Só nos decepcionamos com as pessoas que amamos

Gente que não faz diferença em nossa vida pode até irritar, agredir, ferir… Nunca decepcionar. Quem não mora no coração pode incomodar, nos fazer sentir raiva, muita raiva… Mas, na primeira oportunidade, nos afastamos.

A decepção, portanto, machuca mais porque vem de pessoas que queremos bem e das quais esperamos sentimentos recíprocos. E é justamente por amarmos que dói mais. A gente quer o melhor dela, tem as melhores expectativas… Por isso, quando essa pessoa faz algo que nos surpreende negativamente, sentimos como uma traição. É inesperado. Por isso, decepcionante.

Porém, como pessoas são imperfeitas, só não sofreremos decepções, se nunca amarmos. 

Alguns motivos para a infidelidade

infidelidad

A infidelidade talvez seja um dos fatores mais poderosos para destruir um relacionamento. Embora nunca haja justificativa para trair alguém, pouca gente procura refletir sobre quais comportamentos podem levar o parceiro ou a parceira a se interessar por outra pessoa. Neste texto, com base num estudo realizado pelo terapeuta de casais Aaron Anderson, apresento alguns aspectos que levam à infidelidade.

Falta de romantismo. Tem gente que vive esperando que o outro seja o romântico da relação. Adora os paparicos, mas esquece de também ter atitudes que surpreendam o parceiro. Acontece que, depois de algum tempo, a pessoa se cansa de ser a única que busca agradar… E abre-se para encontrar um elogio, um carinho fora do relacionamento.

Falta de intimidade. Estou falando, neste caso, especificamente de sexo. E isso afeta homens e mulheres. É fato que, por uma construção social, os homens parecem se importar mais com o assunto. Entretanto, independente do gênero, muita gente se casa esperando ter uma vida intensa na cama. Acontece que, além das coisas não funcionarem tão bem como eles/as imaginam, tem parceiros/as que se esquecem do quanto o outro pode ser movido por sexo e deixam de cuidar da intimidade do casal. Eu sei que, especificamente no caso de muitos homens, eles nem sempre colaboram, não ajudam a criar um clima favorável… Porém, se quiserem preservar o romance, vale a pena não ignorar o quanto sexo é importante na maioria das relações.

Demonstração de amor. Não basta ter sexo… É fundamental demonstrar amor. Quem não gosta de sentir-se admirado, apreciado, respeitado? Mais que isso… Todos nós gostamos de saber que fazemos falta para o outro. É bom perceber que a pessoa amada sente saudade quando se está distante. E que se sente bem quando se está por perto.

Liberdade. Embora todo relacionamento seja uma escolha, e nessa escolha abre-se mão de uma vida de solteiro (e tudo que ela representa), é necessário ter espaço para movimentar-se, para ter vida própria. Alguns homens gostam de jogar futebol… Algumas mulheres gostam de ir ao cinema com as amigas… Quando o romance se torna uma prisão, o desejo de “pular a cerca” pode aumentar consideravelmente.

Rotina. E aqui começo com um breve esclarecimento: rotina faz bem. E todos temos nossas rotinas. É algo do humano. A rotina garante segurança. Entretanto, uma coisa é manter certas rotinas. Outra bem diferente é viver uma constante rotina, não haver espaço para pequenas surpresas, novidades… Ou seja, da mesma maneira que carecemos de rotinas, também necessitamos ser surpreendidos. Viver um dia após o outro da mesma maneira potencializa a vontade de buscar novas emoções.

Queixas constantes. As reclamações diárias da comida que ela faz, da toalha que ele esquece na cama… Essas queixas cotidianas chateiam, desgastam. Chega um momento que a pessoa fica de “saco cheio”. E aí se encontra alguém que aplaude, que admira, que parece compreensivo, o risco de traição aumenta bastante.

Idealizações. Já escrevi várias vezes sobre esse assunto. Afinal, o maior desastre que pode acontecer a um casal quase sempre tem origem na imagem distorcida que se tem do relacionamento. E pior… Quem entra num relacionamento iludido, logo se decepciona. Mais rápido ainda se ilude de novo. E por outra pessoa. Por isso, também é importante escolher bem com quem a gente vai se envolver. É mais seguro apostar numa pessoa que tenha os pés no chão.

