A vida feliz ficou no passado?

Você é daquelas pessoas que acha que bom mesmo era o passado? Acha que, no passado, o mundo era feliz?

Essa é uma reação curiosa e que já foi demonstrado em vários estudos. Olhar para o passado e entender que o passado é que era bom não é coisa de gente do século 21.

Há em nós uma atitude um tanto generosa para com o passado. Nosso cérebro tem uma espécie de mecanismo que sublima as grandes dificuldades pelas quais passados e retém o que há de mais positivo. Até as dores do passado ficam como momentos importantes para a nossa vida. Além disso, nosso cérebro tende a criar uma imagem fantasiosa sobre a vida.

Sim, nosso passado não é o que acreditamos. Sim, nosso cérebro conta mentiras sobre nós, nossas experiências, nossas relações etc. O que acreditamos é uma projeção criada pela nossa mente. Há nessas imagens experiências reais e um bocado de fantasia.

Por isso, quem avalia o mundo sob uma perspectiva comparativa com o passado – ou seja, comparando a vida presente com a vida no passado – faz isso sem nenhuma base racional. Dizer que bom mesmo era o passado, ou que o mundo era feliz no passado, não passa de uma manifestação saudosista ilusória.

Da mesma forma que é um erro avaliar que a humanidade está sempre melhorando, tornando-se mais sábia, tolerante e racional, também é um erro classificar o passado – seja ele que período histórico for – como uma época mais feliz que os dias atuais.

Todo e qualquer período da história reserva às pessoas desafios muito particulares. Em todo o tempo, há coisas para se celebrar e beneficiar à sociedade e há outras tantas que provocam dor e sofrimento.

Por vezes, para não tentar assumir nossas responsabilidades, temos a mania de encontrar desculpas. Entre elas, a de que a vida boa era no passado e, como ficou lá atrás, não há nada mais a fazer – apenas lamentar e reclamar o retorno do passado no presente. Isso não passa de desculpa e de fuga da realidade.

Na verdade, o problema do passado ou do presente não está no tempo, está na maneira como enxergamos ou vivemos a vida que temos.

No passado ou no presente, é feliz quem grato pela vida e se concentra em viver sabendo que cada segundinho que temos é um presente dos céus, uma oportunidade de plantarmos sementinhas do bem no lugar onde estamos e no coração das pessoas que amamos.

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Viva sem a desculpa do “não tenho tempo suficiente”

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Há quanto tempo você tem deixado de fazer algo importante pra você sob a justificativa de não ter tempo suficiente?

Não recordo quem falou, mas lembro de uma frase que faz muito sentido pra mim: se você não tem tempo para alguma coisa é porque essa coisa não é prioridade pra você!

A  desculpa de não ter tempo suficiente está presente em nossa vida. É verdade que o tempo é limitado. Não há dúvidas sobre isso. Temos apenas 24 horas e, nesse período, temos que administrar trabalho, descanso, família, estudos, lazer… Enfim, tudo que queremos e precisamos fazer temos que colocar na agenda das 24 horas.

Entretanto, frequentemente, usamos a desculpa de não ter tempo para abrir mão de coisas importantes.

Tem gente que diz: “ah… eu gostaria tanto de fazer uma caminhada diária, mas não tenho tempo”. Outras pessoas falam: “ah… eu adoraria ler, mas não consigo achar um tempinho”.

Uma coisa é fato: se temos 24 horas, muita coisa ficará fora da nossa rotina diária. Entretanto, o que é prioridade precisa estar nessas 24 horas. Ninguém vive sem dormir e sem trabalhar, mas ninguém pode viver bem sem cuidar das pessoas amadas, sem cuidar do seu corpo e da sua vida intelectual/emocional/espiritual.

E dentro desse universo de necessidades, temos que gerenciar nosso tempo: descartando o que não nos acrescenta e organizando nossa rotina para dedicar atenção ao que realmente importa.

Como fazer isso? Eu gosto de listas. E os especialistas em comportamento humano concordam comigo.

Portanto, pegue papel e caneta e anote tudo o que realmente importa para você e que desejaria muito fazer. Quando escrevemos, também fazemos um exercício mental, reflexivo, que nos motiva a desenvolver uma avaliação mais sensata e criteriosa. Mas é para listar apenas o que realmente importa. Se sua vida está agitada, não adianta colocar na lista que deseja fazer um curso de pilotagem de avião. Esse tipo de sonho até pode ser importante para você, mas é preciso ser realista: algumas coisas não são possíveis de serem feitas em certos momentos da vida.

Então, falo do que realmente é fundamental. Anote tudo! Coloque em escala de prioridade. Noutro quadro, faça uma lista das coisas que você tem feito atualmente e o tempo gasto nelas. Faça as contas! Veja o que pode ser descartado da atual rotina, ou administrado de forma mais eficiente.

