Brasil mata ecologistas

amazonia
Este é o número: 448. Entre 2002 e 2013, 448 ecologistas foram assassinados no Brasil. Esse dado assustador está no relatório da ONG Global Witness que, parece, foi ignorado pela grande imprensa nacional. E também pelos políticos – inclusive de oposição (pelo menos até o momento, né).

Preocupados em falar dos “erros” da equipe econômica do governo petista, dos problemas da Petrobras e do deputado André Vargas, assuntos tão ou mais relevantes são silenciados. Talvez porque a morte de ecologistas não importe. Afinal, o Brasil amazônico nem parece coisa nossa. Ou quem sabe, falar de ecologistas mortos não atraia leitores. Nem votos.

O número se torna ainda mais expressivo quando a gente descobre que, nesse mesmo período, morreram 908 ecologistas no mundo. Isso significa que nosso país responde por quase metade dos assassinatos. E, no Brasil, quase sempre morrem nas mãos de grileiros e de poderosos que querem se apropriar de terras, de recursos naturais. As vítimas são defensores dos direitos humanos, gente que defende o direito à terra. Tudo que querem é deter o avanço de megaprojetos que destroem o meio ambiente e roubam suas fontes de sobrevivência. Conforme aponta a Global Witness, quase sempre pertencem às populações indígenas ou minorias que vivem em cidadelas ou aldeias no meio da mata.

Por acontecer em regiões esquecidas, longe do olhar das autoridades, a violência segue a escalada e nada se faz. A impunidade se perpetua. Desse universo de 908 mortes, apenas dez pessoas foram julgadas e condenadas. E as outras? Seguem livres. Muitas vezes prestigiadas como “pessoas de bem”.

Segundo a ONG, os assassinatos são apenas a ponta do iceberg. Há muita violência. Desde violência física até psicológica – com ameaças, terror contra famílias… Isso não aparece nos dados oficiais fornecidos pelos governos para a Global Witness. Os papeis silenciam o medo, a insegurança das vítimas. Mesmo as autoridades sabendo que os assassinatos quase sempre caminhem juntos com a devastação da floresta. Onde há luta por recursos naturais, há mortes. Pena que quase ninguém se importe.

PS- Vale acrescentar que, após quatro anos de queda, o desmatamento voltou a aumentar em 2013. O crescimento foi de 28%.

O professor e as tecnologias

O domínio do saber deixou de ser da escola, do professor
O domínio do saber deixou de ser da escola, do professor

Alguns críticos da educação apontam que, se um professor de história medieval do Século XVIII, deixasse o túmulo e aparecesse numa de nossas escolas, não teria nenhuma dificuldade em dar aulas sobre esse tema. Ele dominaria o conteúdo. E a dinâmica de uma sala de aula não é muito diferente do que se fazia 200 ou 300 anos atrás.

Como educador que sou, entendo que o processo de aprendizagem está longe de ser um ato prazeroso. Aprender dá trabalho. Entretanto, embora também reproduza parcialmente em minhas aulas esse modelo histórico de ensinar, entendo que o mundo mudou. E algumas coisas a gente precisaria repensar.

Não dá para achar que o aluno de hoje é igual ao do passado. Nem precisa ir tão longe. Há 30 anos, a gente não apenas ouvia silenciosamente o professor como também levantava quando ele entrava em sala. Era um ato de respeito. Os livros e enciclopédias eram tudo que tínhamos como fontes de pesquisa. E quase sempre estavam restritos às bibliotecas. E hoje? Hoje, todo conhecimento está a um clique. Com um pouco de habilidade, a gente usa o Google e o mundo se abre diante de nós.

O aluno sabe disso. Ele pode não pesquisar, não ter interesse por descobrir. Porém, sabe que na rede existe mais informação do que em sala de aula. E, ao mesmo tempo que isso o acomoda diante do saber (ele acha que, no momento que precisar da informação, pode buscá-la no Google), também motiva o desrespeito pelo professor, pela escola. O aluno olha a estrutura educacional como arcaica, o professor como um bobo. Nada ali o estimula.

