Na segunda, uma música

Pernambucano, mas que só foi descoberto como músico, compositor e cantor quando mudou-se para o Rio de Janeiro, Lenine é um dos nomes importantes da nossa música.

Embora não esteja na lista dos artistas mais conhecidos, muito menos dos mais tocados nas rádios do Brasil, Lenine produz canções belíssimas. E que fazem bem ao coração.

Para esta segunda-feira, escolhi “Paciência“, uma de suas músicas mais conhecidas. A letra traz um apelo para que vivamos com mais calma, experimentando cada uma das sensações… A vida pede um pouco mais de alma. Mas, como diz Lenine, “a vida não para”.

E então, vamos ouvir?

Três erros que precisam ser evitados no relacionamento

relacionamento

Os erros e sofrimentos pelos quais a gente passa ao longo da vida nos ensinam muita coisa. Especialmente na dinâmica do relacionamento. Quando há disposição em fazer a autocrítica, em observar as próprias responsabilidades nos dramas vividos pelo casal, temos condições de crescer e tornar a vida a dois muito melhor.

Tenho aprendido muito. Tenho ainda muito a aprender, pois, como dizia Sócrates, o universo do conhecimento é tão amplo que nunca não daremos conta de nos apropriarmos de todo o saber. Porém, reconhecer que nada sabemos já é um primeiro passo em direção ao conhecimento.

No relacionamento, os erros são frequentes. Fazemos muita bobagem. Chega ser constrangedor. Principalmente, porque alguns deles se repetem e, aos poucos, vão destruindo o amor.

Um erro grave é a mentira. Eu sei que há situações que mentir parece ser a melhor forma de poupar o parceiro, de não magoá-lo. Porém, a mentira é uma tragédia no relacionamento. Uma mentira puxa a outra… E, pior, nos acostumamos com a mentira. Ela se torna um hábito, um ritual quase diário. Como parece nos proteger, a mentira se torna nossa “amiga”.

Acontece que o ditado “a mentira tem perna curta” tem boa dose de verdade. E o dia que ela vem à tona, o relacionamento entra em xeque. E ainda que haja perdão, sempre existirá o risco de ficar plantada a semente da desconfiança. Dificilmente o romance voltará a ser o mesmo.

Um segundo erro é transferir a culpa ao parceiro pelos problemas enfrentados pelo casal. Sei que há muitos relacionamentos em que apenas uma pessoa parece lutar para fazer dar certo. E isso também não faz bem. Porém, existe risco em achar que o outro nunca faz nada certo, nunca ajuda, nunca colabora, nunca cuida do romance. Às vezes, estamos tão envolvidos pelo problema, tão chateados que não conseguimos reconhecer qual a nossa responsabilidade, não conseguimos notar onde temos falhado. Nesses casos, ter um olhar de fora, preferencialmente isento (porque mãe, irmã, amiga quase sempre é um desastre nessas horas) pode ajudar bastante.

Outro erro é a falta de respeito. Eu entendo que o parceiro com freqüência nos irrita. E a gente perde a cabeça. Respirar fundo, contar até mil (se necessário, rsrs) são estratégias necessárias. Gritar, xingar são ofensas. E graves. É falta de respeito com quem a gente ama. Insultar, ser irônico… tudo isso faz mal ao relacionamento. Essas atitudes não têm volta. Podemos até nos desculpar, mas causam fissuras no romance, abrem brecha para outros comportamentos desrespeitosos e só tornam a vida a dois ainda mais difícil.

Cinco coisas que o homem espera da mulher

romance

É fato que somos únicos… E complexos. Entretanto, talvez os homens sejam mais previsíveis que as mulheres. Por isso, é mais fácil listar suas expectativas básicas no relacionamento. Neste texto, tendo como referência estudos do especialista Willard F. Harley Jr., apresento cinco coisas que eles geralmente esperam das mulheres.

Satisfação sexual – Pois é… É mesmo o primeiro item da lista. Homens pensam em sexo quase o tempo todo. Fazem bem menos do que pensam, isso é certo. Também é certo que se acham muito melhores de cama do que de fato são (basta olhar as pesquisas e notar o quanto as mulheres estão insatisfeitas quando o assunto é a intimidade sexual, o prazer sexual). Mas ainda assim, eles esperam ter uma vida sexual intensa.

