De que valem as conspirações e tramas humanas?

O Salmo 2 é um daqueles textos que abrem diferentes possibilidades de interpretação. E eu amo a Bíblia porque em cada oportunidade que lemos o texto sagrado, sob a luz do Espírito Santo, eu creio que podemos aprender coisas novas. E não apenas aprender, mas podemos entender coisas diferentes. É como se ouvíssemos de Deus aquilo que precisamos ouvir naquele momento. Não significa encaixar a Bíblia em nossas ideias… Tem gente que quer ler a Bíblia para encaixar Deus num deus que a própria pessoa criou. Eu falo de ir ao texto sagrado e se permitir ouvir o que Deus nos fala. E o primeiro verso do Salmo 2 me inspira de uma forma muito especial O salmista afirma: Por que se amotinam as nações e os povos tramam em vão? 

Gente, veja isso!! Veja que incrível! O texto poético traz Deus dizendo… “ei, qual a razão das nações se amotinarem? Qual o motivo das pessoas tramarem coisas?”. 

De cara, Deus diz que as nações se amotinando, os povos tramando… De cara, Deus diz que isso é em vão. Ou seja, é serviço jogado fora! É tempo perdido!E por quê? Porque Deus é soberano! Nada que as nações desejarem fazer, nada que os povos desejarem se concretizará se Deus não permitir.

Homens e mulheres, governantes e governados, têm liberdade. Podem tramar, planejar, escolher, executar. E colhem as consequências de suas decisões. Porém, os homens não têm o controle da história.

Veja só este ano de 2020… Nações tinham planos para 2020, povos tinham planos para 2020, mas tudo caiu por terra quando a pandemia de coronavírus veio sobre todos nós. 

Portanto, meu caro amigo, minha cara amiga, o salmo 2 é um convite pra nos lembrarmos da soberania de Deus e de que nada daquilo que homens e nações desejam acontecerá se Deus não permitir que aconteça. Nós, humanos, não temos controle sobre nossos planos. Por isso, para tudo, e em tudo, peça a aprovação do Senhor. 

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Meditar na lei de Deus dia e noite

No verso primeiro do salmo 1, a gente entendeu que não é feliz quem não tem identidade, quem anda pela cabeça dos outros… Enfim, se você não assistiu o vídeo, assista; se não leu o texto, leia!

Mas então… o que o salmista segue dizendo? Ele afirma, que é feliz quem tem satisfação, quem encontra satisfação na lei do Senhor e medita nela dia e noite. 

Aí você diz pro prof: Ronaldo, isso é muito interessante. Mas sejamos sinceros? Quem dá conta de ficar lendo a lei de Deus o dia todo, a noite toda? Isso vai ficar muito cansativo… E além disso, quando vou ter tempo pra trabalhar, pra cuidar da família? 

Deixa eu dizer algo pra você: eu não acredito que foi essa a ideia do salmista. Quando a gente lê que é feliz quem encontra satisfação na lei do Senhor e medita nela dia e noite, eu acredito é feliz de verdade aquela pessoa tem a Palavra do Senhor como guia, como referência pra sua vida. 

Meditar dia e noite na lei do Senhor significa nortear seus pensamentos, suas decisões de acordo com o “assim diz o Senhor”.

Deixa eu dar um exemplo bem básico: “vou enviar um recadinho no grupo do whatsapp da família. Então questiono: o que diria o Senhor? Isso abençoaria as pessoas? Ajudaria as pessoas no crescimento delas?… Estou espalhando amor? Ou estou espalhando ódio, raiva? O que estou fazendo?”. 

Para mim, esta é a ideia do salmista. O salmista diz que é feliz quem referencia sua vida, suas escolhas, suas decisões em sintonia com a lei de Deus. E não faz isso por obrigação, faz por prazer. Por confiar que a vida é melhor quando está em harmonia com a vontade do Pai. 

Amém? 

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Quem é feliz?

Gente, estou começando hoje com você um novo desafio… Sim, vai ser um mega desafio. Já parou para pensar no tamanho do livro dos salmos? Quantos versos incríveis? Tem muita inspiração no livro dos salmos. E eu resolvi compartilhar com você as minhas inspirações diárias em versos dos salmos. Vai ser uma jornada longa! Eu espero contar com você.

O primeiro texto/vídeo dessa super série é baseada num verso polêmico que está no primeiro salmo. Olha só o que diz o salmista… “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores”. Esse verso é demais! Traz várias lições preciosas pra gente. Mas eu quero me prender a quatro. 

A primeira delas, é a questão da identidade. Quem é feliz? Quem tem uma identidade bem definida, quem não vive pela cabeça dos outros… O salmista diz assim… “quem é feliz… feliz é quem faz a coisa certa e não fica se preocupando com o que as outras pessoas pensam ou dizem”. 

A segunda lição poderosa é que a gente deve escolher bem as pessoas que a gente ouve. Embora sejamos convidados pelo próprio Cristo a amar, acolher e respeitar todas as pessoas, nem todo mundo tem sabedoria para nos aconselhar. Nem todo mundo é boa influência! Guarde isso em seu coração. Tem muita gente que afunda, que faz bobagem, porque escuta conselhos das pessoas erradas. 