Para mim, esse é um dos principais desafios da educação: reconhecer que o modelo está ultrapassado. E que o público da escola é formado por alunos nascidos num meio tecnológico que produziu um outro tipo de ser humano. Esses meninos e meninas necessitam de outros estímulos para aprender. O professor não perdeu o seu papel. Porém, é necessário repensar o jeito de ensinar. Como diz um autor que li recentemente:

O professor se torna essencial como facilitador, animador ou mediador de processos. Seu papel de provedor unilateral de informação vai perdendo espaço.

Ou seja, é ilusão achar que, em sala, o professor segue tendo o mesmo papel histórico de detentor do saber. Hoje, cabe a ele novos papeis. Ainda tem importância. Porém, muito mais como um mediador, um estimulador da busca pelo saber. E contar com as tecnologias da informação e comunicação pode ser uma boa estratégia para levar conhecimento ao público estudantil.

Quando vale reclamar

A vida não é cor de rosa. Ela não facilita. Por vezes, dá vontade de desistir
A vida não é cor de rosa. Ela não facilita. Por vezes, dá vontade de desistir

Eu gosto de olhar títulos de livros. Como quase sempre são feitos para vender, podem ser reveladores. Há dias observo no expositor de um sebo da cidade um título que me intriga:

- Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas.

Sugestivo, né? E eu gosto da tese. Não sei bem para que serve, mas gosto do argumento. A proposta é clara: devemos parar de reclamar e focar nas coisas positivas da vida.

Eu gosto da tese porque, sinceramente, queria muito que fosse simples assim. É como se reclamar fosse uma opção. Eu reclamo hoje, escuto a sugestão e não reclamo mais. Seria perfeito se fosse uma mera escolha. 

Bom, eu não estou aqui discutindo o conteúdo do livro. Apenas refletindo sobre a tese apresentado no título. Que fique claro. Entretanto, o que se estabelece como discurso, a partir do título, é que a escolha por se concentrar nas coisas boas é do sujeito. Entretanto, não sei bem para que serve tal afirmação, pois quando a gente está com problema, nada parece realmente bom.

Escrevi anos atrás um texto que fala sobre aqueles momentos em que a vontade é de desistir. Até hoje é um dos mais lidos do blog. E é natural que seja, porque às vezes a situação é tão ruim que a gente não encontra nada de bom. Não tem como se concentrar em coisas boas se elas parecem não existir. Tudo bem… a gente está vivendo. E só o fato de viver já deveria ser motivo de gratidão. Acontece que, quando a dor aperta, viver parece ser um fardo.

E por mais chato que seja ouvir gente reclamando, o ato de reclamar se torna uma espécie de desabafo. A pessoa reclama quase como um pedido de socorro, como se estivesse dizendo:

- Ei, tem alguém aí que pode me ajudar?

Eu concordo que tem gente que só sabe reclamar. Reclama do café, reclama da comida, reclama da mulher, reclama do preço da gasolina, reclama do atendimento no banco, reclama do chefe, reclama do carro… Essas pessoas não crescem, não progridem. Contudo, existe uma diferença entre ser um “reclamão contumaz” e alguém que vez ou outra se lamenta dos problemas.

Quem repete a tese que a gente tem que ver só as coisas boas está, na verdade, tentando não envolver-se, não participar do problema alheio. E é mais fácil, né? É mais fácil dizer pro outro esquecer as dificuldades e se concentrar nas coisas boas que se dispor a ajudar, a ouvir lamentações… Por isso, por mais simpático que seja o discurso pra parar de reclamar e concentrar-se nas coisas boas, a vida não é cor de rosa. Ela não facilita. Tem momentos que a gente chora sim e não encontra motivos pra sorrir.

Na segunda, uma música

Toda vez que ouço Rita Lee fico pensando: como pode ainda ter a voz tão clara? A voz de Rita é simplesmente impecável. Parece que os anos só fizeram bem à rainha do rock. E canta sem “fazer força”.

Talvez eu seja mesmo saudosista. No caso de Rita, ela já cantava antes mesmo de eu nascer. Entretanto, dá prazer ouvir canções que, sem nenhum tipo de pretensão, faz a gente pensar. A música de hoje, por exemplo, faz pensar na vida. Ou… no final da existência.

Depois que eu envelhecer,
ninguém precisa mais me dizer
como é estranho ser humano nessas horas de partida.