Companheirismo – Pode parecer contraditório, levando em consideração o item anterior, mas não é. Homens querem uma mulher companheira. Às vezes, isso pode se traduzir pelo desejo de uma parceira que os acompanhe aos jogos de futebol, nas horas em frente ao videogame… Sei que certas atividades, não agradam as mulheres. Ainda assim, é importante entender quais são as expectativas deles e como podem conseguir atendê-las.

Admiração – Embora pareçam durões e bem resolvidos, muitos homens são inseguros e carentes. Além disso, quem não gosta de elogios, né? Então, entenda: eles querem ser aplaudidos por suas parceiras. Todo homem precisa notar que sua companheira acha ele o máximo. Não estou dizendo aqui que a mulher deve mentir. Porém, é fundamental reconhecer o que ele faz de melhor.

Menos críticas e queixas – Entendo que, com o passar dos anos, a pessoa se torne menos tolerante a alguns erros e maus hábitos. Entretanto, é desgastante demais conviver com alguém que critica tudo… Desde o jeito que você se veste, a forma com que dirige o carro, o trato com os filhos… A sensação que passa é que nada em você é capaz de agradar o outro.

Uma mulher atrativa – E isso aqui não é papo sexista não. Da mesma maneira que é difícil para a mulher sentir-se encantada por um marido descuidado, que não se preocupa em usar um perfume agradável, que não se higieniza de forma adequada, um homem também não se sente atraído por uma parceira que esquece a importância de manter o peso, de estar cheirosa, bem cuidada… O homem, mais que a mulher, é atraído pelo que vê. Por isso, a estética é importante na dinâmica do relacionamento. Cuidar-se é uma forma de demonstrar que se importa com o outro.

Na segunda, uma música

Phil Collins é antigo frequentador do blog. Vez ou outra, compartilho música do artista. O cantor e compositor britânico é incrível. Tem canções arrebatadoras. E para esta segunda-feira escolhi “One more night”. A canção traz o pedido por mais uma noite. Apenas mais uma noite.

Mais uma noite, porque não posso esperar para sempre.

E então, vamos ouvir e relembrar?

O casamento deve ser prioridade

pais_filhos

Filho é um pedaço da gente. É como se fosse extensão de nosso corpo. E é justamente por isso que não raras vezes, assim que eles nascem, tornam-se prioridade em nossa vida. Acontece que, embora seja fundamental dedicar todo amor e carinho a um filho, o parceiro deveria seguir sendo nossa prioridade.

Há uma ordem natural: a gente conhece alguém, ama profundamente e, dessa relação, vem os filhos. E também é assim que deve funcionar o núcleo familiar: a esposa ou esposo segue sendo o primeiro da lista.

Talvez você não concorde e até argumente: “o marido pode me abandonar, mas meu filho é pra sempre”. Eu entendo perfeitamente esse raciocínio. E é também por isso, por seu filho ser pra sempre seu, que o parceiro (ou a parceira) deve ser prioridade. Quando a gente coloca o filho no lugar do companheiro (companheira), comete vários erros. Entre eles o de implicitamente dizer “agora você já não é mais prioridade pra mim”. E isso abre uma brecha no relacionamento, até mesmo para que outra pessoa se aproxime da pessoa que você ama.

Mas sabe de uma coisa? Quando seu cônjuge é prioridade, sua família sai ganhando. Inclusive seus filhos.

O primeiro grande ganho é do próprio relacionamento, claro. É como se você estivesse dizendo pra outra pessoa “estou contigo e não abro. Você é a número um na minha vida”. Poxa, isso faz um bem enorme ao coração. Somos carentes. Queremos nos sentir importantes para alguém. E sentir que o parceiro olha pra gente como se fôssemos tudo na vida dele… é o máximo.

Quem prioriza o companheiro (aplique sempre o termo para o masculino e feminino, neste caso), cria uma atmosfera de romantismo. A pessoa demonstra amor, carinho, desejo, admiração, bem querer… O relacionamento se torna muito mais seguro, estável. E aí é que entram os filhos na história. Filho que nota que o pai ama demais a mãe dele, observa o exemplo, sente segurança e tem um desenvolvimento emocional muito mais saudável.

Os filhos precisam de referências sólidas de amor entre os pais. Filhos que veem o clima romântico que existe em casa acreditam que a vida a dois pode valer a pena. E se tornam, no futuro, melhores maridos, melhores esposas. Além disso, desenvolvem um olhar atento na escolha no futuro do parceiro. Ou seja, têm menos chance de se envolverem com alguém que lhes farão infelizes.

