Que horas você vai para cama com sua esposa?

casal

Esse assunto é bastante sério. Tem relação direta com o sexo no casamento, mas tem muito mais a ver com a intimidade do casal. 

Uma das coisas ruins que acontecem com o passar dos anos é que, aos poucos, os casais vão deixando para ir para a cama apenas quando já estão com sono, quando estão cansados.

Às vezes, um fica no computador, navega na internet… O outro assiste televisão, trabalha, estuda… E vão para cama quando o corpo reclama.

A situação se torna ainda pior para o relacionando se os horários são diferentes. Casal que não deita junto cria, dia após dia, um barreira entre eles.

Por isso, o ideal é que os dois deitem no mesmo horário e pelo menos uma hora antes do horário que dormiriam. E por quê? Porque ao fecharem a porta do quarto, poderão ter um tempo só pra eles. Um tempo pra conversar, um tempo pra trocar carinhos…

Esse tipo de atitude aperfeiçoa o relacionamento, aumenta a intimidade… E leva o casal a ter uma rotina sexual muito melhor. 

Tem gente que reclama da falta de sexo no casamento. Mas o sexo, num relacionamento que já tem alguns anos, é consequência do nível de intimidade, da capacidade do casal trocar carinhos, ter sintonia, diálogo… Por isso, se o casal não investe tempo na relação, a vida na cama certamente vai esfriar.

Quatro segredos da intimidade da mulher

intimidade

Homens e mulheres pensam o sexo de maneira diferente. É verdade que muita coisa mudou – principalmente na atitude das mulheres em relação ao sexo. Porém, elas ainda preservam alguns segredos íntimos que nem sempre revelam aos homens. E maridos que querem desfrutar o melhor do sexo com a parceira devem prestar atenção a esses detalhes.

Para a mulher, sexo começa fora do quarto. A disposição para o sexo geralmente não surge do nada, não surge apenas na cama. Para motivar a mulher, o parceiro deve saber que pequenas atitudes podem fazer diferença. Às vezes, lavando a louça, dando banho ou trocando as fraldas do bebê… Preparando o jantar… Surpreendendo com um presentinho ou algo que ela gosta…

O sexo, para a mulher, tem muito a ver com romantismo. Para o homem, não raras vezes, o sexo é apenas isso: sexo. Tem a ver com corpo, com cheiro, gosto… Tem a ver com gozo. Para a mulher, sexo é uma experiência emocional, afetiva.

A mulher deseja se sentir bonita, charmosa. Ela quer ser admirada. Principalmente por seu homem. O cuidado que a mulher tem ao se vestir, ao se perfumar, ao arrumar o cabelo está diretamente relacionamento ao desejo de sentir-se bem, de sentir-se bela. O homem que deseja tocar o coração da parceira, para viver o melhor da intimidade sexual, deve ser capaz de reparar sua beleza e, principalmente, os pequenos cuidados que ela tem com o corpo.

A mulher deseja ser conquistada. E diariamente. Para o homem, sexo pode ser uma forma de tirar o estresse. Para a mulher, não existe sexo com estresse. Sexo é quando ela está de bem com a vida. Por isso, ser compreensivo, tolerante, cobrar menos a parceira são estratégias que funcionam para chegar ao coração dela. Cobrar sexo, por exemplo, faz um mal enorme na dinâmica do relacionamento (não significa deixar de dialogar, se algo não está funcionando). Geralmente, afasta, magoa, causa rupturas no romance. Por isso, controlar as próprias emoções é uma boa alternativa para viver o melhor da intimidade.

O desinteresse sexual é uma realidade para muitos casais

Couple Lying on Chaise Longue ca. 2001

No início do relacionamento, é natural que as pessoas acreditem que estarão sempre “ardendo de desejo” pelo parceiro. Entretanto, não é preciso recorrer aos estudos científicos para saber que o desinteresse sexual é uma realidade para a maioria dos casais com vários anos de convivência. E isso não é falta de amor. Isso é ser humano. Com o tempo, é natural haver certa acomodação. Como eu já disse por aqui, o tempo parece fazer com que não exista mais novidade entre duas pessoas que se relacionam sexualmente há bastante tempo.

Embora esse seja um processo pelo qual muita gente vai passar ao longo da vida a dois, é também um dos motivos de traições, separações e muitos conflitos no relacionamento. O desinteresse sexual é sim um problema. Dos grandes. E que precisa ser enfrentado pelo casal.

Acontece que não é nada fácil pra pessoa admitir que não sente desejo pelo parceiro. As questões que envolvem a sexualidade são sempre cercadas por tabus. E de alguma maneira, para muita gente, reconhecer que não está legal no que diz respeito ao sexo parece ser o mesmo que ser “menos homem” ou “menos mulher”.

