Use as tecnologias a favor de seu relacionamento

tecnologia

É inegável que as tecnologias têm prejudicado os relacionamentos, inclusive muitos casais. E por várias razões. A tela tira a inibição de muita gente. Fica fácil conhecer pessoas pelas redes e trocar informações usando o computador, tablet, celular… E, meio sem pensar, as pessoas contam suas carências, verbalizam fantasias sexuais… Tudo aquilo que não falam para seus parceiros.

A falta de tempo para o relacionamento também motiva algumas pessoas a procurarem suprir, na rede, a falta de ter alguém com quem dialogar. Assim, aos poucos, envolvem-se com colegas de trabalho, amigos ou até desconhecidos. Em pouco tempo, o relacionamento é colocado em risco por conta de bobagens que começam na internet.

Entretanto, isso não significa que as tecnologias devem ser banidas. Na verdade, quando bem usadas, podem potencializar o romance. Para hoje, tenho três dicas básicas.

Celular, computador etc não são espaços privados. Quando você fala com alguém, faz um brincadeira ou manda uma fotografia, aquilo que você escreveu, falou, enviou deixa de ser seu. O outro pode copiar, encaminhar para outras pessoas, divulgar e até manipular. Não dá para confiar. Você nunca sabe exatamente quem é a pessoa que está do outro lado e o que ela pode fazer com suas coisas.

O que você busca, você encontra. Se você ficar mexendo demais no celular do seu parceiro (de sua parceira), nas mensagens que estão na rede ou mesmo comentários, talvez encontre coisas que te incomodam. Significa que o outro está te traindo? Nem sempre. Uma mensagem sem contexto pode produzir outros sentidos. Então, se acha importante espiar o que a pessoa amada anda fazendo na rede, desarme-se e procure fazer isso ao lado dela e num momento de calma (nunca quando já estão em crises ou num tom acusatório).

Use as tecnologias a seu favor. Não se torne refém delas. E nem use-as para se manter 24 horas conectado com seu parceiro. Embora a gente sinta saudade, há necessidade de espaço. Até para que o outro possa dar conta de estudar, de trabalhar, de participar de uma reunião familiar… Tem parceiro que tem mais tempo que o outro e quer atenção o tempo todo. Aí usa as redes pra cobrar atenção e mais atenção. Isso causa estresse, gera brigas e ainda prejudica o desempenho do outro todo (sem contar aqueles que resolvem cobrar alguma coisa, querem tirar satisfação, têm crises de ciúmes… tudo enquanto o outro está ocupado…). Use as tecnologias para mandar uma mensagem de incentivo no meio do expediente, enviar um recadinho carinhoso e até sugerir alguma surpresinha para depois do trabalho. É gostoso saber que a pessoa amada está ali, perto de você, por meio da rede. Isso, porém, não quer dizer ocupá-la o tempo todo com demandas do relacionamento.

Anúncios

O que a Carolina tem que você não tem

Alguém pode me explicar o que está acontecendo? Sou eu que estou no lugar errado, na hora errada, pensando errado ou o mundo está mesmo de cabeça pra baixo?

Como alguém pode sair com essa?

Tem mais circulando na rede. Não apenas essa imagem. É quase uma campanha virtual. É a imbecilidade em rede, mascarada de indignação. Nunca imaginei que a humanidade pudesse ser tão tosca, mesquinha, pequena.

Concordo que é preciso combater pedofilia. Concordo que precisamos combater estelionatários, corruptos… Todo esse bando de safado precisa ir pra cadeia. Mas, para tudo, né? Crime é crime. Os sujeitos que vazaram as fotos da Carolina em rede, e que antes tentaram chantageá-la, são tão criminosos quanto o sujeito que dá um cheque sem fundo, rouba senha do computador, dá golpe com cartão de crédito… As penas podem ser diferentes. Mas são crimes.

Tem gente pagando pra ter sua bundinha exibida na rede. Mas nem todo mundo quer isso. E, creio, qualquer pessoa que pense um pouquinho se sentiria inseguro ao saber que um spam pode abrir sua máquina pra gente desconhecida e de má fé. É como descobrir que o porteiro fez cópia da chave de seu apartamento para espiar por lá quando você não está.

Ah… mas a mocinha é bonita, famosa… Então, é por isso que a polícia resolveu rapidinho? Sim, e daí? E daí que a polícia teria que agir rápido em todos os casos. Não é o fato de a polícia ser negligente noutros casos que nos dá o direito de minimizar o crime contra a Carolina. A polícia fez o que tinha fazer: identificou os criminosos. E agora cabe à Justiça fazer a parte dela.

O fato revela que, quando pressionada, a polícia pode ser eficaz. Qual teria que ser nossa crítica? A polícia deveria ser sempre eficaz. No caso da Carolina e na violação do meu cartão de crédito. Como sociedade, deveríamos voltar nossos olhos para isso. E não sair por aí questionando o fato de a polícia ter feito o trabalho dela. O crime contra a atriz não é menor pelo fato dela ser bonita, gostosa, famosa ou chata, como dizem.

Mais de 8 milhões já viram as fotos. Ela tem o direito de reclamar da sua intimidade ter parado na rede. Ainda que Carolina já tivesse posado nua, o que ela nunca quis fazer, teria motivo para reclamar punição e ver os responsáveis punidos. Ela e qualquer outra pessoa que venha ter sua intimidade violada e exposta na web.

Liberdade de expressão: sabemos usar?

Creio que não. E não só por aqui. O que dizer desse americano que se passou por uma blogueira lésbica? Detalhe, além de criar essa personagem, saiu-se com com a informação de que estaria sofrendo represálias e, por fim, teria sido presa por forças de segurança da Síria.