A gente passa os dias fugindo do tema. Poucos se dispõem a falar da morte. A refletir sobre a velhice, o final de nossos dias. E, de fato, nada que a gente diga é suficiente para significar a partida.

Qual é a moral? Qual vai ser o final dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer por isso digo
Eu não tenho muito o que perder, por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer, por isso sonho.

Sim… Enquanto respiramos, há vida. E nesse “jogo” em que perder e ganhar faz parte do simples ato de estar no mundo, resta-nos aproveitar cada momento… Claro, a despedida não é nada simples. Mas ainda assim só nos cabe viver. Sem nunca deixar de sonhar.

Vamos ouvir? “Coisas da vida” é a música de hoje.

Drogas e meninos

drogas
O relógio nem marcava 7h30. O dia estava começando. Eu ainda tinha um tempinho… Não estava atrasado para chegar ao trabalho. Caminhava tranquilo. Quando passava numa praça central da cidade, vi um garoto sentado num dos bancos. Estava com uniforme de escola. E de um bom colégio da cidade. Ele mexia as mãos com certa ansiedade. Não foi difícil notar o que manipulava. Ele preparava um “cigarro” de crack. Estava plenamente envolvido pela tarefa de quebrar pedacinhos da pedra que nem se importava com as pessoas que por ali passavam.

O adolescente tinha uns 15 anos. Era branco. As roupas estavam limpas e, pelo perfil, parecia ser filho de gente da classe média. Não reproduzia o estereótipo de menores consumidores de droga. Não era negro, não parecia pobre, não está fora da escola.

Eu tenho filhos adolescentes. E sempre que vejo notícias sobre crianças se envolvendo com drogas, com crimes, sinto-me impotente como cidadão, como pai. A gente não tem controle de tudo. E embora muitos digam que esses meninos e meninas fizeram uma escolha, eu não sei dizer até que ponto foi de fato uma escolha.

Será que possuem tanta maturidade para dizermos que escolheram? Por que um garoto de classe média estaria na praça, com uniforme de escola, preparando um cigarro de crack? Quais os motivos dele? Qual o futuro dele? Será que os pais sabem? Será que a família sabe?

Na verdade, por que o consumo de drogas se tornou uma espécie de epidemia?

Tem gente que fala que isso é falta de Deus. Pode até faltar Deus. Mas não, religião. De religião, igreja, discurso doutrinário muitos deles estão cansados. Já conhecem as contradições.

O que noto entre nossos adolescentes é a predominância de um sentimento de tédio. Eles acham a vida vazia demais. Estão cansados de tudo, chateados com tudo, aborrecidos. E já conhecem todos os argumentos de pais e professores em defesa de uma vida digna, que deveriam honrar tudo que possuem, a família, a escola, a comida na mesa… Mas a fala dos adultos não preenche o vazio existencial. O cotidiano não preenche. Nada parece suficiente. Por isso, mergulham numa vida marginal. E as drogas estão entre as alternativas que proporcionam fortes emoções. Garantem prazer, quebram a rotina, representam confronto com o que é legal… E quebrar regras é tudo que querem. Precisam experimentar o que há de mais novo, algo que os diferencie e, ao mesmo tempo, os inclua em alguma tribo.

Não há respostas claras. Apenas incertezas. O menino que fuma crack no início do dia talvez só queira viajar… Viajar por terras novas, ambientes surpreendentes. O mal que a droga faz provavelmente ele conheça. Mas não se importa. E como sociedade, eu e você não sabemos o que fazer. Nem como proteger o futuro de nossos meninos.

A neutralidade no Jornalismo

jornalismo
Ouvir as diferentes versões de uma mesma história é um dos princípios jornalísticos. A gente chama isso de “entrevistar os dois lados”. Afinal, se você tem alguém que reclama, do outro lado deve haver alguém pra se defender. Numa greve, existem as versões dos empregados e dos patrões. Num acidente, envolvidos e até testemunhas. Na política, situação e oposição… E assim por diante.

Entretanto, há algo nessa dinâmica do jornalismo que pouca gente nota. Quando o assunto carece de uma interpretação, entrevista-se um especialista. Esse expert explica o acontecimento, as implicações do fato. E a visão desse profissional não se questiona.