Porém, é justamente essa aceitação de que as coisas já não são como antes que permite que se encontre formas de melhorar a intimidade na cama. E, sendo muito específico, quando o assunto é sexo, qualquer cobrança inibe, coloca o outro na defensiva. É necessário apoiar, ajudar, estimular. Sim, porque uma frase como “você nem me quer mais” não tem nenhum efeito positivo; só ajuda a distanciar ainda mais o casal.

Sabe, sempre haverá espaço para encontrar novas maneiras de intimidade. Ler sobre o assunto, colocar uma roupa diferente, cuida do corpo, descobrir o que o outro gosta, provocar… Sexo é conquista. Mesmo entre duas pessoas que já se conhecem bastante. E volto a repetir, a iniciativa não deve ser apenas do homem. Quem pensa assim, é porque ainda alimenta uma visão machista. Homens querem ser surpreendidos. Gostam de se sentir desejados, inclusive através de gestos, palavras e muitos gemidos durante o ato sexual. Por isso, ambos devem investir em estratégias que possam “esquentar o clima” no relacionamento.

Religião não é motivo para deixar de discutir sexo…

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Embora o tema seja polêmico, acho importante “meter a colher”… E por isso, convido você a refletir um pouco. Sabe, não falta confusão quando se mistura sexo e religião; sexo e fé.

Anos atrás, ouvi uma história lamentável. Em recente palestra numa escola, um terapeuta foi interrompido por um pai. Não era um pai curioso. Ele não tinha uma pergunta a fazer. Aquele homem levantou, pegou a Bíblia, apontou o livro sagrado e resumiu:

– Meus filhos não precisam de educação sexual. Eles encontram na Bíblia tudo que precisam saber.

Eu concordo que a Bíblia é o mais importante livro da história da humanidade. Creio em sua inspiração divina. Contudo, não posso admitir que ainda existam pessoas com tamanha pobreza de espírito.

A Bíblia fala sobre sexo? Sim. Mas naquela época não existia internet, estímulos à sexualidade precoce e nem brincadeiras sexuais entre crianças e/ou adolescentes. Não estou dizendo que a Bíblia está ultrapassada, mas o mundo é outro. As atitudes, os comportamentos são outros.

Parcela significativa da sociedade da época tratava o sexo na perspectiva reprodutora. Pouco se falava ou pensava em prazer. Embora a Bíblia em nenhum momento condene o prazer sexual, o comportamento do povo de muitas daquelas culturas antigas não privilegiava a satisfação na intimidade do casal. O prazer feminino, por exemplo, era simplesmente ignorado. Na verdade, a mulher era pouco respeitada. Ela era objeto reprodutor, objeto de prazer do homem. Estava ali para servir ao homem.

Com o desenvolvimento humano, hoje se estudam os mecanismos do prazer – masculino e feminino. Ambos, homem e mulher, têm direito de viverem intensamente a satisfação do sexo. E elas esperam isto. Querem o mesmo direito que durante anos a sociedade, a família, os maridos e também a religião lhes roubou.

Agora, como alguém pode achar que, por crer na Bíblia, não precisa aprender mais nada? Será que o fato de ter uma religião, uma fé tira de nós todos a responsabilidade, o dever de nos preocuparmos com o prazer da parceira(o)?

E mais, será que por haver uma doutrina que prega a castidade, nossos adolescentes e jovens não devem ser orientados sobre a sexualidade, sobre sexo? Será que tudo se resume em dizer: “não pode antes do casamento”?

Ainda que se preserve a castidade por princípio, nossos adolescentes e jovens devem aprender sobre o assunto. Os locais mais apropriados são o lar e a escola. Esses ambientes devem favorecer o diálogo amplo, sem preconceitos, livre de tabus. A religião não pode servir de desculpa para não falar sobre o assunto. Pais e educadores que não estão abertos para tratar de sexo com as crianças, com adolescentes e jovens provavelmente são pessoas mal resolvidas e que sequer dão conta da própria sexualidade. E isso pode até ter origem na religião, mas nunca em Deus. O divino não é responsável pela ignorância humana.

Ignorar os desejos é silenciar a própria natureza. E proibir sem esclarecer, ou simplesmente se calar, é se omitir diante da realidade. É permitir que a rua eduque. E na rua ninguém aprende a ter uma vida sexual saudável e feliz.

Escravas sexuais

escravaPor pesquisar sobre cultura, sempre defendo que não existe uma cultura superior a outra. Hábitos, costumes… são valores de cada povo. Entretanto, parece que algumas coisas carecem de uma medida universal. Como não ficar chocado quando mulheres são vendidas como escravas sexuais? É isso mesmo… Vendidas como uma mercadoria qualquer, numa feira. Detalhe, e com comprador inclusive propondo a troca por armas. É assustador.