Filho que passa a ser prioridade do pai ou da mãe, torna-se muito mais egoísta. Sem contar que aprende a fazer uso dessa posição, que acaba por lhe dar autoridade, para jogar o pai contra a mãe, a mãe contra o pai… Consequentemente, acaba por ter mais dificuldade para enfrentar as decepções da vida, os “nãos” que vai ouvir pelo caminho… Não saberá ser o segundo na lista e ainda vai buscar num futuro parceiro alguém que apenas contemple suas carências.

Por fim, um último aspecto. Um dia os filhos vão embora. Imagine que o casamento resistiu, apesar do parceiro ter deixado de ser prioridade… O que vai acontecer? O companheiro já não será mais o mesmo de antes. E o sentimento, pela casa vazia, será perturbador. Os índices de divórcio nessa fase da vida ajudam a entender por que, quando os filhos saem casa, o relacionamento se rompe. Como os filhos se tornaram o foco do relacionamento, sem eles, não existe mais relação. A distância, a sensação de abandono já se tornaram tão grandes que nada mais há a fazer.

Cinco qualidades fundamentais do “homem para casar”

casar

Toda lista é passível de ser revista, acrescentada, modificada. Ainda assim, entendo que podem ajudar a pensar diante de situações complexas da vida. A escolha de um parceiro, por exemplo, talvez seja um dos aspectos mais importantes.

Neste texto, apresento qualidades que considero fundamentais em um homem. E toda mulher, que sonha ter um relacionamento estável, deveria levar essas características em consideração. Trata-se de uma lista simples, daquelas que nunca saem de moda.

Infelizmente, muita gente sofre com as consequências de uma escolha errada. E tudo por que ignorou valores básicos. Como vivemos numa sociedade voltada demais para a aparência, pessoas bonitas, divertidas e que parecem bem-sucedidas têm sido vistas como os parceiros ideais. Embora entenda que não há nada de ruim nessas características, elas estão distantes do que é fundamental na hora de escolher alguém casar.

Gostar de crianças e de idosos – Quem não gosta de criança, não tem condição de ser bom pai. Quem não brinca com criança, não ri com criança, não se encanta com criança, já perdeu parte de sua humanidade. E, curiosamente, quem não gosta de criança, quase sempre também não tolera idosos. Querer bem e tratar bem crianças e idosos mostra o quanto uma pessoa é sensível às fragilidades do outro. Neste ponto, sugiro que se observe como o candidato a marido trata a mãe, trata o pai, avó, avô, sobrinhos…

Tem disposição para sujar as mãos – Sujar aqui nada tem a ver com fazer o que é errado. Tem a ver com ter disposição para trabalhar, para não ter problemas em lavar louça, cortar a grama do quintal, trocar o chuveiro, limpar o bumbum do bebê… Homem tem sim que saber trocar pneu, pintar parede… E, principalmente, tem que gostar de trabalhar.

Não ser narcisista – Pois é… Muitos homens cultuam o próprio corpo. Ainda que seja importante preocupar-se com o bem-estar físico e até desejar apresentar-se com um corpo bonito para a parceira, homem que se olha demais no espelho é homem que olha demais para si e deseja ser objeto de culto – inclusive de outras mulheres. E gente assim está mais preocupado em mostrar-se gostoso que dedicar seus carinhos apenas a uma pessoa.

Ser honesto – Quem é honesto não faz negócios questionáveis, não gasta mais do que ganha, respeita compromissos, não engana a parceira… Homem honesto, ainda que cometa erros, não esconde suas falhas. Dividir a vida com uma pessoa honesta significa ter calma, tranquilidade, sossego, paz de espírito.

Humildade – Ser humilde não significa ser simplório. Significa ser alguém que, embora tenha autoestima, não se juga melhor que os outros. Significa ser alguém que respeita a opinião alheia, que reconhece seus erros, que sabe negociar, ceder… Significa ser alguém que pede desculpas, que aceita críticas.

Quem leva em consideração essas qualidades na escolha de um parceiro tem muito mais chance de viver bem, de ter um relacionamento feliz.

Na segunda, uma música

Diana Ross é uma das artistas mais importantes do século XX. E a história dessa cantora americana, de certa forma, se cruza com outro mito da música, Michael Jackson. Sempre foi notável o carinho com que Diana tratava de Michael… É como se Michael fosse o “seu bebê”.

