo:

Primeiro, Não podemos esperar que os outros façam por nós aquilo que desejamos. Não temos controle dos outros. Ainda que nossa vida esteja entrelaçada à vida das outras pessoas, não dá para esperar que elas realizem nossos sonhos.

Segundo, faça tudo que fizer como se fosse para o Senhor. Sim, este é um conselho bíblico. Tudo que fizer, todo o seu empenho, todo o seu esforço, dedique ao Senhor. Faça para louvor do Senhor.

Os resultados sonhados vão começar a aparecer? Algo mágico vai acontecer? Provavelmente não! Mas suas expectativas serão redirecionadas. Seu olhar deixará de ser para si mesmo e para os outros; seu olhar estará voltado ao louvor e a glória do Pai. E você cobrará menos das pessoas e até de si mesmo!

Prefere ouvir? Dê o play e ouça o podcast!

Faz bem importar-se com os sentimentos do outro

Sentir que o outro se importa com nossos sentimentos faz toda a diferença num relacionamento. Isso vale para o relacionamento amoroso, mas também para o relacionamento entre pais e filhos, amigos e para os relacionamentos profissionais.

A gente quer perceber que o outro se importa conosco. Mas essa é uma via de mão dupla. Eu quero que o outro me enxergue, mas também devo enxergá-lo. Eu cuido do outro, mas o outro também cuida de mim.

Esse importar-se se traduz em diferentes atitudes.

Por exemplo, no relacionamento profissional, chefes geralmente desejam que seus colaboradores se importem com a empresa e sejam gratos pelo emprego.

Por outro lado, faz bem quando o chefe percebe que um colaborador fez algo que não estava previsto. Dias atrás, uma pessoa que conheço acordou mais cedo, resolveu levar tapete e pano de chão da casa dela para a empresa. Mobilizou uma colega e fizeram uma faxina na agência em que trabalham. O tapete foi colocado no banheiro e tudo ficou arrumadinho. Elas tomaram a iniciativa, porque a empresa está sem zeladora ou diarista.

Acontece que os chefes chegaram para trabalhar, passaram por elas e sequer disseram obrigado. Um deles, horas depois, ainda reclamou que elas tinham acabado com o detergente.

Acho que não preciso dizer que a atitude deles foi um balde de água fria sobre elas.

No relacionamento amoroso, importar-se pode se traduzir pela capacidade de perceber que a parceira ou parceiro está aborrecido, não está num bom momento. E, ao notar que algo não vai bem com a pessoa, ser acolhedor ou simplesmente não cobrar alguma coisa que talvez tenha deixado de ser feita.

Ter a capacidade de reparar no que o outro faz ou perceber como a outra pessoa está, suaviza as relações. Costumo dizer que relacionamento é troca. Às vezes, estamos tão focados em nossas expectativas e desejos, que não enxergamos as atitudes do outro e tampouco seu estado emocional.

Portanto, faça sua avaliação, nas suas relações, você tem se importado com as pessoas com as quais convive? Ou tem sentido que alguém não tem se importado com seus sentimentos? Se isso tem acontecido, procure dialogar e expor como você se sente.

Lembre-se, a ausência de um olhar mais atento às pessoas com as quais nos relacionamos revela nosso descompromisso com a relação. E este é um dos primeiros passos em direção ao afastamento e ruptura com o outro.

P

Ouça a versão em podcast! Dê o play!

Você é persistente?

Como você definiria persistência? A definição do dicionário parece bastante satisfatória. Persistência é a característica de não desistir fácil. Logo, podemos dizer que é persistente quem insiste num determinado projeto; é persistente quem segue comprometido com o seu propósito e não desiste dele.

Eu diria que a persistência é uma característica de pessoas resistentes, resilientes e que mantêm a fé.

Sabe por quê? Porque sempre existirão mais motivos para desistir do que para persistir.

É fácil persistir quando os resultados são visíveis e vão se avolumando; difícil é persistir quando tudo parece vazio e seu esforço parece vão.

Nós somos imediatistas. Vivemos a cultura das recompensas.

Se fazemos algo, queremos a recompensa. Entretanto, para a maioria dos grandes projetos, as recompensas demoram demais para aparecer.

Vou dar um exemplo bem simples. Qual a recompensa de se evitar o açúcar? Talvez você seja rápido em responder: uma saúde melhor.

Concordo! Porém, quando é que notamos a recompensa de não consumirmos açúcar? Na maioria dos casos, o simples fato de se tirar o açúcar da dieta não traz benefícios visíveis. Não acontece nada mágico, perceptível.

Na prática, queremos tirar o açúcar hoje e, amanhã, queremos mudanças em nosso corpo, em nosso desempenho físico. Acontece que, para alguém jovem, tirar o açúcar hoje, talvez se revele uma decisão incrível apenas daqui a 40 anos.

A lógica da ausência de recompensa imediata ocorre para quase tudo na vida. Com frequência, uma dieta não traz resultados em poucos dias; a leitura não te forma um intelectual em semanas; o investimento num negócio próprio não te faz milionário em meses.

