Planeta lixo

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Preciso de um celular novo. Mas enquanto ensaio a compra, fico pensando em todo lixo digital que temos produzido. Tenho pedaços de um antigo computador de mesa que já não servem para nada. Um notebook que nem liga mais. E mais algumas outras coisinhas que só ocupam espaço. Ah… e, nas gavetas de casa, também tem aparelho de celular.

Acho que todo mundo deve alguma coisa do tipo guardada em algum armário. Não tem jeito. Esses equipamentos se renovam. A gente substitui no uso, mas não tem onde descartar.

E a situação deve piorar. A indústria produz cada vez mais, atualiza e nós, consumidores, sentimo-nos obrigados a acompanhar esse ritmo frenético.

Já comentei aqui de alguns sonhos de consumo. Entre eles, o iPhone e o iPad. Entretando, todas as vezes que olho para esses aparelhinhos, penso no preço e na vida útil. Exercício mínimo da razão me faz ter a certeza que, em dois anos, a versão que terei comprado estará completamente defasada diante do modelo que estiver nas lojas.

Veja esta notícia:

- iPad completa dois anos e deve ganhar nova versão em breve

Ou seja, o tablet da Apple não tem nem dois anos, já possui duas versões e ganhará uma terceira nos próximos dias.

Quer mais? Especialistas em tecnologia já projetam que, em quatro anos, os tablets perderão força diante dos chamados ultrabooks, os modelos de laptops ultrafinos.

- Pesquisa diz que, em 2016, os Ultrabooks ultrapassarão os tablets

Claro, se ficarmos encanados com o fato de que tudo estará defasado em prazos cada vez mais curtos, deixamos de aproveitar o melhor que a tecnologia tem a nos oferecer.

Por outro lado, não há o desenvolvimento na mesma velocidade de estratégias para eliminar esse lixo digital. A gente consome cada vez mais tecnologia, mas os equipamentos ocupam espaço físico. Quando inutilizados, precisam ser descartados. No entanto, faltam locais adequados para isso.

Sinceramente, toda vez que falo disso lembro da animação “Wall.E”. Estaríamos criando um planeta lixo?

Blog, números e um “muito obrigado!”

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O bacana de manter um blog durante tanto tempo é perceber que, quando a gente quer, é possível resistir num projeto por amor, por ideal… Não por dinheiro.

Pensava nisto depois de ver dois números do blog, nesta semana. O primeiro deles, o número de acessos. Passamos de 600 mil. Poxa, é muita coisa!

Tudo bem… tem um monte de blogs muito mais badalados, acessados. Porém, isso não me impede de considerar um sucesso esta página aqui. E não por causa da estatística em si. Mas pelo que ela representa. Como disse no post anterior, blog é igual padaria: tem que ter pão quente. Ou seja, chegamos a 600 mil acessos únicos porque, ao longo desses mais de quatro anos, consegui manter a regularidade com a publicação de mais de 5,5 mil posts. Isso mesmo: mais de 5,5 mil textos sobre diferentes assuntos.

O segundo número foi o do “na segunda, uma música”. Começou como uma brincadeira e, na última segunda-feira, publiquei o centésimo post da “série”. Confesso que nem sempre penso numa canção para compartilhar. Entretanto, fico satisfeito quando recebo sugestões para esse espaço do blog, ou ouço comentários sobre a música que postei. Fico extremamente satisfeito. É muito bom.

No entanto, além de confirmar que é possível ser perseverante quando a gente gosta de verdade de um projeto, de alguma coisa, diria que fica mais fácil quando contamos com o apoio das pessoas. Embora seja algo muito pessoal, o blog ganha vida por causa dos leitores. É o reconhecimento e incentivo dos amigos que dão “fôlego” ao blogueiro. Por isso mesmo, só posso dizer a todos que sempre estão comigo, obrigado! Muito obrigado!

Está faltando pão quente

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Um blog é igual uma padaria. Precisa ter pão quente. Padaria sem pão… quebra. Blog sem post novo não é blog. Não desperta interesse. Perde leitores.

Na verdade, o sucesso de qualquer mídia é a regularidade. A oferta de novidades. É uma regra.

Por isso, sempre me sinto incomodado quando fico em falta com os leitores. É verdade que não tem o compromisso de publicar. A página é pessoal. Não é patrocinada. E nem tem o perfil de ser factual. Entretanto, parece que está faltando alguma coisa. É o tal do “pão quente”. Não dá pro “cliente” aparecer no “balcão” e voltar de mãos vazias.

Nesses dias, tenho minhas razões para estar em falta com os caríssimos leitores. Em especial, por estar apresentando as duas edições do jornal local da CBN Maringá. É janeiro. O empenho é redobrado para garantir cinco ou seis horas de notícias, entrevistas etc, ao vivo.

Manter-se focado em não perder um lance que possa se transformar em material para os jornais acaba roubando a disposição de escrever para o blog. Falta fôlego para novos textos. Ainda assim, cá estou… Tentando ao menos dizer que… estou vivo. E o blog também.

