Aceite a sua vulnerabilidade

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Muitos de nós queremos ser imbatíveis. Não queremos expor nossas fraquezas. Num mundo de aparência, manter uma imagem perfeita, de uma pessoa que não fracassa, parece ser imperativo.

Entretanto, ninguém acerta sempre. O ser humano é falho. Por vezes, comete erros, cai… Inseguranças nos acompanham. A ansiedade faz parte de nós.

A ideia de pessoa confiante, segura, inabalável é um mito. O humano é humano quando tem medo, quando se esconde, quando não sabe como agir.

A pesquisadora e escritora Brené Brown, num de seus livros, defende a importância de aceitarmos a vulnerabilidade.

O que significa isso? Significa romper com a casca que criamos para nos proteger e permitir que o mundo nos veja como somos: pessoas que falham sim, que cometem erros, mas que lutam para acertar.

A escritora afirma:  “vulnerabilidade não é conhecer vitória ou derrota; é compreender a necessidade de ambas, é se envolver, se entregar por inteiro”.

Vulnerabilidade não é fraqueza. Vulnerabilidade é aceitar o risco de não dar certo e ser criticado, mas ainda assim dar tudo de si para realizar seus sonhos.

Gente, a tentativa de não ser vulnerável nos isola em relação à vida.

A busca por nos protegermos das críticas alheias, da avaliação dos outros, nos faz sacrificar relacionamentos, abrir mão de oportunidades, desperdiçar tempo.

Na prática, enquanto estamos tentando nos proteger, estamos desperdiçando nossos talentos, nossas habilidades e deixando a vida passar.

Portanto, aceite-se em suas contradições, em suas virtudes e defeitos. Aceite-se vulnerável e viva!

Quer viver coisas grandes?

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Dias atrás, citei uma frase de um discurso do presidente norte-americano Theodore Roosevelt. O discurso foi feito em 1910. E foi impactante. Naquele mesmo discurso, ele também disse outra frase que me encanta: “se fracassar, ao menos fracasse ousando grandemente”.

Uau!!!

Se é pra fracassar, que seja pelo menos tentando algo realmente grandioso!

Faz sentido, não é?

A frase de Roosevelt é um lembrete importante para que sejamos pessoas com atitude diante da vida. Muita gente entende que, por ser cristão, por exemplo, deve deixar tudo nas mãos de Deus e ir vivendo. Na prática, a pessoa adota a máxima do “deixa a vida me levar”. Lembra da parábola dos talentos? A pessoa pega o talento e enterra com medo de perder.

Acontece que esse jeito de viver não funciona. Colocar a vida nas mãos de Deus não significa abrir mão de sonhar grande, de ter projetos, de tentar fazer a diferença nesta vida aqui.

Se você sonha ser médico, Deus não vai abrir a porta da universidade sem que você tenha feito a sua parte (estudar muito!). Se você quer ter seu próprio negócio, Deus não vai abrir a empresa e te colocar lá atrás da mesa de diretor. É preciso planejar, se preparar, organizar, fazer estudo de viabilidade de mercado… Enfim, viver é ter atitude. Viver é se dispor a agir.

Porém, a frase de Rossevelt traz ainda um alerta: quem está em movimento na vida vai fracassar, vai sofrer decepções. Então, se é para sofrer quedas, que os fracassos sejam por atitudes ousadas, por querer fazer a diferença de fato. Se é possível caminhar 10 quilômetros, não pare nos 100 metros.

Sempre haverá pessoas para nos desestimular. Mas sonhos existem para ser sonhados. E Deus nos dá a vida de presente para viver de forma ousada. Os discípulos eram apenas 12. Porém, a atitude ousada deles, a coragem daqueles homens impactou o mundo e mudou a história.

Quer viver coisas grandes? Não se acanhe diante dos obstáculos! Ouse!

Como você reage quando erra feio?

O ser humano, naturalmente, foge da responsabilidade. Desde Adão e Eva é assim. De acordo com o relato bíblico, quando Eva pecou, transferiu a culpa para a serpente. E Adão colocou a culpa em Eva. Na verdade, Adão foi tão malandro que, ao responder Deus, nem disse o nome de Eva. Ele disse: “foi a mulher que tu me destes”. Na verdade, Adão até dividiu um pouco a culpa entre Eva e o próprio Deus. Malandro, né? 

E como será que Davi fez? No Salmo 7, versos 3 ao 5, tem uma fala de Davi para Deus que é impressionante. Davi estava diante de uma situação na qual, talvez, tenha cometido alguma injustiça. Então Davi chega pra Deus e diz: “Senhor, meu Deus, se assim procedi, se nas minhas mãos há injustiça, se fiz algum mal a um amigo ou se poupei sem motivo o meu adversário, persiga-me o meu inimigo até alcançar, no chão me pisoteie e aniquile a minha vida, lançando a minha honra no pó” (Salmos 7:3-5). 

Eu não sei se você notou, mas Davi não tentou se desculpar. Davi não ficou se justificando. E nem pediu apenas perdão. Davi se colocou numa condição em que assumiu completamente o erro. E, detalhe, ainda reforçou: “Senhor, estou aqui, assumo as consequências, pode enviar o meu inimigo sobre mim, pode deixar ele me humilhar. Se errei, deixa o meu inimigo acabar comigo”. 

Em Davi, não há nenhuma tentativa de fugir da responsabilidade. E ele nem pede clemência… Davi não diz: “Olha, Senhor, se errei, me perdoa, mas não deixa eu sofrer não, por favor”. Davi não faz isso. 

Sabe, a gente tem uma lição impressionante aqui. Davi é corajoso. Em primeiro lugar, ele fala com Deus, coloca-se à disposição do Senhor. Não há fuga e nem desculpas. Em segundo lugar, ele se coloca à disposição para sofrer as consequências do erro.  

