Como fazer um blog de sucesso

Uma amiga quer abrir um blog. E quer atualizá-lo diariamente. Está animada. Acredita que os blogues não morreram. Mas quer saber o que pode garantir relevância para sua página pessoal.

De verdade, eu também queria a receita. Queria a “fórmula mágica”.

Ela não existe.

Recordo que anos atrás, na internet, encontrávamos dicas e mais dicas sobre o que fazer para ter um blog de sucesso. Muitas informações listadas eram relevantes. E continuam atuais. Entretanto, ainda que se faça aparentemente tudo certo, ninguém garante que aquilo que a gente produz vai cair nas graças dos leitores.

Ter um bom texto é fundamental. Mas tem um monte de gente que escreve mal pra caramba e recebe centenas de acessos.

Ter conteúdo criativo e inteligente é básico. Porém, a maioria dos blogs que “bombam” na rede só apresentam bobagens. É conteúdo inútil.

Um visual bonito e boa distribuição de imagens e textos facilita a leitura, gera empatia e até credibilidade. No entanto, é fácil encontrar páginas que não fazem nada disso e são sucesso. O contrário também é verdadeiro.

Alguns aspectos ajudam. Ser polêmico, passional, provocativo, ousado, ter uma linha temática definida, não medir muito as palavras, escrever de um fôlego – com emoção – geralmente são características dos blogs de sucesso.

No mais, é deixar rolar. Escrever por prazer. Se dez pessoas acessarem, está valendo. Se forem dez centenas, melhor. Mas nunca se deixar levar pelo número de leitores. Escrever pensando na quantidade de visitantes tira a autenticidade do autor.

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Os blogs estão morrendo?

Não acredito nisso. Embora perceba que o modismo passou. Semelhante ao parece estar acontecendo com o twitter. Não significa que vão morrer. Deixar de existir. Creio que apenas se tornaram comuns; são serviços já conhecidos. Fazem parte do cotidiano das pessoas. Portanto, não despertam mais o mesmo interesse.

Refletia a respeito do assunto enquanto preparava uma de minhas aulas. Nesta quinta-feira, pretendo falar sobre os blogs numa das disciplinas. A base da discussão que farei com meus alunos está num texto científico escrito em 2007. Na época, estávamos no auge dos blogs.

Como disse aqui na última segunda-feira, fiz minha estreia na blogosfera em 2005. Recordo que, em Maringá, dava para contar nos dedos os blogs existentes. No entanto, aos poucos, a rede foi tomada por eles. Hoje, dá trabalho saber quantos existem. Gente ligada aos meios de comunicação e outros tantos quase anônimos estão escrevendo.

Entretanto, o fôlego já não é o mesmo. Tenho a impressão que as pessoas preferem compartilhar informações muito mais pelo Facebook. É mais simples, rápido e a interação, bastante eficiente. É fácil comentar, compartilhar. E dá para num mesmo espaço fazer mais que simplesmente isso. Ainda temos ali a lista de amigos, conhecidos etc etc com quem podemos bater papo, cutucar, convidar para ler o que escrevemos… enfim.

Mas creio que isso não vai acabar com os blogs. Estes antigos diários pessoais ganharam novas funções. Mantêm a característica de uma página pessoal, que traduz a personalidade e as emoções do autor; no entanto, permitem a publicação de textos mais elaborados, reflexões e principalmente para debates especializados em determinados segmentos.

Sem a formalidade de um site, é possível encontrar blogs sobre cultura, moda, beleza, saúde, política, economia, esporte etc.

E, com o fim do modismo, temos algumas vantagens. Tornaram-se conhecidos; então, sofrem menos preconceitos (antes, questionava-se: “ah… mas é blog?”). Quem gosta de escrever, produz com mais qualidade; interage usando as demais redes sociais; e, para o leitor, tornou-se possível saber quem é quem é nos blogs – afinal, os melhores já tem um certo histórico, um passado.

Blogs e o monopólio da informação

O WordPress atingiu 50 milhões de blogs hospedados no sistema. É um número e tanto, né? É provável que vários estejam desativados. Outros tantos pertençam a uma mesma pessoa. Ainda assim são milhões de pessoas escrevendo, opinando, produzindo conteúdo.