Ah… tenho estado mais presente no Twitter. Siga-me por lá.

Na segunda, uma música

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Rita Lee anunciou que deixará os palcos. Não resiste mais. Sua condição física impede que continue fazendo shows. A cantora continuará gravando, disse. Entretanto, não dá mais conta de se apresentar ao vivo.

Já lembrei dela por aqui numa outra segunda-feira. Entretanto, é impossível passar por essa notícia sem ressaltar o valor de Rita Lee para a música brasileira. Poucos conseguiram construir uma carreira tão sólida.

Quantos artistas – em especial, mulheres – têm carreira consistente há 40 anos?

Rita tem 64 anos (pelo menos, segundo a data oficial de seu nascimento). A “Rainha do Rock Brasileiro” começou na banda Mutantes em meados da década de 1960. No início dos anos 1970, gravou os primeiros discos da carreira solo. Desde então, são dezenas de álbuns, muitas músicas de sucesso (daquelas sem prazo de validade) e mais de 60 milhões de discos vendidos.

Por isso, é difícil escolher uma única canção para resumir Rita Lee. Mas… vamos lá. Hoje, compartilho uma de suas músicas que não fazem parte daquela lista que lembramos “de primeira”. Para os caríssimos amigos e leitores, “Coisas da vida”.

A farsa da grávida: este não é um ato inconsequente

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Ao longo desta semana, esbarrei algumas vezes com a notícia da suposta grávida de quadrigêmeos. Preferi esperar o desfecho da história. Hoje, foi confirmado que tudo não passava de uma farsa. Pelo menos até o momento, não se sabe o que motivou essa mulher a mentir.

Cá com meus botões, fico pensando na complexidade da mente humana. Não me surpreendo com esse tipo de caso. Gente é “bicho doido”. A mente humana é capaz das maiores loucuras. Alguém aparentemente normal pode pirar. E, no caso dessa mulher, tanto pode estar sofrendo algum tipo de transtorno mental quanto ser obcecada por 15 minutos de fama.

Fala sério… Independente de ser uma coisa ou outra, como diriam por aí, não deve “bater bem da cabeça”.

Essa mulher posou como sendo alguém que pensava estar grávida de gêmeos, mas surpreendeu-se com quatro bebês. Fez isso na mídia. E o maridão ainda deu depoimento na reportagem.

É incrível como alguém pode sustentar uma farsa dessa.

Mais que isso, certamente teve apoio de outras pessoas. Ninguém cria um barrigão daquele – e ele foi mesmo criado, né? – sem cúmplices. Pessoas sabiam da história e se silenciaram, permitiram que ela aparecesse na mídia por cerca de 10 dias. E que marido é esse que desconhecia a mentira? Esse sujeito não viu o corpo da própria mulher durante esse tempo todo?

É verdade que algumas mulheres têm gravidez psicológica, ou mesmo uma espécie de obsessão por um filho que passam a viver uma fantasia. Contudo, se isso aconteceu, o que o companheiro dela fez durante esse tempo todo? Não deu nem uma espiadinha à noite pra ver a barriga da parceira?

Ah… convenhamos, essa história está mal contada.

Aparentemente, ela é inconsequente. Não nos afeta. Mas não é bem assim… Ninguém pode sair criando histórias e depois se desculpar: “olha foi uma mentirinha; ela é doente”. As pessoas precisam ser responsabilizadas por seus atos, em especial aqueles que têm repercussão pública. O sonho Big Brother não pode ser sustentado por farsas irresponsáveis e criminosas.

Por que ninguém diz: “eu sou este idiota que transformou a Luiza em celebridade”?

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Temos mania de criticar a mídia. Mas pouca gente admite que a mídia é reflexo da sociedade. Ela retrata quem somos, nossas preferências e valores.

A história da Luiza foi parar nos jornais, no noticiário, porque transformamos a frase de um comercial num meme de sucesso. E, obvio, a volta dela ao Brasil, teria que ganhar tempo e espaço nos jornais. Afinal, todo mundo queria ver a carinha da Luiza, que estava no Canadá.

De verdade, não vou criticar a “brincadeira”. Gostei. É bom relaxar um pouco. Costumo dizer que todo mundo tem direito a sua dose diária de bobagem. Porém, concordo com o Carlos Nascimento quando questiona o fato de as notícias mais comentadas do dia serem a respeito de um suposto estupro no BBB e a Luiza no Canadá (ou o retorno dela).

Apenas não concordo quando ele diz: “já fomos mais inteligentes”. Não, não fomos. Nunca fomos. A diferença é que não falávamos. Não havia canais para isso. Consequentemente, nossa mediocridade não era revelada. Agora, com as redes sociais, podemos mostrar nosso “conteúdo”.

O jornalismo, e a mídia como um todo, na tentativa de popularizar-se, aproximar-se do público, não contribui com a formação da sociedade. Apenas ressalta nosso vazio e o reforça. É uma lógica dialética: nossa mediocridade motiva a falta de conteúdo relevante na mídia; e ao fazer isto, a mídia contribui para manutenção da burrice (que, de certa forma, foi o que sugeriu Carlos Nascimento).