Por fim, ajuste uma terceira lista contemplando/conciliando aquilo que realmente importa e também o que você já faz, mas que se trata de uma prioridade (não dá para descartar). Alerto que, se você entende que é prioridade assistir quase todos os dias episódios de sua série favorita, vai ficar difícil administrar o tempo de maneira produtiva.

Comece a ajustar sua rotina aos poucos, incluindo os novos hábitos.

Não desista se não der certo. Tenha disposição para rever sua lista quantas vezes forem necessárias. Só não aceite a ideia do “não tenho tempo suficiente”. Se uma prioridade não cabe no seu tempo, talvez ela não seja prioridade pra você.

As linguagens do amor: qualidade de tempo

Na semana dos namorados, preparei uma série de vídeos sobre relacionamentos. E nesta sequência baseada no livro “As cinco linguagens do amor”, de Gary Chapman, falo sobre a segunda maneira de comunicarmos amor à pessoa amada: por meio do tempo, do tempo de qualidade. Portanto, se você quer ter um casamento feliz, invista uns minutinhos neste vídeo.

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Tenha tempo para descansar

​A defesa de uma vida ativa esconde um grave problema: a ausência do descanso. Sem tempo para descansar, não temos tempo para contemplar, tampouco para criar.

Vivemos um tempo em que é imperativo manter-se ativo. Já não se tratam de oito ou nove horas de trabalho por dia. É necessário ocupar-se o tempo todo. O ócio parece ser um pecado.

Mesmo quando paramos por alguns minutos, o smartphone está sempre nas mãos. Ocupamos nossos olhos e nossas mentes respondendo mensagens, vendo as publicações dos amigos, fazendo comentários, interagindo em grupos de whatsapp.

O problema é que um cérebro ocupado não descansa. Um cérebro que não descansa impede que o corpo descanse. A saúde mental é comprometida. A saúde física é fragilizada.

E o que é pior: deixamos de ver o mundo.

O tempo para não fazer nada, para sentar-se e simplesmente se deixar levar pelos pensamentos, é precioso.

São nesses momentos que reparamos nas coisas que estão em nossa volta. São nessas ocasiões que a nossa mente organiza determinadas ideias e até encontramos solução para certos problemas.

Portanto, minha dica de hoje: ainda que todo mundo defenda a ideia de uma vida sempre ativa, permite-se dar um tempo diariamente a você. Descansar o corpo e a mente, não apenas nas horas de sono, é um grande remédio para a alma.

O que realmente importa?

Saber o que é importante para você é a condição primeira para a felicidade.

É fato que a gente quer muitas coisas da vida. Quer experimentar, sentir, tocar, estar… Possuir.

A gente quer conhecer lugares, pessoas… Sentir determinados gostos… Vestir certas roupas…

Quer possuir alguns tipos de celular, modelos de carro… E até viver determinadas experiências profissionais, pessoais e, por que não dizer, amorosas.

Mas tem um detalhe, a quantidade de coisas, de experiências, de lugares, de pessoas e até de profissões que está a nossa disposição é infinitamente maior do que as possibilidades que temos de vivenciá-las.

Por isso é fundamental saber o que é de fato importante para você. Há um universo de opções, mas nem tudo pode ser nosso. É preciso escolher. Toda escolha envolve uma perda, uma renúncia. E quando se renuncia, é necessário conviver bem com a ausência.

Por exemplo, se eu escolho ter um pouco de tempo para estar em casa, para me cuidar e cuidar da minha família, provavelmente perderei dinheiro. E, ao diminuir minha renda, deixarei de ter alguns confortos que hoje tenho. Vou dar conta de viver bem como essa renúncia e ainda assim me sentir realizado?

Então, o que realmente é importante para você? Saber o que importa ajuda a ter foco e passamos a não gastar energias, e principalmente tempo, naquilo que não acrescenta em nossa vida.

Tempo para não fazer nada

A gente vive numa cultura em que estar desocupado, não ter nada pra fazer, é sinônimo de tédio, e até de preguiça. Precisamos nos manter 100% ativos. E o tempo todo.

Porém, existe uma diferença entre ter momentos em que não fazemos nada e sermos improdutivos.

O não fazer nada é, na prática, o lugar da criatividade, da imaginação, da curiosidade, da reflexão.

Se estamos o tempo todo ocupados, falta-nos o tempo para elaborar os conflitos do dia a dia, falta-nos tempo para descobrir quem somos, o que gostamos e, principalmente, para as grandes ideias.

Não é por acaso que resolvemos algumas coisas na nossa cabeça justamente quando estamos tomando banho.

Gente, ninguém tem uma ideia nova se passa o dia todo atarefado, sem tempo para si mesmo.