Terceira lição… Vive melhor quem não imita os pecadores. Não é porque todo mundo faz que você também tem que fazer. E a quarta lição: vive feliz quem não participa de fofocas, da roda de piadas maldosas, quem não faz comentários negativos sobre os outros. Os zombadores são pessoas que não respeitam os outros. E esse é um comportamento que não cabe na vida de quem quer viver em paz e feliz. 

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Você gosta de sempre ter razão?

É bom ter razão, não é verdade? É bacana sentir-se dono da razão; achar que está certo faz bem para o ego. Mas quer saber de uma coisa? Se você deseja crescer como pessoa, se você deseja ser alguém que influencia pessoas, precisa deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas. 

Eu confesso a você que esse é um enorme desafio pra mim. Sempre fui uma pessoa incomodada, que olha tudo com a perspectiva de que pode ser melhor, pode ser aperfeiçoado… Observo prós e contras em tudo. Isso é maravilhoso, porque estou sempre aberto para aprender. Mas, por outro lado, às vezes sou teimoso em defender as minhas posições… E, por vezes, me posiciono de maneira convencida que as minhas sugestões são as melhores. E sabe o que isso faz? Cria barreiras!

Poucas coisas incomodam tanto as pessoas do que se sentirem colocadas numa posição inferior, como se fossem menores do que a gente.

Portanto, feche a semana com este pensamento: procure deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas e tenha a humildade de também aceitar as ideias dos outros. 

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Nem todo mundo aprende com o sofrimento

Frequentemente eu falo de dor, de sofrimento… Falo também que tenha verdadeira aversão a esse discurso de que é só querer estar feliz, que a gente pode sair por aí super bem, animado… Não gosto desse discurso! Isso não é verdade. Tem dias que estamos tristes…

Eu até provoco pra gente sorrir, porque acredito que precisamos lutar contra aquilo que nos machuca, que nos magoa… Mas tem dias que a gente tá mal. E pronto! É assim que funciona. Entretanto, o que eu descobri é algo que preciso compartilhar.

O escritor e pesquisador Augusto Cury afirma num de seus livros que nem todo mundo cresce com a dor. E esse ensino é precioso, gente. É meio senso comum, mas a gente sai por aí repetindo que o sofrimento nos torna pessoas melhores. Augusto Cury não concorda com essa ideia. E eu concordo com ele.

Segundo o escritor, a dor só se torna uma mestra quando nos tornamos seu mestre, quando nos interiorizamos, refletimos, desenvolvemos consciência crítica, deixamos de ser deuses e nos humanizamos. Caso contrário, a dor produz zonas de conflito, portanto será inútil, algoz. Ou seja, a dor só tem valor pra quem sabe lidar com a dor. A dor só tem valor pra quem se torna mestre da dor… Pra quem tem consciência crítica, pra quem tem disposição pra tentar entender as razões da dor, pra entender quem é… pra se conhecer de fato. Nem todo mundo consegue fazer isso.

Muita gente reclama, lamenta… passa pelo sofrimento e sai do sofrimento uma pessoa igual ou até pior. 

Portanto, dica de hoje: sofrer todo mundo sofre. Ter dor… todo mundo tem. Mas nem todo mundo cresce com a dor. Invista em você. Em conhecer-se para aprender todo o tempo a respeito de você mesmo, a respeito da outras pessoas e do próprio mundo. 

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Você é capaz de acrescentar uma hora à sua vida?

Você é uma pessoa preocupada? você se preocupa com o futuro? Escuta só o que Jesus disse em Lucas capítulo 12, versículo 25… Ele disse: quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja a sua vida? 

Por mais que se preocupe, você pode acrescentar uma hora que seja a sua vida?   

Eu não posso! Eu até tento. Procuro me cuidar, procuro me exercitar, não exagero na alimentação, tento manter um equilíbrio emocional, mas não tenho capacidade alguma para acrescentar uma hora sequer a minha vida. 

Por isso Jesus questionou: quem de vocês, por mais que preocupe, pode acrescentar uma hora a sua vida? Não podemos. Na verdade, por mais que nos preocupemos com o futuro, não temos nenhum controle sobre o que vai acontecer daqui a pouquinho com a gente. Até fazemos planos, mas não temos garantia alguma do que vai acontecer. 

Fica então a dica de hoje: se preocupe menos com o futuro e confie mais em Deus. 

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Conhece gente deslumbrada

Você conhece gente que se acha? Deixa eu explicar melhor… Você conhece gente que tem uma visão distorcida de si mesmo? Que olha para as coisas que faz e acha tudo lindo? Eu conheço! Conheço um bocado de pessoas assim. São pessoas bacanas, que tem boas ideias… São pessoas criativas. Mas são pessoas que precisavam de um certo toque de realidade. Não significa que são toscas, que são burrinhas… Nada disso. Apenas são um tanto deslumbradas! Falta certa autocrítica! Falta autoconhecimento!!

