Nenhum sucesso compensa um amor perdido

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A correria do dia a dia tem levado muita gente a sofrer com o estresse. E o estresse pode desencadear uma série de outros problemas. Inclusive no relacionamento. Gente estressada briga mais com o parceiro… E gente que vive conflitos no relacionamento está a um passo da separação.

O estresse no dia a dia nos engole. Levar os filhos ao colégio, os atrasos provocados pelo trânsito… As coisas que os filhos deixam fora do lugar em casa. A mãe do namorado que está sempre interferindo… A quantidade de trabalhos da faculdade… O chefe que cobra o cumprimento das metas e, direta ou indiretamente, ameaça cortes da equipe… É, não faltam motivos para viver estressado.

E são tantos problemas que, ao final do dia, faltam forças, falta disposição até para falar de maneira afetuosa com a pessoa amada. Em algumas situações, o estresse é tanto que, mesmo tendo se controlar, a pessoa só consegue dialogar por meio de perguntas e respostas vazias. A paixão, as sensações boas, os sentimentos agradáveis, o desejo de estar junto se silencia e o outro parece ser um intruso, alguém que é incapaz de entender o esgotamento alheio.

Se o estresse se torna a realidade diária do casal, com o tempo, os parceiros se distanciam tanto que mal se reconhecem. No pior dos casos, o estresse os separa.

O diretor da Clínica Universitária da Universidad de Navarra, Espanha, Adrián Cano, afirma que a quantidade de elementos estressores na vida diária das pessoas tem causado mal estar entre os casais e prejudicado as famílias. “Os matrimônios acabam muitas vezes em divórcio”.

E para quem é casado, o estresse também pode motivar outras emoções negativas. A culpa é uma delas. Pois homens e mulheres que não conseguem dar atenção aos parceiros e aos filhos acabam se cobrando por isso.

Sabe, é fato que a necessidade de viver bem, de consumir, impõe um modo de vida bastante estressante. Também é verdade que a falta de dinheiro é outro motivo de estresse e de desgaste nos relacionamentos. Entretanto, os especialistas apontam que quanto menos tempo dedicamos às pessoas que amamos, mais somos afetados pelo estresse.

Portanto, vale a pena repensar o modo de vida. Nenhum sucesso compensa um amor perdido.

Admita, ele não vai mudar!

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Eu não sou muito otimista em relação ao ser humano… Até acredito que pessoas mudam quando querem mudar. Mas não confio em mudanças baseadas apenas em promessas. Por isso, desaconselho que se aposte numa pessoa que já decepcionou cinco, dez, quinze vezes…

Não estou falando daquelas frustrações cotidianas. Falo dos grandes dramas. Tipo traições, violência física, agressões verbais, descontrole emocional, ciúme doentio… Falo das questões que ofendem, magoam, que colocam o relacionamento em xeque. Falo daquelas situações que você já conversou dezenas de vezes, já chorou em muitas ocasiões… O outro já prometeu mudar, prometeu de novo e de novo, mas continua agindo da mesma forma.

Todo mundo erra. Todo mundo causa dor… Não existe parceiro perfeito. Gente é bicho complicado, cheio de contradição. E, mesmo no melhor dos romances, nem sempre vai fazer sorrir. Entretanto, há relacionamentos que não são relacionamentos; mais parecem máquinas de tortura. E, sinceramente, viver a dois não é purgatório aqui na terra.

O problema é que tem pessoas que não querem admitir que o outro, por si só, não vai mudar. E que, para fazer feliz, é preciso ser feliz. Ou seja, se você não está feliz, a relação não é feliz. E se o outro te destrói aos poucos, como você dará conta de viver bem e até de fazer bem à pessoa amada?

Gente que aceita toda forma de agressão é gente que já perdeu a autoestima, é gente que não sabe o que é o amor.

A vida aqui é curta demais pra viver chorando por gente que não nos respeita, que não nos considera. Se os erros se repetem vez após outra, é necessário repensar o que deseja para você.

PS – E só para esclarecer… Eu acredito em mudanças quando elas estão baseadas num desejo real de ser diferente. Quando a pessoa se convence que precisa mudar e assume novos princípios de vida, norteados por uma experiência real, por vezes referenciada por um encontro com o divino. Ou quando as pessoas aceitam ajuda de um profissional e participam de algum grupo de apoio.