Pesquisadores da Spanish Resting State Network descobriram que os momentos vagos, aqueles em que não fazemos nada, despertam uma área importante do nosso cérebro, uma região responsável pela introspecção e pela autodescoberta. Até mesmo as soluções para os nossos principais problemas surgem nesses momentos em que estamos ociosos.

O que é mais curioso é que, conforme os pesquisadores notaram, quando estamos ativos, essa região do cérebro não funciona; outras estão em funcionamento para nos manter ativos.

Mas esse “não fazer nada” só funciona de verdade se a gente não está com um smartphone nas mãos, se não estamos assistindo TV, jogando…

Por isso, se você deseja ser uma pessoa melhor, um profissional mais criativo, alguém capaz de ter boas ideias,não ocupe todo o seu tempo. E nem se culpe por em alguns momentos ficar totalmente ocioso, com a mente vagando, meio que no “modo avião”, sem uma tarefa definida. Precisamos disso!!! Então… permita-se não fazer nada. 

Gastar bem o tempo…

Um dos meus desafios diários é administrar bem o tempo. Não se trata de uma imposição dos meus diretores. Trata-se de uma cobrança pessoal. O dia tem 24 horas – esteja ou não esteja cheia a minha agenda. Este é o tempo que eu e você temos para cuidar de todas as nossas tarefas.

Em algumas ocasiões, para tentar mapear como gerencio o meu tempo, fiz anotações das atividades que estava desenvolvendo. Tipo, entrei no computador às 8h para escrever um texto para o blog. Escrevi em 20 minutos e outros 30 minutos fiquei navegando nas redes sociais. Tudo isso devidamente anotado.

Ao final do dia, as anotações das diferentes tarefas me permitiam observar quanto tempo estava dedicando a cada atividade e, principalmente, quantos minutos ou horas poderiam ser melhor aproveitados.

Dorie Clark, consultora em estratégia de marketing, num artigo para uma das revistas da Universidade de Harvard, fez observações sobre o que ela descobriu depois de alguns meses mapeando como gastava o tempo dela.

Dorie Clark foi muito mais disciplinada que eu. Eu nunca consegui fazer esse tipo de anotação por mais que uma semana. Também nunca fiz um levantamento preciso observando o tempo médio gasto em que cada coisa. Dorie Clark fez. Observou o tempo gasto diariamente respondendo e-mails, atendendo clientes, almoçando, saindo com amigos, dormindo… E o tempo que ficou nas redes sociais navegando à toa durante o mês.

A disciplina dessa consultora americana é uma lição pra nós. Não apenas sobre a necessidade de ter consciência sobre o uso do tempo, mas principalmente uma indicação de que a gestão do tempo é uma tarefa que cabe a cada um de nós. As 24 horas diárias vão passar de todo jeito, mas o que temos efetivamente feito com elas? Temos aproveitado cada minuto para crescermos como profissionais, como pessoas e nos relacionarmos melhor?

Creio que gastar bem o tempo seja o nosso maior desafio!

O maior desafio da vida é viver

O maior desafio da vida não é outro senão viver. Vejo isso por mim mesmo e por outras pessoas próximas. E quando falo em viver, falo em algo que seja significativo de fato.

Viver cada dia atolado em preocupações não é viver. E não estou aqui dizendo que as preocupações não existem. Digo de quando deita-se e acorda-se sobrecarregado e sem ter tempo para sorrir.

Duas coisas que adoro são as reflexões sobre a arte e a filosofia. E em ambas encontro argumentos convergentes: vive-se quando voltamos o olhar para nossa alma (eu diria, para nossos corações); vive-se quando investimos tempo em apreciar o que há de belo no mundo.

E sabe de uma coisa? Isso não dá pra fazer “agendando”duas horinhas por semana. Que vida é essa que se precisa agendar um tempo para gastar consigo mesmo? 

Anos atrás escrevi sobre contemplar as estrelas. Eu estava num hotel fazenda, na época. Fazia tanto tempo que não via as estrelas que me surpreendi com o que vi no céu.

Acontece que esse tempo para apreciar as coisas boas da vida parece não existir mais. A gente até sonha estar com amigos, com a família, fazer coisas agradáveis… Mas isso tudo tem que estar na agenda. A situação é tão complicada que, não raras vezes, a ligação de um amigo querido parece nos atrapalhar.

Não vou mentir… Não foram poucas vezes que vi o celular tocar e pensei: “poxa, minha mãe tinha que ligar justo agora?”.

Olha a loucura que é isso!!! É minha mãe… Não vou tê-la pra vida toda. E ainda assim o preenchimento de um relatório é mais importante que falar com ela?

É por isso que, cada um ao seu modo, deve encontrar o seu jeito de viver. Viver de fato. Não apenas como engrenagem de uma máquina que apenas suga nossas energias e o melhor de nós. A vida é curta demais para perdermos a oportunidade de ter o melhor dela.