Eu me encanto com essa atitude. É difícil demais vê-la reproduzida em nossas práticas. Por isso, peço que Deus nos ajude. Que a postura de Davi nos inspire inclusive nas situações cotidianas, sem fugir das responsabilidades, sem tentar escapar das consequências e nem tentar colocar a culpa nas costas dos outros.

Guarde essa palavra no coração!
Um grande abraço!

Quem deve tomar a iniciativa no relacionamento?

Uma leitora perguntou: sou eu o meu marido que deve tomar a iniciativa de pegar na mão quando caminhamos?

Outra leitora questionou: de quem deve ser a iniciativa para o sexo?

Você já notou que ainda guardamos em nossa memória algumas imagens sobre de quem é a responsabilidade por certas atitudes? Que tal falarmos sobre isso?

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Quem ama não faz mal ao próximo!

Geralmente, temos a impressão que fazer mal ao outro é matar, agredir, violentar, roubar… Entretanto, fazemos mal ao próximo todas as vezes que temos um comentário negativo a respeito de uma pessoa, quando deixamos de cumprir nossos compromissos com alguém e até quando traímos a confiança de gente que convive conosco.

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Não se compare!

Não tenha o outro como referência para medir sua felicidade. Frequentemente, observamos os movimentos aparentes das outras pessoas e, por nem sempre estarmos bem, afundamos de vez. Sentimos até uma dorzinha de cotovelo em função do sucesso e/ou da alegria alheia.

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Não espere as circunstâncias serem favoráveis para ser feliz!

Tempos atrás, estive conversando com uma aluna sobre as condições emocionais dela. É uma garota inteligente, bonita, tem um trabalho bacana, uma família linda, um namorado super legal… Mas ela não está bem emocionalmente. E por quê? Porque o momento que estamos vivendo não é nada favorável. Vivemos tempos de incerteza, de dúvida, de muita dor… Ainda que os problemas não tenham de fato batido a nossa porta, sentimos o clima ruim pelas notícias negativas na imprensa e na internet, a quantidade absurda de pessoas mortas, outras tantas sem emprego, passando necessidade… E tem ainda todos os impedimentos que nos machucam. Não temos a liberdade de ir e vir, as escolas estão fechadas, não temos com abraçar as pessoas e até um aperto de mão representa um risco. Tem como ignorar esse cenário? Não!

A impossibilidade de ignorar tantas coisas ruins ao nosso redor afeta as emoções. Recentemente, entrevistando uma psicóloga, ela comentou que quem não tem tido oscilações no humor – ou seja, não tem vez ou outra ficado triste – é uma pessoa que tem algum problema emocional. Afinal, gente saudável psicologicamente é gente que sente e é afetado pelo ambiente; portanto, as flutuações no humor são normais nesse período.

Talvez por isso tenho ouvido pessoas comentarem: “2020 deveria ser cancelado”; “é um ano que nunca deveria ter existido”. Também já ouvi pessoas dizerem: “este é um ano para esquecer”, ou ainda, “dá para pular direto para 2021?”.

Eu entendo todas essas reações. E, em alguns momentos, sinto-me muito mal com tudo que está acontecendo. Há dias em que pareço afundar. Na minha casa, graças a Deus, por enquanto, não chegou nenhum dos problemas concretos causados pela pandemia. Não tem faltado trabalho, estamos com saúde e nenhum familiar foi contaminado. Mas as incertezas também fazem parte dos meus dias. Alguns dos planos que tinha para 2020 foram interrompidos. Vou conseguir torná-los realidade em 2021? Não sei! Em 2022, talvez? Também não sei.

Isso significa que 2020 está perdido? Significa que 2020 deveria ser cancelado? É um ano para esquecer? Deveria pular direto para o próximo ano?

Desejar que o ano fosse diferente, eu posso. É um desejo natural – como também é querer esquecer 2020. Entretanto, tenho aprendido algo fundamental: a vida não pára para que eu possa resolver os meus problemas. Cada segundo que desejo cancelar (ou pular) de minha existência é um pedacinho da minha vida que estou tentando jogar fora. Ou seja, é vida que estou jogando fora. Isso quer dizer que 2020 só será um ano perdido se não aprender nada nele, se não crescer como pessoa, se não amar e não for amado pelas pessoas que estão comigo, se não souber aproveitar a oportunidade de vida que tenho.

Não podemos mudar a realidade. Por vezes, ela se impõe. 2020 é isso tudo que está aí. Contudo, é o ano que temos! Dá para escolher sair desse “bonde” e voltar só quando as coisas estiverem bem? Não! As circunstâncias não são favoráveis, mas são as únicas que temos. Portanto, não dá para esperar os problemas acabarem para ser feliz. O período de pandemia é terrível? Sim, mas, mesmo quando passar, outros problemas surgirão.

Sempre achamos inspirador quando uma pessoa que perdeu os dois braços consegue manter sua rotina e fazer coisas que são feitas por quem tem as mãos. Esquecemos, porém, de lembrar que se essa pessoa ficasse lamentando a perda e não buscasse se adaptar à nova realidade, ela perderia uma parte importante da vida – inclusive a autonomia. Já pensou naquela mãe que, após muitas tentativas para engravidar, conseguiu ter seu lindo bebezinho no colo, mas, cinco anos depois, uma doença levou sua criança? Dá para essa mãe esperar alguma coisa acontecer para recuperar a alegria de viver? Parece-me que só resta a ela uma opção: tentar ser feliz, apesar da dor.

Portanto, meu convite pra você hoje é um só: não espere as circunstâncias serem favoráveis para ser feliz! Encontre motivos para ser feliz, para motivar-se, para seguir em frente, apesar da ansiedade, do medo e até das perdas.

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