Por que fracassam as segundas chances no amor?

casal

Escrevi certa vez que não acredito em relacionamentos remendados. E apontei que um “começar de novo”, pra dar certo, precisa representar, de fato, o início de uma nova dinâmica para o casal.

Sabe, animado pelo amor que ainda sente pelo parceiro, tem gente que, mesmo após enfrentar uma separação – e até um divórcio -, tenta uma segunda vez. E por vezes essas pessoas fazem isso sem refletir no que significa um novo começo.

Geralmente há certo medo, porque uma segunda oportunidade implica a possibilidade de voltar a fracassar, de voltar a se ferir. E, de fato, por mais que exista amor, frequentemente o casal volta a se separar. Pior, a decepção parece ainda maior, o quadro é mais dramático e difícil de superar que a primeira vez.

Por isso, quem quer começar de novo precisa entender algumas coisas.

Se o casal recomeça o relacionamento tal como era antes do rompimento, a segunda oportunidade está destinada ao fracasso. Como dizia o gênio Albert Einstein: “se buscas resultados distintos, não faças sempre o mesmo”.

Por isso, antes de retomar o romance, vale a pena refletir a respeito do que levou o casal a fracassar no passado. E não cabe só ficar pensando nos erros. É necessário iniciar um processo sincero de mudança. Mudar certos padrões de comportamento não é fácil. Às vezes, torna-se necessário inclusive contar com a ajuda de algum terapeuta, conselheiro… Ler bons livros também ajuda.

É fundamental saber por que deseja recomeçar. Não para se iludir. Será que o desejo de voltar ocorre por insegurança, dependência do outro? Seria apenas por sentir-se incapaz de cuidar da própria vida? Medo da solidão? Obrigação de manter a imagem e as aparências sociais? Conveniência econômica? Essas são razões equivocadas para aventurar-se numa segunda oportunidade. Essas razões levarão o relacionamento ao conformismo e a rotina, o que inevitavelmente condenará essa nova oportunidade ao fracasso.

O amor é o motivo correto para um recomeço. Porém, fazer dar certo, exige entrega, esforço e responsabilidade. E o casal tem que entender que não será fácil perseverar.

Entre as muitas razões que levam a uma separação estão a infidelidade e as agressões físicas. Ambas situações causas feridas profundas. Definitivamente não é nada fácil superar e perdoar. Por isso, quem tem dificuldade para administrar decepções passadas, mágoas… Gente que mantém viva na memória cada dor sofrida e não dá conta de sublimar, não deveria tentar de novo. Só existe uma chance de dar certo: perdoando e nunca trazendo à tona as mágoas do passado.

Enfim, se essa nova tentativa de viverem juntos for assumida com responsabilidade, muito diálogo e com a preparação necessária, as coisas até podem dar certo. Mas será necessário exercitar o que existe de melhor no humano: o amor, o perdão, o respeito, a sabedoria, o altruísmo, a tolerância, a paciência, a gentileza, o cuidado com as palavras… E as duas pessoas envolvidas devem valorizar essa segunda chance, porque também é um erro dar oportunidade a quem não a reconhece.

Pergunta do leitor

duvida

Minha desconfiança está ultrapassando os limites. Sofri muito no meu casamento de oito anos, pois aconteceram coisas que me fizeram desconfiar do meu ex marido. Hoje ele está vivendo com a colega de trabalho. Acredito que isso já rolava enquanto estávamos casados. Do meu atual namorado, descobri um monte de conversas dele com outras mulheres no facebook. A maioria ele chamando as meninas de linda, que estava com saudades, que queria beijá-las… Também descobri que acessava sites pornográficos. Meu namorado justifica que a conta foi hackeada e outra pessoa, uma ex-dele, estava se passando por ele. Sobre os sites pornográficos, diz que, como só se relacionou sexualmente com duas mulheres e elas também eram inexperientes, queria aprender coisas novas, porque se sente inseguro comigo, já que eu fui casada oito anos. Estamos morando juntos há alguns meses e estou insuportável com minhas desconfianças. Olho o celular, email, facebook… Até instalar espião no computador eu instalei. Não sei o que eu faço, pois já fui embora uma vez e ficar longe dele parece doer mais do que a dor que sinto das coisas que aconteceram e me deixaram desconfiada. (RG, 30 anos)