Por exemplo, quando ocorrem atos de violência nos morros do Rio de Janeiro, moradores são ouvidos, a polícia é ouvida. E, com frequência, um único especialista é convidado para explicar o confronto. Essa pessoa problematiza as questões envolvidas e as interpreta para os ouvintes, telespectadores, leitores etc.

Essa lógica da imprensa funciona basicamente para todos os assuntos. Do meio ambiente à economia. Os lados são ouvidos. E, pra concluir a “reportagem”, também um especialista, que deve interpretar os acontecimentos.

O que pouca gente questiona é a neutralidade desse especialista. Será não há visões diferentes entre pesquisadores do mesmo tema? Será que um expert reúne toda a verdade? Será que um especialista não se posiciona de um determinado lugar, inclusive ideológico? É claro que sim.

A Ciência não é um todo homogêneo. Todos os fenômenos sociais possuem diferentes interpretações. Um mestre, um doutor – ou mesmo pós-doutor – faz suas pesquisas partindo de uma linha teórica. Isso se reflete na forma como analisa os fatos. Por exemplo, um especialista adepto de uma linha teórica mais liberal vai criticar as intervenções no Estado na economia; outro pode entender que a presença do governo interferindo no mercado é uma necessidade para que se reduzam as desigualdades sociais.

A questão, portanto, é bastante complexa. E é complexa porque raramente a gente reclama da imprensa por trazer apenas um especialista (ou uma vertente ideológica) nas explicações de um determinado fato. O Brasil, por exemplo, supostamente vive um momento delicado. Parece não dar conta de controlar o crescimento da inflação e, ao mesmo tempo, não consegue expandir a economia. Entretanto, temos visto na mídia diferentes interpretações dos movimentos econômicos? Tenho impressão que o discurso dominante é de total crítica ao governo. Mas será que não há visões contraditórias? Todos concordam? Não há ninguém com analise de outra maneira? Estaríamos vivendo um momento em que todos pensam igual? Ou será que quem pensa diferente não estaria sendo ouvido?

Um autor americano que respeito, Roberto Darnton, ressalta que:

Os jornais devem ser lidos em busca de informações a respeito de como os acontecimentos eram interpretados pelas pessoas da época, em vez de representarem fontes confiáveis dos acontecimentos em si.

E o motivo é muito simples: o jornal – o jornalismo em si – interpreta a realidade. Não significa que mente, manipula ou pretende aliar o público. Apenas não reproduz a realidade em sua totalidade. Ela faz um recorte. Por isso, decidir nossa vida pelo que sai na imprensa pode ser bastante arriscado.

Samsung perde fôlego

samsung

E não apenas a empresa coreana.  Todas as grandes e mais tradicionais companhias de tecnologia notam certa estagnação no mercado. As vendas de celulares inteligentes têm sido menores.  As grandes companhias apostam em novidades, mas o público reclama algo ainda mais surpreendente.

Embora as tecnologias se confundam com a nossa própria vida, parece haver saturação em determinados mercados. Estamos tão envolvidos pelas tecnologias que nos tornamos dependentes dela. No texto anterior, até sugeri que não sabemos mais nem escrever uma carta. Entretanto, a oferta de produtos é tanta, e acontece num ritmo tão frenético, que o público dá sinais de que não dá conta de absorver tudo que é colocado à venda.

Por exemplo, notícias recentes mostram que a Samsung, uma das maiores empresas do setor, tem sofrido quedas nas vendas. No primeiro trimestre deste ano, houve uma queda de 4,3% no lucro operacional da companhia. Dias atrás, as ações da empresa estavam 12% mais baratas que em janeiro de 2013. O Galaxy S5, que ainda não chegou a maioria dos mercados, foi lançado na Coréia, mas não estreou com o sucesso que se esperava. Na verdade, faltam características surpreendentes ao aparelho. A sensação que se tem é de uma continuidade do modelo anterior. E isso também acontece com os produtos da Apple e de outras companhias.

No Brasil, tem gente que não possui aparelho de última geração. Isso faz com que certos modelos ainda sejam sonho de consumo de muitas pessoas. Entretanto, na Europa, Estados Unidos, Japão, Coréia, China e outros países do mundo, praticamente todo mundo tem em mãos um smartphone com mil e uma funções.