O mercado de escravas sexuais contempla inclusive adolescentes. Num vídeo chocante que está no Youtube, é possível ver homens fazendo piada enquanto estão falando da venda das garotas. Chegam a sugerir que os compradores não esqueçam de espiar os dentes das escravas.

Esse comércio de mulheres é promovido pelo estado islâmico no norte do Iraque. E quem são elas? Geralmente são de famílias yazidis, mas também existem cristãs. As Nações Unidas estimam que pelo menos 2,5 mil foram capturadas no último verão, porém pesquisadores da Universidade de Oklahoma acreditam que esse número passe de 4 mil e pode chegar a 7 mil.

Sabe, não dá para entender como o homem é capaz de desprezar o humano que lhe parece diferente, que não professa sua fé ou cultura. A discriminação contra mulheres e crianças, contra negros, homossexuais etc, como ainda ocorre em países como o nosso, é algo que não dá para aceitar. Mas e com esses povos? Sinceramente, não sei como adjetivar. É simplesmente assustador notar que existem pessoas que chegam ao ponto de vender gente como escravo – nesse caso, mulheres e meninas como escravas sexuais.

Você consegue se colocar no lugar dessas mulheres? Dá para imaginar como se sentem? Eu não dou conta de fazer isso. Apenas me sinto menos gente ao saber que esse tipo de coisa acontece no mundo. Tenho vontade de pedir “para o mundo aí que eu quero descer”.

Quem quiser ver o vídeo que citei, está logo aí… O vídeo foi considerado autêntico por autoridades e pesquisadores.

Um convite para a vida

viver

Tem dias que os problemas nos consomem. Cansam, esgotam. A gente se sente péssimo. Perde-se a vontade, o desejo… Nada parece fazer sentido. Chega-se a imaginar que a vida é um grande vazio. Lembramos das rotinas, de tudo que fazemos repetidas vezes, e concluímos que a existência é muito chata.

Hoje, depois de ouvir uma pessoa lamentar pela “vida chata”, pensava nas sensações ruins que certos momentos nos trazem. Fiquei procurando elementos que podem acalmar o coração. Minutos depois, saí da mesa, percorri o corredor até onde fica o bebedouro. Enquanto aguardava encher o copo, olhei pela janela do prédio. Vi o céu azul, a copa das árvores, ouvi o ruído da cidade em pleno movimento. Observei as pessoas caminhando, alguns pássaros… Senti paz.

Parar por aqueles poucos instantes e simplesmente contemplar, me fez sorrir. O céu azul parecia agradecido porque eu o observava… Ele parecia convidar para o sossego, para uma pausa na agitação. Um pensamento percorreu minha mente:

– Tudo que a gente mais precisa é parar, descansar.

Não é descansar numa cama debaixo dos lençóis. É descansar das preocupações. Permitir-se viver. Viver é sentir. Sentir a natureza, sentir o toque, sentir o sangue pulsar.

Numa certa ocasião, Cristo falou aos seus seguidores sobre os problemas que geralmente ocupam nossa mente. Entre outras coisas, ele disse:

Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?

E continuou:

Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.

Ao olhar pela janela, vislumbrar tanta coisa bonita, ver a bela cidade onde moro, lembrei desse discurso de Cristo. Acho que Ele já naquela época nos convidava a desfocar um pouco dos problemas e se dar uma chance. Uma chance de contemplar, de sentir. Cristo diz “observem”, “vejam”. Quem hoje para tudo, investe tempo para simplesmente “observar”? Quem se dá ao “luxo” de ver? De sentir?

Nossos olhos contemplam a tela do computador, nossos olhos se fixam nas imagens em movimento da tela da TV ou do cinema. Nossos ouvidos escutam ruídos mecânicos, tecnológicos, sintetizados… Nossas mãos tocam botões, aparelhos… Nossas mãos tocam a pele de alguém apenas quando buscamos o sexo. Porém, ignoramos outras tantas formas de prazer que o tato – e demais sentidos do corpo – nos proporciona.

Talvez quando nos sentimos consumidos pela rotina, algo dentro de nós esteja a nos convidar a parar e simplesmente contemplar. Desligar-se das telas, desligar-se dos aparelhos, dos sons, sair dos ambientes fechados… Quem sabe sentar num banco de praça ou apenas abrir nossa janela e ver… Ver e sentir o mundo. A natureza nos acalma. Somos parte dela. Ela nos convida a viver. Uma vida mais simples… Num ritmo compassado, tranquilo.

O mundo natural nos ensina… Na natureza, cada coisa acontece no seu tempo. Cada ser ocupa-se apenas do que lhe cabe ocupar-se. E tudo acontece no seu tempo… Inclusive a vida ou a morte.