Costumo repetir: internet é terra de ninguém. Todo mundo faz o que quer por aqui. E no Brasil ainda falta legislação para tratar dos abusos. Há muita mentira, informação errada. Entretanto, o fato de ser “terra de ninguém” é o que garante a liberdade para esses milhões de blogueiros. Blogueiros que usam o WordPress, mas também outros tantos sistemas disponíveis a todos aqueles que querem se expressar, interagir, informar.

Cá com meus botões fico pensando: sem a internet, quando teríamos a chance de permitir que um cidadão comum pudesse falar o que pensa e repercutir suas ideias no mundo inteiro? Claro, nem todo mundo tem sorte de encontrar eco as suas palavras. Porém, as mídias sociais – entre elas, os blogs – de alguma forma minaram parte da censura e até do monopólio da notícia.

Como usar corretamente blog, twitter, facebook e outras redes sociais

Dia desses estava papeando com a Passarelli sobre o uso das redes sociais. Ela sustentava a diferença que existe entre o Twitter e o Facebook. Apontava que o ideal é não vincular as contas, principalmente no caso de empresas. São duas ferramentas distintas, que reclamam uma interação diferente com seguidores, fãs e amigos.

Depois da conversa e, diante da minha realidade, fiquei pensando no quanto dá trabalho dialogar com todas essas mídias (ah… ainda acho graça das pessoas que montam perfis para empresas; mas está todo mundo tentando fazer a coisa certa – e isso é legal).

Em 2005, estreei meu primeiro blog. Desde então, venho tentando me manter atualizado e experimentando todas as novidades.

Fui mais resistente com o Orkut, porque não gosto do caráter tão pessoal que ele tem. Quase um álbum de fotografias. Mas acabei cedendo.

Em Maringá, fui um dos primeiros a ter uma conta no Twitter. Na verdade, o primeiro jornalista. Na época, nem tinha tinha gente aqui para seguir – muito menos para ser seguido. Fiquei com uma meia dúzia de seguidores por vários meses. Nem dava ânimo tuitar.

Depois, ainda abri contas no Linkedin, Foursquare… enfim.

O blog sempre foi minha grande paixão. Primeiro, para postar notas – geralmente os bastidores das matérias que produzia ainda para o Hoje Maringá (atualmente, Hoje Notícias). Com o tempo, fui abrindo novos blogs, experimentando outros provedores… e acabei tornando este aqui meu principal espaço para reflexão.

Pela vontade de tornar este espaço mais pessoal, acabei deixando de publicar o factual, as notas e serviços. O desejo de também fazer isso já me fez abrir outros vários blogs, principalmente para experimentar ferramentas como o Posterous e o Tumblr.

Acontece que com tantas “casas” na rede simplesmente não dou conta delas. Nenhum espaço é priorizado. E no caso do blog, twitter e facebook, acabei integrando todos eles e tudo que produzo é repercutido nessas mídias. O conteúdo é praticamente pensado para os blogs e repercutido nos demais espaços.

Na perspectiva de um uso produtivo dessas mídias sociais, está tudo errado. Melhor, tudo não. Quase tudo. O blog não é o twitter e nem o twitter é o facebook. Mas como dar conta de ser significativo nessas diferentes redes? Não dá. Pelo menos, por enquanto, ainda não achei a minha fórmula para dar conta. Por isso, vou tentando, experimentando, errando… E, quem sabe em algum momento, acerte.

Com a “casa em ordem”

Deu trabalho, mas acho que consegui resolver parcialmente os problemas do blog. Com tema novo, minha “casa” está funcionando bem, deu pra retornar algumas funções da página anterior, mas ainda não estou seguro que vai dar certo usar o Posterous pra publicar meus textos. Por isso, a ideia é postar diretamente pelo próprio WordPress. Só não sei como vão ficar as fotos e vídeos que pretendo compartilhar.

Mas apesar do trabalhão pra botar a casa em ordem, foi legal rever por exemplo a lista de links. Dei uma geral. Descobri que deixava entre os favoritos vários blogs que já nem existem mais; outros que estão desatualizados há tempo; e ainda de gente que hoje prefere o twitter e outras redes sociais pra produzir conteúdo.

Na verdade, esta é mesmo uma tendência: blogs ainda são uma boa ferramenta pra compartilhar informações. Entretanto, ainda que existam milhões de páginas pessoais e outras estejam sendo criadas diariamente, já não há uma febre por blogs. E estes espaços estão se tornando cada vez mais especializados, com características bem definidas. Do contrário, não sobrevivem.