E quer mais? Agora transformamos o vídeo do Nascimento e seu comentário num dos assuntos mais comentados do dia nas redes sociais. E por quê? Porque o idiota é sempre o outro. Nunca a culpa é nossa. Gostamos da polêmica. Mas não reconhecemos nossas fragilidades, gosto pela futilidade e necessidade de amadurecermos como indivíduos e como sociedade.

Uma homenagem a Elis Regina

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Elis Regina morreu há 30 anos. Hoje, 19 de janeiro, lembramos dessa perda. Nessa data, a melhor cantora brasileira foi encontrada morta trancada em seu quarto aos 36 anos. Jovem, cheia de vida, mãe de três filhos, Elis foi derrotada pelas drogas. Uma combinação de álcool e cocaína tirou sua vida.

A intérprete foi revelada pelos festivais de música da época. O talento, a voz e a presença de palco levaram Elis Regina ao estrelato. Ela não apenas cantava, emocionava.

Por cerca de 20 anos, ela encantou o Brasil. O primeiro disco foi gravado em 1961. O primeiro grande sucesso foi “Arrastão”, que interpretou em 1965 no Festival de Música Brasileira da TV Excelsior.

Elis não foi cantora de um único gênero. Soube transitar muito bem pela bossa nova, jazz e o samba. Sua voz afinada ficou registrada em 27 LPs, catorze compactos simples e seis duplos.

Difícil falar de uma música que defina Elis Regina. Afinal, o que dizer de “O bêbado e a equilibrista”, “Águas de março”, “Como nossos pais” entre outras?

Tanto talento não foi completamente silenciado. Além de se tornar um mito, ser eternizada pelos fãs e por gente que sequer a viu cantar, a genética falou mais alto. Os três filhos de Elis – João Marcelo Bôscoli, Pedro Mariano e Maria Rita – estão envolvidos com o mundo das artes. Maria Rita, talvez por ser a única filha mulher, é vista como a maior herdeira do brilho da mãe.

Hoje, para homenageá-la, compartilho aqui uma canção pouco lembrada, mas que revela com intensidade os sentimentos de um coração partido pela perda de um grande amor. “Preciso aprender a ser só”.

Ah, o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses teus olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor

O Enem nos envergonha

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Está em destaque no Folha Online:

- MEC vai recorrer da decisão de acesso à redação do Enem

A justificativa parece bastante razoável: impossibilidade técnica de abrir a prova de redação para todos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio.

Porém, diga-me: se deu pra corrigir milhões de provas, como não dá para garantir transparência ao que foi feito pelos avaliadores?

Caríssimos, no papel, o Enem é um belo instrumento para avaliar a qualidade do ensino e ainda garantir vagas nas universidades para nossos melhores alunos. Porém, na prática, o exame tem mostrado o quanto o Ministério da Educação é desorganizado. É uma lambança atrás da outra.

Em 2010, a prova vazou; em 2011, o problema se repetiu. E pior, ninguém entende o sistema de avaliação. Como explicar o fato de 129 redações terem tido problema de correção? Quem garante que outras tantas não tiveram problema semelhante?

Está na hora do governo abrir a caixa preta e explicar os critérios de avaliação. Nós, que estamos de fora, não percebemos a dimensão da confusão. Porém, pergunte a qualquer garoto que participou do Enem, e que contava com a nota do exame para garantir uma vaga numa universidade, se conseguiu entender o resultado da avaliação.

O negócio é confuso.

Por isso mesmo, centenas de alunos entraram na Justiça pedindo revisão na correção de algumas questões ou na redação. Muitos conseguiram melhorar a nota. Isso mostra que o sistema é falho.

Está na hora do governo reconhecer os constantes problemas e rever o modelo de provas do Enem. Passou da hora. Hoje, infelizmente, não dá para confiar nos resultados.

O que é ainda mais lamentável, no entanto, é notar que o sujeito que coordena o processo – o ministro Fernando Haddad – ser considerado “o cara”. Isto, a ponto de o PT lançá-lo candidato a prefeito de São Paulo.

Haddad, que deixa o governo para disputar a prefeitura, não foi capaz de garantir eficiência ao Enem. E mais, a principal conquista do ministério na gestão petista, a criação do Prouni, não é coisa dele. É “vendida” como se fosse… Mas é do ex-ministro e hoje governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.

Coitado dos paulistanos!

O BBB no paredão

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Creio que a melhor maneira de começar este texto é com uma afirmação da Rosana Hermann:

- O que você vê na TV é o que a TV quer que você veja. E o que ela não quer que você saiba dificilmente você vai ficar sabendo.

A frase é uma espécie de resumo do que penso a respeito desse episódio envolvendo um suposto estupro após a festa de sábado do Big Brother Brasil.

O sujeito envolvido na história foi eliminado do programa. A garota segue na disputa pelo prêmio de R$ 1,5 milhão.

Até a polícia está envolvida.