Na década de 1980, um encontro de ambos no palco se tornou mais que a apresentação de um dueto. Foi, na verdade, uma espécie de celebração da amizade dos dois que pôde ser assistida por milhares de pessoas.

Embora o áudio e as imagens não colaborem, vale a pena rever o espetáculo no palco de Diana e Michael na dançante “Upside down”.

Alguns motivos para a infidelidade

infidelidad

A infidelidade talvez seja um dos fatores mais poderosos para destruir um relacionamento. Embora nunca haja justificativa para trair alguém, pouca gente procura refletir sobre quais comportamentos podem levar o parceiro ou a parceira a se interessar por outra pessoa. Neste texto, com base num estudo realizado pelo terapeuta de casais Aaron Anderson, apresento alguns aspectos que levam à infidelidade.

Falta de romantismo. Tem gente que vive esperando que o outro seja o romântico da relação. Adora os paparicos, mas esquece de também ter atitudes que surpreendam o parceiro. Acontece que, depois de algum tempo, a pessoa se cansa de ser a única que busca agradar… E abre-se para encontrar um elogio, um carinho fora do relacionamento.

Falta de intimidade. Estou falando, neste caso, especificamente de sexo. E isso afeta em especial aos homens. Muitos deles se casam, por exemplo, esperando ter uma vida intensa na cama. Acontece que, além das coisas não funcionarem tão bem como eles imaginam, tem parceiras que se esquecem do quanto os homens são movidos por sexo e deixam de cuidar da intimidade do casal. Eu sei que eles nem sempre colaboram, não ajudam a criar um clima favorável… Porém, se quiser mesmo preservar o romance, vale a pena dar uma forcinha para o sujeito e não ignorar o quanto é importante este assunto.

Demonstração de amor. Não basta ter sexo… É fundamental demonstrar amor. Quem não gosta de sentir-se admirado, apreciado, respeitado? Mais que isso… Todos nós gostamos de saber que fazemos falta para o outro. É bom perceber que a pessoa amada sente saudade quando se está distante. E que se sente bem quando se está por perto.

Liberdade. Embora todo relacionamento seja uma escolha, e nessa escolha abre-se mão de uma vida de solteiro (e tudo que ela representa), é necessário ter espaço para movimentar-se, para ter vida própria. Alguns homens gostam de jogar futebol… Algumas mulheres gostam de ir ao cinema com as amigas… Quando o romance se torna uma prisão, o desejo de “pular a cerca” pode aumentar consideravelmente.

Rotina. E aqui começo com um breve esclarecimento: rotina faz bem. E todos temos nossas rotinas. É algo do humano. A rotina garante segurança. Entretanto, uma coisa é manter certas rotinas. Outra bem diferente é viver uma constante rotina, não haver espaço para pequenas surpresas, novidades… Ou seja, da mesma maneira que carecemos de rotinas, também necessitamos ser surpreendidos. Viver um dia após o outro da mesma maneira potencializa a vontade de buscar novas emoções.

Queixas constantes. As reclamações diárias da comida que ela faz, da toalha que ele esquece na cama… Essas queixas cotidianas chateiam, desgastam. Chega um momento que a pessoa fica de “saco cheio”. E aí se encontra alguém que aplaude, que admira, que parece compreensivo, o risco de traição aumenta bastante.

Idealizações. Já escrevi várias vezes sobre esse assunto. Afinal, o maior desastre que pode acontecer a um casal quase sempre tem origem na imagem distorcida que se tem do relacionamento. E pior… Quem entra num relacionamento iludido, logo se decepciona. Mais rápido ainda se ilude de novo. E por outra pessoa. Por isso, também é importante escolher bem com quem a gente vai se envolver. É mais seguro apostar numa pessoa que tenha os pés no chão.

Você admira o que seu parceiro faz?

parejasfelices
O título poderia ser outro: você admira o que sua parceira faz? Afinal, a questão aqui está longe de ser um problema de gênero. Estou falando de admirar o que o outro, o que a sua “cara metade” faz.

Admirar o parceiro é uma premissa básica do relacionamento. A gente não ama quem a gente não admira. Entretanto, não se trata apenas de admirar a pessoa, mas também as atividades que exerce, suas competências e habilidades.

A atividade profissional e até mesmo os hobbies fazem parte do que é a pessoa. E ter no parceiro seu maior fã faz um bem enorme ao coração. Imagine que sou escritor… Seria péssimo se minha parceria sequer se importasse com meus textos.