Os motivos para desconfiar estão aparentes no seu relato. Você provavelmente foi traída no seu casamento. Isso deixou feridas, marcas que não são apagadas facilmente. E quando começou um novo relacionamento, ainda estava com feridas frescas do casamento que tinha acabado. Mais que isso, encontrou no novo parceiro comportamentos que ninguém espera da pessoa que ama.

Sabe, eu costumo dizer que não acredito em relacionamentos remendados. Não significa que alguém que foi traído não possa perdoar e dar uma nova chance. Significa que a chance de fazer dar certo é pequena. E que só mesmo alguém com muita disposição para amar, muito comprometido com o relacionamento pode superar as decepções do passado. Você tem todos os motivos para desconfiar. Foi traída no passado e o atual companheiro, pode até estar falando a verdade, mas te deu motivos para não se sentir segura.

Vamos analisar… Será mesmo que a conta do seu namorado foi hackeada? Uma ex teria feito isso pra se vingar, deixando “pegadas” pra você encontrar e terminar com ele? Afirmar que isso é impossível seria, no mínimo, irresponsável. Porém, é um bocado estranho.

E quanto à justificativa de acesso aos sites pornográficos? Acho que existem outras formas de se aprender como tratar uma mulher na cama. Vídeos pornôs estão longe de ensinarem algo proveitoso para se viver na intimidade. Quem quer reproduzir na cama o que é mostrado nessas imagens pode ter atitudes egoístas no sexo e frequentemente deixa a parceira insatisfeita.

Mas o que você pode fazer? Você já disse que sofre sem ele. Isso é amor, carência ou insegurança? Só você pode responder. Entretanto, penso que o mais importante é entender que, se você quer manter o relacionamento, terá que desenvolver equilíbrio emocional. Você não tem controle da situação. Você não pode evitar que seu parceiro te traia. E quanto mais cobrá-lo, mais vai afastá-lo e tornar a vida de vocês um inferno. Então, ou você relaxa e aproveita o melhor da relação ou vai sofrer cada vez mais até o romance se tornar impossível e acabar de vez.

===

Recebo semanalmente questionamentos dos leitores sobre diferentes problemas. Não dou conta de responder a todos. Mas pretendo tratar, a cada sexta-feira, de pelo menos um caso. Se você deseja enviar uma pergunta, contar sua história, use o espaço de comentários do blog.

É possível evitar uma traição?

desencontroSer traído dói. Faz mal. Entretanto, quem se relaciona corre esse risco. Não dá pra controlar o outro. Muito menos os sentimentos do outro. Às vezes a traição não envolve corpo, mas pode acontecer na mente. Portanto, estamos sujeitos a isso.

Dias atrás um leitor me escreveu sobre o assunto. Ele está inseguro, desconfiado. Já não sabe o que fazer. Entre outras coisas, disse:

– A pior coisa que existe é sermos enganados, traídos. Eu não aceito jamais.

Eu concordo que machuca. E muito. Na dinâmica do relacionamento, não existe nada pior. Entretanto, o que significa não aceitar ser traído? A gente não aceita, mas pode fazer alguma coisa?

Uma traição mina o relacionamento – mesmo quando não é conhecida. Porém, não é algo que controlamos. Se a gente tenta controlar, passa a querer controlar o outro. E faz mal a outra pessoa. Aí o relacionamento deixa de fazer sentido, torna-se infeliz.

Bom seria se a fidelidade fosse natural, se as traições não existissem. Bom seria se o outro correspondesse sempre ao que sonhamos, desejamos. Boa parte dos conflitos não existiria. Não teríamos ciúmes, crises de insegurança. Entretanto, ninguém é dono de ninguém. Você ama, é fiel, pode desejar o mesmo do parceiro; mas pode obrigá-lo a te amar plenamente? Pode torná-lo fiel? Você pode pedir fidelidade, mas isso não depende de você; depende do outro.