Não quero me estender nesse blábláblá. Desnecessário.

Sinceramente, não sei o que houve debaixo do edredom. E nem vou especular. Imagens são imagens – mesmo do pay per view. Podem ser vistas do que jeito que a gente quiser ver.

O que quero discutir é o jogo sedutor da TV. A polêmica está rendendo o maior buchicho na rede. Mais que isso, a audiência não para de crescer. A Globo deve estar comemorando. Principalmente depois de 12 edições do reality show.

Por sinal, quem pode garantir que tudo não passa de encenação?

Eu não duvidaria disso. Em especial conhecendo o “vale-tudo” do qual é capaz o diretor do BBB.

São tantas contradições e especulações envolvendo o caso que, sinceramente, não acredito em nenhuma versão.

E, convenhamos, a direção do programa e a própria emissora estão pouco preocupadas em esclarecer o crime – se é que houve. Detalhe, tem gente trabalhando ali. Câmeras acompanhando tudo. Será que ninguém sabe ninguém viu?

Não há compromisso com a transparência. Importa a repercussão e os resultados no Ibope. É isso que vale.

Tolos somos nós que ainda acreditamos que a TV transmite uma realidade. Que as coisas são como parecem ser. Há um jogo de cenas e discursos aí… O mesmo site da Globo que noticia que a polícia fará perícia nas roupas íntimas do Daniel e da Monique é o que coloca a garota toda sorridente noutra “notícia” mostrando ela brincando no chuveiro.

Gente, vamos deixar de ser inocentes. A televisão é ficção em forma de realidade. “O que você assiste é a ponta do iceberg, não é O iceberg”, como diz a Rosana. Vale pensar nisto antes de embarcar nas histórias que a TV mostra e, quem sabe, colocar programas como o BBB no “paredão”.

PR 323: fazemos uma mobilização fajuta pela duplicação da rodovia

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Estive em Guaíra nessa segunda-feira. Para quem mora em nossa região, é quase impossível não se deixar seduzir pela proximidade com o Paraguai e as facilidades de compras. Entretanto, mais que fazer um relato naquela muvuca que é Salto Del Guairá, quero refletir sobre a qualidade da estrada que usamos para chegar até lá.

Há mais de um ano, toda a região está “mobilizada” para convencer o governo do Estado a fazer a duplicação da PR 323. Para quem não conhece, trata-se de uma rodovia muito movimentada, em pista simples, com acostamentos problemáticos e, consequentemente, muitas mortes. São cerca de 270 quilômetros.

Quem mora por aqui conhece bem o que estou falando. A estrada é uma velha conhecida. E velha em todos os sentidos já que o máximo que tem sido feito em toda sua extensão são operações de conservação da malha asfáltica.

É um exercício de paciência dirigir nessa estrada. Ontem, por exemplo, permaneci por quase 40 quilômetros atrás de um único caminhão. Às vezes, numa velocidade próxima de 80 km/h; noutros momentos, a menos de 50 km/h. A fila de veículos era imensa. Não havia como ultrapassar.

Gente, a PR 323 é uma agressão do Estado aos contribuintes paranaenses. Como explicar que, ao longo dos anos, nada foi feito? Nenhuma terceira faixa. Nada. A duplicação de pouco mais de quatro quilômetros no trecho que liga Maringá a Paiçandu não conta. Aquilo ali é quase uma piada, já que só ajudou a tirar quebra-molas. Por sinal, ressaltou o problema. Quando a pista volta a ser simples revela o quanto a duplicação é urgente.

Acontece que promover a duplicação em toda extensão da rodovia é uma obra cara. Dificilmente será realizada sem a concessão à iniciativa privada. Ou seja, instalação de pedágios. Acontece que a experiência no Paraná é traumática. Quando o Governo Lerner criou o chamado Anel de Integração, permitiu a cobrança de tarifas altíssimas e, ainda hoje, convivemos com estradas pedagiadas em pistas simples. Um desrespeito aos cidadãos.

No que diz respeito à PR 323, os governantes foram negligentes. No passado e no presente. A frota de veículos cresce todos os anos. Porém, nunca houve um planejamento de investimentos de longo prazo. Algo do tipo: “este ano, vamos duplicar 30 quilômetros; no ano seguinte, mais 30…”. E isso dava para fazer. Afinal, cada carro novo, cada caminhão novo emplacados no Estado representa um acréscimo na arrecadação de tributos. Mais dinheiro no caixa… que não retorna na forma de investimentos.

Desculpem-me, somos culpados por essa situação. Somos coniventes. Nós, cidadãos, e a tal sociedade organizada. Aceitamos, toleramos esse desrespeito do Estado. E não venham me dizer da tal mobilização para duplicar a PR 323. Essa é uma mobilização de conveniência. Uma pressãozinha fajuta. Se o governo fizer ou não fizer a obra, nada vai acontecer. Empresários, políticos e demais lideranças que organizam a campanha nunca confrontariam de fato o governo. Que tal uma “greve tributária”? Algo do tipo: bloqueamos o pagamento e repasse de impostos ao Estado até o anúncio definitivo do planejamento e início das obras? Loucura? É provável. Mas o que quero dizer é simples: não há mobilização real. Nem neste caso nem noutro qualquer. Somos passivos. E eu me incluo aqui. Os governantes não são pressionados. Não perdem o sono por nossa causa. E, quando uma nova disputa eleitoral começar, voltarão a ser financiados inclusive por estes que supostamente “brigam” pela duplicação da rodovia.

