Você não se acha bom o bastante?

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Gente, hoje quero falar sobre um assunto muito sério… Muitas pessoas têm sonhos, boas ideias e desejam construir algo próprio, possuem projetos pessoais. Porém, sofrem por não se acharem boas o bastante, não terem confiança para expor suas ideias ou iniciar aquilo que alimentam em seus corações. São pessoas que pensam: eu não sou capaz! Ou acham que ninguém vai gostar.

Se você pensa assim, essa mensagem é pra você!

A primeira coisa que precisamos entender é que ninguém é bom o bastante. Somos seres imperfeitos e sempre temos algo a aprender. Além disso, sempre haverá gente que sabe mais do que nós, possui mais prática ou mais habilidades do que nós.

Por outro lado, sempre existirão pessoas que carecem do nosso conhecimento, daquilo que temos a oferecer. Todos temos valor e podemos contribuir de alguma maneira com nossas ideias e como nossos projetos. Sempre existirão pessoas precisando de algo que sabemos ou que podemos fazer por elas. E sempre haverá um lugar que abrirá espaço para receber o que temos para oferecer.

A segunda coisa que precisamos entender é que a insegurança que nos incomoda e, por vezes, nos paralisa nasce pela preocupação que temos com a avaliação dos outros. E embora seja importante respeitar as pessoas e ouvi-las, geralmente, as pessoas estão ocupadas demais para ficarem avaliando nossos passos.

É curioso, mas a gente perde tempo demais se preocupando com o que as pessoas dizer e, em geral, a maioria das pessoas nem se lembra de nossa existência.

E, detalhe, se as pessoas falarem das nossas ideias e atitudes, significa que de alguma maneira chamamos atenção.

Por fim, se sua autoimagem é tão ruim que não consegue avançar, talvez você careça de ajuda. Os nossos pensamentos, por vezes, nos traem. Somos o maior inimigo de nós mesmos. Por isso, se você não está conseguindo dar o primeiro passo em direção aos seus sonhos, talvez você necessite de ajuda para ressignificar sua autoimagem.

Pense nisso!

Quer viver coisas grandes?

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Dias atrás, citei uma frase de um discurso do presidente norte-americano Theodore Roosevelt. O discurso foi feito em 1910. E foi impactante. Naquele mesmo discurso, ele também disse outra frase que me encanta: “se fracassar, ao menos fracasse ousando grandemente”.

Uau!!!

Se é pra fracassar, que seja pelo menos tentando algo realmente grandioso!

Faz sentido, não é?

A frase de Roosevelt é um lembrete importante para que sejamos pessoas com atitude diante da vida. Muita gente entende que, por ser cristão, por exemplo, deve deixar tudo nas mãos de Deus e ir vivendo. Na prática, a pessoa adota a máxima do “deixa a vida me levar”. Lembra da parábola dos talentos? A pessoa pega o talento e enterra com medo de perder.

Acontece que esse jeito de viver não funciona. Colocar a vida nas mãos de Deus não significa abrir mão de sonhar grande, de ter projetos, de tentar fazer a diferença nesta vida aqui.

Se você sonha ser médico, Deus não vai abrir a porta da universidade sem que você tenha feito a sua parte (estudar muito!). Se você quer ter seu próprio negócio, Deus não vai abrir a empresa e te colocar lá atrás da mesa de diretor. É preciso planejar, se preparar, organizar, fazer estudo de viabilidade de mercado… Enfim, viver é ter atitude. Viver é se dispor a agir.

Porém, a frase de Rossevelt traz ainda um alerta: quem está em movimento na vida vai fracassar, vai sofrer decepções. Então, se é para sofrer quedas, que os fracassos sejam por atitudes ousadas, por querer fazer a diferença de fato. Se é possível caminhar 10 quilômetros, não pare nos 100 metros.

Sempre haverá pessoas para nos desestimular. Mas sonhos existem para ser sonhados. E Deus nos dá a vida de presente para viver de forma ousada. Os discípulos eram apenas 12. Porém, a atitude ousada deles, a coragem daqueles homens impactou o mundo e mudou a história.

Quer viver coisas grandes? Não se acanhe diante dos obstáculos! Ouse!

