Dormir faz bem!

Há muitos anos, brigo com meu corpo para levantar cedo. Sofro por duas razões: a primeira, tenho dificuldades para levantar antes das 8h (independente da hora que fui pra cama); a segunda, preciso de oito horas de sono para me sentir bem.

Em função da rotina de trabalho à noite, raramente consigo dormir antes da meia noite e, pelas atividades da manhã, geralmente tenho que levantar antes das 7h. Resultado? Sensação de cansaço e certa “lerdeza mental” nas primeiras horas do dia.

Mas eu não sou a única pessoa a viver essa realidade. Pesquisas apontam que, no Brasil, cerca de 52% das pessoas reclamam de cansaço; 45% dizem dormir mal.

Nos Estados Unidos, 40% da população dorme menos de 6 horas por noite. Em média, a população norte-americana, dorme 6,8 horas/noite; em 1943, a média era de 8 horas/noite.

Os efeitos não são apenas cansaço e prejuízos na produtividade no início da manhã, como é o meu caso.

Estudos confirmam que dormir mal afeta a saúde. Menos horas de sono significam menos dias de vida. Ou seja, dormir mal encurta a vida. Também ficamos mais suscetíveis às doenças, inclusive emocionais – como depressão, ansiedade e estresse.

Menos tempo dormindo resulta em mais irritação, alterações do humor. E isso afeta os relacionamentos.

Pesquisadores também notaram que dormir bem é fundamental para a criatividade e para o aprendizado. Gente que dorme bem tem a mente mais aguçada para resolver problemas, criar coisas novas e aprende com mais facilidade.

Ou seja, por mais que nossa rotina pareça nos obrigar a dormir menos, se pensarmos a longo prazo, vale a pena reorganizar a vida para ter mais tempo para descansar. Dormir faz bem!

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Como o uso do smartphone prejudica a saúde e o aprendizado

A tecnologia pode ser uma excelente fonte de aprendizado e entretenimento. Entretanto, o que pouca gente leva em conta é que o tempo diante da tela afeta a saúde e o aprendizado, principalmente de crianças e adolescentes.

Segundo a Academia Americana de Pediatria, dos 3 a 18 anos de idade, nossos filhos não devem passar mais de duas horas em frente a uma tela – seja do smartphone, tablet ou televisão. Para crianças com 2 anos ou menos, os especialistas recomendam nenhum tempo de tela.

Ter uma melhor compreensão das recomendações dos especialistas pode ajudar os pais a definirem limites para que as crianças não exagerem no tempo que permanecem conectadas.

Sono
A molecadinha tem agenda cada vez mais apertada. São as atividades escolares e outras tantas no contraturno. Além disso, ficam entre 3 e 6 horas por dia assistindo vídeos, navegando na internet ou jogando. O tempo de sono acaba prejudicado e, consequentemente, o desempenho, o humor e a saúde são afetados. Além disso, a estimulação eletrônica, interfere na qualidade do sono.

Interação social
Quando alguém usa tecnologia como computadores, jogos e smartphones, deixa de conversar com outras pessoas. O tempo de tela significa menos interação face a face.

Consciência social
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, fizeram uma descoberta impressionante quando estudaram um grupo de alunos da sexta série. O estudo, publicado na revista Computers in Human Behavior, descobriu que aqueles que passaram cinco dias sem tempo de tela foram significativamente melhores em ler emoções humanas do que crianças com acesso regular à tecnologia. O resultado impressiona, porque revela que, quanto mais tela, menos reparamos nas pessoas; logo, ficamos menos sensíveis às emoções dos outros, porque sequer damos conta de identificar o que estão sentindo.

Atenção
Muito tempo de tela pode estar associado a problemas de atenção. Noutras palavras, a pessoa se distrai com mais facilidade e passa a ter dificuldades para concentrar-se – algo fundamental no processo de aprendizagem.

Notas baixas
O desempenho escolar também é prejudicado. As notas caem. Não significa necessariamente reprovação, mas a performance é menor, comparada com outras crianças e adolescentes que ficam menos tempo conectadas.

Atividade física
Mais tempo de tela tem sido associada à redução da atividade física e maior risco de obesidade em crianças.

Publicidade e conteúdo impróprio
Muitos programas de televisão e páginas da internet mostram sexo e violência, bem como estereótipos ou uso de drogas e álcool. Comerciais também promovem brinquedos e estimulam o consumo de alimentos pouco apropriados para as crianças.

Parece-nos que essas razões são bastante convincentes de que vale a pena limitarmos o tempo de tela das crianças e adolescentes. Também serve de alerta para nós mesmos. Vale a pena desconectarmos um pouco e convivermos mais com as pessoas e com nós mesmos.