A internet celebra a ignorância

Passei pelo blog para falar sobre um assunto, mas acabei me sentindo tocado por um comentário que acabei de ler. Não, o comentário não traz nada de espetacular. Nem estou dizendo que foi aprovado. Muito menos que tem argumentos que possam mudar o mundo. Entretanto, refletem o momento maluco em que vivemos. Maluco sim, pois quando chegamos ao ponto de confundir o real com o virtual só podemos estar mesmo fora de sintonia.

O meu blog e tantos outros que existem por aí servem como base de dados para pesquisa. Deixa eu explicar… Não significa que o conteúdo disponível seja extremamente significativo. Talvez até seja para mim, pois reflete um pouco o que penso, o que sou ou, pelo menos, os assuntos que acho interessante compartilhar. Significa apenas que, como este espaço tem uma história, mais de 4 mil posts, quando o internauta entra na rede em busca de um tema qualquer, o Google oferece entre as opções aquilo que escrevi tempos atrás.

É mais ou menos assim que funciona.

Acontece que, exatamente por isso, todos os dias passam pessoas por aqui que nunca tinham visitado esta página. E é um prazer recebê-las. Ainda que não voltem nunca mais. Afinal, se não retornarem é porque não descobriram por aqui nada relevante. Se não produzo conteúdo que as interesse, não posso reclamar e, pela minha saúde mental, não vou me frustrar com isto.

Bem, mas por que toda essa divagação? Porque esse universo digital é mesmo enlouquecedor. As pessoas navegam na rede, interagem com os blogs e outras redes sociais, mas as debilidades de leitura que possuem se revelam facilmente.

Gente, é difícil o dia em que não deixam algum comentário completamente sem sentido, principalmente quando o assunto do texto postado são celebridades, gente conhecida. As pessoas passam por aqui, leem o conteúdo do blog e pensam estar falando com o sujeito sobre o qual escrevi.

É fácil identificar esses casos. Nesta página tem textos meus sobre a ginasta Jade Barbosa, o pagodeiro-apresentador-político Netinho de Paula, o atacante Ronaldo Fenômeno e, o campeão de comentários, Fábio Assunção.

Em todos os arquivos você vai encontrar declarações das mais diversas dirigidas diretamente a essas pessoas. Os leitores escrevem como se o Fábio fosse o dono do blog ou fosse ler o que publiquei. Tudo bem, o ator pode até ter acesso ao comentário. Mas basta exercitar um pouquinho o cérebro para concluir que dificilmente isto vai acontecer.

Primeiro, porque minha página está longe de ser badalada, conhecida. Segundo, porque muitos desses posts são antigos. Estão há mais de ano guardados nos arquivos do WordPress. Ou seja, dizer “te amo Fábio. Torço por você”. Ou, “Jade sou sua fã. Me manda um beijo”, é, desculpe-me a expressão, tolice.

A internet, que é terra de ninguém, também celebra a ignorância. Gente que não sabe ler e nem se esforça pra isso, navega livremente tirando suas próprias conclusões. É um desastre, pois torna este espaço, que deveria ser a representação máxima da democracia – todo mundo consome e produz num mesmo lugar, sem restrições, amarras ou reserva de mercado – um ambiente pouco confiável, de conteúdo questionável e debates pouco expressivos.

O blog da Dani

A jornalista e bióloga Dani Sgorlon agora é blogueira. Além de interagir com sua rede de amigos através do twitter, a bela e sempre simpática jornalista resolveu compartilhar seus textos na rede. Já li seus dois primeiros posts. Gostei. Até brinquei que são uma espécie de filosofia poética. O blog está na lista dos favoritos, mas também pode ser acessado por aqui.

Blogueiros sofrem censura no Mato Grosso

O Brasil anda dialogando com o retorno da censura… Não são raros os casos em que opiniões têm sido silenciadas por determinação da Justiça. O caso mais recente é o de dois blogueiros do Mato Grosso. Eles estão impedidos de falar do deputado José Riva, presidente da Assembleia Legislativa.

O cidadão em questão não pode ter sua reputação manchada pelas opiniões dos blogueiros. Ele tem conduta limpa. Responde apenas 100 processos por improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que desviou de R$ 80 milhões da Assembleia entre 1999 e 2002.