Na segunda, uma música

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Quando a semana terminou, comecei a pensar na música desta segunda-feira. Lembrei de um cantor, compositor e músico cristão que admiro demais. Com quase 30 anos de carreira, ele pode ser considerado um dos nomes que revolucionaram a música gospel nos Estados Unidos. Por conta disso, conquistou inúmeros prêmios e teve várias de suas músicas entre as mais tocadas nas rádios americanas. Estou falando de Michel W. Smith.

Mesmo quem não aprecia esse gênero, deveria gastar um tempinho para ouvi-lo e conhecer as letras de algumas de suas músicas. Michel W. Smith consegue falar de fé, esperança, amor, vida e de Deus sem cair no lugar-comum.

A canção que escolhi compartilhar não está entre seus principais hits. Mas é simplesmente é maravilhosa. Então, fica o convite para ouvir “I Will Carry You”. Afinal, em alguns momentos todos nós já nos questionamos: “será que a estrada em que estou tem um destino?”

Photoshop, imagens construídas e nossa fuga da realidade

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Desculpa aí... Preferi o rosto da Angelina Jolie a bundas e coxas para ilustrar este post

Lia há pouco sobre os benefícios do Photoshop. O programa de tratamento de imagens é o melhor amigo das celebridades. Não apenas das celebridades. É ferramenta fundamental para a publicidade. Gente comum, que se atreve a usá-lo, também consegue bons resultados.

Entretanto, o mesmo Photoshop que faz milagres é o que nos ilude. Toda vez que olho a capa de uma revista fico imaginando o que a imagem esconde. Quais as imperfeições? Onde a ferramenta do Adobe foi mais utilizada? Sinceramente, é difícil saber qual é o real. Tenho impressão que vemos apenas um vislumbre do que poderia vir a ser; nunca da pessoa real.

O que acho mais curioso é que a projeção vende. Gostamos da ilusão. A gostosona da Playboy atrai olhares. Seduz. Desperta o desejo. Poucos ainda acreditem que haja tamanha perfeição, mas ainda assim se entusiasmam.

Mulheres se “matam” nas academias e gastam pequenas fortunas nas clínicas de estética movidas pela vontade de se assemelharem às mulheres que ilustram as capas das revistas femininas. Querem a barriguinha perfeita da celebridade do momento – ainda que esta tenha sido “fabricada” num programa de computador.

Não entendo por quê. Tenho a impressão que existe algo em nós, maior que nossa razão, que prefere o virtual, o fictício. Seria uma fuga da realidade? Talvez.

O mundo real não é tão belo. Os produtos que compramos não são perfeitos. As celebridades não são tão glamourosas. Sabemos disso. Mas preferimos nos enganar. Nosso desengano com o real nos faz namorar com fragmentos de um universo mágico e encantador, embora inacessível pois inexiste.

Isso parece nos mover, nos dá fôlego para viver. A realidade é dura, cruel. As imperfeições mostram o quanto a vida é fugidia, passageira. Desejamos escapar dela. O feio nos acusa e diz que nada é semelhante aos nossos sonhos paradisíacos. E que a mesma vida que nos escapa é a que revela nossas rugas e a morte que não podemos evitar.

Prefeito cassado pode pagar eleição extra

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Não acredito que em algum momento seja possível acabar com a corrupção. Estancá-la. Eliminá-la. Entretanto, vejo mudanças. Já disse aqui que as quedas constantes de ministros mostram que o Brasil está mudando. Vale o mesmo para denúncias de corrupção envolvendo legisladores e membros do executivo – governadores e prefeitos. Campinas, por exemplo, cassou o mandato de dois prefeitos num único ano. Desde 2004, por conta de campanhas irregulares e outras coisinhas mais, quase 180 novos pleitos foram realizados.

A última novidade – uma conquista, diria – é a obrigação que o político cassado (quando prefeito, por exemplo) pague pela realização de uma nova eleição. E já temos um primeiro condenado: o prefeito cassado de Caetés, Pernambuco. O sujeito terá de arcar com os custos da nova eleição. São cerca de R$ 340 mil.

Portanto, se ainda estamos longe do ideal, há avanços. É preciso reconhecer. Resta ao eleitor brasileiro conquistar maturidade, ser mais seletivo, fazer escolhas responsáveis e “vigiar” seus representantes durante o exercício do mandato.

Qual a chance de sucesso da campanha “não dê esmola”?