Qual o melhor momento para iniciar um projeto?

Eu não sei você, mas eu já perdi algumas boas oportunidades por não entender a importância, a força e o poder do agora.

É normal nos sentirmos inseguros diante de projetos ou sonhos que alimentamos. Também é normal desejarmos começar algo novo no melhor momento. Porém, qual é o momento certo?

Se esperarmos o momento certo, há muita chance do momento certo nunca chegar.

Planejar é fundamental, claro. Porém, muitas vezes passamos tanto tempo planejando que o plano se torna uma idealidade utópica – ou seja, prevê um tempo certo, tempo este que não existe.

Eu comecei a faculdade quando ia completar 25 anos. Estava em Maringá há 4 anos, mas vinha adiando o meu sonho. Estava esperando o momento certo, imaginando que algumas coisas precisariam ser perfeitas para eu começar a cursar.

No início de 2000, um conhecido me procurou e falou: Ronaldo, eu consegui uma oportunidade para fazermos Jornalismo.

Eu não pensava em cursar Jornalismo, mesmo atuando na Comunicação. Eu queria outro curso, desejava estudar na UEM. Também não tinha folga financeira para pagar a mensalidade. Nem me sentia preparado para tentar um vestibular, mesmo numa faculdade particular.

Mas a insistência desse colega e o incentivo da minha esposa me levaram a aceitar o desafio.

Não era o meu momento certo. Não era o curso que eu queria. Mas comecei. E foi a melhor escolha que eu poderia ter feito. Só cheguei ao doutorado, porque dei aquele primeiro passo.

Sabe, muitas vezes, ficamos adiando uma decisão. Vejo alunos desistindo do curso por que não estão no melhor momento deles… Prometem organizar a vida para voltarem no semestre seguinte. Muitos nunca voltam. Muitos sequer fazem uma faculdade.

Por outro lado, já vi muita gente com a vida toda bagunçada, começando projetos novos ou persistindo em projetos já iniciados. Curiosamente, são essas pessoas que se dão bem.

Por quê?

Porque o momento para pôr em prática nossos planos é aquele que temos hoje, agora. O amanhã não nos pertence e não há garantia alguma que amanhã será um dia em que tudo estará perfeito para alcançarmos nossos sonhos.

Quem tem muitas metas não tem nenhuma

A gente quer muitas coisas da vida, mas, na maioria das vezes, tudo que desejamos está num plano abstrato. Tipo, “eu quero ser bem-sucedido”.

A vontade de ser bem-sucedido é boa. Todos querem isso. Entretanto, o que significa ser bem-sucedido?

Ter clareza dos desejos é um dos primeiros passos do autoconhecimento. Trata-se de um movimento fundamental para organizarmos a busca do que almejamos.

Quando jovens, o mundo parece estar aberto para nós. Queremos abraçar tudo. Com o passar dos anos, descobrimos que temos pouco tempo e é preciso focar apenas em alguns objetivos ou não conquistaremos nada.

A gente não dá conta de abraçar o mundo. E nem tem energia para fazer tudo que se sonha.

Então, se não estabelecermos metas claras, não teremos sucesso.

Também não adianta listar 10 metas de uma única vez. Quem tem muitas metas não tem nenhuma.

Carecemos de propósitos bem definidos e que possam ser cumpridos. Talvez você diga “quero emagrecer”, “quero um emprego melhor”… Isso é genérico demais. É fundamental ter estabelecer quantos quilos quer perder, em quanto tempo e como fará isso.

No que diz respeito ao emprego, vale a mesma regra: qual é o emprego desejado? Onde poderá consegui-lo? O que terá que fazer para conquistá-lo?

Tendo isso em mente, é possível definir metas intermediárias. Por exemplo, “para perder cinco quilos, neste mês, vou começar a caminhar três vezes por semana – às segundas, quartas e sextas, às sete da noite. No próximo mês, vou transformar a caminhada das sextas numa corrida leve”.

Ou seja, não basta sonharmos. É preciso planejarmos a conquista dos sonhos. Saber exatamente o que queremos e quais serão as estratégias mobilizadas.