Por mais que escolha bem, que o parceiro seja uma pessoa correta, não existem garantias. A vida é dinâmica, é movimento. O que hoje é, amanhã deixa de ser. Por mais dolorido que seja, por mais que decepcione e magoe, estamos impotentes. Você pode investir tudo no relacionamento. Fazer o melhor para que funcione. E ainda assim ser traído. A fidelidade do outro não é uma escolha sua, é do outro. É o outro quem escolhe respeitar. Só podemos responder por nós mesmos.

Por isso, não dá pra viver com medo. Isso torna a vida da gente um inferno. E também a vida do outro. Quem ama aceita as consequências de dividir uma vida a dois. Se for pra ver fantasmas o tempo todo, é melhor não amar, é melhor viver sozinho.

Ps, É importante que os casais tenham compromisso de fidelidade. Podem e devem cuidar do romance. Mutuamente, podem e devem construir um relacionamento pleno, saudável. O texto não tem como proposta dizer que a fidelidade é impossível. Apenas tento mostrar que não dá pra viver sob o fantasma da traição. Isso pode acontecer com qualquer pessoa.

Kristen e Robert: nosso prazer com o pecado alheio

Não sei se faz uma semana, menos ou um pouco mais (desculpe-me, me recuso a pesquisar sobre isso), mas há alguns dias esbarro em notícias envolvendo a atriz Kristen Stewart, um diretor de cinema e o agora ex-namorado dela, Robert Pattinson. Sinceramente, não acompanho a carreira da moça, não conheço o diretor e só vi a careta do tal Robert em chamadas dos filmes da saga Crepúsculo.

O motivo de tantas notícias é a traição da atriz com o diretor de cinema, que era casado. Claro, soma-se a isso o fato de serem famosos e, o casalzinho, adorado pelos fãs – que não admitem que Kristen tenha corneado o vampiro mais lindinho do cinema (socorro, né?).

Perdoem-me os fãs, porém não vou falar da mocinha maldosa e nem do coitadinho do Robert. Vou discutir aqui sobre a gente. Claro, sobre o público, sua reação e essa estúpida curiosidade a respeito da vida alheia.

Tudo bem, traição não é legal. Em situação alguma. Não faz bem. Magoa. No entanto, é algo da esfera privada. É vida privada. Quem está de fora, não tem que meter o bicão. É assunto pro casal; e, de vez em quando, pra família – se for convidada a tratar do problema.

As pessoas dizem:

– Ah, mas se não gostava mais, por que não separou?

Seria lindo se tudo fosse assim, simples. Respondam-me então:

– Por que pesquisas revelam que mais de 60% dos homens casados, entre 35 e 49 anos, admitem que já traíram em algum momento da vida?

Detalhe, quase 80% deles acreditam em casamento.

Outra pergunta:

– Por que estudos mostram que 47% das mulheres reconhecem que já tiveram casos extraconjugais?

Bom, esses são alguns dados. Existem outros. E números são sempre passíveis de questionamento. Entretanto, as estatísticas apontam numa mesma direção: a sociedade é hipócrita. Critica o que, silenciosamente, também faz.

A traição não é desejada. E, em qualquer relacionamento, deve ser evitada. Um casal deve esforçar-se para ter uma relação madura a ponto de resistir às tentações. Caso note que o romance se esgotou, necessita ter disposição para deixar o parceiro antes de ir pra cama com outra pessoa. No entanto, por coisas que parece não se ter controle, nem sempre isso é possível.

Isso sugere que cuidar da nossa vidinha deveria ser nosso foco. Eu, sinceramente, acho pequeno demais esse nosso jeito de ser: nos deliciamos com os deslizes alheios. Há um prazer mórbido em ver a desgraça dos outros, o erro dos outros. Nunca vejo ganho nisso, mas existe satisfação. Sente-se uma espécie de alegria em ver que os outros pecam. É estranho… Contraditório. Mas talvez seja uma forma de minimizar nossos próprios pecados.