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Estou longe de ser uma pessoa sensível… Já disse aqui que raramente dou esmolas. E os argumentos usados por pedintes dificilmente me tocam. Sempre acho que, atrás do discurso, há uma intenção não muito digna. Entretanto, vez ou outra, sinto-me intimidado a ajudar. Sim, intimidado. Outras vezes, faço por uma questão de consciência. Em especial, quando há crianças envolvidas.

Por conta disso, sempre apoiei iniciativas como a da Secretaria de Assistência Social de Maringá. A Sasc tenta mostrar à sociedade que, ao dar um dinheirinho para um pedinte, estamos contribuindo para manutenção dessas pessoas nas ruas e avenidas da cidade. Neste período de férias, a campanha tem sido intensificada – inclusive com abordagem de populares e entrega panfletos.

Não há dúvida. Quando botamos a mão no bolso, sustentamos essa condição de exclusão. É uma contradição. Porém, na tentativa de ajudar fazemos justamente o contrário. E, detalhe, em municípios como Maringá, a condição de mendicância é quase uma escolha do sujeito. Os programas sociais são amplos. Também há inúmeras entidades que atuam no atendimento dos mais pobres. Quase dá para dizer: quem está nas ruas, está por opção. Claro, há exceções.

Portanto, a solução parece matemática. Deixamos de dar esmolas e acabamos com o problema.

No entanto, não é assim tão simples. Além de situações reais em que as pessoas fazem do ato de esmolar uma forma de sobrevivência, há aqueles que usam como fonte de renda. Uma espécie de emprego. Dinheiro fácil, sem esforço. E, nesses casos, por vezes a renda é para sustentar a dependência química. São pessoas que, para conseguir o que querem, estão dispostas a não apenas esmolarem. Sem a grana conquistada nas esquinas da cidade, podem tornar-se criminosas. Ou já vivem em tal condição.

Isto também ocorre com os flanelinhas. Bastaria cortar o que alimenta a atividade: os trocadinhos que entregamos quando retornamos para o veículo. Contudo, sabemos que, deixar de dar umas moedinhas (alguns nem aceitam essa “mixaria”), é aceitar o risco de ter o carro danificado, riscado, depredado. E, não raras vezes, é o que acontece.

Portanto, não sei se temos garantia de que a ação da Sasc será bem sucedida. Parece-me que a mendicância é inerente, é da natureza contraditória da sociedade capitalista. Ainda assim, entendo que a administração pública deve apostar na ação. Apóio. Mas só o futuro dirá se, primeiro, a população deixará de sustentar os pedintes; segundo, se não teremos um novo problema social.

Se só você pede desculpas, talvez a relação já tenha acabado

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Às vezes é preciso voltar a um tema. Discuti-lo sob um outro olhar. Ou garantir mais profundidade. É o que pretendo neste post.

Ao escrever sobre “pedir desculpas mesmo quando não se tem vontade”, algumas pessoas disseram que já tiveram tal experiência. E não foi boa. Afinal, corre-se o risco de chegar um momento em que você deixa de ser você. Ou seja, perde-se a autenticidade, a verdade e, principalmente, a identidade.

Quem sustenta essa tese tem toda razão. Mas, quando escrevi, não falava de uma atitude que deve se tornar regra. Na verdade, tudo que vira regra rouba nossa capacidade de ser humano. O humano é contraditório. Nisso constitui sua beleza. Por mais previsível que alguém seja, sempre haverá espaço para surpreender. Fazer algo fora do seu comum.

A vida é chata demais para ser vivida sempre do mesmo jeito. E talvez sejam os comportamentos repetitivos que tornam uma relação cansativa, desgastante a ponto de deixar de ser interessante.

Entretanto, no que diz respeito ao “pedir desculpas mesmo quando não se tem vontade”, sustento a necessidade dessa atitude quando se reconhece que a relação é mais importante que o simples fato de ter ou não razão no embate que motivou a mágoa. E concluí o texto defendendo a ideia de que, se você continua achando que o outro foi quem errou, o assunto deve ser retomado quando a “poeira baixar” a fim de rediscutirem o comportamento que os levou a se ferirem.

Mas – e esse “mas” é muito importante – ninguém deve anular-se. Se os confrontos repetem-se e toda vez é você quem pede desculpas, alguma coisa está errada. A relação deixou de existir. Ou, só existe para uma das partes. Costumo brincar que relacionamento é “bicho esquisito”. E é mesmo. Uma das partes pode deixar de viver e passar a existir apenas em função do outro. Quando isso acontece, há pouca chance de se restabelecer o equilíbrio – com concessões de ambos. Alguém já se acostumou a ser o “centro do universo”, sente-se acima do outro e dificilmente vai reconhecer as carências, inclusive afetivas, do parceiro.

“Pedir desculpas mesmo quando não se tem vontade” é uma atitude nobre. Para preservar relacionamentos. Mas é indicada para relacionamentos saudáveis. Em que há amor, carinho, vontade, respeito. Se constituir-se numa regra, alguém estiver constante anulando-se, é fundamental rever o relacionamento. Talvez ele deixou de existir e só você ainda não percebeu.