Por isso, mesmo que as empresas estejam colocando novos produtos no mercado, as novidades não são tão novidades assim. Não há nada muito original sendo lançado (será que falta um novo Steve Jobs?) A saturação parece motivar uma espécie de retratação no mercado. Aquela ânsia de trocar o aparelho todo ano tem perdido fôlego. A impressão que dá é que muitos consumidores têm feito uma perguntinha básica:

- Por que vou trocar meu aparelho?

Alguns decidem esperar um pouco mais… Notam que a troca pelo modelo mais recente representaria um gasto desnecessário. Além disso, uma parcela dos consumidores tem optado pelos modelos “genéricos” chineses – mais baratos, menos resistentes, mas quase sempre bastante funcionais (sem contar que, como duram menos, justificam uma nova compra em menos tempo – sem “dor de consciência”).

Vida digital

digital

O movimento da vida se dá no ritmo das tecnologias. Foi assim desde a antiguidade. Na verdade, o desenvolvimento das sociedades e até da forma de pensar ocorre numa relação de total dependência dos meios de produção do homem – e isso inclui os diferentes formatos da tecnologia.

Nos últimos 20 anos, os computadores passaram a integrar o universo tecnológico. E com eles, a internet. Isso criou o que ainda na década de 1990 foi denominado de ciberespaço – a interconexão mundial de computadores.

Desde o surgimento dessa rede, muita coisa mudou. E de maneira rápida. Foi tudo tão ligeiro que a gente nem percebeu direito. Tanto é que, para nós, que estamos próximos dos 40 anos, restam apenas lembranças de como era a vida antes dos computadores, mas nem conseguimos conceber como viver sem eles.

Isso acontece porque, de certa maneira, as tecnologias se confundem com a própria organização da sociedade. E de nossa vida. Por exemplo, quem consegue se ver voltando aos tempos em que escrevíamos cartas e as levávamos aos Correios? Os mais jovens sequer sabem o que é isso. Até conhecem a Empresa de Correios e Telégrafos. Mas se comunicarem por cartas? Nem pensar. Na verdade, a internet deixou tudo fácil; apenas abrimos uma tela no computador ou um aplicativo no smartphone e o mundo se abre para nós. Todos os nossos contatos estão ali – inclusive aqueles que moram do outro lado do mundo.

Entretanto, apesar da rede terem se naturalizado, muita gente ainda questiona o uso das tecnologias trazidas pela informática. É natural ouvirmos coisas do tipo: “as pessoas estão mais superficiais, egocêntricas”. Ou… “ninguém mais sabe escrever”. Tem aqueles que são resistentes até hoje ao uso de computadores, celulares, tablets… Insistem em tecnologias do passado. Nada contra essas pessoas. Entretanto, essa resistência – como se o passado fosse melhor que o presente – não resulta em nada. Nem produz reflexão. São apenas saudosistas. Ou vistas como arcaicas.

O universo que se abriu com o ciberespaço é irreversível. Pode até gerar o caos. No entanto, devemos aceitá-lo e construir o melhor mundo possível a partir das condições que nos são dadas. Não há volta. Resta-nos navegar e cada dia aprender a tirar das redes aquilo que pode favorecer o crescimento, sem perder nossa humanidade.

Na segunda, uma música

A sonoridade de Phil Collins é deliciosa. Ele não é dono de uma voz incrível. Mas é bom demais ouvi-lo.

Nesta segunda-feira, trago aqui uma música que descobri dias atrás, “Come with me“.

Venha comigo, feche seus olhos
Segure minhas mãos, dará tudo certo
Não fique com medo, não fique com vergonha
Levante sua cabeça, dará certo

A canção expressa o desejo de estar sempre ao lado da pessoa amada, de tentar fazer o bem, de apoiar, de ser o porto seguro do outro.

Tentarei fazer a estrela brilhar mais para você
Te levarei nos meus ombros, te segurarei bem alto
Eu até perseguirei o arco-íris no céu

Vamos ver e ouvir?

Um espaço de reflexão sobre a vida e a sociedade

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