Ele nem reparou que estou sofrendo…

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Quem nunca teve um dia difícil e, ao final dele, sentiu-se abandonado pelo parceiro? Você saiu cedo, estava chovendo, o salto do sapato quebrou no meio do caminho… Perto do trabalho, um carro passou numa poça de água e molhou você. Por conta dos contratempos, você atrasou e seu chefe te humilhou na frente dos colegas. Tinha uma reunião no meio da manhã, você preparou a apresentação dos dados, deu tudo certo, mas ninguém reconheceu. Na hora do almoço, você soube que uma amiga de infância está muito doente… E, para piorar, quando era hora de voltar pra casa, perdeu o ônibus e o próximo, estava lotado. Você chegou em casa ansiosa por um carinho e tudo que encontrou foi o marido saindo pra jogar bola com os amigos. E ele nem te deu um beijo.

Eu costumo dizer que homens são insensíveis por natureza. Nosso radar não funciona direito. E com frequência não notamos que a parceira não está bem. Entretanto, o inverso também acontece. Há dias em que o sujeito precisa de carinho e encontra uma parceira reclamando dos filhos, da vizinha… Pois é, a dinâmica de um casal não é nada fácil. Também por isso é comum achar que o outro é insensível, que o outro não repara em você e em sua dor.

Ah.. Ele nem me ama mais. Se me amasse, não me abandonaria. Ele ia ver que estou péssima, arrasada.

Sabe, é fato que não raras vezes parceiros ignoram que a pessoa amada precisa ser acolhida. E a indiferença machuca, magoa e distancia. O relacionamento se sustenta no interesse mútuo, na disposição de estar junto nos bons e maus momentos. Porém, também é verdade que existem pessoas que adotam postura de vítima, agem como se o mundo conspirasse contra elas e tudo que existe de ruim sempre acontece com elas. São pessoas que se desvalorizam e cobram do outro algo que o outro não pode dar. E adivinhar que seu dia foi problemático é um deles.

Após um dia desastroso, tudo que a pessoa deseja é ter um ombro amigo. Mas o outro pode ter compromissos, também pode estar passando por momentos complicados e não descobrir que você precisa de atenção. Por isso, abrir o coração e expor as carências, verbalizar o que deseja é a melhor maneira de ganhar o carinho que necessita e evitar se chatear – e até brigar – com a pessoa amada.

Na segunda, uma música

A cantora, compositora e pianista Sara Bareilles já apareceu no blog. Dos artistas com menos de dez anos em destaque na mídia, a americana é uma das que mais me agrada. E para esta segunda-feira, compartilho “Gravity”. Nesta versão, Sara canta com o mito Elton Jonh.

A música retrata um desejo quase desesperado por liberdade. A letra mostra alguém que quer se libertar de um amor.

Você me segura sem o toque
Você me prende sem correntes
Eu nunca quis tanto algo
Quanto afogar no seu amor
E não sentir a sua chuva

Embora eu não entenda esse tipo de sentimento como um amor que faça bem, não são raras as pessoas que poderiam dizer as palavras da canção:

Eu vivo aqui de joelhos
Enquanto eu tento fazer você ver que
Você é tudo que eu acho
Que eu preciso aqui no chão

E então, vamos ouvir?

Conheça alguns sinais de que o amor está esfriando

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A vida a dois tem altos e baixos. Entretanto, muitos casais não percebem os sinais do distanciamento e, quando se dão conta, já não sentem prazer algum no relacionamento. Por isso, penso que vale a pena vez ou outra gastar um tempinho e avaliar a qualidade do romance. Não se trata apenas de verificar se andam brigando demais. É fundamental notar se o amor não está esfriando. E algumas situações indicam que é preciso voltar a investir na relação.

Um de meus textos mais lidos trata de um ato aparentemente simples: andar de mãos dadas. Pois é… Trata-se de um comportamento singelo e que faz toda diferença. Eu costumo dizer que andar de mãos dadas sinaliza que o amor ainda está ali, que o outro ainda faz a diferença na vida da gente. Por isso, quando um casal já deixou de andar de mãos dadas, quando não se tocam mais enquanto caminham, algo não vai bem.