Limpando as gavetas do coração

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Quando a gente sai de férias é impossível se livrar de algumas arrumações… Coisas que no dia a dia vão ficando esquecidas, acumulando-se nos cantos da casa. No meu caso, por ser professor, a pilha de papeis é enorme. São provas antigas, trabalhos de alunos, anotações, livros… Tudo ali reclamando atenção, um pouco de organização.

Ontem e hoje dediquei parte das minhas horas para essa tarefa. Confesso que não é divertida. Não mesmo. Encarar aquela bagunça é algo que só faço por ser absolutamente necessário.

É curioso que, enquanto vamos mexendo, tirando do lugar, descobrimos coisas interessantes, outras tantas descartáveis. Algumas estão ali há anos, mas sempre justificamos uma razão para permanecerem guardadas.

Hoje, ao mexer nos armários e gavetas, consegui jogar fora muito material. Até CD’s, DVD’s, livros e revistas foram para o lixo. Percebi que estavam apenas ocupando lugar. Não serviam para nada. Nem para mim nem para outras pessoas.

A mesa ainda está completamente tomada das minhas “tranqueiras”. Mas creio que já limpei tudo que precisava ser descartado.

Já um bocado cansado, enquanto tomava banho, refletia sobre o que havia feito. Entretanto, pensava noutra perspectiva. Pensava em nossa vida. Nas coisas que guardamos – no coração e fora dele. De vez em quando carecemos de uma “limpa”. Fazer uma faxina (já que o termo anda na moda).

A vida é maravilhosa, mas nossos dias não são sempre perfeitos. Há desencontros. E estes sempre deixam marcas. Um relacionamento, por exemplo, tem uma história. De bons e maus momentos. Quando acaba, ficam lembranças. Muitas delas machucam, ferem. Não dá para apagar o que passou. Porém, precisamos nos livrar daquilo que ainda está ali nos fazendo mal.

Perdoar é um primeiro passo. Uma decisão, como disse dias atrás. Liberar o outro da minha raiva, ódio e, quem sabe, até do desejo de vingança.

É preciso limpar as “gavetas” para não ficar trombando com coisas que alimentam nossas emoções. Algumas pessoas têm que se livrar, inclusive, de objetos físicos – fotos, presentes, bilhetes, mensagens deixadas no celular etc etc. Se mexem com a memória, pode ser necessário jogar tudo fora. Não dá para ficar “encontrando” com a ex no facebook, messenger, twitter… Vale até deixar de frequentar certos lugares. Faz parte da “faxina”. Do contrário, o passado segue presente e esquecer fica mais difícil.

Não é simples. Dá trabalho. Muito mais que dar conta dessa “bagunça” que ainda está sobre minha mesa. Porém, é preciso encarar as pilhas de más lembranças que estão guardadas nas gavetas do coração. Olhar também para os objetos físicos. E, se necessário, livrar-se deles. Não dá para ficar lamentando o que deu errado. É fundamental reconhecer que faz parte do passado. Se houve erros, encare-os como um aprendizado, pois não dá para voltar atrás. A vida segue. E os sentimentos ruins devem ser sublimados. As “gavetas” do coração precisam estar limpas, organizadas a fim de que haja espaço para coisas novas. Do contrário, o futuro nunca irá acontecer.

Você já pediu desculpas sem estar com vontade?

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Às vezes, é preciso. Desculpar-se, mesmo quando você não acredita que a culpa foi sua, é uma dessas situações que tornam-se necessárias a fim de preservar algo maior que nós. Estar ou não com a razão pode ser menos importante que a relação.

Namoro, casamento – ou mesmo uma amizade – reservam momentos de estresse. De vez em quando, “a casa cai”. Não tem jeito, as diferenças falam mais alto e, quando menos se espera, estão discutindo. Sobram mágoas, feridas.

Horas depois, você olha para o outro e pensa:

- Que idiota! Como pode ser tão teimoso, cabeça-dura? Não está vendo que está errado?

Você estufa o peito cheio de si, pois sabe que está com a razão. O outro é quem agiu como um grande imbecil.

O tempo passa e o silêncio impera. Ninguém se fala. Está aquele “climão”. Mas, lá no fundo, você gosta da outra pessoa. Sabe que é importante na sua vida.

Como, na sua perspectiva, quem errou foi o outro, você tenta se aproximar aos poucos. Porém, percebe que não está fácil. O parceiro está profundamente chateado.

Restam duas alternativas: deixar como está para ver como é que fica ou… pedir desculpar. O problema é que você não tem nenhuma vontade de fazer isso. Sente que não foi o responsável pelo desentendimento.

Cá com meus botões, nessas horas, sustento a necessidade de ir além da vontade natural. Fazer o que não é comum. Talvez o desejo seja de ir lá e continuar a briga. Retomá-la. Até com mais intensidade. Afinal, o outro está sendo mesquinho a ponto de não reconhecer que errou.

