Preciso de um celular novo. Mas enquanto ensaio a compra, fico pensando em todo lixo digital que temos produzido. Tenho pedaços de um antigo computador de mesa que já não servem para nada. Um notebook que nem liga mais. E mais algumas outras coisinhas que só ocupam espaço. Ah… e, nas gavetas de casa, também tem aparelho de celular.
Acho que todo mundo deve alguma coisa do tipo guardada em algum armário. Não tem jeito. Esses equipamentos se renovam. A gente substitui no uso, mas não tem onde descartar.
E a situação deve piorar. A indústria produz cada vez mais, atualiza e nós, consumidores, sentimo-nos obrigados a acompanhar esse ritmo frenético.
Já comentei aqui de alguns sonhos de consumo. Entre eles, o iPhone e o iPad. Entretando, todas as vezes que olho para esses aparelhinhos, penso no preço e na vida útil. Exercício mínimo da razão me faz ter a certeza que, em dois anos, a versão que terei comprado estará completamente defasada diante do modelo que estiver nas lojas.
Veja esta notícia:
- iPad completa dois anos e deve ganhar nova versão em breve
Ou seja, o tablet da Apple não tem nem dois anos, já possui duas versões e ganhará uma terceira nos próximos dias.
Quer mais? Especialistas em tecnologia já projetam que, em quatro anos, os tablets perderão força diante dos chamados ultrabooks, os modelos de laptops ultrafinos.
- Pesquisa diz que, em 2016, os Ultrabooks ultrapassarão os tablets
Claro, se ficarmos encanados com o fato de que tudo estará defasado em prazos cada vez mais curtos, deixamos de aproveitar o melhor que a tecnologia tem a nos oferecer.
Por outro lado, não há o desenvolvimento na mesma velocidade de estratégias para eliminar esse lixo digital. A gente consome cada vez mais tecnologia, mas os equipamentos ocupam espaço físico. Quando inutilizados, precisam ser descartados. No entanto, faltam locais adequados para isso.
Sinceramente, toda vez que falo disso lembro da animação “Wall.E”. Estaríamos criando um planeta lixo?
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