Deus pode permitir o sofrimento para nos provar

Você gosta de sofrer? Eu acho que não, né? Ninguém gosta de sofrer!

Mas você sabia que algumas das dificuldades pelas quais passamos são provas de Deus para nós? 

Em primeiro lugar, deixa eu fazer um parêntese aqui: muitas das nossas dores, dos nossos sofrimentos nada tem a ver com provas de Deus. Tem gente que, ao passar por uma dificuldade, vai logo falando: “é… Deus está me provando!”. Olha, talvez não seja Deus não, viu? Talvez seja só consequência de escolhas erradas. Tem gente que faz besteira e depois diz que é Deus que está provando. Ah… e tem aqueles que falam: é o inimigo! É o diabo. Na verdade, tem gente que procura a encrenca e sequer é capaz de assumir os próprios erros. 

Mas… voltando ao tema de hoje. O Salmo 11, verso 5, nos lembra que Deus prova o justo. Quando Deus nos prova por meio do sofrimento, Ele testa a nossa fé, a nossa comunhão com Ele. Quem tem uma fé vacilante, no momento da prova, pode desistir. Quem se diz crente, mas só quer os milagres, ao passar pela prova, foge, desiste. Então Deus usa as provas para separar o joio do trigo. 

Tem mais uma coisa no verso 5 do Salmo 11 que chama a minha atenção. Veja o verso inteiro: O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia. Não sei se você notou… O verso diz que Deus odeia o ímpio e quem ama a injustiça. Mas o verso não diz que Deus prova esse tipo de gente. Notou isso? 

Pois é, meu caro amigo, minha cara amiga… Os ímpios, as pessoas injustas não são provadas por Deus. Talvez isso explique porque muita gente pareça sofrer menos do que aqueles que, de fato, são justos. 

Portanto, se você está sendo provado, lembre-se: a prova pode ser uma oportunidade de Deus para você se aproximar ainda mais dEle. 

Um grande abraço!!

Deus, a dor e o sofrimento humano

Hoje, eu li o verso 14 do Salmo 10. O salmista diz: “Mas tu enxergas o sofrimento e a dor; observa-os para tomá-los em tuas mãos. A vítima deles entrega-se a ti; tu és o protetor do órfão”

Eu não sei se a simples leitura deste verso te impactou. Ainda assim, deixa eu tentar compartilhar um pouco da emoção que sinto ao ler esse verso… 

O sofrimento e a dor estão presentes em nossa vida. A gente sofre, a gente sente a dor. Em algumas ocasiões, eu gravo os vídeos também carregando as minhas dores, o meu sofrimento. Mas sabe o que diz o salmista? Que o Senhor observa o nosso sofrimento e nossa dor. E o que o Senhor faz? Ele observa para tomá-los nas mãos dEle. Consegue imaginar isso? Consegue imaginar Deus tomando o nosso sofrimento e nossa dor nas mãos dEle? Ele pega nas mãos o nosso sofrimento e nossa dor. Isso me emociona. Emociona imaginar que o Deus todo-poderoso toma minha dor, meu sofrimento nas mãos dEle. 

E o salmista diz mais… O salmista diz que a vítima desse sofrimento, a vítima da dor se entrega a Deus. Sim, meus amigos, mesmo em sofrimento e dor, só temos um lugar de segurança, só temos um lugar para o qual podemos nos voltar: para os braços de Deus. 

Guarde essa palavra no coração!
Abraços do prof. 

Foto: Canção Nova

Só Deus faz justiça!

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Hoje, a gente lê o primeiro verso do Salmo 4. Diz assim… “Responde-me quando clamo, ó Deus que me fazes justiça! Dá-me alívio da minha angústia; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração”

Aqui temos Davi mais uma vez diante de Deus. Para falar com Deus, Davi usa a música, a poesia… Ele se expressa a Deus por meio da arte. Já parou pra pensar nisso? Talvez você possa vivenciar essa mesma experiência. Davi era um homem talentoso, um artista. E com a sua arte, ele fala com Deus. Lindo isso, né?

Mas o que ele diz no primeiro verso deste Salmo?