Ainda assim, defendo a tese de que é preciso dar o primeiro passo. Humilhar-se. Dizer “eu errei”, mesmo se que tenha certeza que a culpa é do outro. Se você reconhece que a relação é importante, ter ou não razão deixa de ser prioridade. É momento de passar por sobre o orgulho e desculpar-se. Talvez a gente escute coisas que não gostaria de ouvir, mas o relacionamento não está centrado numa única pessoa. O “nós” é mais importante que o “eu”.

Nem sempre o que achamos ser certo é certo para o outro. Somos diferentes. Reagimos e vemos o mundo sob perspectivas distintas. Não dá para querer que a pessoa que amamos seja semelhante a nós. Não é simples lidar com isso, porém é a única saída para se viver bem a dois.

Talvez, depois, bem depois, quando a “tempestade” passar haja espaço para retomar a discussão do assunto/fato que gerou a briga. Mas num papo “desarmados”. Num outro contexto é bem provável que seja possível retomar a razão, ir além das emoções e crescer como humanos em constante aprendizado.

Eles só atestam minha incompetência

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Eles me assustam. Aqueles semáforos da Praça Rocha Pombo me dão medo. Toda vez que passo por lá parece que riem de mim. Sim, olham para mim e dão gargalhadas. Tenho a impressão que os ouço gritar:

- Incompetente, incompetente! Hahahahaha!!!!

Quando posso, desvio. Fujo deles. Mas não tem jeito. Por vezes, sinto-me perseguido. E alguns de seus irmãos prometem se espalhar por outros pontos. Já sinto calafrios.

Para quem não conhece Maringá, estou falando de semáforos instalados numa das rotatórias da Brasil, principal avenida da cidade. O fluxo de veículos é intenso no local.

A nossa incompetência como motoristas levou a Secretaria de Transportes a instalar semáforos numa rotatória. Absurdo. Não, não a medida da Setran. Absurda é nossa incapacidade de trafegar sem a interferência de um equipamento.

Por isso, quando passo por lá, parece que vejo os semáforos rindo de mim. Sim, eles atestam a minha incompetência como condutor.

Hoje, independente da hora do dia e da noite, com movimento ou não de veículos, vejo-me preso ao sinal vermelho. Porém, a culpa é minha. Nossa.

Qualquer especialista em trânsito sabe que as rotatórias são o modelo mais eficaz e democrático de garantir a fluidez em cruzamentos movimentados. Mas nós, maringaenses, não conseguimos lidar com os princípios básicos de respeito às normas de trânsito. Não damos conta de combinar agilidade, bom senso, escolha do lado correto da via e uso das setas.

É uma pena. Novos semáforos vêm aí. Outras rotatórias movimentadas vão receber os equipamentos. Farão por nós o que não somos capazes de fazer. Avisarão quando podemos prosseguir, quando parar e dar passagem a outro motorista.

Que assim seja! Afinal, eles só atestam minha incompetência.

Na segunda, uma música

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Acho que todo mundo já se pegou perguntando: “O que eu posso fazer?”. Os desencontros do amor trazem dúvidas, incertezas. Por mais que se ame alguém, não há garantia de ser correspondido. É quando se perde o sono e o coração se questiona: “Será que estou fazendo tudo errado?”.

É disso que trata a música de hoje. “What can i do”, da banda irlandesa The Corrs. A canção é o grito do apaixonado, de quem já não sabe o que fazer.

O que eu posso fazer para fazer você me amar?
O que eu posso fazer para fazer você se preocupar?
O que eu posso dizer para fazer você sentir isso?
O que eu posso fazer para ter você?

Chega um momento em que os sentimentos transbordam e a decisão mais acertada parece ser desistir.

Quem sabe eu possa me sentir melhor
Se não tentar e não tiver esperança

Afinal…

O poder não é meu
Estou apenas deixando voar.

“What can i do” é um dos sucessos da banda The Corrs. Formada por três irmãs e um irmão, o grupo estourou no final da década de 1990. Desde então, são mais de 60 milhões de discos vendidos.

O último álbum é de 2005. Mas há promessa de que os irmãos vão lançar um novo disco. Só não existe data para isso. Por enquanto, a gente se contenta com as músicas que já nos embalaram noutras épocas…

Estou de férias…

4 Comentários

A sensação é um tanto estranha… Saber que amanhã o relógio não vai me despertar às 6h30. Durante os próximos dez dias, não preciso me preocupar com o horário de deitar nem de levantar.

Por mais que goste da ausência de compromissos, acabo sempre procurando o que fazer. É mais que hábito. É vício.

Na sexta-feira, uma amiga brincou: “só te obrigando você sai de férias”.

É mais ou menos isto. O trabalho me acalma, me completa. O que faço na CBN ou na faculdade de alguma maneira faz parte do que sou.

Nestes próximos dias, estarei por aqui. Vamos continuar conversando com os amigos. Optei por não viajar. Então, nosso contato continua. Talvez com um pouco menos de assiduidade. Ainda assim, estarei por aqui.

Já na CBN, quem vai comandar a primeira edição do jornal local, será o amigo Gilson Aguiar. Depois, é a vez dele sair de férias. E aí estaremos em dose dupla junto com os ouvintes.

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