O adultério virou negócio

Completo a leitura da reportagem Traição.com e confesso: não sei o que dizer. Oferecer ao público um site de relacionamentos que garante discrição e, ao mesmo tempo, um serviço que possibilite um relacionamento fora do casamento é algo no mínimo, perdoem-me os moralistas, inteligente. O cara quer um caso, entra no site e encontra ali pessoas que têm a mesma disposição dele. Não precisa mentir, mudar perfil… Nada. Entretanto, tamanha ousadia também é uma agressão a todos os valores de uma sociedade que preza a família e, diz-se, defender valores cristãos.

É preciso reconhecer que o serviço, que brevemente será lançado no Brasil, rompe com a hipocrisia. A internet – com as redes sociais e os sites de relacionamento – já oferece a possibilidade daquela “puladinha de cerca”. Não é preciso pesquisar muito para identificar exemplos de pessoas que traíram seus parceiros em função dos contatos estabelecidos na web. Começa numa brincadeirinha e termina na cama. Ou diante do juiz, num processo de divórcio.

Ainda assim, não sei o que dizer sobre a novidade. Novidade, vale dizer, que já tem quase nove anos, faturou no ano passado 40 milhões de dólares, emprega 120 pessoas e possui 8,7 milhões de usuários.

Segundo o fundador do site, o Brasil é um dos países mais infiéis do planeta. Porém, fará sucesso por aqui? Não sei. Nossa sociedade é liberal às escondidas e moralista no discurso. A traição é crucificada por homens e mulheres, mas é uma realidade para milhares (ou milhões?) de pessoas.

Num momento em que a gente pensa como será a sociedade do futuro – futuro que já estamos construindo -, fico imaginando o papel desse tipo de serviço para homens e mulheres e como serão firmados os relacionamentos. Sinceramente, não consigo vislumbrar muita coisa. Já imagino maridos e mulheres passando pelo site… Por curiosidade ou interesse. Talvez para “vigiar” o companheiro…

Não sei se seremos mais felizes ou mais frustrados. Sei apenas que a sociedade está em movimento, em transformação. O adultério virou negócio, público e publicizado a ponto de o slogan trazer – abaixo de uma foto com cenas quentes – “eles são casados, mas não um com o outro” . Será que tudo irá resumir ao prazer? Se assim for, “Life is short. Have an affair”.

As revistas da semana

VEJA: – Traição, orgias e horror. O sumiço da ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo. Lula em campanha: os fins de semana agora serão para Dilma Rousseff. Saúde, por que a assistência médica sobe acima da inflação. E ainda na edição da Veja, a Fifa vai discutir tecnologia no futebol.

ÉPOCA: – Os segredos da vida longa. Cientistas descobriram os genes da longevidade. Como isso pode nos ajudar a chegar aos 100 anos (até você que não gosta muito de exercícios e curte uma friturinha). O descontrole que leva à derrota. Focados até o limite no hexa, Dunga e seus “guerreiros” não conseguiram reagir quando as coisas começaram a dar errado. Que lições extrair para 2014? O segundo Dirceu. Com acesso a gabinetes e recursos em Brasília, Zeca, o filho de José Dirceu, prepara-se para sair do Paraná e suceder o pai na Câmara dos Deputados.

ISTO É: – Sexo, violência & futebol. Os bastidores da conturbada relação de Eliza Samudio, desaparecida há 20 dias, e do goleiro Bruno, que a polícia suspeita de ter cometido sequestro e homicídio. Vários caciques e um índio. As confusões dos chefes do PSDB e do DEM para a escolha do vice de Serra mostram os improvisos de uma campanha sem discurso. Um futuro para superdotados carentes. Como entidades ajudam crianças de baixa renda com inteligência acima da média a desenvolver seu potencial.

CARTA CAPITAL: – A mão de Lula. O plebiscito vai se confirmando e o presidente transfere votos acima do que muitos imaginavam. Mundo real. Para José Gabrielli, presidente da Petrobras, o fim dos combustíveis não renováveis está longe.