Outro indício é a ausência de ligações, mensagens, bilhetes… Nos primeiros meses do relacionamento, falamos com a pessoa amada sem nenhuma razão aparente. Apenas pelo prazer de falar com o outro. A gente liga para saber como está, se dormiu bem, se vez uma boa viagem… Manda recadinho desejando boa sorte na apresentação da faculdade, na reunião do trabalho… Porém, quando o amor começa a esfriar, esses gestos também vão ficando no passado.

Por que gente casada não se beija na boca? Não estou falando de selinhos (embora eles sejam importantes). Falo daqueles beijões… Daqueles que arrepiam. E estou falando desses beijos não apenas na hora do sexo.

Outro indício de que a rotina já consumiu o casal é a pouca disposição para sair juntos. Quando a gente está apaixonado, até uma ida à padaria se torna um acontecimento.

O amor também está em crise naqueles casais que não conseguem mais conversar sem brigar. As brigas são naturais na convivência a dois. Porém, quando o casal já não consegue ficar sem discutir, a chama do amor está apagando.

Quando o amor está em alta, basta um olhar e já é possível saber o que o parceiro está pensando. Se o amor está em crise, não somente diminuem os olhares, como o casal também deixa de entender a linguagem dos olhos.

Um dos indícios mais significativos de que o relacionamento está em xeque é quando o desejo se esfria e não há mais prazer na companhia do outro. Quando a gente ama, quer estar perto, sentir, tocar, ouvir… Se não faz diferença estar com a pessoa amada ou, pior, se o tempo juntos se torna um martírio, a separação ou traição são os passos seguintes.

Portanto, se você, caríssimo leitor, caríssima leitora, nota no seu relacionamento alguns desses sintomas, sugiro que trabalhe para reavivar o amor. Nunca é simples, reconheço. Porém, com fé, carinho, dedicação, paciência e perseverança, é possível voltar a viver o melhor do romance.

Mulheres que destroem os relacionamentos

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Não raras vezes comete-se o erro de pensar que somente as mulheres sofrem no relacionamento com homens que não sabem controlar o que dizem. Porém, o inverso também acontece. E não raras vezes, eles se sentem humilhados e se questionam se vale a pena respeitar a parceira. Na verdade, o certo seria que todas as pessoas – homens e mulheres – tivessem claro que a violência física, psicológica, sexual, simbólica e econômica faz mal e deveria ser evitada.

Mas o foco hoje é falar com as mulheres sobre atitudes que podem destruir o amor que eles sentem por elas.

Sim, as mulheres podem destruir o amor de seus parceiros. E nem é preciso fazer muita força para estragar uma relação.

Uma das coisas que mais machucam o homem é humilhá-lo. Embora muita gente não ache isso possível, até pela pseudo fragilidade feminidade, há mulheres que se tornam tiranas e acabam com a autoestima de seus homens. Duas situações, em específico, têm efeito cruel. Quando ela é quem ganha mais, sustenta a casa ou tem maior sucesso na carreira e usa isso para dizer que ele não é homem sequer para manter a família… E quando há problemas na intimidade sexual e a mulher usa isso para agredi-lo até insinuando que pode procurar outro, ou o comparando com algum ex-parceiro.

Por sinal, toda comparação é desastrosa. Isso vale para homens e mulheres. Usar ex-parceiros como referência frequentemente soa como agressão. Quem faz isso está destruindo pouco a pouco o romance. Também não é legal fazer comparação com amigos, amigas, pais, tios, sogros, sogras etc etc.

No casamento, um fato comum depois que chegam os filhos é a mulher deixar de priorizar o romance. E o parceiro sente. Embora um filho seja importante demais, é fundamental separar as coisas. Infelizmente, muitas mulheres descuidam por completo de seus parceiros. E às vezes descuidam inclusive de si mesmas deixando de investir no corpo, escolher as roupas que usa…

Algumas mulheres também discordam dos métodos usados pelos maridos para educar os filhos. Entretanto, existe uma diferença entre questioná-lo numa conversa franca e fazer isso na frente das pessoas. É compreensível que a mãe sinta-se mais “dona” do filho, até por carregá-lo nove meses na barriga, porém isso não lhe dá o direito de sentir que é a única pessoa do mundo com poder e sabedoria para educá-los. Quando a esposa desautoriza o marido na orientação das crianças, cria dois problemas: no casamento e na relação com os filhos, que deixarão de respeitar o pai.