Davi demonstra uma certa urgência. Ele pede: Deus, responde-me quando clamo! Davi reclama justiça. Davi sabe que só Deus pode fazer justiça. E aqui já temos duas lições preciosas. A primeira delas, nem sempre Deus nos responde no momento que desejamos. O pedido do salmista é para que Deus ouça sua oração; ele precisa de socorro. Mas, ao que parece, Deus ainda não havia dado o que ele precisava. Por isso, ele pede misericórdia. Ainda assim, Deus segue em silêncio.

A segunda lição desse verso é que toda justiça vem de Deus. Às vezes, ao sermos injustiçados, quando alguém nos faz mal, a gente se aborrece e quer achar formas de fazer justiça, de obrigar a outra pessoa a reparar o erro cometido.

Aqui nós aprendemos que é em Deus que buscamos justiça. Davi reconhece que a justiça vem do Senhor. É Ele, só Ele que pode fazer justiça. A justiça humana sempre falha. 

Porém, tem mais uma coisa importante neste verso. Os filhos de Deus também sofrem. Às vezes, a angústia não bate à porta; ela arromba a porta e se aloja em nosso coração, nos machucando, minando nossas forças. 

Portanto, se é assim que você se sente, ore comigo: Deus pai, a gente começa a semana, mas a gente quer paz. Ainda que nos falte a sua resposta, queremos buscar só em ti a justiça e o conforto para nossa angústia. Que possamos permanecer em paz, ainda que o Senhor esteja em silêncio. 
Em nome de Jesus, amém!!

Nem todo mundo aprende com o sofrimento

Frequentemente eu falo de dor, de sofrimento… Falo também que tenha verdadeira aversão a esse discurso de que é só querer estar feliz, que a gente pode sair por aí super bem, animado… Não gosto desse discurso! Isso não é verdade. Tem dias que estamos tristes…

Eu até provoco pra gente sorrir, porque acredito que precisamos lutar contra aquilo que nos machuca, que nos magoa… Mas tem dias que a gente tá mal. E pronto! É assim que funciona. Entretanto, o que eu descobri é algo que preciso compartilhar.

O escritor e pesquisador Augusto Cury afirma num de seus livros que nem todo mundo cresce com a dor. E esse ensino é precioso, gente. É meio senso comum, mas a gente sai por aí repetindo que o sofrimento nos torna pessoas melhores. Augusto Cury não concorda com essa ideia. E eu concordo com ele.

Segundo o escritor, a dor só se torna uma mestra quando nos tornamos seu mestre, quando nos interiorizamos, refletimos, desenvolvemos consciência crítica, deixamos de ser deuses e nos humanizamos. Caso contrário, a dor produz zonas de conflito, portanto será inútil, algoz. Ou seja, a dor só tem valor pra quem sabe lidar com a dor. A dor só tem valor pra quem se torna mestre da dor… Pra quem tem consciência crítica, pra quem tem disposição pra tentar entender as razões da dor, pra entender quem é… pra se conhecer de fato. Nem todo mundo consegue fazer isso.

Muita gente reclama, lamenta… passa pelo sofrimento e sai do sofrimento uma pessoa igual ou até pior. 

Portanto, dica de hoje: sofrer todo mundo sofre. Ter dor… todo mundo tem. Mas nem todo mundo cresce com a dor. Invista em você. Em conhecer-se para aprender todo o tempo a respeito de você mesmo, a respeito da outras pessoas e do próprio mundo. 

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A vida é uma sucessão de perdas…

Dias atrás, ouvi um filósofo dizer uma frase que me intrigou… Ele afirmou que, ao longo da vida, nosso maior desafio é aprender a perder.

Embora frequentemente eu fale sobre perdas, nunca havia parado pra pensar na perspectiva que a vida seja uma sucessão de perdas. Perdemos a juventude, a vitalidade, a beleza… Esse filósofo, ainda na adolescência, teve que lidar com a perda de uma perna. Depois veio o câncer… Enfim, ele e todos nós perdemos o tempo todo!

Depois de digerir a ideia, ela fez muito sentido pra mim. Por isso, quero compartilhar com você.