Eu sei de vários casais em que uma das partes acha que as atividades exercidas pelo outro são menores. E verbalizam isso. O cara é médico e a mulher, fisioterapeuta. Aí o sujeito, ao invés de aplaudi-la pelo que ela faz de melhor, aponta que o rendimento é pequeno, que a mulher devia ter procurado outra profissão… Ou que é melhor ficar em casa que trabalhar.

O inverso também acontece. Não faltam mulheres que pouco se importam com o que os parceiros fazem. Não se interessam, não participam, não comentam, não elogiam… Isso gera um sentimento ruim. E, pior, permite que um terceiro apareça na vida do casal reconhecendo aquilo que o “titular” não reconhece.

Sabe, eu sei que talvez não pareça admirável o gosto dele pelo futebol… Ou o fato de ser “apenas” um açougueiro. Talvez pareça insignificante ser uma zeladora, uma secretária ou atendente de uma loja. Porém, todas atividades são importantes e necessárias. E em todas, há certa beleza. Valorizar o que seu parceiro faz de melhor, reconhecer e aplaudi-lo ajuda a preservar o romance.

Quatro sinais de que o relacionamento está em perigo

casais

Dividir a vida com outra pessoa é sempre um grande desafio. E, por isso, fazer dar certo significa estar atento à dinâmica do próprio relacionamento. O jeito que o casal está vivendo serve como uma espécie de termômetro da qualidade do romance.

Por exemplo, quando o casal conversa pouco ou quase nada, temos um indicativo de que as coisas vão mal. É fato que as pessoas passam por momentos que não falam tanto. Às vezes, sentem necessidade de ficarem mais reclusas, quietas… Também tem aquelas que são introspectivas por natureza. Entretanto, a conversa – sobre tudo – faz parte da vida a dois. Casal que não conversa não é casal. Não tem vida mútua, não se conhece. Porém, a situação mostra-se mais grave quando o silêncio representa fuga, quando sugere que existe a vontade de evitar o outro, de se expor ao parceiro.

O casal também deve ficar atento a um outro sintoma: discutir sempre pelas mesmas coisas. É natural que alguns hábitos façam parte de nós. E não abandonemos. Não raras vezes, esses hábitos se tornam motivo de disputa entre o casal. Porém, com um pouco de boa vontade, é possível aceitar a mania do outro e viver em paz. Entretanto, existem alguns temas importantes na relação que, se retornam com frequência, apontam que o romance está em perigo.

Não é normal, quando o casal vai conversar, que haja sempre reclamações, e estas sejam as mesmas de sempre. Isso significa que não estão solucionando os conflitos de maneira que possam superá-los. Provavelmente, as discussões estão causando mais desgastes, aprofundando os problemas.

Tem dois outros sintomas que considero, talvez, os mais graves: guardar rancor ou ressentimento em relação ao outro e o distanciamento emocional.

Quando a gente guarda rancor significa que não houve perdão. Na convivência a dois, existem momentos tensos, conflitos, decepções… Mas se não perdoamos, não “passamos uma borracha” e apagamos isso da memória, dificilmente será possível manter a relação. O ressentimento representa um voltar ao passado, um sentir de novo tudo aquilo que feriu. Ninguém dá conta de viver bem revivendo coisas ruins. E isso gera raiva, irritação, ódio e até desejo de vingança.

E seja por rancor ou outros sentimentos, o casal pode distanciar-se emocionalmente. A pessoa está perto, mas o coração está longe. E quando isso acontece, rompe-se a unidade que é fundamental em todo relacionamento. A pessoa passa a olhar para si, decide por si, ignora as vontades do outro, não repara mais… O parceiro torna-se um estranho. Sabe, relacionamentos felizes são felizes porque há o desejo de compartilhar mutuamente felicidades e tristezas. Não há espaço para sentir prazer na desgraça do outro.

Enfim, estar atento a estes sinais é uma maneira de saber se o relacionamento está ou não num bom momento. Evidente que existem muitos outros indicativos de que alguma coisa vai mal. Porém, esses quatro pontos são muito comuns em casais que estão próximos da separação. Por isso, sustento que, quando se reconhece há um problema, exitem muitas coisas que se pode fazer se o casal nota a tempo que o romance está em perigo. Atualmente, além de boas leituras disponíveis na internet, também há livros de escritores sérios disponíveis nas livrarias… Sem contar terapeutas e especialistas em relacionamento que podem ajudar o casal a encontrar saídas para a reconstrução do romance.