Sabe, todas essas situações podem ser evitadas. Basta existir disposição para preservar o relacionamento. Com uma conversa sincera, é possível apresentar o que pensa ao parceiro e, assim, evitar os problemas. Incomoda-se por que ele está ganhando menos que você? Conversa com ele. As coisas não vão bem na cama? Diga o que sente. Acha que o companheiro pode ter atitudes melhores, comportamentos que te deixariam mais satisfeita? Aponte o que seria bom que ele fizesse. Discorda do jeito que ele educa as crianças? Em particular, tratem do tema.

Aquela ideia básica “não faça ao outro o que não quer façam contigo” também faz a diferença no relacionamento.

Como destruir o relacionamento pouco a pouco

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Todas as pessoas mudam ao longo da vida. E desenvolvem diferentes formas de ser. Algumas se tornam melhores, humanizam-se ainda mais; outras passam a apresentar uma natureza perversa. Pois é… Isso não é coisa de novela. A pessoa com a qual a gente se relaciona hoje, não é a mesma de cinco anos atrás; nem será a mesma daqui outros cinco.

Acontece que como as coisas vão acontecendo de maneira gradual, nem sempre observa-se que o futuro do relacionamento pode estar em xeque. Por isso, por mais amor que exista, é fundamental reparar como tem agido os parceiros. Comportamentos negativos, quando ainda não se tornaram hábitos, podem ser corrigidos. E isso ajuda a salvar o romance.

Gritosnada justifica que uma pessoa grite com a outra. Se uma das partes está irritada demais, passando por um momento difícil, o melhor é se afastar, acalmar-se e depois tentar conversar. Gritos sempre serão uma forma de agressão. E gente que ama não agride. 

Invisível – não há nada pior que deixar de ser notado pela pessoa amada. Esse tipo de comportamento vai minando o romance, fazendo com o que o outro se sinta desprezado.

Não ter opinião – embora o casal divida uma cama, uma casa, uma vida, é fundamental conservar a capacidade de decidir e opinar. Opiniões devem ser respeitadas. Quando uma das partes deixa de ser ouvida, sua personalidade é silenciada. Isso acaba com a autoestima.

Assumir todas responsabilidades – sei de casais em que o marido apenas leva o dinheiro pra casa. Recebe, entrega o cartão para a mulher e pronto. O sujeito é incapaz de, na ausência da esposa, decidir se compra pão ou pizza para o jantar dos filhos. Tem que esperar a mulher. Relacionamento é vida a dois. Um lar é feito por duas pessoas e, dessa forma, ambos devem assumir suas responsabilidades. Quando uma das partes está sobrecarregada, o romance se desgasta.

Culpa pela desobediência dos filhos – homens têm essa mania: culpar as esposas pelos problemas com as crianças. O menino vai mal na escola? Culpa da mãe. A menina ficou grávida na adolescência? A mãe é quem não educou. Repito, um lar é feito por duas pessoas. Portanto, pai e mãe são responsáveis pela orientação das crianças.

Mentiras – frequentemente, começam aos poucos. Mas, com o tempo, podem ser tornar um hábito. E quando isso acontece, uma distância se instala entre os parceiros. A desconfiança mina qualquer possibilidade de um casal viver em paz.

Tempo – o casal precisa investir tempo no relacionamento. Infelizmente, muitos casais, após algum tempo, deixam-se consumir pelas rotinas e esquecem de viver o romance. Sair para jantar, ir ao cinema juntos, tirar férias… servem como respiro das tensões diárias e alimentam o afeto.

Sabe, todo mundo enfrenta problemas. E todo relacionamento vez ou outra entra em crise. Porém, quase sempre os descompassos podem ser solucionados com diálogo, quando o relacionamento é a prioridade de ambos.