Como eu disse, as perdas fazem parte da existência. E até aí não há muita novidade. A gente não gosta de perder, é fato. Mas você já havia parado pra pensar que basta nascer para que a gente comece a perder?

A primeira grande perda acontece no momento que nascemos. Somos desligados de nossa mãe. A proteção do útero da mamãe é perdida. Estávamos ligados a nossa mãe inclusive por um cordão umbilical. Esse cordão também é cortado quando nascemos.

A partir daí iniciam-se várias experiências de perdas. Se nos primeiros meses de vida, somos alimentados, banhados, trocados, perfumados, não demora muito tempo para que esses cuidados sejam perdidos. Temos que aprender a nos alimentar sozinhos, cuidar de nossa própria higiene, escolher nossas roupas…

Não demora muito tempo para que comecemos a perder pessoas que estavam em nossa vida. É um tio que morre, um pai que vai embora… O emprego perdido pela mãe e a descoberta das dificuldades financeiras…

Depois vem a juventude e toda a beleza ingênua que a cerca… Mas isso também vai embora em pouco tempo.

Sim, meu caro amigo… A vida é uma sucessão de perdas. Perdemos a juventude, a beleza, a energia… E a grande perca, que quase sempre ignoramos, é da própria vida. Afinal, ao nascermos, começamos um processo de morte. Cada dia a mais é um dia a menos.

Isso parece um tanto depressivo, não é?

Na verdade, nos entristecemos porque temos dificuldade para aceitar as perdas. Curiosamente, desde os primeiros anos de vida, as crianças que não conseguiram administrar essas perdas ou foram muito protegidas, são as que não crescem como ser humano. Seguem infantilizadas, carentes…

As perdas são naturais e parte de nosso amadurecimento. A primeira e mais significativa perda, quando somos desligados de nossa mãe, significa o primeiro grande desafio da existência: somos convidados a ter autonomia, a crescer, a nos desenvolvermos. Sem a separação, não há vida.

E embora seja doloroso perder a juventude, a beleza inclusive física de um corpo jovem, são os anos que se acumulam, as experiências vividas que nos garantem a oportunidade de amadurecermos.

Portanto, embora as perdas possam causar dor, separação, são parte de um processo contínuo de crescimento e que podem nos assegurar a sabedoria para aproveitar o melhor da vida.

Só é feliz quem aceita a dor como parte da existência

​Ninguém é feliz sem aceitar o sofrimento como parte normal da existência. Embora nenhuma pessoa queira passar por momentos de dor, só não sofre quem nunca viveu.

A ideia de felicidade que permeia o imaginário social é de que quem é feliz está bem o tempo todo. E esse estar bem é viver sem dor.

Alimenta-se a ilusão de que, na condição de felicidade, maximizam-se a alegria e o prazer e minimizam-se a dor, o sofrimento, as lágrimas.

De certo modo, acredita-se que uma pessoa feliz sofre menos ou que a dor dela é menos intensa, é mais rápida.

Na verdade, quem é feliz possui a serenidade necessária para suportar os momentos difíceis. Esta é a grande diferença.

Vivemos num tempo em que chorar parece inaceitável. Fracassos são vistos de forma negativa e até silenciados. Cultuamos o sucesso, a vitória. Os momentos mais difíceis são colocados à margem da nossa história. Tentamos fingir que não existiram. É imperativo parecer que está tudo bem.

Essas ideias distorcidas a respeito da vida colocam um peso muito grande sobre nós. Fazem com que vivamos uma vida de fachada. E o que é pior: ao não aceitarmos a dor como parte da existência, nunca nos sentimos satisfeitos com a vida.

Ao fazermos isso, esquecemos que, mesmo aqueles que conquistaram sucesso, dinheiro, foram inovadores, conviveram com o sofrimento – basta lembrar do gênio bilionário Steve Jobs.

Portanto, minha dica de hoje: aceite a dor como parte da vida. Feliz não é quem não sofre; feliz é quem compreende a condição humana e se alegra com cada pequena conquista ou momento de prazer, pois sabe que chorar também é parte da vida.