Por isso, é tão desafiador persistir. Também por isso apenas algumas pessoas conseguem realizar grandes projetos.

Quem são essas pessoas? São aquelas que persistiram. Persistência é disciplina; persistência é compromisso com seus projetos e sonhos. Persistência é também uma atitude de fé: é quando se vislumbra os resultados, mesmo quando não há nenhuma evidência deles.

A vida feliz ficou no passado?

Você é daquelas pessoas que acha que bom mesmo era o passado? Acha que, no passado, o mundo era feliz?

Essa é uma reação curiosa e que já foi demonstrado em vários estudos. Olhar para o passado e entender que o passado é que era bom não é coisa de gente do século 21.

Há em nós uma atitude um tanto generosa para com o passado. Nosso cérebro tem uma espécie de mecanismo que sublima as grandes dificuldades pelas quais passados e retém o que há de mais positivo. Até as dores do passado ficam como momentos importantes para a nossa vida. Além disso, nosso cérebro tende a criar uma imagem fantasiosa sobre a vida.

Sim, nosso passado não é o que acreditamos. Sim, nosso cérebro conta mentiras sobre nós, nossas experiências, nossas relações etc. O que acreditamos é uma projeção criada pela nossa mente. Há nessas imagens experiências reais e um bocado de fantasia.

Por isso, quem avalia o mundo sob uma perspectiva comparativa com o passado – ou seja, comparando a vida presente com a vida no passado – faz isso sem nenhuma base racional. Dizer que bom mesmo era o passado, ou que o mundo era feliz no passado, não passa de uma manifestação saudosista ilusória.

Da mesma forma que é um erro avaliar que a humanidade está sempre melhorando, tornando-se mais sábia, tolerante e racional, também é um erro classificar o passado – seja ele que período histórico for – como uma época mais feliz que os dias atuais.

Todo e qualquer período da história reserva às pessoas desafios muito particulares. Em todo o tempo, há coisas para se celebrar e beneficiar à sociedade e há outras tantas que provocam dor e sofrimento.

Por vezes, para não tentar assumir nossas responsabilidades, temos a mania de encontrar desculpas. Entre elas, a de que a vida boa era no passado e, como ficou lá atrás, não há nada mais a fazer – apenas lamentar e reclamar o retorno do passado no presente. Isso não passa de desculpa e de fuga da realidade.

Na verdade, o problema do passado ou do presente não está no tempo, está na maneira como enxergamos ou vivemos a vida que temos.

No passado ou no presente, é feliz quem grato pela vida e se concentra em viver sabendo que cada segundinho que temos é um presente dos céus, uma oportunidade de plantarmos sementinhas do bem no lugar onde estamos e no coração das pessoas que amamos.

Prefere ouvir? Dê o play e ouça o podcast!

Somos vulneráveis, mas temos um Pai que é soberano

Gostamos de ter garantias. E faz sentido desejá-las em certas situações.

Por exemplo, você contrata alguém para arrumar o encanamento de sua casa: é necessário ter a garantia de que a pessoa contratada sabe o que vai fazer.

Você compra um produto pela internet: você quer a garantia de que receberá o produto solicitado.

Entretanto, na maioria dos casos, não há garantia alguma de que teremos o que desejamos.

Quando você diz “sim” a um pedido de casamento, deseja que aquele pedido seja o compromisso de amor eterno. Mas, infelizmente, você não tem controle do que irá acontecer amanhã em seu relacionamento.

Quando você escolhe ter um filho, sonha com uma criança saudável e que siga por bons caminhos na jornada da vida. Você não espera que essa criança nasça com sérios problemas de saúde, que se envolva com o tráfico na adolescência e muito menos que seja assassinada antes de completar 18 anos.

Esses são apenas alguns exemplos de que que vivemos num mundo de incertezas e cheio de perigos. E se você quiser evitar todos os riscos, você simplesmente deixará de viver.

O medo de ser abandonado após casar-se, pode te levar a fechar-se para o amor. E não há nada mais incrível do que a experiência de dividir a vida com uma pessoa especial.

O medo do que pode acontecer com um filho, pode te impedir de experimentar o amor mais gratuito e generoso que existe: o da maternidade, o da paternidade.

Amigos e amigas, o que quero te dizer hoje é bastante simples: viver é arriscar-se, viver é assumir riscos. Se temos Deus como guia, entregamos nossa vida a Ele, fazemos escolhas sob orientação dEle e simplesmente nos permitimos viver.

Somos vulneráveis, mas temos um Pai que é soberano. Portanto, viva!

Prefere ouvir? Dê o play e ouça o podcast!

Quer viver coisas grandes?

Prefere ouvir? Dê o play e ouça a versão em podcast!

Dias atrás, citei uma frase de um discurso do presidente norte-americano Theodore Roosevelt. O discurso foi feito em 1910. E foi impactante. Naquele mesmo discurso, ele também disse outra frase que me encanta: “se fracassar, ao menos fracasse ousando grandemente”.