E mais duas dicas. Faça isso colocando no papel. Ao escrevermos, organizamos melhor os pensamentos e documentamos nossos planos. Deixe os planos visíveis, para serem lembrados.

Por fim, conte com outras pessoas que possam te ajudar – gente que gosta de você e que possa te cobrar. Pode ser sua esposa, seu marido, a mãe, um amigo confiável… Tem que ser alguém que conheça seus planos e tenha sido convidado para te vigiar, para que você não perca o foco. Isso vai te ajudar a se manter ligado naquilo que você quer fazer.

O preço dos sonhos

Nenhum sonho se constrói sem sacrifícios. Por vezes, é preciso abrir mão de coisas que a gente gosta muito para poder alcançar um objetivo. Às vezes é necessário atropelar vontades, gostos, fazer até o que não gosta… Esta, porém, é a trajetória de todos que aceitam que para cada sonho de existe um preço a pagar.

Persistência é diferente de teimosia

Tem gente que é persistente. Outras pessoas são teimosas. E por que é importante compreender isso? Porque algumas delas perdem anos e anos de suas vidas insistindo numa coisa que não dará certo. Pode ser um pequeno negócio… A pessoa se desgasta. Aposta alto, se endivida, mas não consegue prosperar. Talvez por falta de visão, de preparo ou mesmo vocação.

Pode ser o sonho de um curso universitário muito disputado… A pessoa quer muito, mas tem dificuldade para estudar, não gosta dos livros.

Costumo dizer que a realidade sempre se impõe. A realidade pode ser o limite do tempo, da capacidade para uma determinada tarefa. Pode também ser a falta de dinheiro.

Há situações em que até é possível fazer dar certo. Mas ainda assim é preciso avaliar: vale tanto esforço? É algo que quero a esse ponto?

Ter essa capacidade de questionar se a persistência não se tornou teimosia é fundamental. Sabe por quê? Porque, da vida, o que vale é nossa caminhada e não o destino. É a maneira como vivemos cada dia que determina nossos sorrisos, nossas alegrias… Ou mesmo determina nossas lágrimas e frustrações.

Atingir objetivos é importante. Todos nós precisamos ter metas, ter sonhos. Eu tenho dito que a diferença entre vitoriosos e fracassados está justamente na capacidade de pagar o preço pelos seus objetivos. Porém, a gente não pode deixar de se perguntar: qual é o preço? Estou realmente disposto? Não haveria outras formas de viver? Será que meus sonhos não estariam se tornando obsessões?

Em busca de um sonho, não podemos perder a alegria de viver. Em busca de um objetivo, não podemos abrir mão de pessoas que são queridas, que são especiais. O percurso em direção ao nosso alvo não pode se tornar um peso. E nem podemos permitir que anos e anos sejam consumidos por teimarmos em conquistar algo que talvez não seja pra ser nosso.

Sim, às vezes, pra viver, é necessário desistir. Claro, ninguém deve abrir mão de algo sem ter lutado. Mas, se não está funcionando, vale a pena buscar um conselho, ouvir pessoas experientes, experimentadas na vida. E, de forma madura, reorganizar seus projetos… Sem nunca deixar de sonhar.

Não escute demais os outros

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Não é nada agradável ouvir alguém falando mal de você. Na verdade, até quando descobrimos por meio outra pessoa que um amigo está falando mal de nós, ficamos entristecidos. Por vezes, sentimos raiva e desejo de vingança. Dias, atrás, porém, encontrei um texto que resume uma grande verdade:

Não dê atenção a todas as palavras que o povo diz, caso contrário, poderá ouvir o seu próprio servo falando mal de você; pois em seu coração você sabe que muitas vezes você também falou mal de outros (Eclesiastes 7:21-22).

Sabe, pessoas falam de nós. E nós falamos das pessoas. Coisas boas e coisas ruins. Porém, como nossa natureza é má, parece que temos certa tendência em tecer comentários negativos a respeito dos outros. Quando o tipo de comentário sai de nossa boca, ainda nos desculpamos:

– Não estou falando mal de fulano; é apenas um comentário.