Gente, quando eu defendo a importância de se conhecer, não é conversa de psicólogo, de filósofo… É uma necessidade! Quem se conhece não corre o risco de ter uma imagem distorcida a respeito de si mesmo. E qual a vantagem disso? A vantagem é que você pode tratar daquilo que falta em você e crescer como ser humano. Exemplo, você é uma pessoa que sempre deixa as coisas pra depois. Quando você percebe que isso é de fato um problema e para de ficar arrumando desculpas, você pode trabalhar isso em você e falhar menos.

Se você é uma pessoa que se acha inovadora, incrível, maravilhosa… Talvez você não tenha problema de autoestima. Mas certamente você perde a chance de fazer coisas ainda melhores. Porque deixa de reconhecer onde você poderia melhorar. E gente deslumbrada vive fora da realidade. Não presta não. 

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O preconceito nosso de cada dia

Muita gente nega a aceitar que existem preconceitos no Brasil pela ausência de agressões visíveis. Num país complexo e diversificado como o nosso, alimenta-se certa ilusão de que as relações são harmônicas e as atitudes preconceituosas não passam de episódios pontuais. Entretanto, o que nem sempre conseguimos explicar e/ou expressar é que frequentemente o preconceito se trata muito mais de um critério de avaliação e/ou julgamento do que uma ação de violência mensurável contra o outro. E, nesse sentido, a própria escola falha em suas práticas pedagógicas. 

Vou tentar exemplificar. Meses atrás, uma mãe me contou um episódio ocorrido na sala de aula. A professora, com a maior boa vontade de tentar motivar um garotinho a estudar, declarou diante de todas as crianças da turma: 

– Menino, você precisa estudar! Ou quer acabar sendo um lixeiro? 

Tenho quase certeza que a professora não pretendia ser maldosa. Mas a intenção dela de motivar o aluno a se empenhar nos estudos acabou por revelar uma espécie de preconceito. Quem seria o gari, na ótima dela? Uma pessoa punida pela vida por ter se esforçado pouco e não ter estudado o suficiente. 

Também acredito que se perguntássemos para essa professora “você tem algum preconceito contra os garis?”, dificilmente ela admitiria isso. Porém, o discurso dela indica uma forma de hierarquizar, categorizar as pessoas. E esse tipo de preconceito está entranhado em cada um de nós. 

Pensemos em algumas situações cotidianas. 

O profissional de Recursos Humanos está fazendo a seleção de algumas jovens para trabalharem no atendimento presencial de clientes. A candidata a ser contratada terá que ser ágil, simpática, desinibida e promover a imagem da empresa. Durante as entrevistas, uma moça obesa pleiteia a vaga. Ela tem boa formação, parece reunir as habilidades cognitivas e emocionais necessárias. Porém, uma outra candidata reúne habilidades semelhantes e é magra, tem corpo de atleta. Como regra (ainda que existam exceções), a moça magra será contratada.

Situações semelhantes ocorrem em processos seletivos que envolvem pessoas jovens e mais velhas, negros e brancos, homens e mulheres, tatuados e sem tatuagem etc. Nos relacionamentos, situações semelhantes ocorrem.

Dias desses, conversava com uma amiga gaúcha e ela brincava sobre preconceitos reproduzidos pelas pessoas que são naturais da região dela. Em resposta, brinquei que “adoro os gaúchos; só não queria que minha filha casasse com um deles”. De fora, talvez alguns de nós, do Paraná e de outras regiões do Brasil, alimentemos certa imagem de arrogância e postura de superioridade do povo gaúcho. Quando pensamos nos baianos, o que vem à mente? “Ah… são preguiçosos”! 

Enfim, de raças, gêneros, regiões etc., mantemos certos estereótipos que funcionam como critérios de avaliação e/ou julgamento e até mesmo de exclusão. 

É fato que muitas dessas imagens foram construídas historicamente e, talvez, com um pouco de convivência, rapidamente se desfaçam. Contudo, por vezes, exercem efeito de preconceito motivando diferentes formas de exclusão. A exclusão não precisa necessariamente ser de uma vaga na universidade; pode ser a não aceitação “desse tipo de pessoa” no meu grupo de amizades, dentro da minha família, para comer na minha mesa, trabalhando na minha equipe, casando com minha filha… 

Ou seja, ainda que nem todo preconceito se manifeste explicitamente, fisicamente ou numa agressão verbal, segue sendo uma agressão simbólica. O outro – que é a vítima, talvez por suas características físicas, herança genética, raça ou mesmo pelo local de nascimento – sente a rejeição, nota estar sendo colocado numa posição inferior ou mesmo não ser bem-vindo a um determinado ambiente. 

Justamente por essas características, o combate aos preconceitos não é simples. Leis podem ser importantes para punir certos episódios. Porém, as ações educativas – sejam no âmbito escolar, político, comunicacional ou mesmo religioso – contra as diferentes manifestações de preconceito carecem de estratégias voltadas para a formação de nossa subjetividade, para a promoção de um olhar generoso, acolhedor e amoroso para com todas as pessoas. 

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