Na segunda, uma música

Embora tenha um tom triste, “Don’t”, de Shania Twain, é uma canção linda. A música fala de despedida, mas pede:

Não deixe a raiva crescer
Apenas me diga o que você precisa que eu saiba
Por favor, converse comigo; não feche a porta

A cantora, compositora, escritora e produtora canadense Shania Twain fez muito sucesso entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Um de seus álbuns, Come on over, de 1997, tornou-a conhecida mundialmente e a colocou como a artista feminina que teve o disco mais vendido de todos os tempos.

Shania é uma cantora country e que transita muito bem pelo pop. Depois de interromper a carreira por cerca de 10 anos em função de um problema na voz e também pelo divórcio conturbado, a artista voltou aos palcos em 2012. Entretanto, desde então, não tem produzido no mesmo ritmo do auge da carreira.

Em “Don´t”, gravada em 2004, Shania fala de um sentimento conhecido por muita gente: o desejo de voltar a viver com alguém que já não quer mais ficar.

Não me despreze.
Não me diga para ir
Não desista de mim – de nós
Se pudéssemos persistir por mais tempo
Nós podemos fazê-lo!
Nós superaremos isso!
Não lute! Não discuta!
Apenas me dê a chance de dizer que estou arrependida
Apenas me deixe te amar

E então… vamos ouvir?

Por que fracassam as segundas chances no amor?

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Escrevi certa vez que não acredito em relacionamentos remendados. E apontei que um “começar de novo”, pra dar certo, precisa representar, de fato, o início de uma nova dinâmica para o casal.

Sabe, animado pelo amor que ainda sente pelo parceiro, tem gente que, mesmo após enfrentar uma separação – e até um divórcio -, tenta uma segunda vez. E por vezes essas pessoas fazem isso sem refletir no que significa um novo começo.

Geralmente há certo medo, porque uma segunda oportunidade implica a possibilidade de voltar a fracassar, de voltar a se ferir. E, de fato, por mais que exista amor, frequentemente o casal volta a se separar. Pior, a decepção parece ainda maior, o quadro é mais dramático e difícil de superar que a primeira vez.

Por isso, quem quer começar de novo precisa entender algumas coisas.

Se o casal recomeça o relacionamento tal como era antes do rompimento, a segunda oportunidade está destinada ao fracasso. Como dizia o gênio Albert Einstein: “se buscas resultados distintos, não faças sempre o mesmo”.

Por isso, antes de retomar o romance, vale a pena refletir a respeito do que levou o casal a fracassar no passado. E não cabe só ficar pensando nos erros. É necessário iniciar um processo sincero de mudança. Mudar certos padrões de comportamento não é fácil. Às vezes, torna-se necessário inclusive contar com a ajuda de algum terapeuta, conselheiro… Ler bons livros também ajuda.

É fundamental saber por que deseja recomeçar. Não para se iludir. Será que o desejo de voltar ocorre por insegurança, dependência do outro? Seria apenas por sentir-se incapaz de cuidar da própria vida? Medo da solidão? Obrigação de manter a imagem e as aparências sociais? Conveniência econômica? Essas são razões equivocadas para aventurar-se numa segunda oportunidade. Essas razões levarão o relacionamento ao conformismo e a rotina, o que inevitavelmente condenará essa nova oportunidade ao fracasso.

O amor é o motivo correto para um recomeço. Porém, fazer dar certo, exige entrega, esforço e responsabilidade. E o casal tem que entender que não será fácil perseverar.

Entre as muitas razões que levam a uma separação estão a infidelidade e as agressões físicas. Ambas situações causas feridas profundas. Definitivamente não é nada fácil superar e perdoar. Por isso, quem tem dificuldade para administrar decepções passadas, mágoas… Gente que mantém viva na memória cada dor sofrida e não dá conta de sublimar, não deveria tentar de novo. Só existe uma chance de dar certo: perdoando e nunca trazendo à tona as mágoas do passado.

Enfim, se essa nova tentativa de viverem juntos for assumida com responsabilidade, muito diálogo e com a preparação necessária, as coisas até podem dar certo. Mas será necessário exercitar o que existe de melhor no humano: o amor, o perdão, o respeito, a sabedoria, o altruísmo, a tolerância, a paciência, a gentileza, o cuidado com as palavras… E as duas pessoas envolvidas devem valorizar essa segunda chance, porque também é um erro dar oportunidade a quem não a reconhece.