Entretanto, o que acho fantástico nesse raciocínio de Salomão está na primeira parte do verso. Diz ele “não dê atenção a todas as palavras que o povo diz”. Na prática, o autor nos recomenda a prestar menos atenção ao que os outros dizem. Afinal, todas as vezes que prestamos atenção ao que os outros estão dizendo, vamos ouvir coisas que não gostamos. E isso vai nos magoar, produzir sentimentos negativos… E sabe o que é pior? Pode nos desviar de nossas rotas.

Quantas vezes você já desistiu de um projeto por que alguém te desestimulou? Ou quantas vezes você ficou inibido de fazer alguma coisa com receio do que os outros diriam a seu respeito?

Embora críticas possam nos ajudar a crescer, devemos tomar cuidado para não escutar tudo que os outros falam. Quando a gente presta atenção demais nos outros, deixamos de escutar o próprio coração. Nossas verdades são silenciadas ou confrontadas pelo que os outros pensam. E isso nos paralisa, nos rouba até a vontade de viver. Passamos a viver em função dos comentários alheios e não com base em nossos sonhos.

Quando as barreiras estão em nossa mente

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Durante muitos anos, comentaristas esportivos, especialistas em fisiologia e até médicos, disseram que o ser humano nunca poderia correr uma milha de distância em menos de quatro minutos. E, para isso, davam várias explicações. Entretanto, na manhã do dia 6 de maio de 1954, Roger Bannister correu os mais de 1,6 mil metros (que resultam em uma milha) em 3:59,4. Foi um acontecimento histórico. Era a primeira vez que um homem superava a barreira dos 4 minutos numa corrida de uma milha. Entretanto, desde então, essa marca foi superada dezenas e dezenas de vezes.

Embora esse caso possa parecer não dizer muita coisa, na verdade, ilustra que, muitas vezes, as barreiras são resultado de nossa imaginação. Sim, algumas barreiras estão dentro de nós, não são reais. Durante muitos anos, profissionais de diferentes áreas do conhecimento acreditaram – e convenceram outras pessoas – que o homem era incapaz de correr uma milha em menos de 4 minutos. Era uma crença, não uma realidade.

Quantas pessoas acham que nunca vão aprender matemática? Nunca conseguirão assimilar uma segunda língua? Ou mesmo nunca serão bem sucedidos no amor?

Muitas barreiras que impedem o sucesso de nossos projetos nascem na mente e são realimentadas por ideias nossas e por pessoas que, de alguma maneira, nos desestimulam. Isso geralmente nos acomoda, coloca-nos numa zona de conforto. Aceitamos que somos incapazes, que temos limites e dali não saímos. Porém, o que caracteriza os inovadores e as pessoas criativas é justamente a crença no que parece impossível. Os vitoriosos não se movem como a maioria; eles buscam romper os próprios limites. Conta-se que Steve Jobs, quando encomendou o desenho do primeiro iPhone, solicitou que os engenheiros não olhassem para os aparelhos tradicionais, não os tivessem como referência, mas apostassem em algo inusitado. Bem, o resultado todo mundo conhece: o iPhone iniciou uma revolução no mercado de smartphones em todo planeta.

Albert Szent-Györg, descobridor da vitamina D, certa vez disse:

A genialidade está em ver o que todo mundo tem visto e pensar o que ninguém tem pensado.

Todas as pessoas possuem um potencial que pode ser melhor desenvolvido. Porém, geralmente passam a vida se justificando para não aspirar um determinado posto ou para não ter relacionamento com uma certa pessoa (e isso, não raras vezes, faz com que se perca a pessoa amada para outro). É como se nos sentíssemos não merecedores de alguns benefícios ou reconhecimentos. Acreditamos que, sendo mais “humildes”, seremos aceitos pelos demais e assim abdicamos do direito de nos destacarmos.

É verdade que romper com nossas barreiras mentais não significa conquistar tudo que desejamos. No entanto, quem supera esses “bloqueios”, tem muito mais possibilidade de transformar sonhos em realidade. E o caminho para isso começa numa mudança de atitude em relação a si mesmo e ao mundo. Não adianta ficar repetindo “eu sou assim mesmo”. É preciso explorar o mundo, tentar coisas diferentes, descobrir-se. A vida é apaixonante demais. Não dá para nos conformarmos com migalhas.