Uau!!!

Se é pra fracassar, que seja pelo menos tentando algo realmente grandioso!

Faz sentido, não é?

A frase de Roosevelt é um lembrete importante para que sejamos pessoas com atitude diante da vida. Muita gente entende que, por ser cristão, por exemplo, deve deixar tudo nas mãos de Deus e ir vivendo. Na prática, a pessoa adota a máxima do “deixa a vida me levar”. Lembra da parábola dos talentos? A pessoa pega o talento e enterra com medo de perder.

Acontece que esse jeito de viver não funciona. Colocar a vida nas mãos de Deus não significa abrir mão de sonhar grande, de ter projetos, de tentar fazer a diferença nesta vida aqui.

Se você sonha ser médico, Deus não vai abrir a porta da universidade sem que você tenha feito a sua parte (estudar muito!). Se você quer ter seu próprio negócio, Deus não vai abrir a empresa e te colocar lá atrás da mesa de diretor. É preciso planejar, se preparar, organizar, fazer estudo de viabilidade de mercado… Enfim, viver é ter atitude. Viver é se dispor a agir.

Porém, a frase de Rossevelt traz ainda um alerta: quem está em movimento na vida vai fracassar, vai sofrer decepções. Então, se é para sofrer quedas, que os fracassos sejam por atitudes ousadas, por querer fazer a diferença de fato. Se é possível caminhar 10 quilômetros, não pare nos 100 metros.

Sempre haverá pessoas para nos desestimular. Mas sonhos existem para ser sonhados. E Deus nos dá a vida de presente para viver de forma ousada. Os discípulos eram apenas 12. Porém, a atitude ousada deles, a coragem daqueles homens impactou o mundo e mudou a história.

Quer viver coisas grandes? Não se acanhe diante dos obstáculos! Ouse!

Sabedoria ao falar…

Ser sincero deveria ser um princípio de vida para todos nós. Entretanto, nem sempre é isso que acontece. Por medo, por autopreservação e até para agradar os outros, nem sempre nos manifestamos de forma verdadeira, honesta. Além desse tipo de comportamento não ser ético, também traz consequências negativas para nossa imagem.

Curiosamente, porém, algumas sofrem por serem sinceras demais. Na verdade, não se trata de um problema com a verdade, trata-se da ausência de sabedoria.

Tem pessoas que, sob a alegação de que são verdadeiras o tempo todo, dizem o que passa na cabeça delas. Com isso, são agressivas e até mal educadas.

É desnecessário comentar para sua avó que o bolo que ela fez com tanto carinho esperando te receber na casa dela não ficou gostoso. Muito menos faz sentido você falar para sua esposa que ela teria ficado mais bonita se não tivesse passado a tarde inteira no salão se produzindo com o objetivo de sair com você para comemorarem o aniversário de casamento. Agir assim é, no mínimo, deselegante. 

Ou seja, há ocasiões em que você demostra amor, carinho, respeito ao não verbalizar tudo o que pensa.

Saber como se posicionar diante dos fatos e das pessoas é um ato de sabedoria. Sim, porque, para além da ética, da honestidade e do próprio bom senso, o receio de desagradar também se torna um problema.

Nas relações corporativas, por exemplo, muita gente, por medo, autopreservação e até bajulação, nunca diz o que realmente pensa. Sempre concorda com as chefias ou com os colegas.

Isso prejudica a imagem profissional.

As relações, de toda a natureza, sustentam-se na autenticidade. Gente que não se posiciona é gente que demonstra fraqueza, insegurança, despreparo para ocupar funções importantes. É gente descartável.

Por isso, embora não seja simples encontrar a medida certa do silenciar e do dizer o que pensa, é fundamental procurar o ponto de equilíbrio. Ninguém quer conviver com gente insossa ou que concorda com tudo. Desejamos pessoas que tenham personalidade, sejam verdadeiras, sinceras, mas não esqueçam da gentileza ao falar. 

Ouça a versão deste assunto no podcast.


O que pensamos pode não ser verdade

Uma das coisas que sempre repito por aqui é: desconfie de suas certezas. As suas verdades podem não ser a verdade; podem ser apenas impressões pessoais, equivocadas.

Ao ler a entrevista do general Santos Cruz, ex-secretário de Governo da Presidência da República, concedida à Época, uma das coisas que chamou a atenção foi justamente sua postura em evitar falar sobre aquilo que não tem convicção:

“Sou um cara muito preto no branco. Aquilo que desconfio pode não ser verdade. Aquilo que imagino pode não ser verdade. A pessoa tem de saber que aquilo que ela pensa pode ser verdade ou não.”

Terminei de ler com a sensação de que precisamos ser menos afoitos, menos ansiosos ao falar. Reter as palavras, não falar tudo que pensamos é atitude sábia. Evita que não sejamos injustos, preserva relações e nos poupa de passarmos vergonha pública.