O que dizer dos milhares de anônimos que fazem circular conteúdo duvidoso ou de ataque moral?

E os pedófilos?

Gente, o que não faltam são crimes na rede.

Tenho dito que a internet é terra de ninguém; que se “gato por lebre”. Mas também tenho apontado que o universo digital é a representação maior da democracia – tanto pelo acesso quanto pela produção de conteúdos. Hoje, todo mundo pode ler o que quiser e pode escrever o que bem entender.

Entretanto, tamanha liberdade parece nos fazer mal. Ao invés de haver um uso racional, produtivo, construtivo deste espaço, faz-se dele um território minado onde o sujeito-leitor tanto pode pisar com segurança quanto sair ferido.

O que esse americano fez foi totalmente irresponsável. Um desserviço a quem gasta seu tempo, trabalhando de maneira cuidadosa, ética, moral para construir um ambiente digno da confiança do leitor.

Mas ele foi pego. E os outros tantos que circulam por aí?

O que me preocupa é que a irresponsabilidade de alguns prejudica outros tantos e pode, inclusive, colocar em xeque a liberdade que temos. Por exemplo, os deputados da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovaram um requerimento convocando os presidentes dessas empresas para tratar da circulação de conteúdo no Facebook e Orkut. Eles querem conhecer os mecanismos existentes para rastreamento de informações veiculadas nesses serviços.

Ou seja, daqui a pouco, por causa da imbecilidade de alguns, todos nós viveremos dentro de um sistema constante de vigilância, num espaço em que a liberdade poderá ser apenas uma utopia de uma democracia fingida.

As revistas da semana

VEJA: – O polvo no poder. A edição de VEJA desta semana traz à tona um caso surpreendente de aparelhamento do estado. Sua figura central é Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil, sucessora de Dilma Rousseff no cargo. A reportagem demonstra que, com a anuência e o apoio de Erenice, seu filho, Israel Guerra, transformou-se em lobista em Brasília, intermediando contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de uma “taxa de sucesso”. Ainda nesta edição, a revista tenta responder se vale a pena investir o dinheiro do FGTS em ações da Petrobras; e a explosão da crença na vida após a morte.

ÉPOCA: – R$ 520 por uma vida. A história absurda do menino que morreu aos 14 anos porque as autoridades médicas se recusaram – mesmo com ordem da Justiça – a fornecer um aparelho para ajudá-lo a respirar. Fidel paz e amor? Aos 84 anos, o ditador cubano repensa suas crenças, critica o estado, se arrepende de perseguir homossexuais, elogia os judeus e pede moderação ao Irã. O vírus do Twitter. Um vírus criado por um estudante brasileiro contaminou 150 mil usuários do serviço.

ISTO É: – Como ser sócio da gigante do petróleo. Não é só a Petrobras que pode lucrar com o maior lançamento de ações da história. Você também pode. A edição desta semana da revista mostra por que a operação representa uma oportunidade para milhares de brasileiros. Ataque inútil: em uma eleição marcada pelo desejo da continuidade, ofensiva tucana usando como arma o caso da Receita não surte efeito. Você confia no seu médico? Diversos indicadores apontam queda na credibilidade desses profissionais. Mas governo e sociedade começam a se movimentar para acabar com a desconfiança dos pacientes.

CARTA CAPITAL: – Quem bisbilhota quem. Brasília 2010: as omissões da Receita e a dificuldade do PT em explicar as digitais de militantes na quebra do sigilo da turma de Serra. PMDB gaúcho quer levar disputa para o 2º turno. O crescimento do lulismo no Rio Grande do Sul, e a mudança do cenário como um todo, parece não ter sido percebido pelos peemedebistas.

As revistas da semana

VEJA: – Os homens do abismo. No Chile, mineiros esperam por socorro. A revista conta o drama dos trabalhadores presos na mina e trata da operação para socorrê-los. Ainda na edição: o Google lança serviço de telefonia para concorrer com o Skype; a TAM vai liberar o uso de celular em vôos; e o ensino a distância atrai os brasileiros.

ÉPOCA: – Tire seu diploma pela internet. Um em cada sete novos alunos de graduação no país faz seu curso à distância. Eles são mais baratos, e o MEC está aumentando a cobrança de qualidade. A revista traz algumas das melhores instituições de ensino superior que oferecem educação à distância e os cursos mais procurados pelos estudantes. Uma entrevista com Larry Rohter: “Este é o 16º ano do governo FHC”. Para o jornalista americano, o PT e o PSDB se sobrepõem ideologicamente, Serra cometeu erros e Dilma não pode ser subestimada.

ISTO É: – Como escolher a escola do seu filho. Especialistas mostram como definir as opções mais adequadas para cada aluno, a importância dos bons professores e os métodos pedagógicos. Bateu desespero: com seu candidato despencando nas pesquisas, tucanos dão mostras de que não sabem o que fazer para reverter o quadro atual e adotam a estratégia da metralhadora giratória. Dinheiro e traição: homens que ganham menos traem mais. Universidade americana mostra que eles sentem a masculinidade ameaçada e tentam compensar buscando casos extraconjugais.

CARTA CAPITAL: – A guerra das pesquisas. O Datafolha, que apostou na desqualificação dos institutos concorrentes, agora está na berlinda. Governo do Chile exibe imagens feitas por mineiros soterrados‎. As imagens foram feitas com uma câmera de vídeo enviada pelo governo aos operários por um tubo de oito centímetros. Copa 2014 em Belo Horizonte: 2.600 famílias na rua? O projeto de melhoramento e adequação do Anel Rodoviário não prevê recursos para a população que será removida.