Alimente sua mente com bons pensamentos

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Dias atrás, li essa frase: se espera fracassar, fracassará. Ela vinha acompanhada de outra, “se acredita no sucesso, alcançará”.

O pano de fundo dessas duas frases é a ideia de que aquilo que pensamos norteia nossas crenças, logo, nossas ações.

Uma mente ocupada por pensamento negativos vai resultar em ações pouco comprometidas com os propósitos.

É como um time de futebol que entra em campo achando que vai perder. A derrota já estará garantida antes mesmo do apito do juiz.

Por outro lado, a crença na possibilidade de vitória resulta numa entrega, num compromisso de disputar cada bola, de correr 90 minutos com toda intensidade para alcançar o resultado.

Quando isso acontece, mesmo que o time adversário seja tecnicamente melhor, o resultado se torna imprevisível. E o espetáculo está garantido para os torcedores.

Desde a filosofia antiga até as pesquisas da Psicologia Positiva desenvolvida na Universidade de Harvard, como também nos textos bíblicos, encontramos a ideia de que devemos cuidar dos nossos pensamentos e alimentar coisas boas, se desejamos uma vida feliz, uma vida bem-sucedida.

Isso não significa ser um otimista bobo, significa apenas olhar para si como um ser humano capaz de alcançar seus sonhos, dotado de inúmeras potencialidades que podem ser desenvolvidas resultando em relacionamentos melhores, criatividade, alegria, mais produtividade, animação… Quem não quer conviver com gente assim?

Um coração agradecido

Tem uma palavrinha que gosto muito, mas que a gente usa pouco, “gratidão”. O dicionário diz que gratidão é a qualidade de quem é grato. Também aponta que gratidão é ser agradecido, é reconhecer as coisas boas.

Acho que todo mundo sabe bem o que é gratidão. Pelo menos, quando faz um favor e o outro sequer é capaz de dizer obrigado. Rapidinho a gente lembra do que é ser grato e fica pensando:

– Putz, esse sujeito sequer foi capaz de reconhecer o que fiz pra ele.

Afinal, quem faz um favor pode até fazê-lo de graça. Porém, espera pelo menos ouvir o outro lhe dizer algumas palavras de agradecimento.

Entretanto, mais que um comportamento em relação ao outro, gratidão é uma atitude diante da vida. E é dessa gratidão que quero falar. Porque, se dizer “obrigado” de forma sincera anda em desuso, agradecer as coisas boas que a vida oferece é algo ainda mais raro.

Você já notou que ninguém é grato por nada ultimamente? E, sabe, este aqui não é um papo de religião não. Não é pra ficar dizendo:

– Ah… já agradeceu a Deus hoje?

Não é nada disso.

Estou falando da nossa atitude diante da vida. A gente se dá ao trabalho de listar, recordar as coisas ruins e silencia o que acontece de bom.

Quando a gente se reúne com amigos, qual é a pauta da conversa? Quase sempre falar do trabalho, falar da família, falar dos outros… E, invariavelmente, reclamamos de colegas da empresa, dos parceiros de estudo da faculdade, comentamos a respeito de doenças, lembramos do casinho do chefe com a secretária… Não nos faltam fofocas ou assuntos deprimentes.

E quando é pra falar de coisas boas, o tom não é de gratidão; quase sempre é pra dizer:

– Eu sou o máximo. Me notem, me aplaudam.

E você já notou o que ocorre quando a gente lembra ou fala de fatos negativos, principalmente daqueles que nos magoaram? A gente recorda, revive… fere-se de novo. Sofre de novo.

Será que isso faz bem?

Claro que não. A própria Ciência prova que não. E a mesma Ciência aponta que ter um coração agradecido gera coisas boas. A gratidão gera sentimentos positivos, produz sensação de bem-estar. A gratidão alivia os nossos fardos emocionais, reduz o estresse.

Sei que não é fácil. É mais simples reclamar que agradecer. É mais fácil ver o que há de negativo do que a existência de aspectos positivos. Num acidente, por exemplo, é comum se chatear por que o carro ficou completamente destruído que comemorar o fato de sua mulher, que estava dirigindo, ter escapado ilesa. Quando o vaso cai no chão, é mais fácil lamentar o prejuízo que agradecer porque ninguém se cortou.

Penso que deveríamos gastar mais tempo pensando nas coisas boas que acontecem. A gente superdimensiona o que há de negativo e minimiza o positivo. A gente faz isso como se a vida tivesse de nos oferecer apenas coisas boas.

Embora não tenha a intenção de propor aqui um papo de auto-ajuda, entendo que vez ou outra deveríamos fazer uma listinha. Sim, listar o que de bom tem acontecido com a gente – inclusive, naquelas situações que parecem ser muito ruins pra nós (o sofrimento sempre produz crescimento, lembra?). Creio que tentar ver a vida sob uma outra perspectiva nos faria bem demais e encontraríamos mais prazer em viver. Seríamos mais felizes – além de ganharmos, de presente, mais saúde.